Nevou aqui em Turku, agorinha mesmo!
Oh, só durante uns minutitos, e com farrapos muito pequeninos, mas era neve!
Avisaram na rádio que esta noite e amanhã vamos passar por uma tempestade. E é bem capaz de nevar novamente!
from the ground, there is a beautiful world
you can see that here
tive de meter esta gente na ordem!
já fiz isto há algumas semanas, mas só agora me lembrei de tirar a foto para vos mostrar.
alguém foi deixando a louça acumular no lava-louça, até este ficar a abarrotar, durante três dias. ao fim desses três dias, toda a gente começou a queixar-se, mas a queixar-se para o lado, para quem estava mais perto.
até que, já aborrecida com isto, e ante a perspectiva de não ter espaço para lavar a minha louça e ouvir gente a queixar-se (e com razão), perguntei a quem estava na cozinha de quem era a louça e como não era de ninguém, pedi que se alguém procurasse pela louça que dissessem que estava no balcão atrás, mas pelo sim, pelo não, escrevi o papel que vêem na imagem.
Toda a gente aplaudiu. Acabámos por lavar a louça e colocá-la no armários e nos dias seguintes, com o lava-louça sempre impecável
, toda a gente, de uma forma ou de outra me disse pessoalmente, ou em grupo e em conversa, que achou muito bem. Que já se devia ter feito isto há mais tempo.
Reparem: TODA a gente. Eu acho que há gente que não mora aqui e que vem cá cozinhar!

acho que pela primeira vez na vida ouvi uma folha a cair!
Aqui já não chove desde a madrugada anterior e quando não chove as temperaturas variam entre os 5ºC e os -2ºC. Fui lá fora. Como é dia de semana, aqui na student village vive-se um silêncio sepulcral. Em frente à porta há uma árvore que começa a perder as folhas. De vez em quando cai uma. O impressionante foi ter conseguido ouvir o som que elas fizeram ao cair!
(são 4h30 da manhã agora e eu estou acordada porque tenho estado todo o dia com dor de dentes - não, os comprimidos não me fazem nada. Daqui a 3h e meia tenho dentista e nunca quis ir tanto ao dentista como hoje. é a segunda vez que lá vou. da primeira, a médica atrasou-se 20 minutos, porque teve um problema nos olhos. eu era a segunda pessoa. ela chegou ao pé de mim, pediu-me muitas desculpas e disse que se eu quisesse esperar, que me atendia, mas se eu não pudesse, que me marcava para outro dia! fiquei tão admirada que primeiro até pensei que não estava a perceber o que ela estava a dizer!)
São dez. Costumizáveis. E são grátis. Para saberem como fazer, é favor ir ler o post deste cavalheiro. Também queriam que vos dissesse tudo aqui, não?
Eu experimentei e recebi um email do sr. Litle Moo, que é um print robot.
Hello paula
I’m Little MOO - the bit of software that will be managing your order
with us. It will shortly be sent to Big MOO, our print machine who will
print it for you in the next few days. I’ll let you know when it’s done
and on its way to you.Remember, I’m just a bit of software. So, if you have any questions
regarding your order please contact customer services (who are real
people) at:http://www.moo.com/service
Thanks,
Little MOO, Print Robot
Muito simpático, este pequeno robot.
Isto tudo faz-me lembrar $apt-get moo
O que me faz lembrar Debian.
Que por sua vez me faz ter saudades.
Talvez arranje tempo para a instalar aqui…
Encontrei um português em Turku!
Chegou a Turku, na sexta-feira e a esta altura já deve ter continuado viagem.
É de Setúbal. Saíu de Portugal em 2003 e desde então tem viajado pela Europa de bicicleta. Muitas histórias para contar, 25000 Km e 20 e tal pneus depois, a bicicleta é a mesma. Quer entrar para o guiness.
Quando chegou ao FishMarket, que ocorreu aqui no passado fim-de-semana, despoletou logo grande interesse entre os finlandeses, que lhe faziam perguntas com admiração e entusiasmo.
Que seja uma boa viagem e que encontre em cada paragem abrigo.

Turku acordou com bandeiras da Finlândia hasteadas quer em edifícios públicos, quer em casas particulares, em celebração do Dia das Nações Unidas. Em Portugal, colocamos bandeiras por toda a parte quando há futebol.
