Nevou aqui em Turku, agorinha mesmo!
Oh, só durante uns minutitos, e com farrapos muito pequeninos, mas era neve!
Avisaram na rádio que esta noite e amanhã vamos passar por uma tempestade. E é bem capaz de nevar novamente!
from the ground, there is a beautiful world
you can see that here
tive de meter esta gente na ordem!
já fiz isto há algumas semanas, mas só agora me lembrei de tirar a foto para vos mostrar.
alguém foi deixando a louça acumular no lava-louça, até este ficar a abarrotar, durante três dias. ao fim desses três dias, toda a gente começou a queixar-se, mas a queixar-se para o lado, para quem estava mais perto.
até que, já aborrecida com isto, e ante a perspectiva de não ter espaço para lavar a minha louça e ouvir gente a queixar-se (e com razão), perguntei a quem estava na cozinha de quem era a louça e como não era de ninguém, pedi que se alguém procurasse pela louça que dissessem que estava no balcão atrás, mas pelo sim, pelo não, escrevi o papel que vêem na imagem.
Toda a gente aplaudiu. Acabámos por lavar a louça e colocá-la no armários e nos dias seguintes, com o lava-louça sempre impecável
, toda a gente, de uma forma ou de outra me disse pessoalmente, ou em grupo e em conversa, que achou muito bem. Que já se devia ter feito isto há mais tempo.
Reparem: TODA a gente. Eu acho que há gente que não mora aqui e que vem cá cozinhar!

acho que pela primeira vez na vida ouvi uma folha a cair!
Aqui já não chove desde a madrugada anterior e quando não chove as temperaturas variam entre os 5ºC e os -2ºC. Fui lá fora. Como é dia de semana, aqui na student village vive-se um silêncio sepulcral. Em frente à porta há uma árvore que começa a perder as folhas. De vez em quando cai uma. O impressionante foi ter conseguido ouvir o som que elas fizeram ao cair!
(são 4h30 da manhã agora e eu estou acordada porque tenho estado todo o dia com dor de dentes - não, os comprimidos não me fazem nada. Daqui a 3h e meia tenho dentista e nunca quis ir tanto ao dentista como hoje. é a segunda vez que lá vou. da primeira, a médica atrasou-se 20 minutos, porque teve um problema nos olhos. eu era a segunda pessoa. ela chegou ao pé de mim, pediu-me muitas desculpas e disse que se eu quisesse esperar, que me atendia, mas se eu não pudesse, que me marcava para outro dia! fiquei tão admirada que primeiro até pensei que não estava a perceber o que ela estava a dizer!)
São dez. Costumizáveis. E são grátis. Para saberem como fazer, é favor ir ler o post deste cavalheiro. Também queriam que vos dissesse tudo aqui, não?
Eu experimentei e recebi um email do sr. Litle Moo, que é um print robot.
Hello paula
I’m Little MOO - the bit of software that will be managing your order
with us. It will shortly be sent to Big MOO, our print machine who will
print it for you in the next few days. I’ll let you know when it’s done
and on its way to you.Remember, I’m just a bit of software. So, if you have any questions
regarding your order please contact customer services (who are real
people) at:http://www.moo.com/service
Thanks,
Little MOO, Print Robot
Muito simpático, este pequeno robot.
Isto tudo faz-me lembrar $apt-get moo
O que me faz lembrar Debian.
Que por sua vez me faz ter saudades.
Talvez arranje tempo para a instalar aqui…
Encontrei um português em Turku!
Chegou a Turku, na sexta-feira e a esta altura já deve ter continuado viagem.
É de Setúbal. Saíu de Portugal em 2003 e desde então tem viajado pela Europa de bicicleta. Muitas histórias para contar, 25000 Km e 20 e tal pneus depois, a bicicleta é a mesma. Quer entrar para o guiness.
Quando chegou ao FishMarket, que ocorreu aqui no passado fim-de-semana, despoletou logo grande interesse entre os finlandeses, que lhe faziam perguntas com admiração e entusiasmo.
Que seja uma boa viagem e que encontre em cada paragem abrigo.

Turku acordou com bandeiras da Finlândia hasteadas quer em edifícios públicos, quer em casas particulares, em celebração do Dia das Nações Unidas. Em Portugal, colocamos bandeiras por toda a parte quando há futebol.
Aqui há mais informação.
… ao sr aqui do lado. De presente, um tipo de arte que descobri há pouco tempo. Há mais aqui.
Aqui está uma nova música de Merankorii. Podem ouvi-la ali ao lado. Queria falar-vos dela, mas tem lá tanta coisa, que preciso de mais tempo ![]()
Aqui continuam a poder mostrar que acreditam nesta banda.
there are still songs that make me cry
this is one of them.
Words are flying out like
endless rain into a paper cup
They slither while they pass
They slip away across the universe
Pools of sorrow waves of joy
are drifting thorough my open mind
Possessing and caressing meJai guru deva om
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my worldImages of broken light which
dance before me like a million eyes
That call me on and on across the universe
Thoughts meander like a
restless wind inside a letter box
they tumble blindly as
they make their way across the universeJai guru deva om
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my worldSounds of laughter shades of life
are ringing through my open ears
exciting and inviting me
Limitless undying love which
shines around me like a million suns
It calls me on and on across the universeJai guru deva om
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Jai guru deva
Jai guru deva
Apesar de já conhecer o Inspector Maigret da série televisiva, foi só há pouco tempo que comecei a ler os livros do Simenon. O primeiro, que encontrei num alfarrabista em Turku, edição verde da Penguin [1961], intitulado The Hatter’s Ghosts, começa a 3 de Dezembro, embora os acontecimentos que relata se tenham iniciado a 13 de Novembro:
It was exactly twenty days ago, for it had happened on the 13th of November (…)
O segundo livro, agora já com o Inspector Maigret como personagem [Penguin, 1974], começa também ele em Novembro.
It was November. Dusk was falling.
O terceiro, que chegou há pouco tempo e que ainda não li, [Harvest/HBJ, 1970], tem como título November e começa, que eu já espreitei:
It was the second Friday in November, November 9th to be exact.
Está visto que entrei numa fase Simenon, será que todos os livros dele vão começar em Novembro?
alguém me perguntava, aqui há tempos, se a foto do rio era a vista do meu quarto. não. do meu quarto, olhando para a esquerda:
e debruçando-me na janela, olhando para a direita:
Não resisti. Disse para mim própria: ainda é um candidato, talvez não seja estável, talvez me dê cabo da configuração, bookmarks e so on…
Não adiantou e instalei-o. Estou maravilhada. Vem com a única coisa que invejava no Safari: poder fechar a tab na tab apenas com um click.
E para além da cruzinha na tab, que a permite fechar, há uma setinha do lado direito onde podemos ver e escolher a tab que queremos (havia uma extensão tipo exposé, que ajudava, mas com as tabs eram muitas, ficavam os thumbnails demasiado pequenos.

A segunda feature de que me apercebi foi o facto de ele sugerir quando escrevo na box de procura, o que é óptimo, porque às vezes quero procurar alguma coisa, ams não sei muito bem como lhe chamar

A terceira feature que descobri é uma maravilha! Andei finalmente a organizar o meu leitor de RSS e até agora tinha de ir buscar a feed e copiá-la para o leitor… Mas agora é só clicar no símbolo e adicionar (se o vosso leitor não for online, podem escolhê-lo e funciona direitinho.

A última coisa que descobri, foi depois de quse levar um susto. O firefox encerrou sozinho e quando fiz reopen perguntou-me se eu queria restaurar a sessão (também havia uma extensão para isto). Não screenshot porque eu fiquei tão surpreendida que carreguei logo em yes
Depois de escrever isto lembrei-me que um dos motivos que me faz preferir o Firefox sobre todos os outros browsers é este paradigma de adaptar a tecnologia a mim em vez de me ter de obrigar a adaptar a ela: tenho um browser-base e adiciono-lhe apenas aquilo que necessito para a utilização que faço dele (extensões), em vez de ter um browser cheio de coisas que não utilizo.
E fiquei a pensar que o Firefox está cada vez mais a ter “mais coisas”. Mas, até agora, tudo isto me dá muito jeito
Acordei, tomei banho e a seguir olhei-me no espelho. Reparei que o meu cabelo me tapava já o pescoço. No dia seguinte, depois do banho, voltei a olhar-me no espelho e o meu cabelo alongava-se pelos ombros, tocando-me já as costas.
Senti uma aflição. Se o cabelo continua a crescer a esta velocidade, em breve terei de ir a um daqueles sítios horríveis. E não vou poder chegar lá e dizer “cut it”, fechar os olhos e abri-los apenas quando tudo já tiver terminado. De certeza que a senhora vai fazer-me uma série de questões a que eu não vou conseguir responder. Se nem em Portugal consigo perceber do que elas estão a falar, aqui então…
Estava quase em pânico, quando me lembrei de ter lido algures que o tamanho do cabelo é uma característica genética e que vai até um máximo que pode variar entre 30 a 90 cm, após o qual, cai.
E assim, virei-me para o outro lado e só voltei a acordar quando o sol me entrou pela janela do quarto.
Eu estou farta de CSS’s até aos cabelos!
Estico daqui, encolhe dali. Estico dali, encolhe daqui.
O que me vai valendo é o Xylo scope. Permite ver, de um site, a página html e as folhas de css. E para quem nunca estudou isto na vida, é óptimo porque se consegue ver as relações entre o que se vê e o código!
O preço também não assusta: $ 19,95
No site podem ainda ver ou fazer o download de uma tabela que ajuda a perceber as opções numa folha de css. É só ir clicando nas opções.
Primeiro olhei para as St Paulias, ams lembrei-me que a Susana me deu uma, em tempos e não poderia ter outra. Depois olhei para as roseiras em miniatura, mas lembrei-me que quando fui viver três meses para o Porto, a Manela deu-me uma.
Optei pela couve! Quando as folhas velhas (de baixo) forem caíndo ou sendo retiradas, ela acaba por crescer como uma árvore.
É para cuidar. Claro que não é para comer, seus desagradáveis!
Consegui uma caixa com dois dvd’s dos Avengers, aqui em Turku, usados, baratos e em bom estado, mas região 1.
Comprei na mesma, porque nunca consegui encontrar esta série em região 2.
Nos mac anteriores, dizem-me que se fizermos com que o DVD Player não arranque automaticamente, o VLC não pergunta pela região. Neste meu mac-intel isso não acontece.
Dizem-me também que há um firmware para desbloquear a drive, mas uma ronda pelos fóruns mostrou-me que pode ser perigoso, que pode danificar a drive e tenho receio de experimentar.
Consequência: mudei a drive para região 1. Ripei os dois dvds dos avengeres, com o Mac the Ripper, gravei-os para um novo dvd e agora vou esperar pelo dvd do Scorsese (usado e barato), que encontrei na Amazon e vou fazer o mesmo. Depois voltarei a mudar a região e ficarei apenas com mais 3 hipóteses de mudança.
Dizem-me para ficar atenta às próximas versões do VLC, mas não sei se funcionará.
Esta questão parece-me realmente estúpida. Tão estúpida, que nem me dei ao trabalho de procurar muito sobre ela, acho que tem a ver com a estreia dos filmes. Uma parvoíce, se pensarmos que uma pessoa que vá viver para um país com região diferente fica sem poder ver filmes ou mais grave uma pessoa que queira ver um filme que só está editado numa região, como parece ser este o caso.
Outra coisa que me aborrece (estou a ser simpática, na verdade a coisa tira-me do sério!) profundamente é o iTunes. Já comprei lá uma ou duas músicas, porque as não encontrava em mais lado nenhum e depois me apercebi que na verdade não comprei nada, só “aluguei”, já que para as ouvir estava obrigada a fazê-lo da forma que eles queriam! Rapidamente percebi também que a primeira coisa a fazer, quando se compra uma música no iTunes é criar um cd áudio e ripá-lo a seguir para mp3. Não se pode? Leiam os meus lábios: A-Z-A-R!
Se compro uma música porque não posso ouvi-la onde quero?
Depois o Francisco Amaral falou-me num site russo, onde se pode comprar mp3, tudo de forma legal, o Allofmp3, mas agora o Mind Booster Noori alerta para o facto deste site poder fechar.
Isto tudo tem a ver com DRM (porque estive uns dias sem fazer as minhas leituras bloguíticas diárias dexei passar o 3 de Outubro)
O site Defective by Design aponta-nos alternativas. Há coisas que podemos fazer!
Se aqueles gansos (ou patos) não íam enganados, uma das esquinas do meu quarto aponta para o sul
acho que foi a primeira vez que vi uma imagem tão parecida quanto as dos gansos das figuras do livro do Nils Holgersson
Mas o que é que vocês querem que eu vos faça?
Saí de Portugal há mais de um mês. E agora que já tenho internet no quarto, começo a ouvir a Antena 1 e as notícias. E porque quando estava em Portugal estas respostas da senhora Ministra da Educação me pareciam já repetitivas, apeteceu-me falar sobre elas.
Houve no passado dia 5, e segundo a antena 1, uma das maiores manifestações de sempre dos professores, em Portugal. O jornalista da Antena 1 foi confrontar a Ministra da Educação, a qual responde algo como:
Não sei, não acompanhei. Não estava. Não acompanhei
Aqui o jornalista faz uma pausa. E eu compreendo esta pausa. Depois de uma resposta destas, o jornalista (sentido-se atarantado, de certeza) deve estar a pensar: “Ter-me-ei enganado? Será que vim falar com o Ministro da Economia em vez da Ministra da Educação?”
E é talvez por causa desta pausa, que a senhora ministra segue:
“O que é que quer que lhe responda?”
E, claro, a partir daqui a notícia tem os segundos contados. O que mais há-de o jornalista perguntar? O que é que se pergunta mais a um aluno que não faz os trabalhos de casa e não acompanha a matéria?
“Are you a Merankorii believer?” - Yes, I am
Eu sei, há sempre alguma coisa que queremos comprar e quase sempre temos de fazer contas à vida. Mas cada parte custa $10, e $10 não é assim tanto (quem puder pode comprar mais, claro!).
E a música é linda. Lembram-se do Interlude?
Bom, isto tem tudo a ver com SellABand, é para ir aqui ver como é, e seguir as instruções.
Se ainda não conhecem, podem ouvir aqui, através dos vários links que o autor disponibiliza.
Depois de ouvirem, vão perceber porque sou eu um dos “Merankorii believers” e vão querer ser também
Ah e está em 5º lugar no SellABand, vamos todos dar uma mãozinha e puxá-la mais para cima?

Últimas investigações apontam para a possibilidade da mulher retratada estar grávida ou ter sido mãe há pouco tempo.
A técnica utilizada na investigação permitiu ainda lançar luz sobre a técnica sfumato aplicada no quadro.
Ontem, cheguei da aula de Finlandês e ao passar pelo gabinete da Ilse, disse-lhe.
E ela perguntou: "Oh, and what did you learn today?"
E eu logo: "Mitä sinä syöt aamulla?"
O Tuomas, que nesse preciso momento passava no corredor disse qualquer coisa em Finlandês que a Ilse se apressou a traduzir:
"He says he is very well, thank you"
E eu: "Oh! But I was asking what you eat at breakfast!"
Chegou a vez da Biblioteca da Universidad Complutense de Madrid
Mais informação aqui.
No meu corredor há:
- um italiano e uma italiana (esta menina é da terra do Virgilio, do poeta que guia Dante na Divina Comédia);
- duas peruanas;
- uma francesa;
- duas castelhanas e um castelhano que só lá vai dormir;
- uma polaca;
- uma alemã.
São doze quartos, mas não faço ideia do quem é o número 12. E partilhamos todos a cozinha. O italiano, Roni, de seu nome, não sabe quase nada de inglês e decidiu que em vez de aprender melhor inglês seria melhor ensinar italiano.
No primeiro encontro com uma das peruanas, estava ele na cozinha a preparar a comida e a peruana pergunta-lhe:
- Do you live here?
Resposta rápida do Roni:
- No (ler nó)
A moça pensou que não tinha pronunciado bem ou que tinha falado muito rápido e repetiu:
- Do you li-ve he-re?
Resposta pronta:
- No, No
Ela contou-nos que foi para o quarto a pensar "If he doesn’t live here, what the hell is he doing in my kitchen?!"
Esta moça anda a prender italiano, diz ela que é para conseguir falar com o Roni… As mais das vezes, estamos uma portuguesa, os italianos, as peruanas e as castelhanas: é uma algarviada que enm vos conto!
Era o que mais faltava vir agora um italiano dizer-me como hei-de eu cozer a minha spagetti!!!
Distâncias
Estou bastante aborrecida com estas pessoas de Turku! Até agora, eu detinha o título de "não ter qualquer noção de distância". Não havia ninguém que calculasse tão mal as distâncias como eu. Algo que fosse já ali, demorava, na realidade, dias a chegar. Algo que fosse pequeno era, realidade, grande.
Mas as pessoas de Turku (não sei como se chama um habitante de Turku) conseguem arrebatar o título, na maior das calmas! Dizem eles que Turku é uma "small city"! Small, imaginem. As ruas são largas, duas vias em cada sentido, mais a estrada das bicicletas e finalmente a estrada dos peões. Os prédios não são muito altos, de facto, mas alongam-se como comboios. E os mais antigos têm um pé direito de antigamente! Small, dizem eles. E ainda perguntam "And Coimbra?" Que posso eu dizer? "Tiny".
Cadernos
Os finladeses têm uma tara por cadernos quadriculados! Não se encontra um caderno de linhas! Bem, há cadernos pautados, mas das duas uma, ou têm bonecos na capa (!) ou são tipo diário (capa dura, forrados a tecido ou pele). Nem nas papelarias maiores, de encher o olho a qualquer estudante, encontrei um caderno de linhas digno de tal nome. Conclusão: lá vou eu de caderno com um urso na capa para o curso de Finlandês!
Frutos silvestres, geleias e doces
É outra tara desta gente! Tudo o que seja framboesa, morangos, amoras, bagas e sei lá mais o quê! Em todo o lado: bolos, pão, e até no prato principal! Também se passam com cogumelos, mas este ano estão muito caros, já que tiveram um ano muito seco.
Pássaros
Tal como em Uppsala, têm aqui uns pássaros da família dos corvos, muito chinfrineiros. E outros enormes, pretos, brancos e azuis. Os finlandeses estão para estes pássaros como nós estamos para os pombos e os pardais. Quando eles voam baixo sobre as ruas da cidade dá vontade de nos virarmos para um Fin e dizermos "Wow, Hitchcock must have been here, just before shooting Birds"
Passadeiras
Se o sinal fica verde para os peões, significa que podem passar em segurança, certo? Errado. Nos cruzamentos, apesar de estar verde para os peões e os carros à vossa esquerda pararem é possível que passem carros pela direita. Nunca reparei se isto em Coimbra também é assim, mas aqui as ruas têm todas dois sentidos e nos cruzamentos os carros páram à vez. lá mais para a periferia da cidade, há ruas com três sinais: um para os peões, um para os carros que vão em frente e um para os carros que mudam de direcção (estes dois últimos quase de costas um para o outro). se não perceberem este pedaço de texto, não faz mal: eu ainda ando desorientada com o tráfico.
A sorte é que a maior parte das pessoas usa bicicleta. Sorte ou azar, já que depoisd e atravessarem a estradas dos automóveis devem parar na bordinha do passeio e verificar se não vem nenhuma bicicleta, para então poderem passar para a estrada dos peões!
Se alguém numa bicicleta levantar o braço, não significa que vos esteja a cumprimentar. Preparem-se que o condutor vai mudar de direcção!
Quando atravessam as passadeiras vão sempre em frente, de um lado ao outro da rua. Nada de diagonal, nem de mudar de direcção a meio! se o fizerem, os ciclistas desorientam-se e vocês arriscam-se a levar com uma beleza daquelas em cima! Se forem sempre a direito não há problema que eles conseguem desviar-se.
Horários
Às quatro da tarde, esta gente começa a preparar-se para ir para casa! São 17h32 neste momento e estou cá só eu e uma professora que veio cá tirar umas fotocópias! No prédio inteiro de três andares!
Respiração
Eu bem imaginava que havia problemas de respiração e agora que começo a reconhecer algumas palavras e a atentar no que os Finns falam, não há margem para dúvidas: eles não conseguem respirar e depois ficam muito aflitos e falam enquanto inspiram o que dá um som aflitivo de como se estivessem a ir buscar ar lá mesmo em baixo para conseguirem dizer o resto! E quando acabam ainda inspiram mais um bocadinho e fazem um ah!
Quer dizer, para eles é normal, para mim é que é aflitivo ouvi-los!
Tinha mais coisas para vos dizer, mas fico por aqui hoje!
…, saídas para namoradas ou (nos casos mais atrevidos) entradas para namorados, como antigamente?
Desde que vi esta casa, a caminho da Student Village, que não em canso de olhar para ela. Deve ser do verde. Descobri há pouco tempo que está para venda (suponho que apenas uma das partes). Se alguém me quiser dar 55000 euros, fica a saber que serão muito bem empregues 
fiz um upgrade no blogsome e deu asneira. enquanto não sei se se pode resolver fica assim mesmo. assim que tiver uma solução logo vos digo

Bárbara, Gamito e Hugo: que me dizem desta desarrumação?
Já saíu o novo, desta mezzo-soprano sueca. É estranho. Ainda me sinto abalada e sem saber muito bem como lidar com isto. A voz continua linda. Numa primeira audição, gostei desta Ljusa Kvallar Om Varen.
O meu favorito continua a ser este:
Tabacaria - Álvaro de Campos (excerto)
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

… por este cavalheiro.
quando fores etiquetado tens que escrever seis informações aleatórias sobre ti. Depois escolhes seis pessoas para etiquetar e lista os seus nomes.
1. Gosto de observar os pormenores.
2. Adoro Turku e queria ficar cá para sempre.
3. Sou perdida por chá verde e por queijo.
4. Prefiro os livros usados.
5. Às vezes, sou um bocadinho resmungona. Talvez um bocadinho mais do que um bocadinho…
6. Adoro o meu trabalho.
As vítimas (algumas que eu queria já foram etiquetadas
):
1. o Homem do Leme
2. o 2.5
3. o Gustavo
4. o nosso umbigo
5. o Tope
6. a Lua em fogo
Autumn Leaves - Patricia Barber

hoje estou meio esquisita. in mood for nightclub alone.

uma das mais belas músicas e interpretações para ouvir aqui ao lado.
É só papelada! Student Union, Student Card, Bank Account, Starting Package fee, Rent, International Student Guide, Student Village Guide, Newsletters about activities (sauna, concerts, sports) eu sei lá que mais.
Os serviços fecham às duas e com o Introductory Course for International Students mais work, acabo por não ter muito tempo para escrever aqui.
Mas queria fazer um post sobre perigos em Turku:
1 - os pés: os caracóis atravessam a estrada e ver uma carnificina pelo caminho.
2 - as bicicletas: não se ouvem, só damos por elas quando ouvimos um silvo fininho e uma travagem brusca. No passado fim-de-semana ía sendo atropelada por uma! É preciso andar com os ouvidos bem abertos e quando mudamos de direcção convém olhar para trás. As bicicletas também podem ser perigosas para os ouriços cacheiros, ontem assustei um com um shoo que estava bem no meio da estrada das bicicletas (aqui há estrada para carros, estrada para bicicletas e se tiverem sorte um bocadinho para peões
).
Turku parece ser uma palavra russa para mercado. Aqui está ele, todas as manhãs excepto Domingos.
O meu vizinho - para o sr. TRAlves
O meu quarto fica em frente a um pub chamado “Three beers”, e não podia ser de outra forma, já que aqui uma é mentira. Ao fim de semana, é ver gente com um saco ou pack de cervejas numa mão e uma aberta na outra. Moro ainda ao lado de um cemitério. Os cemitérios aqui (como na Suécia) têm imensas árvores e arbustos, pelo que se encontram lebres, coelhos e outros animais.
Ontem, fui fumar um cigarro à porta da residência e qual não é o meu espanto quando vejo este pequenino a atravessar a estrada numa correria. Lá ficou entre a relva do jardim.
É que a tratarem-me assim aqui, já não volto!
Gabinete só para mim, com o meu nome e tudo!

Tutkija=researcher
a primeira coisa que fiz foi tirar os (poucos) livros que consegui trazer e pensei “tenho a casa a arrumada”…
depois olhei para a direita…
depois para a esquerda…
e só me apeteceu gritar!
a jantarada que o sr Cardoso e o sr Gamelas fizeram nos últimos dias que estive em Coimbra. dizem que o sr Gamelas veio de propósito do Porto com a receita fechada numa mala à prova de tudo com código.
Ía aproveitar para participar, mas agora que tentei aceder ao site vejo uma mensagem de erro do wordpress… “demasiadas” participações?
WordPress
Error establishing a database connectionThis either means that the username and password information in your wp-config.php file is incorrect or we can’t contact the database server at db47int.dotsterhost.com. This could mean your host’s database server is down.
* Are you sure you have the correct username and password?
* Are you sure that you have typed the correct hostname?
* Are you sure that the database server is running?If you’re unsure what these terms mean you should probably contact your host. If you still need help you can always visit the WordPress Support Forums.
afinal, sempre voltei antes de chegar a Turku. seis horas no aeroporto de Amsterdam é dose… mas podia ser pior, podia estar em Milão
ou ainda pior, podia, como o Jason, que acabei de conhecer, ter passado as últimas 18h dentro de um avião… dos EUA para cá.. ![]()
Sortudo, que vai de férias para Itália e Grécia…

É já amanhã! A dica foi de um vizinho ![]()
As regras estão aqui. Pena ser precisamente no dia da minha viagem, pelo que dificilmente conseguirei aceder à net. Vejo depois!
apps que uso em mac os x - Instant Messenger
A pedido de algumas pessoas, começo aqui uma série de posts relativos às aplicações que uso em Mac OS X.
Peço a atenção do leitor para o facto de estas considerações serem feitas apenas na óptica do utilizador e não de um especialista em informática.
Clientes
+
multiprotocolo, consigo colocar todas as contas de jabber, gtalk, msn e aim.
altamente costumizável - aparência, sons, plugins de mensagens, integração com iTunes etc
fácil de configurar quando uso aquilo a que os informáticos chamam de proxy
-
crasha algumas vezes
os quacs, by default, tornam-se irritantes ao fim de pouco tempo, pelo que é algo com que se perde tempo a tirar, aumento da expressão “raio do pato!”
+
bastante estável, consigo configurar as contas de jabber e gtalk (que parece é também jabber) e consigo usar o transport para poder usar o msn
sons engraçados
mensagens de estado, by default, muito boas
fácil de editar as contas de jabber (incluir ou excluir transportes, criar contas etc)
Necessário para criar contas de jabber a serem usadas no iChat
as lâmpadas são bonitas
-
não propriamente um problema do Psi, mas da conta de jabber que uso: às vezes o protocolo com o msn não funciona muito bem.
poucas pessoas a usarem e difíceis de convencer a mudar
+
posso usar a minha conta de jabber e msn como consequência
com o user da .mac posso ter vídeo conferência (razoável, quer em comunicações dentro da mesma cidade, quer entre países: Portugal - Itália)
estética bonita: foto ou ícone do contacto na barra, o que permite também a identificação rápida dos contactos.
-
sou obrigada a usar o Psi ou outro cliente de jabber para configurar a minha conta de jabber com transports incluídos
não consigo configurar o proxy na conta de jabber, apenas na de AIM
+
chat, áudio e vídeo
excelente qualidade nos três
ao nível do protocolo: vantagem (tal como em jabber, parece-me conseguir receber mensagens que me foram enviadas enquanto estive offline)
-
poucas pessoas ainda a utilizarem, mas mais fáceis de convencer a usar do que no caso do jabber (basta falar-lhes na possibilidade vídeo)
Protocolos:
+
consigo receber mensagens que me foram enviadas quando eu estava offline
consigo comunicar com outros protocolos
não recebo ícones aos saltos e tremedeiras pirosas do msn.
-
poucos servidores aguentam o transporte de ficheiros
MSN
+
única forma de comunicar com alguns amigos
-
vírus em forma de mensagens de amigos e colegas de trabalho tipo enviei “um cartão para vc” e link de um exe a seguir (se tivermos em conta que trabalho com professores brasileiros, a coisa fica pior)
ícones, tremedeiras e sons pirosos
difícil convencer alguns contactos que há vida para além do msn e que há coisas que eles enviam e que eu não recebo ou não vejo
Tropical - Entro no café, vejo pessoas de circunstância. Gosto do espaço. Gosto da música. Vigio as conversas.
Uma tarde destas pede um Camus ou uma Simone de Beauvoir. Mas as conversas são triviais. O que se fez à noite. Quem se encontrou. Quem se conheceu. E são vazias.
O café puro parece uma droga. Há corpos sentados aqui e ali, falam de forma surpreendentemente calma. O cansaço da noite faz-se sentir.
À tarde, trazem-se revistas e jornais de referência para o café que não se lêem ou a que se dão atenção apenas quando a conversa esmorece.
Se não há ninguém, o corpo senta-se, abre a Wire pede um café. Mas a Wire é apenas um pretexto porque os olhos do corpo se voltam para a porta sempre que entra alguém. E, no entanto, o resto do corpo não espera ninguém.
Sim, a tarde de hoje pede um Camus ou um Pessoa.
Mas pede sobretudo alguém que pedisse o mesmo.
Vou-me embora deste gabinete. Nunca mais cá volto. E levo o guarda-chuva!
Pois é, o sr. Anonymous já chegou de Amsterdam. Parece que nos trouxe fotografias. Esperamos como a raposa.
The Road to 1,000 Competition on twodotfive
É na casa do sr Sérgio. É favor lá ir e ver como votar. Afinal, é só até ao final de Agosto. E podem escolher prémios!
Primeiro estive doente - mas quem é que tem uma amigdalite e uma gripe em pleno Verão?! - depois (e ainda) tem sido uma correria, arranjar tudo para a viagem, deixar o trabalho pronto, preparar o novo trabalho. Por isso, nem um olá tenho dito por aqui. Mas estou cá em casa, só ando meio caladita…
E sei que vocês também estão
A imagem é pela música ali do lado. Cherry Blossom é uma flor (aparece nos candeeiros que a Charlotte compra para o quarto de hotel).
Segundo o Diário de Notícias de hoje, “o Governo português autorizou que um avião israelita de transporte militar fizesse uma escala técnica na Base das Lajes, no arquipélago dos Açores, na semana passada.”
A razão para ter sido dada autorização parece prender-se com o facto de o avião transportar “material bélico não ofensivo”.
O adjectivo bélico é empregue quando nos queremos referir a algo que diz respeito à guerra ou que é próprio da guerra, pelo que a frase me parece um paradoxo.
A não ser que o iluminado que deu a autorização tenha pensado “Bem, o material bélico está lá dentro do avião, muito bem arrumadinho. Ninguém está a ameaçar ninguém com aquele material, neste momento. Se calhar, aquilo deve até estar tudo desmontado e se alguém se lembrar de ameaçar alguém, ainda deve demorar um bocadinho de tempo a montar tudo e tal…”
Se para além de iluminado, também for um inocente, deve ainda ter acrescentado ao seu pensamento, “Para além do que, ninguém nos diz que tal “material bélico” venha a ser usado de forma ofensiva. Não. Talvez o Governo Israelita o transporte pelo puro prazer de transportar. talvez nem o venha a usar nunca. Perfeitamente possível!”
Também se pode dar o caso, da alma que deu a autorização levar as coisas para o lado mais pessoal e não se ter sentido ofendido com a escala técnica do avião…
Existirá material próprio da guerra não ofensivo? Poderá alguma guerra não ser ofensiva?
Há um farol no fim do mundo, em Ushuaia. As pessoas com desgostos amorosos, podem deixar lá todos os problemas.