Aqui há mais informação.
… ao sr aqui do lado. De presente, um tipo de arte que descobri há pouco tempo. Há mais aqui.
Aqui está uma nova música de Merankorii. Podem ouvi-la ali ao lado. Queria falar-vos dela, mas tem lá tanta coisa, que preciso de mais tempo ![]()
Aqui continuam a poder mostrar que acreditam nesta banda.
there are still songs that make me cry
this is one of them.
Words are flying out like
endless rain into a paper cup
They slither while they pass
They slip away across the universe
Pools of sorrow waves of joy
are drifting thorough my open mind
Possessing and caressing meJai guru deva om
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my worldImages of broken light which
dance before me like a million eyes
That call me on and on across the universe
Thoughts meander like a
restless wind inside a letter box
they tumble blindly as
they make their way across the universeJai guru deva om
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my worldSounds of laughter shades of life
are ringing through my open ears
exciting and inviting me
Limitless undying love which
shines around me like a million suns
It calls me on and on across the universeJai guru deva om
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Jai guru deva
Jai guru deva
Apesar de já conhecer o Inspector Maigret da série televisiva, foi só há pouco tempo que comecei a ler os livros do Simenon. O primeiro, que encontrei num alfarrabista em Turku, edição verde da Penguin [1961], intitulado The Hatter’s Ghosts, começa a 3 de Dezembro, embora os acontecimentos que relata se tenham iniciado a 13 de Novembro:
It was exactly twenty days ago, for it had happened on the 13th of November (…)
O segundo livro, agora já com o Inspector Maigret como personagem [Penguin, 1974], começa também ele em Novembro.
It was November. Dusk was falling.
O terceiro, que chegou há pouco tempo e que ainda não li, [Harvest/HBJ, 1970], tem como título November e começa, que eu já espreitei:
It was the second Friday in November, November 9th to be exact.
Está visto que entrei numa fase Simenon, será que todos os livros dele vão começar em Novembro?
alguém me perguntava, aqui há tempos, se a foto do rio era a vista do meu quarto. não. do meu quarto, olhando para a esquerda:
e debruçando-me na janela, olhando para a direita:
Não resisti. Disse para mim própria: ainda é um candidato, talvez não seja estável, talvez me dê cabo da configuração, bookmarks e so on…
Não adiantou e instalei-o. Estou maravilhada. Vem com a única coisa que invejava no Safari: poder fechar a tab na tab apenas com um click.
E para além da cruzinha na tab, que a permite fechar, há uma setinha do lado direito onde podemos ver e escolher a tab que queremos (havia uma extensão tipo exposé, que ajudava, mas com as tabs eram muitas, ficavam os thumbnails demasiado pequenos.

A segunda feature de que me apercebi foi o facto de ele sugerir quando escrevo na box de procura, o que é óptimo, porque às vezes quero procurar alguma coisa, ams não sei muito bem como lhe chamar

A terceira feature que descobri é uma maravilha! Andei finalmente a organizar o meu leitor de RSS e até agora tinha de ir buscar a feed e copiá-la para o leitor… Mas agora é só clicar no símbolo e adicionar (se o vosso leitor não for online, podem escolhê-lo e funciona direitinho.

A última coisa que descobri, foi depois de quse levar um susto. O firefox encerrou sozinho e quando fiz reopen perguntou-me se eu queria restaurar a sessão (também havia uma extensão para isto). Não screenshot porque eu fiquei tão surpreendida que carreguei logo em yes
Depois de escrever isto lembrei-me que um dos motivos que me faz preferir o Firefox sobre todos os outros browsers é este paradigma de adaptar a tecnologia a mim em vez de me ter de obrigar a adaptar a ela: tenho um browser-base e adiciono-lhe apenas aquilo que necessito para a utilização que faço dele (extensões), em vez de ter um browser cheio de coisas que não utilizo.
E fiquei a pensar que o Firefox está cada vez mais a ter “mais coisas”. Mas, até agora, tudo isto me dá muito jeito
Acordei, tomei banho e a seguir olhei-me no espelho. Reparei que o meu cabelo me tapava já o pescoço. No dia seguinte, depois do banho, voltei a olhar-me no espelho e o meu cabelo alongava-se pelos ombros, tocando-me já as costas.
Senti uma aflição. Se o cabelo continua a crescer a esta velocidade, em breve terei de ir a um daqueles sítios horríveis. E não vou poder chegar lá e dizer “cut it”, fechar os olhos e abri-los apenas quando tudo já tiver terminado. De certeza que a senhora vai fazer-me uma série de questões a que eu não vou conseguir responder. Se nem em Portugal consigo perceber do que elas estão a falar, aqui então…
Estava quase em pânico, quando me lembrei de ter lido algures que o tamanho do cabelo é uma característica genética e que vai até um máximo que pode variar entre 30 a 90 cm, após o qual, cai.
E assim, virei-me para o outro lado e só voltei a acordar quando o sol me entrou pela janela do quarto.
Eu estou farta de CSS’s até aos cabelos!
Estico daqui, encolhe dali. Estico dali, encolhe daqui.
O que me vai valendo é o Xylo scope. Permite ver, de um site, a página html e as folhas de css. E para quem nunca estudou isto na vida, é óptimo porque se consegue ver as relações entre o que se vê e o código!
O preço também não assusta: $ 19,95
No site podem ainda ver ou fazer o download de uma tabela que ajuda a perceber as opções numa folha de css. É só ir clicando nas opções.
Primeiro olhei para as St Paulias, ams lembrei-me que a Susana me deu uma, em tempos e não poderia ter outra. Depois olhei para as roseiras em miniatura, mas lembrei-me que quando fui viver três meses para o Porto, a Manela deu-me uma.
Optei pela couve! Quando as folhas velhas (de baixo) forem caíndo ou sendo retiradas, ela acaba por crescer como uma árvore.
É para cuidar. Claro que não é para comer, seus desagradáveis!
Consegui uma caixa com dois dvd’s dos Avengers, aqui em Turku, usados, baratos e em bom estado, mas região 1.
Comprei na mesma, porque nunca consegui encontrar esta série em região 2.
Nos mac anteriores, dizem-me que se fizermos com que o DVD Player não arranque automaticamente, o VLC não pergunta pela região. Neste meu mac-intel isso não acontece.
Dizem-me também que há um firmware para desbloquear a drive, mas uma ronda pelos fóruns mostrou-me que pode ser perigoso, que pode danificar a drive e tenho receio de experimentar.
Consequência: mudei a drive para região 1. Ripei os dois dvds dos avengeres, com o Mac the Ripper, gravei-os para um novo dvd e agora vou esperar pelo dvd do Scorsese (usado e barato), que encontrei na Amazon e vou fazer o mesmo. Depois voltarei a mudar a região e ficarei apenas com mais 3 hipóteses de mudança.
Dizem-me para ficar atenta às próximas versões do VLC, mas não sei se funcionará.
Esta questão parece-me realmente estúpida. Tão estúpida, que nem me dei ao trabalho de procurar muito sobre ela, acho que tem a ver com a estreia dos filmes. Uma parvoíce, se pensarmos que uma pessoa que vá viver para um país com região diferente fica sem poder ver filmes ou mais grave uma pessoa que queira ver um filme que só está editado numa região, como parece ser este o caso.
Outra coisa que me aborrece (estou a ser simpática, na verdade a coisa tira-me do sério!) profundamente é o iTunes. Já comprei lá uma ou duas músicas, porque as não encontrava em mais lado nenhum e depois me apercebi que na verdade não comprei nada, só “aluguei”, já que para as ouvir estava obrigada a fazê-lo da forma que eles queriam! Rapidamente percebi também que a primeira coisa a fazer, quando se compra uma música no iTunes é criar um cd áudio e ripá-lo a seguir para mp3. Não se pode? Leiam os meus lábios: A-Z-A-R!
Se compro uma música porque não posso ouvi-la onde quero?
Depois o Francisco Amaral falou-me num site russo, onde se pode comprar mp3, tudo de forma legal, o Allofmp3, mas agora o Mind Booster Noori alerta para o facto deste site poder fechar.
Isto tudo tem a ver com DRM (porque estive uns dias sem fazer as minhas leituras bloguíticas diárias dexei passar o 3 de Outubro)
O site Defective by Design aponta-nos alternativas. Há coisas que podemos fazer!