Imagine me and you, I do
I think about you day and night,
Its only right, to think about the girl you love
and hold her tight so happy togetherIf I should call you up, invest a dime
and you’d say you belong to me, and ease my mind
Imagine how the world would be
so very fine, so happy togetherI can’t see me loving nobody but you
for all my life
When youre with me, baby the skies will be blue
for all my lifeMe and you, and you and me
No matter how they toss the dice, it has to be
The only one for me is you, and you for me
so happy togetherSo happy together
So happy together (ba-ba-ba-ba ba-ba-ba-ba)
The Squid and the Whale - Noah Baumbach [2005]

Acabei de chegar do cinema. Gostei da imagem granulada e dos movimentos da câmara. Gostei da história. Agora preciso de tempo até o filme assentar. Recomendo. O final melhora o próprio filme. O site não consigo ver, talvez amanhã.
Tinha de vos dar conta disto. Eu escolhi o lugar onde a Anita Ekberg se banhou, mas podem ver até outras cidades, Lisboa inclusivé.
a mim, que estou enfiada na Geral, acabaram de me convidar para tomar um gelado. no intervalo do trabalho, bem entendido.
também queriam amigos assim, hein? i am a lucky girl
Bem, ou o Google está em baixo
ou a wireless da UC abriu guerra ao motor de busca ou passa-se algo de muito estranho com a minha máquina!
Consigo visitar qualquer site desde que tenha o link, excepto www.google.com ou blogs da blogspot.com.
Queria falar-vos da senhora que está a cantar ali ao lado, mas vai ter de esperar…
Alguém tem alguma ideia que possa explicar tal situação? Eu cá voto numa partida que o mac me está a pregar…
(editado: depois de uma hora a tentar fazer pesquisa no Google consegui finalmente! Blogspot em baixo ainda por aqui)
Olhem, ontem fui à internet e…
Fiz o jantar, arrumei a cozinha e andei a cirandar um pouco pela casa. Já não está tanto calor, mas sentia-me sufocar na mesma. O estômago está cada vez pior - o inferno deve sentir-se assim. De forma que agarrei no carro e fui tomar café e fumar um cigarro, mesmo com a dorzinha do lado esquerdo. O açúcar escorria para a chávena acompanhado de pensamentos mórbidos. Acendo o cigarro, procuro distrair-me, na mesa em frente um pai, uma mãe e um filho, que não se demoram.
Acabo o café, levanto-me e ouço um dos jovens da mesa ao lado dizer para os amigos: Ontem fui à internet …
Ontem? Eu, ontem, fui à baixa.
acabei de ver na RTP, o sr José Rodrigues dos Santos dizer que falaram com três elementos do Hezbollah, os quais pediram para NÃO SEREM FILMADOS. O sr José afirmou que acabaram por filmá-los, mas às escondidas. Eu não vi todas as imagens que a RTP fez às escondidas, numa das que vi, apenas observei um homem de costas.
E pergunto “que raio de interesse público tem, ver um homem de costas ou umas pernas?”
Nem vou aventar a hipótese de lhes passar pela cabeça filmá-los de frente. Isso seria o cúmulo!
Se as fontes não querem ser filmadas, não devem ser filmadas (muitas vezes isso pode significar a morte dessas pessoas), quer seja em contexto de guerra ou não.
A excepção a esta regra só se verifica quando essa filmagem é de interesse público. Por exemplo, como prova de algo que o jornalista investigou e é de interesse público divulgar.
Parece que a RTP anda a confundir interesse público com o interesse do público. E é uma pena porque de telenovelas anda a televisão cheia e nós fartos!
Para quem passou ou trabalha na profissão, há um sentimento de vergonha alheia cada vez que se vê uma destas.
(note: acho que o vídeo não funciona aqui embebido, até descobrir porquê, quem quiser pode vê-lo aqui)
Estava a tentar ver se conseguia descobrir funções numa máquina fotográfica digital de uma amiga e peguei na minha própria máquina na esperança de encontrar funções semelhantes. Liguei o modo vídeo e começo a reparar, pelo viewfinder, que estava a enquadrar duas mãos que pareciam estar a conversar. Curiosamente, apanhei ao fundo uma outra mão, que às vezes quase parece sintonizada com as mãos em primeiro plano. Comecei a gravar. Depois editei e acrescentei uma música [Girls - Death in Vegas - OST Lost in Translation].
Normalmente não coloco vídeos nesta casa porque sei que muitos de vós têm ligações fraquinhas (como a minha @home), mas uma vez que fui eu que fiz, deixo-o aqui.
Um obrigada especial à Susana e à Carolina, cujas mãos são protagonistas
Todos [GNU GPL] - Any app at you fingertips
Encontro muitas vezes aplicações para Mac OS X, cujo objectivo é lançarem aplicações. No início, pensava porquê, quer dizer basta ir às applications e selecionar a que quero (a minha barra começava a ganhar muito espaço
), mas agora, que começo a utilizar muitas apps, acho que é realmente uma boa ideia ( e a dock está cada vez mais pequena
).
Encontrei o Todos, com uma tecla de atalho podem ter acesso rapidamente às vossas aplicações (testado só em Tiger)
Passam anos sem que eu tire férias e este ano vai pelo mesmo caminho.
Talvez no Verão do próximo ano ou talvez quando eu voltar da Finlândia. O certo é que está decidido que as próximas férias serão em Roma. A culpa é do sr. Fellini e do sr. de Sica e do sr. Tornatore e do sr. Visconti e, mais recentemente, do sr. Scola.
Posto isto, o melhor é mesmo ir colocando, nesta casa, notas para o que quero ver.

O Palazzo Federici, de Mario de Renzi, construído nos anos 30 e que serviu de inspiração ao cenário do filme Una Giornata Particolare. Os edifícios muito altos têm vidros que acompanham as escadas (os elevadores encontram-se resguardados no interior).
Este complexo tinha no projecto original um cinema, hoje tristemente transformado em supermercado.
Um novo conceito de bairro popular, de agentes privados com algum financiamento do Governo, onde se cruza o colectivo e o individual solitário e que serve três momentos do filme: o esvaziamento dos edifícios como preparação para o dia particolare de duas pessoas e o regresso dos moradores que marca o fim… o fim de vários acontecimentos e que eu vou deixar para vocês descobrirem
O pretexto para o filme é o primeiro encontro que Hitler teve com Mussolini, precisamente nos anos 30, pelo que este espaço era o cenário ideal. As cores foram cuidadosamente escolhidas, em 1977 ninguém ía ver um filme a preto e branco, desejo do realizador, pelo que a película levou um tratamento para esbater as cores porque, como diz o cenógrafo, “é difícil fazer um filme a cores, quando a memória é a preto e branco”.
De notar a metáfora de que algo não está bem: quando todas as pessoas saiem dos prédios para irem à parada ver o encontro, a última personagem, um jovem, não consegue atar a fita da bota. Curiosamente, à volta, o mesmo rapaz traz ainda a fita desatada.
Una Giornata Particolare - Ettore Scola [1977]
Marcello Mastroiani e Sophia Loren num filme particolare

Sim, em DVD e versão restaurada
Toda a gente vai de férias!
O sr. Anonymous [o cavalheiro do acentos, lembram-se?] desta casa, que ultimamente anda muito caladinho, vai amanhã para Amsterdão. Eu, de Amsterdão, só conheço o aeroporto e digo-vos que é dos melhores pelos quais já passei (e olhem que ficar quase cinco horas num aeroporto é dose!).
Talvez o cavalheiro nos traga fotografias, como esta ![]()
Uma excelente viagem para o sr Anonymous!

from Wikimedia
resignation or A Letter to Elise from The Cure
oh elise it doesn’t matter what you say
i just can’t stay here every yesterday
like keep on acting out the same
the way we act out
this is my limit
i can not pretending anymore
day after day
as if nothing happened
every way to smile
forget
and make-believe we never needed
any more than this
any more than this
this is not enough
to me
just a part of you is not enough
to me
just a part of your world is not enough
to me
oh elise it doesn’t matter what you do
i know i’ll never really get inside of you
to make your eyes catch fire
the way they should
i found out that i can not read you
i tried to get a reaction from you
some attention from you
i suppose i do not have nothing interesting to you
i just could not engage you in
the way the blue could pull me in
if they only would
if they only would
at least i’d lose this sense of sensing something else
that hides away
from me and you
i do not know how to feel anymore
keep on living
as if i was another i
there’re worlds to part
with aching looks and breaking hearts
and all the prayers your hands can make
oh i just take as much as you can throw
and then throw it all away
oh i throw it all away
like throwing faces at the sky
like throwing arms round
yesterday
i stood and stared
wide-eyed in front of you
and the face i saw looked back
the way i wanted to
but i just can’t hold my tears away
the way you do
your face seems like the first time i saw you
i recognize your unique moving ways
but i realise that are my eyes that makes you the way i wanted you to be
elise believe i never wanted this
i thought this time i’d keep all of my promises
i thought you were the girl always dreamed about
but i let the dream go
and the promises broke
and the make-believe ran out…
i feel the night falling in my naked arms
i see your eyes between the smoke of the cigarette
i feel something in my throat: i am going to talk to you
i am going to say to you that i wish i could go back
then i realise that i have just an empty space in front of me
oh elise
it doesn’t matter what you say
i just can’t stay here every yesterday
like keep on acting out the same
the way we act out
every way to smile
forget
and make-believe we never needed
any more than this
any more than this
and every time i try to pick it up
like falling sand
as fast as i pick it up
it suns away through my clutching hands
but there’s nothing else i can really do
there’s nothing else
i can really do
at all…
then i realise that i had always just an empty space in front of me
then i realise that you were just dreamful
Há poucos dias, fui ter ao Shiira Project (já não me lembro como). No site, dizem:
The goal of the Shiira Project is to create a browser that is better and more useful than Safari.
Tenho de confessar que não percebo estes objectivos. Já não temos o Firefox? Não é melhor e mais útil do que o Safari? Ou ando enganada?
De qualquer forma, achei o projecto engraçado, fiz o download, instalei e comecei a experimentar. Mas perdi rapidamente o entusiasmo. Queria falar-vos um pouco deste Shiira browser, mas, na verdade, não tenho muito a dizer.
Então comecei a pensar porquê e cheguei à conclusão que o problema dos browsers é o mesmo dos OS. No caso do windows, o utilizador é obrigado a adaptar-se ao sistema. No Linux, fazemos o sistema adaptar-se a nós.
O Firefox é um browser à medida de cada um. Com as extensões e os temas, construí um browser à medida das minhas necessidades (outras, admito, foram criadas), de forma que quando aparecem estes novos projectos, rapidamente perco o interesse neles. Acaba sempre por me faltar qualquer coisa!
Suponho que devam existir tantos Firefoxs diferentes quanto os utilizadores do mesmo
Aborrecido? Pouco que fazer? Farto de visitar as mesmas páginas? Just Stumble it! ![]()
Um extensão para o Firefox que nos leva a páginas aleatórias, dentro das categorias que escolhemos. Também tem uma secção social, qualquer coisa como friends tipo hifives, ou algo do género, mas não experimentei (não sou grande fã).
Podemos avaliar a página, colocar tags e o melhor é mesmo poder enviar o link por email, sem abrir o cliente.
Mas atenção: reduz o rendimento!
A dica foi dada por este cavalheiro.
Dói mais a tua ausência do que a indiferença da tua presença
If you are a Girl in love with a Geek…
Why Geek Dudes Rule
They are generally available.
Other women will tend not to steal them.
They can fix things.
Your parents will love them.
They’re smart.
…maybe you’ll need A Girl’s Guide to Geek Guys
Estão a ver a voz da Rosemary Clooney? Estão a ver o som do Cole Porter? Talvez se lembrem do I get a kick out of you, pela Ella Fitzgerald?
Então juntem a primeira com o segundo e ouçam Anything Goes

Encontrei-o na Trem Azul, Jazz Store, em Coimbra. Sim, leram muito bem, em Coimbra!
Um espaço delicioso onde podem ouvir e descobrir Jazz
Fica no antigo “O Principezinho”, na baixa, mais precisamente no:
Adro de Baixo 6 ( São Bartolomeu) - Praça Velha
3000-420 Coimbra
Estive quatro dias sem internet e sobrevivi
A conferência correu muito bem. Não há nada melhor do que contactar especialistas na área em que trabalhamos, perceber as dificuldades e as soluções encontradas. E é muito gratificante ver professores da área das Humanidades e Ciências Sociais a organizarem-se em torno de técnicas e procedimentos inerentes às novas tecnologias para melhorarem e desenvolverem as suas ciências.
Interessados. Verdadeiramente interessados em perceberem um mundo, no qual não cresceram. Dá vontade de incentivar e ajudar, só pelo prazer de ajudar ![]()
Vim de Siegen muito optimista
mais uma no aeroporto de Lisboa
“um fumador distinto usa sempre os smoking points”
distinto, é como quem diz, preocupado com o bem-estar do gajo ao lado… se bem que há por aí muita gente, com transporte público à porta de casa, e que só utiliza o seu automóvel, e quando vem com aquela conversa do “a menina está a prejudicar o ambiente”, só dá mesmo vontade de ser tudo menos distinto
de toda a forma, melhor ser distinto do que passar 5 horas no aeroporto de Milão sem uma única janela para fumar um cigarro.
Volto uma e outra vez a este post, a esta foto, que me fala da beleza das coisas pequenas, rotineiras, do dia-a-dia, a que normalmente não damos atenção. E volto lá também por causa das palavras, que fazem o título deste post, porque me reconforta saber alguém que o faz, que gasta duas horas com algo que gosta, quando poderia gastar 30 segundos.
E reconforta-me este pensar porque talvez eu ainda possa vir a dizer o mesmo, com verdade. Se ainda existem assim pessoas, nem tudo está perdido.
Ultimamente, parece que me vivo num sprint final de uma corrida. Como se estivesse naquele tempo em que a meta já se vê e há que dar tudo por tudo. O único problema é que a meta parece que nunca mais chega, como se eu tivesse ficado trancada numa espécie de ciclo e não pudesse ser de outra forma.
Se gosto do que faço? Adoro uma parte do que faço e destesto a outra.
Tenho esperança que em Setembro, passe a meta. Esta difícil meta. E inicie uma outra, na qual me possa dedicar a 100% àquilo que realmente me importa. pelo menos durante seis meses… ![]()
Talvez, então, esta sensação de final de corrida, que dura há meia dúzia de anos, finalmente se desvaneça.
Estou no aeroporto de Lisboa, paguei 0.95 Euros por um café e fiquei doente! Embarco às 6h30 para Frankfurt. Lá hei-de descobrir a estação e o comboio que me há-de levar à Universidade de Siegen, onde vou apresentar o EuroMACHS, na Conferência Internacional Bologna 2010: e-Learning in Humanities and Social Sciences.
Está a decorrer em Coimbra o I Encontro de Design e Multimédia.
Conferências, workshops, curtas-metragens e convívios, hoje e amanhã.
Acabei de assistir a uma comunicação deliciosa, sobre tipografia, de Dino dos Santos.
EuroMACHS Network - Inscrições até amanhã