Se aqueles gansos (ou patos) não íam enganados, uma das esquinas do meu quarto aponta para o sul
acho que foi a primeira vez que vi uma imagem tão parecida quanto as dos gansos das figuras do livro do Nils Holgersson
Mas o que é que vocês querem que eu vos faça?
Saí de Portugal há mais de um mês. E agora que já tenho internet no quarto, começo a ouvir a Antena 1 e as notícias. E porque quando estava em Portugal estas respostas da senhora Ministra da Educação me pareciam já repetitivas, apeteceu-me falar sobre elas.
Houve no passado dia 5, e segundo a antena 1, uma das maiores manifestações de sempre dos professores, em Portugal. O jornalista da Antena 1 foi confrontar a Ministra da Educação, a qual responde algo como:
Não sei, não acompanhei. Não estava. Não acompanhei
Aqui o jornalista faz uma pausa. E eu compreendo esta pausa. Depois de uma resposta destas, o jornalista (sentido-se atarantado, de certeza) deve estar a pensar: “Ter-me-ei enganado? Será que vim falar com o Ministro da Economia em vez da Ministra da Educação?”
E é talvez por causa desta pausa, que a senhora ministra segue:
“O que é que quer que lhe responda?”
E, claro, a partir daqui a notícia tem os segundos contados. O que mais há-de o jornalista perguntar? O que é que se pergunta mais a um aluno que não faz os trabalhos de casa e não acompanha a matéria?
“Are you a Merankorii believer?” - Yes, I am
Eu sei, há sempre alguma coisa que queremos comprar e quase sempre temos de fazer contas à vida. Mas cada parte custa $10, e $10 não é assim tanto (quem puder pode comprar mais, claro!).
E a música é linda. Lembram-se do Interlude?
Bom, isto tem tudo a ver com SellABand, é para ir aqui ver como é, e seguir as instruções.
Se ainda não conhecem, podem ouvir aqui, através dos vários links que o autor disponibiliza.
Depois de ouvirem, vão perceber porque sou eu um dos “Merankorii believers” e vão querer ser também
Ah e está em 5º lugar no SellABand, vamos todos dar uma mãozinha e puxá-la mais para cima?

Últimas investigações apontam para a possibilidade da mulher retratada estar grávida ou ter sido mãe há pouco tempo.
A técnica utilizada na investigação permitiu ainda lançar luz sobre a técnica sfumato aplicada no quadro.
Ontem, cheguei da aula de Finlandês e ao passar pelo gabinete da Ilse, disse-lhe.
E ela perguntou: "Oh, and what did you learn today?"
E eu logo: "Mitä sinä syöt aamulla?"
O Tuomas, que nesse preciso momento passava no corredor disse qualquer coisa em Finlandês que a Ilse se apressou a traduzir:
"He says he is very well, thank you"
E eu: "Oh! But I was asking what you eat at breakfast!"
Chegou a vez da Biblioteca da Universidad Complutense de Madrid
Mais informação aqui.
No meu corredor há:
- um italiano e uma italiana (esta menina é da terra do Virgilio, do poeta que guia Dante na Divina Comédia);
- duas peruanas;
- uma francesa;
- duas castelhanas e um castelhano que só lá vai dormir;
- uma polaca;
- uma alemã.
São doze quartos, mas não faço ideia do quem é o número 12. E partilhamos todos a cozinha. O italiano, Roni, de seu nome, não sabe quase nada de inglês e decidiu que em vez de aprender melhor inglês seria melhor ensinar italiano.
No primeiro encontro com uma das peruanas, estava ele na cozinha a preparar a comida e a peruana pergunta-lhe:
- Do you live here?
Resposta rápida do Roni:
- No (ler nó)
A moça pensou que não tinha pronunciado bem ou que tinha falado muito rápido e repetiu:
- Do you li-ve he-re?
Resposta pronta:
- No, No
Ela contou-nos que foi para o quarto a pensar "If he doesn’t live here, what the hell is he doing in my kitchen?!"
Esta moça anda a prender italiano, diz ela que é para conseguir falar com o Roni… As mais das vezes, estamos uma portuguesa, os italianos, as peruanas e as castelhanas: é uma algarviada que enm vos conto!
Era o que mais faltava vir agora um italiano dizer-me como hei-de eu cozer a minha spagetti!!!
Distâncias
Estou bastante aborrecida com estas pessoas de Turku! Até agora, eu detinha o título de "não ter qualquer noção de distância". Não havia ninguém que calculasse tão mal as distâncias como eu. Algo que fosse já ali, demorava, na realidade, dias a chegar. Algo que fosse pequeno era, realidade, grande.
Mas as pessoas de Turku (não sei como se chama um habitante de Turku) conseguem arrebatar o título, na maior das calmas! Dizem eles que Turku é uma "small city"! Small, imaginem. As ruas são largas, duas vias em cada sentido, mais a estrada das bicicletas e finalmente a estrada dos peões. Os prédios não são muito altos, de facto, mas alongam-se como comboios. E os mais antigos têm um pé direito de antigamente! Small, dizem eles. E ainda perguntam "And Coimbra?" Que posso eu dizer? "Tiny".
Cadernos
Os finladeses têm uma tara por cadernos quadriculados! Não se encontra um caderno de linhas! Bem, há cadernos pautados, mas das duas uma, ou têm bonecos na capa (!) ou são tipo diário (capa dura, forrados a tecido ou pele). Nem nas papelarias maiores, de encher o olho a qualquer estudante, encontrei um caderno de linhas digno de tal nome. Conclusão: lá vou eu de caderno com um urso na capa para o curso de Finlandês!
Frutos silvestres, geleias e doces
É outra tara desta gente! Tudo o que seja framboesa, morangos, amoras, bagas e sei lá mais o quê! Em todo o lado: bolos, pão, e até no prato principal! Também se passam com cogumelos, mas este ano estão muito caros, já que tiveram um ano muito seco.
Pássaros
Tal como em Uppsala, têm aqui uns pássaros da família dos corvos, muito chinfrineiros. E outros enormes, pretos, brancos e azuis. Os finlandeses estão para estes pássaros como nós estamos para os pombos e os pardais. Quando eles voam baixo sobre as ruas da cidade dá vontade de nos virarmos para um Fin e dizermos "Wow, Hitchcock must have been here, just before shooting Birds"
Passadeiras
Se o sinal fica verde para os peões, significa que podem passar em segurança, certo? Errado. Nos cruzamentos, apesar de estar verde para os peões e os carros à vossa esquerda pararem é possível que passem carros pela direita. Nunca reparei se isto em Coimbra também é assim, mas aqui as ruas têm todas dois sentidos e nos cruzamentos os carros páram à vez. lá mais para a periferia da cidade, há ruas com três sinais: um para os peões, um para os carros que vão em frente e um para os carros que mudam de direcção (estes dois últimos quase de costas um para o outro). se não perceberem este pedaço de texto, não faz mal: eu ainda ando desorientada com o tráfico.
A sorte é que a maior parte das pessoas usa bicicleta. Sorte ou azar, já que depoisd e atravessarem a estradas dos automóveis devem parar na bordinha do passeio e verificar se não vem nenhuma bicicleta, para então poderem passar para a estrada dos peões!
Se alguém numa bicicleta levantar o braço, não significa que vos esteja a cumprimentar. Preparem-se que o condutor vai mudar de direcção!
Quando atravessam as passadeiras vão sempre em frente, de um lado ao outro da rua. Nada de diagonal, nem de mudar de direcção a meio! se o fizerem, os ciclistas desorientam-se e vocês arriscam-se a levar com uma beleza daquelas em cima! Se forem sempre a direito não há problema que eles conseguem desviar-se.
Horários
Às quatro da tarde, esta gente começa a preparar-se para ir para casa! São 17h32 neste momento e estou cá só eu e uma professora que veio cá tirar umas fotocópias! No prédio inteiro de três andares!
Respiração
Eu bem imaginava que havia problemas de respiração e agora que começo a reconhecer algumas palavras e a atentar no que os Finns falam, não há margem para dúvidas: eles não conseguem respirar e depois ficam muito aflitos e falam enquanto inspiram o que dá um som aflitivo de como se estivessem a ir buscar ar lá mesmo em baixo para conseguirem dizer o resto! E quando acabam ainda inspiram mais um bocadinho e fazem um ah!
Quer dizer, para eles é normal, para mim é que é aflitivo ouvi-los!