Terminam amanhã as candidaturas para o Mestrado Património Europeu, Multimédia e Sociedade de Informação (EuroMACHS), existindo ainda uma segunda fase de candidaturas de 18 a 26 de Setembro.
FAQ do EuroMACHS
Mais informações pelo email: euromachs@fl.uc.pt
Plano de Estudos:
1. Os estudantes inscrevem-se numa das 4 universidades participantes.
2. O primeiro semestre decorre na universidade de inscrição, mas todos os estudantes partilham um seminário comum via internet, que lhes permite contactar com alunos e professores de outras instituição e realizar actividades comuns.
3. No segundo semestre os estudantes deslocam-se para uma das outras universidades da rede onde terão oportunidade de desenvolver competências e aprofundar conhecimentos específicos da instituição que os recebe.
4. Nos terceiros e quartos semestres os estudantes voltam à universidade de origem, onde iniciam os trabalhos conducentes à apresentação da tése projecto. O mestrado prevê a criação de oportunidades de estágios no terceiro semestre para permitir aos estudantes .
Que tipo de grau se obtém?
O curso concede o grau de mestre. O grau concedido é automaticamente reconhecido pelas quatro universidades envolvidas, quando os estudantes cumprem com sucesso a plano de estudos conjunto. Existe o compromisso das instituições envolvidas de concederem o grau conjunto (diploma comum) assim que os quadros legais dos quatro países incorporarem completamente na sua legislação as directivas do processo de Bolonha nesta matéria, o que já acontece com Portugal, mas não com todos os outros países envolvidos.
Finalmente consegui um tempinho para fazer uma página decente. Andei a matutar nela durante algum tempo, depois foi só procurar as ferramentas e num instante ficou up.
Ainda não está completa, as secções de links & projects e gallery ainda precisam de ser preenchidas, mas a estrutura geral está pronta.
O template, fui buscá-lo ao Open Source Web Design, que tem trabalhos lindíssimos. Depois foi só fazer algumas alterações cirúrgicas porque a estrutura adequava-se perfeitamente ao que eu tinha em mente. Usei o Taco para Mac OS X (em Linux têm o Bluefish - era o meu favorito)
Fui à procura do link do Bluefish para vos dar e acabei de descobrir algo que me parece demasiado fabuloso: uma coisa chamada Fink, que permite trazer para MacOS X, software open source de linux. O Bluefish pode ser instalado a partir do Fink. O binary installer para mac intel já está a descarregar ou a carregar
- imaginem eu a fazer apt-get aqui! terá o apt-get moo também?
![]()
Com as alterações ainda tive alguns problemazitos com a validação de XHTML, mas estou muito contente por ter conseguido resolvê-los sozinha ![]()
Depois lembrei-me que na minha primeira casa, o sr. Admin tinha colocado aquilo a que vim a saber mais tarde ser um favicon, que aparece à fente do URL da página e na tab. Ontem, um grande amigo tirou-me uma ou outra dúvida e fez ele próprio um (é para lá ir ver, pois claro!).
É muito simples. Primeiro, abrem o Gimp (se não podem abrir outro? podem, mas conhecem mais algum open source melhor?!). Criam um documento 200x200, colocam uma caixa de texto (no meu caso coloquei uma letra) ou fazem um desenho. No caso da caixa de texto devem fazer merge dos layers, depois é só guardar como favicon.ico e colocar na mesma directoria da página onde querem que apareça. É possível, no entanto, que o ícone não apareça, nesse caso devem acrescentar duas linhas de código ao head da vossa página:

E pronto! Ah, a página! Sim, podem vê-la aqui. Sugestões ou reclamações nos comments. Já a mostrei a algumas pessoas. Os webdesigners e pessoas não ligadas às novas tecnologias gostam muito, os engenheiros informáticos não ficaram lá muito entusiasmados
As minhas aventuras no reino da Apple
O melhor é começar do princípio.
A minha primeira experiência com um computador foi estar à frente a um ecrã preto com umas letrinhas a laranja, preparada para programar em Pascal, em 1994. Não durou muito e poucas reminiscências tenho - desisti nos Arrays e foi das melhores coisinhas que fiz na vida.
Comecei a trabalhar em windows, quando finalmente desisti de Matemática e entrei em Jornalismo, em 1999. Depois do estágio no Público, decidi tirar PhD em História [novas tecnologias; e-learning] e comecei em 2003 a trabalhar em Linux. Primeiro Slackware, depois Gentoo. Quando lhe apanhei o gosto foi um experimentar de distribuições que nunca mais acabava. Instalei de tudo. Agnula, Debian, uma coisa chamada Peanuts, Slackware, Suse, Fedora, Kurumin (live e instalado), eu sei lá que mais, e, quando saíu, Ubuntu (esta era a que mais tempo durava no meu computador, na verdade sempre tive um carinho especial pelas debian-based).
Fiquei conhecida como a “miúda das distribuições” e perguntavam-me amiúde “que distribuição de linux me aconselhas?” ou “precisava de uma distro que corresse do cd regravável e pudesse gravar coisas” e eu “se estás a começar, experimenta ubuntu” ou “Damnsmall Linux é sempre bem, mas se trabalhas habitualmente em Gentoo experimenta FlashLinux. Podes metê-la na pen”.
A única distro que nunca consegui instalar, tive de pedir a um amigo, developer, foi Gentoo. Acho que arranjei um problema emocional com esta distro. Tinham-me dito que mesmo que a instalação não corresse muito bem, havia sempre a possibilidade de corrigir, mas da última vez que tentei a máquina devolveu-me um kernel panic. Um amigo disse-me “epá, Paula [há pessoas que me tratam por Paula], se te apareceu um kernel panic, isso significa que a máquina desistiu”. E olhem que é duro estar em frente a uma máquina que nos diz “Tu, disto não percebes patavina e eu desisto!”
Curiosamente, acho que é a mais fácil de manter - emerge life, the universe and everything ![]()
Ao mesmo tempo mantinha uma partição de Windows, quer para o software para aprender línguas, quer para o trabalho-trabalho em que precisava de comunicação máquina-a-máquina e um sistema Linux confundia sempre os colegas. Reservava o Linux para o trabalho-estudo ![]()
De forma que, era uma desgraçada. Acontecia-me de tudo: blue-screens; reboots sem a minha intervenção; computador crashado etc,etc.
E Apple? Quando chega? Já lá vamos, que ainda tenho uma hora de updates e há muita gente por aí entretida com um certo e determinado jogo de futebol.
Assim, quando precisei de comprar um laptop disse para mim mesma: vou comprar um computador de gente crescida, aprendo um novo OS, e o Linux - disseram-me - ainda desliza melhor. A Apple tinha lançado os intel based, o que para mim era ouro sobre azul, já que podia continuar a usar o meu software para aprender línguas.
Na altura, estavam bastante caros pelo que optei pelo mais pequenino, 1.8 de processador, 80 giga de espaço em disco, 512 mega de memória, 15,4″.
E o Macbook Pro chegou. Lindo! Em breve, começou a ter febres muito altas, de não se lhe poder tocar em algumas regiões como por cima das teclas de função e nas extremidades, e devia ter dores, porque gemia bastante, tanto que se alguém se sentasse perto, na biblioteca, começava logo a olhar de lado para mim.
Procurei nos fóruns o que era isto, mesmo com todos os updates, firmware incluído.
Parece que esse laptop, cuja série era 8611, tinha esses problemas e a Apple sabia disso. Contactei a loja onde o tinha comprado e disseram-me que o podiam devolver à Interlog (representante da Apple em Portugal), que eles iriam fazer testes e iria demorar.
Fiquei de todas as cores. Estou a trabalhar com Universidades de três países e essas pessoas só me podem contactar via email, para além de estar a desenhar um mestrado online.
Decidi contactar directamente a Interlog, que se disponibilizou de imediato a fazer a troca, dando conhecimento à loja onde comprei o Macbook Pro. Entretanto, voltei a enviar um email à Interlog a dizer que não queria um laptop dessa série que sabia ter problemas e que nos fóruns tinha encontrado pessoas que diziam que esses problemas já estariam resolvidos na série 8612.
Passaram-se alguns dias sem que eu tivesse resposta, pelo que pensei que não me iriam resolver o problema. Entretanto, a loja onde comprei o mac telefonou-me a dizer que a Interlog tinha computadores para trocar, mas eu deveria levar a máquina nessa quarta-feira de forma poder tê-la na sexta. Resultado: foi um fim-de-semana em windows, com um computador emprestado por um colega. Um pesadelo!
Nessa mesma sexta-feira, telefonaram-me da Interlog dizendo-me que mesmo a série 8612 parecia ter alguns problemas e se eu podia esperar até 29 de Junho, altura em que viriam os novos mac com processador de 2 gigahertz e os quais já não tinham esses problemas. Expliquei que já tinha enviado para Lisboa, a pedido da loja que me vendeu a máquina, o meu laptop, mas como ainda faltava bastante tempo para o final do mês, não podia ficar sem computador. Pelo que a Interlog me enviou outro da mesma série, pedindo-me que visse se tinha os mesmos problemas. Neste caso, eu deveria contactá-los de forma a reservarem um mac com processador de 2 gigahertz, sem mais encargos para mim (logo depois de o ter comprado os preços desceram). Parece que por dentro são diferentes.
Logo no primeiro dia do segundo mac fiquei sem tecla 8, no dia seguinte perdi o resto dos números, excepto o zero e à tarde perdi o ctrl. Não fazia tanto barulho como o meu, mas fiquei com a impressão de que aquecia mais.
HOJE
chegou o novo macbook pro, 2.16 de processador. Já instalei quase tudo o que preciso, estou a acabar de fazer os updates. Está quente, mas nada comparado com os outros dois que tive. E barulho, ainda não notei que fizesse.
Estou radiante com o computador. A Interlog teve uma postura exemplar e devido à minha situação, conseguiu que se fizesse a troca na cidade onde moro de forma a que eu não ficasse mais tempo sem computador (enquanto ía e vinha para Lisboa). Pelo que apesar de tudo, fiquei realmente impressionada com o professionalismo deles.
E agora? Agora os updates terminaram e a máquina está a pedir-me reboot
O MacBook ![]()
Agora, fazer os updates e instalar o essencial: firefox, adium e voodoopad (abençoados $29.95).
Depois, configurar o email, o resto e copiar os backups.
Já está quentito, mas ainda não queima. Barulho também não faz, até ver.
Mais um pouco de paciência que logo vos conto a história toda
há dez dias que não actualizava esta casa! acho que nunca estive tanto tempo sem escrever aqui, mas a verdade é que a semana anterior foi recheada de deadlines. mas não foi essa a única razão: o meu trabalho ao computador está bastante mais lento. razão? o meu laptop não tem números, nem sinais, como parentesis ou aspas! este já é o segundo mac book pro que tenho. disseram-me que chegaria hoje o definitivo, que não teria febres altas, nem dores.
deixem chegar a máquina que logo vos conto as minhas aventuras no reino da Apple
Internet 3G Tecnologia Móvel. Problemas. Até já?!
Uma amiga minha resolveu comprar um portátil e optar por internet móvel, pedido-me uma opinião. Disse-lhe que estava a usar Zapp e que dentro das opções de internet móvel no mercado me parecia a melhor e que estava satisfeita.
No entanto, a minha amiga acabou por comprar a placa da TMN. Suponho que neste caso, e porque ela não tem grande experiência com computadores, o factor decisivo foi a fidelidade. TMN é para ela algo conhecido, enquanto que Zapp não.
Depois de ter configurado o sistema operativo no seu computador novo, a minha amiga preparou-se para instalar o software da placa da TMN. No final da instalação, não aparecia nenhuma caixa de diálogo para ela poder colocar os códigos necessários. Pediu-me ajuda através do cliente de messagens instântaneas, noutro computador, e eu tentei perceber se ela tinha seguido os passos do manual e se tinha dado algum erro, ao que ela me respondeu que não. Tudo tinha corrido bem, só não aparecia a suposta caixa de diálogo. Como nunca tinha instalado uma placa destas disse-lhe para telefonar para a TMN, uma vez que eles poderiam saber do que se tratava e se mesmo assim ela não conseguisse, que me dissesse, que combinávamos um dia e eu via o que se passava.
Da TMN disseram-lhe para ela desinstalar e voltar a instalar, não resolvendo com isso o problema.
Tenho notado que as pessoas que não estão muito habituadas a mexer em computadores e precisam de instalar alguma coisa, mesmo que façam tudo o que diz no manual, têm tendência, quando as coisas não correm como esperado, a achar que é culpa delas, que devem estar a fazer algo de errado, pelo que a minha amiga não voltou a telefonar para a TMN e pediu-me ajuda.
Assim sendo, instalei o software do CD, coloquei a placa e eis que aparece o assistente de hardware do windows. Já me tinham dito que poderia ser necessário instalar as drivers, pelo que fui ao site, mas não encontrei nada que se parecesse com uma actualização ou drivers. O único link para fazer download era mesmo o software que me parecia ser o mesmo que vinha no CD. Pelo sim, pelo não, decidi telefonar para a linha da TMN para confirmar se seria aquela, a actualização necessária. Estive quase toda a tarde ao telefone porque o senhor que me atendeu não sabia o que eram drivers, não percebia que o aparecimento do assistente de hardware do windows se devia ao facto de o computador não saber lidar com aquele novo hardware e teimava em dizer que o problema era do anti-vírus ou de ter ligado o computador por cabo à internet anteriormente. Que tudo o que era necessário estava no CD e por isso tinha de dar. E se não dava, é porque o problema estava no equipamento e eu deveria dirigir-me a uma loja da TMN para efectuar a troca.
Teimosa como sou e em desespero de causa, perguntei novamente em que consistia o software que eles tinham no site. Disse-me que era exactamente o que estava no CD, mas “ligeiramente mais recente”.
Mais recente? Acendeu-se-me uma luz!
Pedi para não desligar, fiz o download do tal software, desliguei a internet por cabo, descompactei, instalei, coloquei a placa e finalmente apareceu a caixa de diálogo, na qual a minha amiga pôde finalmente colocar os códigos necessários e começar a usar a sua internet móvel.
No final, comuniquei ao senhor que a minha amiga tinha comprado a placa há cerca de um mês atrás e era possível que outras pessoas viessem a ter o mesmo problema. O senhor limitou-se a perguntar-me se me podia ser útil em mais alguma coisa - digam lá se não é preciso ter lata?
, e disse-me até já.
Até já, como imagem de marca e sob o ponto de vista do marketing parece-me realmente uma boa publicidade. Mas será conveniente indicar aos operadores das linhas, criadas para resolver problemas como este, para o dizerem também? É que depois deste telefonema só me apeteceu dizer mesmo espero que até nunca mais
não consigo entrar no o convicto, nem no o sempre convicto, nem no ser jovem implica ![]()
alguém consegue?
hoje celebramos o dia em que a Manela nasceu
A foto que me pediste para tirar, na última vez que estivémos juntas:
e se uma pessoa fosse para muito longe apenas com a roupa do corpo?
o que é ir para um sítio somente com a roupa no corpo?
…
quem faria isso?
…
não seria para fugir?
…
é isto o desapego?
Mac Book Pro: Good bye, Boot Camp. Hello, Parallels!
Well, searching on the web about this, i found out that most people are thinking: (mac os x + linux + windows) - rebooting = Leopard
The thing is that Apple is not talking about Boot Camp anymore. Now, they are talking about Parallels.
With Boot Camp you could boot in windows or in Mac OS X. With Parallels you can have a window with windows or linux in your Mac OS X desktop!
I was using Boot Camp just because i need a windows app for learning languages. So every time i wanted to practice i had to reboot my machine. Really insane!
I suppose that with parallels you have a slower machine, but as i said i just need ONE app from windows
i have some readers that are registering in this blog. i do not know if they are registering to save their data as readers or if they want to write here.
so, if you registered, please tell me ( sofiabento at gmail dot com ) if you want to post or if you want to be just a reader
the last person registered (Mekhi) gave a invalid mail, please, correct this.
há leitores que se estão a registar nesta casa. não sei se para guardar os dados como leitores ou se para escrever.
assim, quando se registarem enviem um email para sofiabento at gmail dot com dizendo se querem ser apenas leitores ou se querem escrever posts
a última pessoa que se registou (Mekhi) deu um email que não funciona. por favor corrija isto.
As tecnologias têm destas coisas, poder comunicar em tempo real com um grande amigo que acabou de chegar a Rishikesh.
Até segunda, esta casa vai andar paradota, que eu ando num stress só.
Ainda não sei se vai funcionar ou se irá correr bem, mas se sim poderão ver isso aqui, na próxima segunda-feira, 10h GMT ou 11h Lisbon:
http://hy-stream.it.helsinki.fi/ok/ [copy/paste para o browser, se fazem favor]
Fui convidada para participar por vídeo, numa conferência a decorrer em Helsinkia, sobre eLearning em História.
Já fizémos os testes e correu bem, mas estas coisas na hora…
Bom, agora deixo-vos que tenho uma apresentação para fazer…
Antes de mudar para a Blogsome, tinha um blog aqui. Raramente volto lá, embora ele continue online. O certo é que fui lá hoje e fiquei boquiaberta com as seguintes estatísticas: 797 visitas ontem e uma média de cerca de 69 visitas por dia. Para um blog que não é actualizado.
Podem ver o as stats completas aqui.
Hoje o O Homem do Leme entra para a irmandade do anel.
Eu ía desejar muitas felicidades, mas depois lembrei-me que somos nós quem constrói a nossa própria felicidade. Assim, desejo que construam o futuro juntos.
Não sei se dois é muito mais fácil do que um, mas de certeza que deve ser bem mais divertido e reconfortante.
Tudo de bom para estes recentes membros da irmandade do anel
Composer, Pianist, conductor. Ladies and Gentlemen, Lalo Schifrin
I had a cd from the author of the Mission Impossible, wich i did not remember the exactly title.
The music is simply beautiful. Like if we put jazz and Bach together. Very strange, but very beautiful.
It is not easy to find it. So, now and then i make a search for it. In one of this searches, i found the cd in Amazon and the official site of Lalo Schifrin. Just click here.
At your right side you have Schifrin playing Bossa Nova.
Johan: We’re emotinal illiterates. We’ve been taught about anatomy and farming methods in Africa. We’ve learned mathematical formulas by heart. But we haven’t been taught a thing about our souls. We’re tremendously ignorant about what makes people tick.
—
Marianne: Sometimes it grieves me that I have never loved anyone. I don’t think I’ve ever been loved either. It really distresses me.
Scener ur ett äktenskap - [Ingmar Bergman, 1973]
I am always fascinated by Bergman’s work. Every time i see a film or every time i read something that he wrote or every time i hear him talk about things. Now that i saw this Scenes from a marriage, i am prepared to see Saraband. Maybe next weekend.
Quando i bambini fanno oh - Giuseppe Povia
Quando i bambini fanno oh
c’è un topolino
mentre i bambini fanno oh
c’è un cagnolino
se c’è una cosa che ora sò
ma che mai più io rivedrò
è un lupo nero che da un bacino
a un agnellinoTutti i bambini fanno oh
dammi la mano perchè mi lasci solo
sai che da soli non si può
senza qualcuno, nessuno può diventare un uomo
per una bambola o un robot
magari litigano un pò
ma col ditino ad alta voce
almeno loro, eh, fanno la pace
così ogni cosa nuova è una sorpresa
proprio quando piove
i bambini fanno oh guarda la pioggiaQuando i bambini fanno oh
che meraviglia, che meraviglia
ma che scemo vedi però però
e mi vergogno un pò
perchè non sò più fare oooooooh
e fare tutto come mi piglia
perchè i bambini non hanno peli
ne sulla pancia,ne sulla linguaI bambini
sono molto indiscreti, ma hanno tanti segreti
come i poeti
i bambini volan la fantasia e anche qualche bugia
o mamma mia…bada
ma ogni cosa è chiara e trasparente
che quando un grande piange
i bambini fanno oh
ti sei fatto la bua è colpa tuaQuando i bambini fanno oh
che meraviglia, che meraviglia
ma che scemo vedi però però
e mi vergogno un pò
perchè non sò più fare oh
non sò più andare sull’altalena
di un fil di lana non sò più fare una collanalalalalalalala
Fin che i cretini fanno
Fin che i cretini fanno
Fin che i cretini fanno BOH
tutto resta ugualeMa se i bambini fanno ohh
basta la vocale
io mi vergogno un pò
invece i grandi fanno NOio chiedo asilo, io chiedo asilo
come i leoni io voglio andare a gattoni
e ognuno è perfetto
uguale il coloreevviva i pazzi che hanno capito cosa è l’amore
è tutto un fumetto di strane parole
che io non ho letto
voglio tornare a fare oh
perchè i bambini non hanno peli
ne sulla pancia ne sulla lingua
Este senhor fez um plugin para pesquisar directamente no Priberam, a partir da caixa do canto superior direito do Firefox.
Basta fazer o download deste ficheiro e, se quiserem o ícone, deste também. Depois é só colocar ambos os ficheiros na pasta searchplugins do Firefox, reiniciar o browser e usar!
Talking with blog visitors in real time
It was here that i found out about Gabbly.
Gabbly is a web application that let visitors of a webpage talk to each other, in real time.
You just have to add http://gabbly.com/ before the url. In the case of this house, you just have to copy/paste this to your browser:
http://gabbly.com/sophias.blogsome.com
Please note that every words will be saved in server so everyone who uses this will see everything that everybody writes