Tinha mais coisas para vos dizer, mas fico por aqui hoje!
…, saídas para namoradas ou (nos casos mais atrevidos) entradas para namorados, como antigamente?
Desde que vi esta casa, a caminho da Student Village, que não em canso de olhar para ela. Deve ser do verde. Descobri há pouco tempo que está para venda (suponho que apenas uma das partes). Se alguém me quiser dar 55000 euros, fica a saber que serão muito bem empregues 
fiz um upgrade no blogsome e deu asneira. enquanto não sei se se pode resolver fica assim mesmo. assim que tiver uma solução logo vos digo

Bárbara, Gamito e Hugo: que me dizem desta desarrumação?
Já saíu o novo, desta mezzo-soprano sueca. É estranho. Ainda me sinto abalada e sem saber muito bem como lidar com isto. A voz continua linda. Numa primeira audição, gostei desta Ljusa Kvallar Om Varen.
O meu favorito continua a ser este:
Tabacaria - Álvaro de Campos (excerto)
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

… por este cavalheiro.
quando fores etiquetado tens que escrever seis informações aleatórias sobre ti. Depois escolhes seis pessoas para etiquetar e lista os seus nomes.
1. Gosto de observar os pormenores.
2. Adoro Turku e queria ficar cá para sempre.
3. Sou perdida por chá verde e por queijo.
4. Prefiro os livros usados.
5. Às vezes, sou um bocadinho resmungona. Talvez um bocadinho mais do que um bocadinho…
6. Adoro o meu trabalho.
As vítimas (algumas que eu queria já foram etiquetadas
):
1. o Homem do Leme
2. o 2.5
3. o Gustavo
4. o nosso umbigo
5. o Tope
6. a Lua em fogo
Autumn Leaves - Patricia Barber

hoje estou meio esquisita. in mood for nightclub alone.

uma das mais belas músicas e interpretações para ouvir aqui ao lado.
É só papelada! Student Union, Student Card, Bank Account, Starting Package fee, Rent, International Student Guide, Student Village Guide, Newsletters about activities (sauna, concerts, sports) eu sei lá que mais.
Os serviços fecham às duas e com o Introductory Course for International Students mais work, acabo por não ter muito tempo para escrever aqui.
Mas queria fazer um post sobre perigos em Turku:
1 - os pés: os caracóis atravessam a estrada e ver uma carnificina pelo caminho.
2 - as bicicletas: não se ouvem, só damos por elas quando ouvimos um silvo fininho e uma travagem brusca. No passado fim-de-semana ía sendo atropelada por uma! É preciso andar com os ouvidos bem abertos e quando mudamos de direcção convém olhar para trás. As bicicletas também podem ser perigosas para os ouriços cacheiros, ontem assustei um com um shoo que estava bem no meio da estrada das bicicletas (aqui há estrada para carros, estrada para bicicletas e se tiverem sorte um bocadinho para peões
).
Turku parece ser uma palavra russa para mercado. Aqui está ele, todas as manhãs excepto Domingos.
O meu vizinho - para o sr. TRAlves
O meu quarto fica em frente a um pub chamado “Three beers”, e não podia ser de outra forma, já que aqui uma é mentira. Ao fim de semana, é ver gente com um saco ou pack de cervejas numa mão e uma aberta na outra. Moro ainda ao lado de um cemitério. Os cemitérios aqui (como na Suécia) têm imensas árvores e arbustos, pelo que se encontram lebres, coelhos e outros animais.
Ontem, fui fumar um cigarro à porta da residência e qual não é o meu espanto quando vejo este pequenino a atravessar a estrada numa correria. Lá ficou entre a relva do jardim.
É que a tratarem-me assim aqui, já não volto!
Gabinete só para mim, com o meu nome e tudo!

Tutkija=researcher
a primeira coisa que fiz foi tirar os (poucos) livros que consegui trazer e pensei “tenho a casa a arrumada”…
depois olhei para a direita…
depois para a esquerda…
e só me apeteceu gritar!
a jantarada que o sr Cardoso e o sr Gamelas fizeram nos últimos dias que estive em Coimbra. dizem que o sr Gamelas veio de propósito do Porto com a receita fechada numa mala à prova de tudo com código.