I tested yesterday and it was all right. Today i am experience some problems, but i think the problem is my internet connection (i am on a restricted one).
Edited: You should notice that this web application needs one of the following:
Mozilla/Firefox 1.5
Internet Explorer 6
Safari 2.0.3
(Thanks, PM)
i see you every workday
my words are a job for you
should i be pleased about it?
sometimes i think it was not real
sometimes i think it was not possible
then i try to remember
i try to catch why it becomes this way
it seems so far
it seems like it is all right
it seems like nothing happened
i can not remember why, anymore
i just have this feeling that all of this is a theorem, a truth that i can not change
that is why i keep quiet about it
é uma sorte estar aqui em Portugal. para conseguir apanhar o avião em Brindisi, às 6h da manhã de ontem, estive dentro de uma carripana-táxi, durante cerca de vinte minutos, a 160km/h, passámos sinais vermelhos, fizémos marcha-atrás numa via rápida, pisámos traços contínuos e andámos um pouquito em contra-mão. mas o homem conseguiu colocar-nos no aeroporto a tempo de apanharmos o avião. uff!!
hoje torcemos por alguém que foi a uma entrevista.
Não dá para vos falar de tudo o que me apetece. São 13h49m e ainda tenho de verificar umas coisas. A viagem até Milão, se exceptuarmos a turbulência e os enganos nas partidas e chegadas pelo piloto, que provocaram o pânico, foi boa. De Milão a Brindisi foi melhor. O aeroporto de Milão é o exemplo acabado do fundamentalismo. Depois explico porquê.
A cadeira e a mesa a que estou sentada têm a altura perfeita para a minha ![]()
Ah e tenho Wi-fi no hotel ![]()
Ainda não tenho uma opinião formada sobre os italianos, de qualquer forma quem quiser que eu lhe leve um, peça
estou no aeroporto de Lisboa, onde um avião me vai levar a Milão e depois a Brindisi. aí teremos de arranjar transporte até Lecce. chegaremos lá de madrugada (aqui há um mapa - danka). sexta-feira de manhã temos a apresentação formal e pública do mestrado à Universidade de Lecce, onde estará o Reitor. sexta à tarde e sábado é para trabalhar: finalmente! ![]()
até breve
eu cá também, ali adiante, muito pertinho, quase aqui ao lado..
Ontem levei um susto valente. Estava a criar um pdf quando fiquei com o desktop em estado freeze! E nem voltando a iniciar o laptop, conseguia aceder ao sistema. Claro que assim que anunciei à minha volta o que me tinha acontecido, a reacção foi logo de dizerem que eu estoiro com todos os computadores e que nem um mac está seguro comigo!!!
Bem, depois de andar a pesquisar nos fóruns lá descobri que pessoas que tinham feito os updates nesse dia estavam a queixar-se do mesmo.
Com o dvd de instalação consegui recuperar os ficheiros de forma mais ou menos rápida. Eu sabia que não estavam perdidos e já começa a haver livecd de linux para este tipo de processador, o problema é que saio amanhã de Portugal e ainda tinha e tenho materiais para preparar :S
Amanhã também não devo entrar em casa, que vou passar o dia em viagem, mas logo que tiver notícias dou ![]()
Esta casa precisa levar uma arrumação, links para actualizar, coisas para falar…
Por enquanto deixo-vos aqui ao lado uma das favoritas:
Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rotaEnquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e marTodos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijoEnquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e marEnquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
é iminente o momento. há a ansiedade própria do que está para ser, mas ainda não foi. há, certamente, a produção de uma hormona com nome esquisito. há-de ser. está quase, quase a ser. e, no entanto, pode nunca vir a ser. mas o importante é preparar-mo-nos para que o seja. como se o fosse, com a mais certa das certezas. pelo sim, pelo não. ansiedade até ao último momento. até estar do lado de lá. e, nos entretantos, tentar que o cérebro funcione.
Pronto. IVA e IRS tratados. Depois de um fim-de-semana de ansiedade.
A declaração do IVA é das coisinhas mais incompreensíveis que já se viu…
O pagamento de impostos deixa-me sempre uma sensação desagradável, se ao menos me pudessem dar a certeza de que eles seriam bem empregues…
De qualquer forma, os meus deveres relativamente a esta matéria estão realizados, quer dizer, pelo menos até receber uma cartinha do IRS a dizer quanto vou ter de pagar.
Enquanto houver estrada para andar A gente vai continuar Enquanto houver estrada para andar
Entrei em casa às 4h10m (o relógio desta casa anda uma hora atrasado - não, não tinha as malas à porta, nem a fechadura mudada, está tudo em silêncio e parece tudo muito calmo), vi o concerto inteirinho do Palma, tivémos até direito a desafio entre ele e o baixista (?) e depois entre ele e o moço das teclas (?).
Estou demasiado cansada, mas assim olhando a mobília à primeira vista desconfio que alguém deixou de ter medo do código.
Obrigada em forma de:
A música hoje chama-se Life in a glass house. Nunca a ouvi. Vou esperar de fazer o upload, colocá-la no blog e ouvi-la pela primeira vez, aqui em casa
Frágil - Jorge Palma, logo à noite em Coimbra
Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
Não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil
Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar demais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Sinto-me frágil
Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil
Está a saber-me mal
Este Whisky de malte
Adorava estar “in”
Mas estou-me a sentir “out”
Frágil
Sinto-me frágil
Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil
Sinto-me frágil
Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil
A man can be happy with any woman as long as he does not love her.
Primeiro, assustei-me, mas depois vi que a citação é do Oscar Wilde e fiquei mais sossegada
Escrevi o texto que se segue, na segunda vez que vi o 2046. Levei uma amiga e um amigo comigo. Comprei um bilhete a mais para uma pessoa que já sabia que não poderia ir. Fi-lo porque achei que essa pessoa tinha muitas questões sobre o amor, questões que também eu tinha, questões que não me foram respondidas depois de ver o 2046, mas que me sossegaram alguns demónios.
Enganei-me. A ela, não lhe disse nada, o filme. Quanto a mim, fui mal interpretada, de tal forma que cheguei a interrogar-me várias vezes se a outra pessoa não teria razão.
Não tinha. Descobri isso há pouco tempo, a partir de uma edição especial (em caixa metálica) do dvd do 2046, que encontrei na fnac (é o que eu digo, a fnac é boa é nos dvds de importação - e volto a frisar a vergonha da não existência de uma versão portuguesa com extras). São dois discos, um dos quais com entrevistas. Numa, Wong Kar Wai diz que o In the mood for love é uma história de amor, mas o 2046 é um filme sobre o amor. E, digo eu que, numa história de amor pode haver identificação, mas num filme sobre o conceito, há reflexão.
Saí da sala de cinema quando os créditos começaram e vesti o casaco. Os meus amigos foram dar comigo encostada à parede, em frente à porta, a fumar um cigarro e a apreciar os últimos sons e os créditos do filme.
O texto está escrito no masculino pela razão anterior e acho que já foi publicado em todas as casas (e talvez até já nesta) pelas quais passei. Quem tem acompanhado as mudanças sucessivas de casa, há-de reconhecê-lo ou até achar repetitivo. Reescrevo-o para meu próprio deleite, reescrevo-o para dar conta da edição especial e aproveito para roubar descaradamente uma foto (editada por um grande amigo). (clicar na foto para a ver em todo o seu esplendor)
“1 hora 10 horas 100 horas 10000 horas”
comprara um bilhete a mais. comprara-o para alguém que já sabia não poder ir. por isso, o lugar à sua direita, na sala de cinema, ficara vago durante toda a viagem para 2046. era o nº 14. talvez fosse melhor assim. se o objectivo era recuperar memórias perdidas, talvez fosse melhor ir sozinho. sentia a cabeça a latejar e o corpo exaurido. dormira muito mal na noite anterior. acordara muitas vezes e o pouco que dormira era um sono fragmentado, demasiado leve, hesitante. talvez fosse a iminência da viagem.
mas agora já não podia voltar atrás. era esta a última oportunidade para ir até 2046.“I once fell in love with someone
After a while, she wasn’t there
I went to 2046
I thought she might be waiting for me there
But I couldn’t find her
I can’t stop wondering if she loved me or not
But I never found out”procurá-la. recuperar as memórias perdidas. ocupar o tempo do outro ou deixar que o outro ocupasse o seu tempo. a viagem não foi muito tranquila. de quando em vez, sentia-se empurrado com violência contra as costas da cadeira. isto acontecia sempre que do outro lado da sala se erguia, no escuro, uma gargalhada. uma gargalhada sem sentido, despropositada, como se o seu dono estivesse numa viagem diferente. lembrava-se de ter pensado que o eu e o outro não vêem as coisas da mesma maneira e que, provavelmente, era isto que provocava os desencontros. isto e os segredos.
“Before…
…when people had secrets they didn’t want to share
…they’d climb a mountain
They’d find a tree and carve a hole in it
And whisper the secret into the hole
Then cover it over with mud
That way. nobody else would ever discover it”durante a viagem viu um homem apaixonar-se por uma andróide com movimentos retardados. se lhe era dito algo que a fazia chorar, as lágrimas só brotariam no dia seguinte. o homem pediu à andróide que fossem embora juntos, mas ela nunca respondeu. o homem concluiu que a andróide não respondia, não por ter os movimentos retardados, mas porque amava outro homem. ele, sentado na cadeira, que via os movimentos, que surpreendia os olhares e os silêncios ficou a pensar que os movimentos retardados poderiam bem ser a causa da perda do amor. mas quando pensou isto, lembrou-se de alguém que lhe havia dito:
“recuso-me a acreditar que podemos perder alguém verdadeiramente importante só porque nos atrasamos”
e isso descansou-o.
a viagem acabou antes do seu término. os outros passageiros começaram a levantar-se e a sair da sala. ele vestiu o casaco, dirigiu-se à porta e acendeu um cigarro. enquanto esperava olhava ainda para dentro da sala e deixava os ouvidos enebriarem-se pela música. foi movimentando-se para trás, sem dar por isso, até colar o corpo à parede. foi nesse instante que compreendeu a fragilidade. foi nesse instante que percebeu porque as personagens se agarravam às paredes.
“no amor não há substitutos.”
We finally received a decision from **** today. So Paola can start here in the beginning of september! We are very pleased!!
We’ll have to start to arrange an apartment etc. for her. But I am sure, that Paola receives information letter soon. (Paola, c’est moi!
)
I just received the decision about the six months research in University of Turku. I am really going to Finland! I just can not believe it yet!
Turku has a cultural identity as Finland’s historical centre, as it was the largest city in the country and served as its capital from its foundation in the 13th century to 1812. It also hosted the country’s first university, the Academy of Åbo. The loss of all these titles to Helsinki in the early 19th century caused a long-standing rivalry between the two cities.
The University:

The City Theatre and the Theatre Bridge across the river Aura:

The Cathedral:

The Castle (1280):
Mais um daqueles testes esquisitos…
|
Who Should Paint You: Gustav Klimt |
![]() Sensual and gorgeous, you would inspire an enchanting portrait.. With just enough classic appeal to be hung in any museum! |
i have holes in my memory
blank spaces filled with emptiness
i forgot pieces of my life
faces, names, silences
i can not recover them
even if i wanted to
because i erased the reason to remember them
afinal, parece que O símbolo de Abril é um puto!
Foi através do O Homem do Leme que dei conta de um post fabuloso sobre a desconstrução do discurso (poderei chamar-lhe mediático, informativo?) no A Sombra.
O tema é a criança de um poster de Abril e a partir desse post, e porque me despertou interesse a análise feita, decidi ler a entrevista que a tal criança deu aos 33 anos ao Correio da Manhã (link disponível a partir do A Sombra - é para lá ir, pois!).
—
A entrevista ao Correio da Manhã do puto do poster oferece-me alguns comentários e questões:
Na verdade, a razão de eu não querer dar entrevistas é que saí de Portugal aos 18 anos. (sic)
Foi esta a razão. Não foi uma das razões, foi a razão. Mas quem é que sai de um país porque não quer dar entrevistas?
Antes o entrevistado até tinha dito que sim, que na escola lhe falaram do 25 de Abril e da revolução, mas que nunca disse nada sobre a fotografia. E mesmo a seguir a dar a entrevista, ninguém me fez perguntas. Não sei porquê. Eu nunca disse, nem nunca ninguém me perguntou absolutamente nada.
Realmente, eu sou muito ignorante. Eu pensava que o símbolo de Abril era o cravo, a Vila Morena, pessoas da Revolução, o povo, afinal não, parece que foi um puto:
É um bocado irónico que o miúdo, o símbolo de Abril, tenha saído do país. (negrito meu)
Mas um puto com consciência, que logo a seguir diz finalmente a verdade sobre a razão que o fez sair do país:
Para fazer gestão de empresas numa universidade no Norte de Inglaterra.
Por último, acho muito bem que tenha imensa vergonha por nunca ter votado. Se não está informado, que se informasse. É um direito que a Constituição, no ponto 1 do seu artigo 37º lhe dá:
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
Se mesmo assim, não podia votar em consciência, há sempre o voto em branco. Alguém lhe devia falar no voto em branco.
É que não ir votar, diz que não se quer saber do sistema político do país, mas o voto em branco diz que queremos continuar numa democracia, queremos continuar a votar só que não há nenhum candidato que vá de encontro ao que defendemos.
Eu continuo a defender que há uma grande diferença entre o não ir votar e o votar em branco.
Parece que afinal é uma questão de TPC:
Tenho de me esforçar para saber mais sobre política portuguesa. Não sei o suficiente para votar em consciência.
Decididamente, há putos que me irritam. Principalmente quando, com 33 anos, conseguem dizer tanta tolice junta.
—
Por fim, gostaria de voltar a salientar o excelente post do A Sombra. É necessário a desconstrução e análise do discurso, de um cartaz, de um jornal, de uma rádio, de uma televisão, de um web medium.
Há uns anos, um jornalista estava numa manifestação e precisava entrar em directo no jornal televisivo, mas não tinha sinal para transmitir a partir do local. Agarrou em meia dúzia de manifestantes, levou-os numa carrinha para um local da cidade onde tinha sinal, pediu-lhes para se manifestarem, o câmara fez um plano fechado e o jornalista fez o directo como se estivesse no local preciso da manifestação.
Não me parece muito grave, ainda para mais que, em televisão a falta de imagem pode matar uma notícia. Mas é bom que as pessoas saibam como estas coisas se fazem, porque estas técnicas, quando usadas de forma honesta, podem cumprir a sua missão de informar, mas também podem ser usadas para deturpar a mensagem. E isso, sim é que é realmente perigoso.
Hoje o sr. Tiago faz anos. Parabéns!
um passo em frente

Gare St. Lazare, Paris
Henri Cartier-Bresson
Eu sempre pensei que a primeira vez que fosse a Itália, teria como destino Roma. A Roma do Fellini. Colecciono imagens de Fellini, de De Sica, de Tornatore, de Visconti, para lhes extrair as de Roma. Faria, então, um guião de lugares e iria lá, tentar perceber os risos, os choros, os amores e as raivas. Mas não. Quis a necessidade que o destino fosse Lecce, bem no tacão da bota (obrigada pela expressão, sr. Alvim)

Irei no dia 18, voltarei dia 21. Entre um e outro, estarei na Università degli Studi di Lecce em reuniões e dar formação, no âmbito da investigação que me encontro a desenvolver.
Se tiver tempo, nos intervalos, tentarei tirar umas fotos para vos contar tudo depois
Costuma dizer-se que o poder se torna maléfico nas mãos erradas. Concluo, então, que há muitas mãos erradas neste mundo. Quando o poder é usado para benefício pessoal à custa de outros seres humanos e se usam estratégias de terror e ameaça para se conseguir os fins, ele torna-se verdadeiramente execrável.
Pensei que há um livro que fala disto, há sempre um livro que fala disto, o que quer que isto seja. Lá consegui dar com ele, entre uma Antígona e um Ébano. Percorri-lhe as palavras e deparei-me com este excerto:
O que está a acontecer é que a carga de conhecimento e, o que é ainda mais importante, a carga decisional estão a ser redistribuídas. Num ciclo contínuo de aprendizagem , desaprendizagem e reaprendizagem, os trabalhadores precisam dominar novas técnicas, adaptar-se a novas formas organizacionais e ter ideias novas.
Em consequência disso, «respeitadores submissos de normas, que se limitam a seguir instruções à letra, não são bons trabalhadores», diz Nagao, citando um estudo anterior da Sony. Com efeito, no ambiente de mudança rápida de hoje, sublinha, também as normas precisam de ser mudadas mais frequentemente do que no passado e os trabalhadores de ser instigados a propor essas mudanças.
Isso é assim porque o trabalhador que ajudar a estruturar novas normas também compreenderá por que motivo elas são necessárias e como se encaixam no quadro geral - o que significa que as pode aplicar mais inteligentemente.
(…)
Mas convidar trabalhadores a participarem no processo da elaboração de normas é partilhar poder que antes pertencia exclusivamente aos seus chefes. Trata-se de uma deslocação de poder que nem todos os quadros superiores acham fácil de aceitar.
A democracia no local de trabalho, como a democracia política, não medra quando a população é ignorante. Em contrapartida, quanto mais instruída é uma população, mais democracia parece exigir. Com a expansão da tecnologia avançada, trabalhadores não especializados e de pouca instrução estão a ser postos fora dos seus empregos em empresas em vias de redimensionamento. Deixam atrás de si um grupo mais instruído, que não pode ser tratado da forma tradicional autoritária do «não me faça perguntas». Na verdade, fazer perguntas, contestar ideias estabelecidas, está a tornar-se parte do trabalho de toda a gente.
É, acho que está na altura de voltar ao Os Novos Poderes do sr Toffler…
Isto hoje vai ser um bom dia, vai, vai!
Chego sempre bem cedo ao gabinete, à hora em que a Brigada Assassina ronda o espaço. Hoje fiz disparar o alarme! Eu nem sabia que o meu gabinete tinha alarme! Então era ver as funcionárias todas à procura do que poderia ter disparado o alarme! Por fim, lá se chegou à conclusão que devo ter sido!
In this house, we have a reader from Sweden. Welcome! ![]()
The internet conection says that he or she come from Lund, but, in fact, he or she can be in another city of Sweden.
I had a dear friend in Sweden, i think he is in India now, and when i was in Stockholm i met his girlfriend, a really nice girl. I miss those two, they make a beautiful couple.
In Uppsala, i made nice friends and i just love to work with them.
So, every time i see Sweden i have always a good memory. And do not forget, this is the land of Bergman too
At the rate they’re killing journalists in Iraq, you’ll soon have to go there and get the news yourself.
Since the start of the war three years ago, 88 journalists have been killed in Iraq.
Hoje lembrei-me de ti. E há tanto tempo que não te rememorava. E foi uma tolice, meu querido. Nem sei eu bem como foi. Nem havia razão, vê bem. Estava a fazer algo trivial, que nunca fizémos juntos até. E, de repente, dei por mim a pensar que seria algo que poderíamos ter feito. E foi esta possibilidade impossível que me fez rememorar-te.
(…)
Vê lá a minha tolice, meu amor, lembrar-te por algo que nunca fizémos e que, eventualmente, poderíamos ter feito.
(…)
És muito gentil, mas eu bem sei que sou uma tola.
(…)
O que estava eu a fazer? Olha, meu querido, já nem sei, vês? Apenas dei por mim a pensar que o poderíamos ter feito juntos. E era tão trivial, quase insignificante… Talvez nos tenha faltado isso, meu querido, o trivial, o rotineiro, o quase insignificante. Tudo era feito num estonteamento da novidade, e só fazíamos juntos aquilo que fosse importante, lembras-te? O resto cada um fazia por si.
(…)
Não, meu querido, não volto atrás. É que às vezes dou por mim a pensar nestas coisas do como teria sido se. Tu bem me conheces. Logo, logo isto passa-me.
(…)
Estou bem, não te preocupes, a sério que estou bem, meu amor. Olha, encontrei um vaso, para colocar na entrada, quase igual ao verde que se partiu. É verdade! Só o vendo com muita atenção se diria que é diferente!
(…)
Sim, faz-se tarde. Até amanhã. Não te deites tarde, meu querido!
A palavra trabalho tem origem no vocábulo tripalium, que era o nome de um instrumento de tortura. Este vocábulo originou primeiro tripaliare (torturar) e depois trebajo (esforço, sofrimento, sacrifício), evoluindo este último para trabalho com o sentido que hoje lhe damos.
It barks at no one else but me
Like it’s seen a ghost
I guess it seen the sparks a-flowing
No one else would know
vou ali..
Hey man slow down, slow down
Idiot, slow down, slow down
Sometimes I get overcharged
That’s when you see sparks
You ask me where the hell I’m going
At a thousand feet per second
bom vou ali adiante..
Hey man slow down, slow down
Idiot slow down, slow down
vou qq coisa
Hey man slow down, slow down
Idiot slow down, slow down
A morte joga xadrez - Det Sjunde inseglet - Ingmar Bergman (1957)
Death: Don’t you ever stop asking?
Antonius Block: No. I never stop.
Death: But you’re not getting an answer.

Um cavaleiro regressa das cruzadas à terra natal e durante parte da sua jornada é acompanhado pela morte, com quem vai jogando uma partida de xadrez. É este jogo que decidirá o enredo.
Será que Deus existe?, é uma pergunta que ao mesmo tempo percorre transversalmente o filme deixa lugar a uma outra, Que fizémos de bom?
Antonius Block: Faith is a torment. It is like loving someone who is out there in the darkness but never appears, no matter how loudly you call.
(…)
Jöns: Love is as contagious as a cold. It eats away at your strength, morale… If everything is imperfect in this world, love is perfect in its imperfection.
Blacksmith Plog: You’re happy, you with your oily words. You believe your own drivel.
Jöns: Believe it? Who said? But I love to give pieces of advice.
Uma obra-prima de Ingmar Bergman.
elearning; scientific paper; design of online masters; new laptop! a mouse that looks like a soap; too much work; 2h30 of sleep per day in the last two days; missing home; missing you; i am back!
esta deve ser das raras vezes em que não tenho sono e consigo pensar. como consequência o trabalho avança e ainda bem, que não havia outro remédio.
esta casa e as casas dos visitantes é que ficam a perder, mas enquanto não estiver tudo pronto, não há leituras para ninguém.
até já (espero)
qd se tem uma porta aberta para a rua nao nos podemos preocupar com quem entra
No café vejo pessoas de circunstância. Gosto do espaço. Gosto da música. Vigio as conversas.
Uma tarde destas pede um Camus ou uma Simone de Beauvoir. Mas as conversas são triviais. O que se fez à noite. Quem se encontrou. Quem se conheceu. E são vazias. Nos dias de hoje, em vez de vazias, dir-se-íam light.
O café puro sente-se demasiado forte. Há corpos sentados aqui e ali, que falam de forma surpreendentemente calma. O cansaço da noite faz-se sentir.
À tarde trazem-se revistas e jornais de referência para o café, que não se lêem ou a que se dão atenção apenas quando a conversa esmorece.
Se não há ninguém conhecido, o corpo senta-se, abre a Wire e pede um café. Mas a Wire é apenas pretexto porque os olhos do corpo se voltam para a porta sempre que entra alguém. E, no entanto, no entanto o corpo não espera ninguém.
O sol aquece o espaço e pede um Camus ou um Pessoa. Mas pede sobretudo alguém que pedisse o mesmo.
livros - a mim, apetecia-me ter-te levado comigo
Carta a Mário de Sá-Carneiro
Escrevo-lhe hoje por uma necessidade sentimental - uma ânsia aflita de falar consigo. Como de aqui se depreende, eu nada tenho a dizer-lhe. Só isto - que estou hoje no fundo de uma depressão sem fundo. O absurdo da frase falará por mim.
Estou num daqueles dias em que nunca tive futuro. Há só um presente imóvel com um muro de angústia em torno. A margem de lá do rio nunca, enquanto é a de lá, é a de cá; e é esta a razão íntima de todo o meu sofrimento. Há barcos para muitos portos, mas nenhum para a vida não doer, nem há desembarque onde se esqueca. Tudo isto aconteceu há muito tempo, mas a minha mágoa é mais antiga.
Em dias da alma como hoje eu sinto bem, em toda a minha consciência do meu corpo, que sou a crianca triste em quem a vida bateu. Puseram-me a um canto de onde se ouve brincar. Sinto nas mãos o brinquedo partido que me deram por uma ironia de lata. Hoje, dia catorze de Marco, às nove horas e dez da noite, a minha vida sabe a valer isto.
No jardim que entrevejo pelas janela caladas do meu sequestro, atiraram com todos os baloucos para cima dos ramos de onde pendem; estão enrolados muito alto; e assim nem a ideia de mim fugido pode, na minha imaginacão, ter baloucos para esquecer a hora.
Pouco mais ou menos isto, mas sem estilo, é o meu estado de alma neste momento. Como à veladora do “Marinheiro” ardem-me os olhos, de ter pensado em chorar. Dói-me a vida aos poucos, a goles, por interstícios. Tudo isto está impresso em tipo muito pequeno num livro com a brochura a descoser-se.
Se eu não estivesse escrevendo a você, teria que lhe jurar que esta carta é sincera, e que as coisas de nexo histérico que aí vão saíram espontâneas do que me sinto. Mas você sentirá bem que esta tragédia irrepresentável é de uma realidade de cabide ou de chávena - chia de aqui e de agora, e passando-se na minha alma como o verde nas folhas.
Foi por isto que o Príncipe não reinou. Esta frase é inteiramente absurda. Mas neste momento sinto que as frases absurdas dão uma grande vontade de chorar.
Pode ser que, se não deitar hoje esta carta no correio amanha, relendo-a, me demore a copiá-la à máquina, para inserir frases e esgares dela no “Livro do Desassossego”. Mas isso nada roubará à sinceridade com que a escrevo, nem à dolorosa inevitabilidade com que a sinto.
As últimas notícias são estas. Há também o estado de guerra com a Alemanha, mas já antes disso a dor fazia sofrer. Do outro lado da Vida, isto deve ser a legenda duma caricatura casual.
Isto não é bem a loucura, mas a loucura deve dar um abandono ao com que se sofre, um gozo astucioso dos solavancos da alma, não muito diferentes destes.
De que cor será sentir?
Milhares de abracos do seu, sempre muito seu,
FERNANDO PESSOA
P.S. - Escrevi esta carta de um jacto. Relendo-a, vejo que, decididamente, a copiarei amanha, antes de lha mandar. Poucas vezes tenho tão completamente escrito o meu psiquismo, com todas as suas atitudes sentimentais e intelectuais, com toda a sua histero-neurastenia fundamental, com todas aquelas intersecções e esquinas na consciência de si-próprio que dele são tao características…
Você acha-me razão, não é verdade?
(em 14 de Marco de 1916)
[Título inspirado no primeiro livro de Maria Judite de Carvalho, Tanta gente, Mariana!]
percorro a rua vazia de gente vazia de ruídos vazia de luz vazia de calor vazia, vazia as pernas tremem como se tivessem estado durante muito tempo tensas e expectantes sinto-me inquieta uma inquietude que advém depois de tudo ter passado a madrugada aproxima-se e a noite, a noite acalma
The night suggests, it does not show. The night disquiets and surprises us with its otherness; it releases forces within us which by day are dominated by reason. I love the wonders of the night, which the light causes to break forth.
Brassaï