Ía aproveitar para participar, mas agora que tentei aceder ao site vejo uma mensagem de erro do wordpress… “demasiadas” participações?
WordPress
Error establishing a database connectionThis either means that the username and password information in your wp-config.php file is incorrect or we can’t contact the database server at db47int.dotsterhost.com. This could mean your host’s database server is down.
* Are you sure you have the correct username and password?
* Are you sure that you have typed the correct hostname?
* Are you sure that the database server is running?If you’re unsure what these terms mean you should probably contact your host. If you still need help you can always visit the WordPress Support Forums.
afinal, sempre voltei antes de chegar a Turku. seis horas no aeroporto de Amsterdam é dose… mas podia ser pior, podia estar em Milão
ou ainda pior, podia, como o Jason, que acabei de conhecer, ter passado as últimas 18h dentro de um avião… dos EUA para cá.. ![]()
Sortudo, que vai de férias para Itália e Grécia…

É já amanhã! A dica foi de um vizinho ![]()
As regras estão aqui. Pena ser precisamente no dia da minha viagem, pelo que dificilmente conseguirei aceder à net. Vejo depois!
apps que uso em mac os x - Instant Messenger
A pedido de algumas pessoas, começo aqui uma série de posts relativos às aplicações que uso em Mac OS X.
Peço a atenção do leitor para o facto de estas considerações serem feitas apenas na óptica do utilizador e não de um especialista em informática.
Clientes
+
multiprotocolo, consigo colocar todas as contas de jabber, gtalk, msn e aim.
altamente costumizável - aparência, sons, plugins de mensagens, integração com iTunes etc
fácil de configurar quando uso aquilo a que os informáticos chamam de proxy
-
crasha algumas vezes
os quacs, by default, tornam-se irritantes ao fim de pouco tempo, pelo que é algo com que se perde tempo a tirar, aumento da expressão “raio do pato!”
+
bastante estável, consigo configurar as contas de jabber e gtalk (que parece é também jabber) e consigo usar o transport para poder usar o msn
sons engraçados
mensagens de estado, by default, muito boas
fácil de editar as contas de jabber (incluir ou excluir transportes, criar contas etc)
Necessário para criar contas de jabber a serem usadas no iChat
as lâmpadas são bonitas
-
não propriamente um problema do Psi, mas da conta de jabber que uso: às vezes o protocolo com o msn não funciona muito bem.
poucas pessoas a usarem e difíceis de convencer a mudar
+
posso usar a minha conta de jabber e msn como consequência
com o user da .mac posso ter vídeo conferência (razoável, quer em comunicações dentro da mesma cidade, quer entre países: Portugal - Itália)
estética bonita: foto ou ícone do contacto na barra, o que permite também a identificação rápida dos contactos.
-
sou obrigada a usar o Psi ou outro cliente de jabber para configurar a minha conta de jabber com transports incluídos
não consigo configurar o proxy na conta de jabber, apenas na de AIM
+
chat, áudio e vídeo
excelente qualidade nos três
ao nível do protocolo: vantagem (tal como em jabber, parece-me conseguir receber mensagens que me foram enviadas enquanto estive offline)
-
poucas pessoas ainda a utilizarem, mas mais fáceis de convencer a usar do que no caso do jabber (basta falar-lhes na possibilidade vídeo)
Protocolos:
+
consigo receber mensagens que me foram enviadas quando eu estava offline
consigo comunicar com outros protocolos
não recebo ícones aos saltos e tremedeiras pirosas do msn.
-
poucos servidores aguentam o transporte de ficheiros
MSN
+
única forma de comunicar com alguns amigos
-
vírus em forma de mensagens de amigos e colegas de trabalho tipo enviei “um cartão para vc” e link de um exe a seguir (se tivermos em conta que trabalho com professores brasileiros, a coisa fica pior)
ícones, tremedeiras e sons pirosos
difícil convencer alguns contactos que há vida para além do msn e que há coisas que eles enviam e que eu não recebo ou não vejo
Tropical - Entro no café, vejo pessoas de circunstância. Gosto do espaço. Gosto da música. Vigio as conversas.
Uma tarde destas pede um Camus ou uma Simone de Beauvoir. Mas as conversas são triviais. O que se fez à noite. Quem se encontrou. Quem se conheceu. E são vazias.