Stranger danger
Danger stranger
When you gonna follow throughThe mistake you don’t make
Or the rain cloud covers above your house
Steal the feelings
Don’t focus on the flame girlHave i failed to impress you?
Could’ve sworn that wine
And one and four made two,
But it’s five!
It’s five!Can i ride with you
Until the sunset gets all red
And we’ll chased by the moonHope the passion don’t fade
Since you decided he’s your spouse.
Wheeling, dealing, joking things will change girlHave i failed to impress you
Could’ve sworn that wine
And one and four made two
But it’s five
It is five
[aviso: o meu discurso encontra-se particularmente acintoso hoje, pelo que se desaconselha a leitura deste post a pessoas mais sensíveis]
Não me lembro se alguma vez utilizei este cumprimento. À luz desta distância parece-me que o devo ter feito uma ou outra vez porque recordo a sensação do ridículo, pretensioso até, de tal cumprimento.
Hoje considero-o corporativista, próprio de um grupo fechado que pretende continuar fechado.
O que é que alguém quer dizer com cumprimentos académicos que não consiga dizer com cumprimentos?
O cumprimentos académicos serve, quanto a mim, duas funções: ou se trata de um email (ou vários) para uma lista a avisar qualquer coisa mais ou menos oficial e remata-se com tal cumprimento, como quem diz, este mail é uma grande seca [vocábulo introduzido em Portugal pelo acutilante Eça], mas vocês vão desculpar que é em nome da academia; ou se trata de puro corporativismo: eu pertenço a este grupo, eu faço parte da academia e como tal tenho uma linguagem própria, transmitida de geração em geração, apanágio apenas daqueles que pertencem ao mesmo grupo do que eu. Enfim, a carneirada tem de se reconhecer de alguma forma.
Depois há os outros, aqueles que utilizam porque viram utilizar e lhes parece tal expressão senha de entrada ou regra instituída.
Mas quantos já se interrogaram sobre este cumprimento?
E isto das palavras rememora-me outra, que por sinal é muito boa de se dizer, mas que acaba por ter um significado execrável.
Muitas vezes se utiliza a expressão devemos agir com urbanidade. Quer isto dizer que devemos agir com delicadeza; civilidade; cortesia; afabilidade [in Priberam].
Mas atentemos na raíz da palavra: urbe; resquícios do séc XIX [e XX!] em que a cidade era sinónimo de civilidade e cortesia!
É que muitas vezes usamos as palavras e as expressões sem pensar no que elas guardam.
Desde 4 de Janeiro de 2006, esta casa teve:
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E a média por dia é:
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Aqui está o gráfico
Morrissey ou nostalgias de uma voz que me acompanhou
Warm lights from the grand houses blind me
Haves cannot stand Have-nots
And my love is under the ground
My one true love is under the ground
And I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s hero now
I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s hero now
They who should love me
Walk right through me
I am a ghost
And as far as I know I haven’t even died
And my love is under the ground
My one true love is under the ground
And I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s hero now
I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s hero now
See as I.. See as I.. See as I..
I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s lover now
I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s lover now
Things I’ve heard and I’ve seen
And I’ve felt and I’ve been
Tell me I’ll never be anybody’s lover now
It begins in the heart
And it hurts when it’s true
It only hurts because it’s true
(15-04-2006 03:02:00) *****:
where do you wanna go?
(15-04-2006 03:02:53) paola:
far, far away…
(15-04-2006 03:03:00) *****:
and where is tht?
(15-04-2006 03:03:12) paola:
finland!
(15-04-2006 03:03:29) *****:
when do you know?
(15-04-2006 03:03:43) paola:
june
(15-04-2006 03:03:52) paola:
june is far, far away too
divertido, divertido é ver uma senhora de sandálias abertas atrás, com saltos muito altos e muito fininhos a prenderem-se nas juntas das pedras da calçada
[é trauma meu e de mais um milhão de mulheres quando acham que devem usar saltos muito altos e finninhos
]
if you are feeling sad, clap your hands!
Run the lip off sunshine shore
Betray white water
Delay dark forms
Slap young waves on wooden bones
Don’t touch the laughter and away we goAway we go
CLAP YOUR HANDS!
But I feel so lonely
CLAP YOUR HANDS!
But it won’t do nothing
CLAP YOUR HANDS!
But I have no money
CLAP YOUR HANDS!
Are you up to something?
CLAP YOUR HANDS!
Where’s my milk and honey?
CLAP YOUR HANDS!
But I just look funny
CLAP YOUR HANDS!
I’ll just wait awhileAs time alone stands still for some
Stuffed sailor up with eyeball sun
And if by castle ship should stray
It has like you no chosen fate for
It’s tongue-tied caboose that leads
This ragged lad, this finger-flipping
Mom and dad (for what is worth some
Aimless steer?) And should mouth
Confuse my foggy mirror and reveal
What is not there I shall take this
Unbound train away…
Clap Your Hands Say Yeah
Purpurina - s.f. Substância corante, extraída da raíz da ruiva. Metais reduzidos a pó e empregados em tipografia para as impressões a ouro e a prata. Planta da família das melastomatáceas.
in De Morais
É assim definida a purpurina como substantivo no dicionário De Morais. No Priberam, apenas se encontra a palavra como adjectivo.
[Às vezes, há coisas que me passam ao lado. Esta foi uma delas e pelos vistos muito badalada, na verdadeira acepção da palavra
- aposto que as visitas a esta casa vão aumentar
]
queria um café pingado com leite frio, acuçar e copo de água
é que neste corpo não entra mais adoçante. não vos dou links, mas experimentem procurar por aspartame no google, um susto só!
a minha sorte é que tenho gente que vela pela minha saúde
já não recordo o teu rosto
não consigo reproduzir na minha memória o som do teu silêncio
e a tua voz, a esta distância, não me é reconhecível
se tentasse, também não conseguiria desenhar novamente o teu contorno
a pouco e pouco, a indefinição toma conta da tua imagem
e o sossego instala-se
O’Neill (Alexandre), moreno português,
cabelo asa de corvo; da angústia da cara,
nariguete que sobrepunha de través
a ferida desdenhosa e não cicatrizada.
Se a visagem de tal sujeito é o que vês
( omita-se o olho triste e a testa iluminada )
o retrato moral também tem os seus quês
( aqui, uma pequena frase censurada…)
No amor? No amor crê (ou não fosse ele O’Neill!)
e tem a veleidade de o saber fazer
(pois amor não há feito) das maneiras mil
que são a semovente estátua do prazer.
Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se
do que neste soneto sobre si mesmo disse…
As cantinas estão fechadas, aqui em cima. Lembrei-me a tempo (aka antes de descer as monumentais) que o bar das matemáticas começou, ainda eu andava cá, a servir refeições.
E aqui vim. Muito calmo, para bar das matemáticas. É certo que não há aulas, mas mesmo nesse tempo a vivacidade já não é, certamente, a mesma. Os engenheiros faziam deste bar um local muito vivaz.
E se é certo que joguei aqui muito cartas, não é menos certo que resolvi muita derivada e muita primitiva nestas mesas.
[pronto, também amaldiçoei muito o sistema e um ou outro professor
]
Lembro-me que foi aqui que chegou ao pé de mim uma colega, vinda de ver uma frequência, uma frequência de 9. Lembro-me dela contar que tinha uma demonstração certa, marcada errada pelo professor. Lembro-me dela ter confrontado o professor com a demonstração correcta, como estava no livro. Lembro-me do professor lhe ter dito que havia indicado na aula que queria aquela demonstração feita como ele a fez na aula e não como estava no livro. Lembro-me da minha colega ter ficado com 9. Lembro-me de ter começado por amaldiçoar o professor e ter acabado a amaldiçoar o sistema.
Lembro-me de estar num anfiteatro, com um professor a acabar uma demonstração. Lembro-me de um colega que no meio daquela gente toda muito calada se levantou para dizer que não tinha percebido. Lembro-me do professor dizer a esse aluno que era natural, que fosse para casa estudar e se ainda assim não percebesse que passasse depois no gabinete.
Lembro-me das terríficas aulas de geometria. Lembro-me de ver a professora encher sucessivamente dois quadros inteirinhos, parar, agarrar no apagador, dizer que não, que não era assim a demonstração que ela própria tinha feito, começar a apagar bem pelo meio do quadro, voltar a parar, dizer que afinal estava bem e tentar desesperadamente completar a demonstração meio apagada.
Editado: depois de escrever este post, fiz uma procura rápida por Bar das Matemáticas e encontrei um blog dedicado a este bar. Aqui o primeiro post
hoje vai ser um bom dia. não começou muito bem: odeio conduzir - já vos disse isto?
mas vou fazer o que mais gosto: ultimar o desenho de um curso e rever um relatório, enfiada numa biblioteca
acho que já não te consigo distinguir no meio de tanta gente. ainda agorinha me parecias tu, mas pensei logo a seguir que o mais provável era não seres tu. antes era muito simples, tinhas algumas características que mais ninguém tinha e por isso, mesmo sem te saber o nome conseguia adivinhar-te. o facto de não usares sempre o mesmo caminho ajuda a não conseguir identificar-te.
vês a falta que faz um nome?
101.
Se a nossa vida fosse um eterno estar-à-janela, se assim ficássemos, como um fumo parado, sempre, tendo sempre o mesmo momento de crepúsculo dolorindo a curva dos montes. Se assim ficássemos para além de sempre! Se ao menos, aquém da impossibilidade, assim pudéssemos quedar-nos, sem que cometêssemos uma acção, sem que os nossos lábios pálidos pecassem amis palavras!
Olha omo vai escurecendo!… O sossego positivo de tudo enche-me de raiva, de qualquer coisa que é o travo no sabor da aspiração. Dói-me a alma… Um traço lento de fumo ergue-se e dispersa-se lá longe… Um tédio inquieto faz-me não pensar mais em ti…
Tão supérfluo tudo! Nós e o mundo e o mistério de ambos.
465.
Quando o estio entra entristeço. Parece que a luminosidade, ainda que acre,das horas estivais devera acarinhar quem não sabe quem é. Mas não, a mim não me acarinha. Há um contraste demasiado entre a vida externa que exubera e o que sinto e penso, sem saber sentir nem pensar - o cadáver perenemente insepulto das minhas sensações.

When people listen to you don’t you know it means a lot,
‘Cos you’ve got to work so hard for everything you’ve got.
Can’t rest on your laurels now,
Not when you’ve got none.
You’ll find yourself in a gutter,
Right back where you came from.Someone told me being in the know is the main thing.
We all need the security that belonging brings.
Can’t stand on your own in these times,
Against all the odds,
You all just fall behind like all the other sods.You slap our backs and pretend you knew about,
All the things that we were gonna do.
What ya gonna do, what ya gonna do,
When it’s over?
You’re on your own now,
Don’t you think that’s a shame?
But you’re the only one responsible to take the blame.
So what ya gonna do when the novelty has gone?
Yeah, what ya gonna do when the novelty has gone?You slap our backs,
And pretend you knew about,
All the things we were gonna do.
What ya gonna do, what ya gonna do
When its over?
aqui não há flores nem árvores, não há verde aqui: só o castanho árido da areia quente.
aqui não há risos nem conversas de gente: só o vazio imenso que se adivinhava desde o início.
e as divisões amplas propagam o eco, eco, eco, eco, eco, eco…
Os programas de autor faziam sentido numa altura em que só existiam rádios generalistas.
António Mendes in PÚBLICO
Na rádio, os programas de autor fazem sempre sentido. Sempre. A playlist nada tem de trabalhoso ou nobre. Ela serve apenas para encher tempo nas rádios que não querem pagar a pessoas para fazerem programas de rádio. A playlist não é um instrumento de trabalho, e deveria ser antes um recurso último. Uma excepção e nunca, nunca uma regra.
Também a rádio é invadida pelo facilitismo, pelo nivelamento por baixo. Depois, é muito triste ver gente que trabalha numa rádio insinuar que um programa de autor já não faz sentido.