O café puro parece uma droga. Há corpos sentados aqui e ali, falam de forma surpreendentemente calma. O cansaço da noite faz-se sentir.
À tarde, trazem-se revistas e jornais de referência para o café que não se lêem ou a que se dão atenção apenas quando a conversa esmorece.
Se não há ninguém, o corpo senta-se, abre a Wire pede um café. Mas a Wire é apenas um pretexto porque os olhos do corpo se voltam para a porta sempre que entra alguém. E, no entanto, o resto do corpo não espera ninguém.
Sim, a tarde de hoje pede um Camus ou um Pessoa.
Mas pede sobretudo alguém que pedisse o mesmo.
Vou-me embora deste gabinete. Nunca mais cá volto. E levo o guarda-chuva!
Pois é, o sr. Anonymous já chegou de Amsterdam. Parece que nos trouxe fotografias. Esperamos como a raposa.
The Road to 1,000 Competition on twodotfive
É na casa do sr Sérgio. É favor lá ir e ver como votar. Afinal, é só até ao final de Agosto. E podem escolher prémios!
Primeiro estive doente - mas quem é que tem uma amigdalite e uma gripe em pleno Verão?! - depois (e ainda) tem sido uma correria, arranjar tudo para a viagem, deixar o trabalho pronto, preparar o novo trabalho. Por isso, nem um olá tenho dito por aqui. Mas estou cá em casa, só ando meio caladita…
E sei que vocês também estão
A imagem é pela música ali do lado. Cherry Blossom é uma flor (aparece nos candeeiros que a Charlotte compra para o quarto de hotel).
Segundo o Diário de Notícias de hoje, “o Governo português autorizou que um avião israelita de transporte militar fizesse uma escala técnica na Base das Lajes, no arquipélago dos Açores, na semana passada.”
A razão para ter sido dada autorização parece prender-se com o facto de o avião transportar “material bélico não ofensivo”.
O adjectivo bélico é empregue quando nos queremos referir a algo que diz respeito à guerra ou que é próprio da guerra, pelo que a frase me parece um paradoxo.
A não ser que o iluminado que deu a autorização tenha pensado “Bem, o material bélico está lá dentro do avião, muito bem arrumadinho. Ninguém está a ameaçar ninguém com aquele material, neste momento. Se calhar, aquilo deve até estar tudo desmontado e se alguém se lembrar de ameaçar alguém, ainda deve demorar um bocadinho de tempo a montar tudo e tal…”
Se para além de iluminado, também for um inocente, deve ainda ter acrescentado ao seu pensamento, “Para além do que, ninguém nos diz que tal “material bélico” venha a ser usado de forma ofensiva. Não. Talvez o Governo Israelita o transporte pelo puro prazer de transportar. talvez nem o venha a usar nunca. Perfeitamente possível!”
Também se pode dar o caso, da alma que deu a autorização levar as coisas para o lado mais pessoal e não se ter sentido ofendido com a escala técnica do avião…
Existirá material próprio da guerra não ofensivo? Poderá alguma guerra não ser ofensiva?
Há um farol no fim do mundo, em Ushuaia. As pessoas com desgostos amorosos, podem deixar lá todos os problemas.

Imagine me and you, I do
I think about you day and night,
Its only right, to think about the girl you love
and hold her tight so happy togetherIf I should call you up, invest a dime
and you’d say you belong to me, and ease my mind
Imagine how the world would be
so very fine, so happy togetherI can’t see me loving nobody but you
for all my life
When youre with me, baby the skies will be blue
for all my lifeMe and you, and you and me
No matter how they toss the dice, it has to be
The only one for me is you, and you for me
so happy togetherSo happy together
So happy together (ba-ba-ba-ba ba-ba-ba-ba)
The Squid and the Whale - Noah Baumbach [2005]

Acabei de chegar do cinema. Gostei da imagem granulada e dos movimentos da câmara. Gostei da história. Agora preciso de tempo até o filme assentar. Recomendo. O final melhora o próprio filme. O site não consigo ver, talvez amanhã.
Tinha de vos dar conta disto. Eu escolhi o lugar onde a Anita Ekberg se banhou, mas podem ver até outras cidades, Lisboa inclusivé.