Lá deixou as 7h das manhãs de sábado e voltou às 9h, esperemos que definitivamente. Descobri eu hoje, numa viagem radiofónica até Vera Cruz, concelho de Portel, Évora. [Na foto, a igreja de Santo Lenho]
É possível que alguém tenha tentado comentar num post abaixo e não tenha conseguido: não há maneira de eu conseguir domar o gatekeeper do spam. Se for o caso, por favor, tente novamente e se mesmo assim não conseguir envie-me um email, que eu coloco: sofiabento at gmail dot com
Mudei o gráfico da LastFM, ali ao lado, para actualizar de acordo com o que estou a ouvir, no momento.
E agora estou a ouvir Merankorii, de que já vos falei e que aproveito para dar conta de que já está disponível para download uma das músicas do novo álbum.
Das músicas que já ouvi, a minha favorita é a Interlude. Podem ouvi-la aqui. Esperem até aos 30 segundos
chego à porta e preparo-me para subir as escadas. hesito e penso: e se a Teresa não está? dou meia volta, é que se a Teresa não está, é uma desgraça, ela torna o processo muito mais simples.
se me calha outra, já sei que vou ser bombardeada com perguntas a que não sei responder, aliás, que nem sequer consigo entender…
o melhor será voltar para trás, telefonar e marcar para um dia em que a Teresa esteja, decido. mas logo, logo ouço a voz da minha mãe: não me tornes a aparecer à frente sem o teres feito!
ainda tento resistir: ora, o que pode acontecer?, o que pode acontecer é que passo o fim-de-semana a ouvir sermão atrás de sermão, e ainda por cima este é prolongado! não, vai ter de ser.
subo as escadas. Bom dia, a Teresa está? Está. Uff!
bem, já me pareço com a Mafalda em feitio, não há necessidade de ter o cabelo parecido com ela também
na terça-feira estive quase, quase a fazê-lo, mas depois desisti.
o facto é que isto já começa a ser tema de conversa, sinal premonitório de que é necessário fazê-lo.
a minha mãe já começa a ameaçar-me não me tornes a aparecer à frente sem o teres feito!
de forma que, vou sair agora, com as melhores intenções de o fazer.
irei conseguir?
i have an account of instant messaging with only one contact of a person
no one knows who this person is
including me
entrei para uma reunião às 9h30, com o meu orientador, e acabei de sair.
esperam-me alguns dias de trabalho muito intenso ![]()
o que é que eu preciso?
matar processos, basicamente.
que andam a consumir recursos a esta máquina a que chamo cérebro e que não têm retornos.
e gerir muito bem as compensações. parece que é importante compensar-nos a nós próprios.
demorada, mas produtiva, esta reunião. tenho uma lista de coisas para fazer, basta agora definir as prioridades e começar.
às vezes, penso que seria bom poder fazer apenas uma coisa. mas logo a seguir refuto: provavelmente não conseguiria.
tempo, preciso de tempo. sim, temos de saber gerir o tempo, mas para o poder gerir temos de o ter, certo?
é nestas alturas que, à falta de alguém que se interesse realmente pelo que dizemos, se arranjam estratégias, como esta de falar em discurso directíssimo num blog.
isto lembra-me também uma certa e determinada pessoa que há tempos me disse que lhe apetecia comentar um post, mas tinha receio de o fazer, por achar que podia escrever menos bem.
o que me leva a dizer-vos que gostaria que se sentissem aqui como em vossa casa. a quem apetecer comentar que comente, se está bem escrito, se não está, se tem interesse, se não tem, não faz mal.
claro, que às vezes (eu, muitas) acordamos rabugentos, mas amanhã é outro dia e ninguém disse que temos de pensar e sentir sempre da mesma maneira.
bem, comecei com uma reunião e acabo a falar de lamechices
é melhor terminar por aqui
Um fib, na poesia, é um conceito criado por Gregory K., que segue a série de Fibonacci: 1/1/2/3/5/8… etc. Uma série que se encontra na espiral da concha do nautilus.

Segundo o autor, o objectivo é criar um poema de 20 sílabas, cuja contagem silábica segue em cada linha a série de Fibonacci.
Nesta casa, comecei a experimentar, não por uma contagem silábica, mas pela contagem das palavras. Para começar é mais fácil. Tenho seguido o autor e em alguns poemas torna-se difícil descobrir a sequência, uma vez que me é difícil a contagem das sílabas no inglês. Como as palavras no inglês também são mais pequenas é mais fácil dar sentido a poemas escritos nessa língua.
Vou analisar melhor as regras e voltarei a este assunto.
Um obrigada especial ao sr. Anonymous, que me chamou a atenção para isto
fresco
manhã
bem cedo
os meus passos
são os primeiros nesta casa
mas hoje alguém acordou mais cedo: bom dia!
(é difícil sintetizar um ideia num fib. para já escrevo estes fraquinhos. há que pensar nas regras também. seria interessante escrever um cujas frases fossem autónomas. cujo objectivo fosse não haver necessidade de interligação com a frase anterior para que ela tivesse sentido, porque de outra forma corremos o risco de este tipo de poema se subjugar a uma fórmula matemática apenas pela forma e isto seria possível com qualquer texto)
En Lektion i kärlek [Ingmar Bergman, 1954]
filme do fim-de-semana:

(o Bergman aparece atrás de um jornal, no comboio - esta foi uma das últimas informações que o sr. Miguel me deu antes de partir para a Índia)
ora bem, wordpress é uma aplicação que a blogsome usa nos seus blogs e que permite gerir a parte de administração desta casa, algo parecido com o editor da blogspot, mas muiiiito melhor ![]()
o wordpress tem alguns plugins que o administrador do blog (aka eu) pode activar ou desactivar. no caso da blogsome, onde tenho o blog alojado, podem ser por exemplo, a opção de mostrar os últimos comentários na barra lateral, um sistema mais apertado contra spam ou um plugin que mostra um editor avançado wysiwyg - what you see is what you get, isto é se eu quiser um texto em itálico ou às cores clico numa caixinha com o i ou com as opções de cores, exactamente como na blogspot. normalmente eu uso o editor normal, se quiser meter cores ou texto centrado uso linguagem html, que não devia, devia antes usar xhtml, que é para certas e determinadas pessoas não andarem a ver os erros de código
bluefish é um editor de páginas web, com resultados parecidos com o Frontpage, por exemplo, só que em vez de ser gráfico (wysiwyg), a página é construída só com código ![]()
a folha de css é aquilo a que os informáticos e webdesigners chamam de folha de estilo, é uma espécie de ajudante da página web que construímos e que manda nela. diz-lhe que tipo de letra e que cores devem ser utilizadas na visualização da página, por exemplo.
o problema que aconteceu aqui é que activei o plugin do editor avançado e esqueci-me que se queria meter tags de código html: < b > abrir bold < / b > fechar bold por exemplo, teria de abrir a caixa do código, em vez de o inserir directamente na caixa onde estou a escrever. resultado: abri tags < b > sem as fechar < / b >.
não sei se expliquei muito bem, mas enfim, eu cá não sou informática nem webdesigner
ok agora tenho tudo de um post para baixo a negrito, talvez seja uma tag aberta, o certo é que não dou com ela!
até já e já meto as legendas
note from author: bolas! estava difícil! já dei com ela
errata: onde se lê nesta casa irra é favor ler sol
hoje
egoisticamente
sorvo palavras
uma outra vez
como se para mim fossem
como se dele as palavras para mim fossem

You are what people in a former era might have termed ‘touched’. Mad and brilliant, your genius may only fully be appreciated 100 years from now. At the moment people just think you’re a bit weird.
Genius is not valued like it once was so you rely on handouts from friends and family. But don’t worry - they’ll always help because secretly they think you’re amazing.
You can take the test here.
para o que me havia de dar! - (actualização)
às evzes não preciso que me digam nada, só preciso que me façam falar!
e foi assim que ainda agorinha alguém no messenger me disse:
***** diz:
belo serviço que fizeste
***** diz:
![]()
paula diz:
oh
paula diz:
não me digas nada
***** diz:
mas de onde vem aquilo verde?
***** diz:
no css n ta nada…
paula diz:
no editor
paula diz:
ficou assim
paula diz:
tudo para baixo
paula diz:
ah espera
***** diz:
mexendo no css
***** diz:
so altera o primeiro post
paula diz:
obrigada
paula diz:
já descobri
paula diz:
danka!!!!
Pensei: se só altera de um certo ponto para baixo, só pode ser o raio de uma tag aberta e que não foi fechada, então fui lá e a casa já não está verde!
Ó desgraça! Acordei e dei com a casa verde!
E a culpa é toda das experiências. Andei a brincar com um plugin do wordpress que insere um editor wysiwyg. E logo eu que faço webpages em Bluefish! Era só para experimentar! E agora tudo verde!
A folha de css está bem de saúde, o plugin já desinstalei, nada, voltei a instalar, nada. Consegui que o post anterior ficasse bem, mas os outros, nada. Tenho aqui uma dor de cabeça para uns dias valentes!
Aos leitores peço compreensão!
fico imóvel
páro todos os movimentos do corpo
a respiração intervala-se cada vez vez mais
o sangue desacelera
e o corpo arrefece
a pouco e pouco todos os sentidos vão parando
o corpo deixa de sentir
e de se sentir
interrompo o processo ao pensar que já não me lembro do teu rosto
is this a fib? did i count them well?
up
down
is now
all my life
do you remember?
when the ups and downs were too young?
Nenhum homem é uma ILHA isolada; cada homem é uma
partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA; se um
TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica
diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO,
como se fosse a CASA dos teus AMIGOS ou
a TUA PRÓPRIA; a MORTE de qualquer
homem diminui-me, porque sou
parte do GÉNERO HUMANO.
E por isso não perguntes
por quem os
SINOS dobram;
eles dobram
por TI
J O H N D O N N E
in Hemingway, Ernest, Por Quem os Sinos Dobram, Livros do Brasil, Lisboa
Change of speed, a change of style
A change of scene, with no regrets
A chance to watch
admire the distance
Still occupied - though you forget
Different colours, different shades
Over each mistakes were made
I took the blame
Directionless, so plain to see
A loaded gun won’t set you free
So you say
Alfred Lord Tennyson - The lady of Shalott
She left the web, she left the loom,
She made three paces through the room,
She saw the water-lily bloom,
She saw the helmet and the plume,
She look’d down to Camelot.
Out flew the web and floated wide;
The mirror crack’d from side to side;
“The curse is come upon me,” cried
The Lady of Shalott.
Tell me why I don’t like Mondays
Houve tempos em que eu adorava as segundas-feiras. Para onde foram esses tempos?
For those who have this problem, here e you have a simple hack that might help you.
Começara a chover e ouvia-se o som cadenciado dos pingos na cobertura da enome piscina de água aquecida.
Tu nadaste até mim e eu, de pernas cruzadas como um chinês, movendo apenas os braços na água, olhei para ti, sorrindo e reconhecendo-te.
Admirado, perguntaste como me mantinha assim, parecendo sentada dentro de água. Respondi que era muito fácil. “Cruzas as pernas como se estivesses sentado e depois moves os braços para não ires ao fundo”
Tentaste fazer o mesmo, mas quando cruzaste as pernas desapareceste na água.
E eu chamei, gritei as cinco letras do teu nome como se nunca as houvera gritado antes, e no mesmo segundo mergulhei, coloquei os meus braços sob os teus para te puxar e senti que não podia contigo. No mesmo instante, senti-me eu própria a ser içada e no minuto seguinte via-te já a rir. Continuavas a segurar-me pela cintura e eu, olhando para ti, apenas consegui dizer “assustaste-me”.
Não que fizesse alguma diferença. O susto já tinha passado, mas esta afirmação parecia sempre imprescindível. Funcionaria como um desabafo depois de um susto que apanhamos? Uma espécie de forma de sossegarmos? Ou teria uma censura velada? Um pedido para não o voltares a fazer?
“Mas eu sei nadar muito bem!”, justificaste, acrescentando com um sorriso “Além de que tenho pé aqui!”. Era verdade. Tinha-me esquecido de como eras alto. Fiquei com aquela sensação de o meu susto ter o seu quê de ridículo. Mas tu abriste os braços e eu enlacei os meus no teu pescoço, rodeei o teu tronco com as minhas pernas e tu tiraste-me da água.
A casa é azul, tem música e fala de dor. Nas entrelinhas, lê-se amor e força. Infinito Perdido.
Sometime ago I found an interesting blog about technology, Mind Booster Noori.
And it was because of this that I found another blog (from the same author) with a beautiful music and two albuns released: O Monólogo do Mudo and Crash.
Go there and listen
há sempre uma imagem e um conjunto de palavras na instalação, que apetece ver e ler.
este é um dos muitos favoritos.
mas agora vou jantar com gente que conheço desde o 10º ano, melhor amiga e rapaz que veio do frio incluídos ![]()
logo vos falo de tudo o que está em lista de espera
de manhã, oradora numa conferência. à tarde, ouvinte em várias.
amanhã, mais do mesmo - a propósito, apareçam amanhã [para a Lan Party é necessária inscrição, vejam no site] - da lan party não sei que eu não jogo, mas as duas primeiras conferências de hoje foram muito boas e as de amanhã prometem…
tanta coisa para vos falar e o cansaço não permite o cérebro trabalhar.
uma noite descansada.
tenho coleccionado casas. casas sobre as quais vos preciso falar. e são tantas, tantas…
vai para a Suécia. volta a Portugal. vai a Espanha. volta à Suécia.
nunca diz quando vai, nem quando vem.
quando chega, telefona e diz sem aviso: vai um café?
a sorte é que lhe reconheço a voz.
às vezes, como hoje, aparece-me à frente.
ao telefone, não me vê a admiração.
hoje viu. e respondeu.
mas tínhamos combinado aqui, não te lembras?
lembro, lembro - diz o meu sorriso de orelha a orelha
não volta para o frio. agora, vai para mais longe.
até sexta.
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Durante algum tempo foi impossível colocarem comments devido ao facto da Blogsome (acho eu) ter acrescentado uma outra funcionalidade (acho).
Já é possível comentarem os posts novamente (acho)
a necessidade de ouvir e rescrever as palavras de só um folêgo dá nisto:
pela janela mal fechada
entra já a luz do dia
morre a sombra
desejada
duma esperança fugidia
foi uma noite sem sono
entre saliva e suor
com um travo
de abandono
e gosto a outro sabor
dizes-me até amanhã
que tem de ser
que te vais
só que amanhã
sabes bem
é sempre longe demais
dizes-me até amanhã
que tem de ser
que te vais
só que amanhã
sabes bem
é sempre longe demais
pela janela mal fechada
chega a hora do cansaço
vai-se o tempo
desfiando
em anéis de fumo baço
acendo mais um cigarro
invento mil ideais
porque amanhã
sei-o bem
é sempre longe demais
dizes-me até amanhã
que tem de ser
que te vais
só que amanhã
sabes bem
é sempre longe demais
acendo mais um cigarro
invento mil ideais
porque amanhã
sei-o bem
é sempre longe demais
dizes-me até amanhã
que tem de ser
que te vais
só que amanhã
sabes bem
é sempre longe demais
acendo mais um cigarro
invento mil ideais
porque amanhã
sei-o bem
é sempre longe demais
dizes-me até amanhã
que tem de ser
que te vais
só que amanhã
sabes bem
é sempre longe demais
acendo mais um cigarro
Rádio Macau - estes ficam na mesma caixa do Palma
you must see it in mickeyckm personal blog: larger than life
Click the picture in order to enlarge it and see it carefully
destes, pois!
[nós, leitores, somos assim, queremos sempre mais]
gosto das calças curtas, de forma a que se possa ver as meias, e sapatilhas “de desenho animado”.
is that OK with you?
baú de papelada virtual ou arrumações forçadas de primavera
fui convidada para apresentar um projecto que coordenei há cerca de dois, três anos atrás, pelo que estou neste momento a tentar dar conta de algumas dezenas de cd’s e dvd’s de backups para recolher material.
nesses backups vou navegando por documentos, emails, músicas, imagens entre outros ficheiros. vou navegando por conversas, por estudos, por trabalhos.
para onde foram essas conversas?
reconheço cada uma, mas cada uma me aparece agora como irreal. irreal? irreal.
como dois actores a quem tivessem retirado o cenário.
vou aproveitar e retirar todos os ficheiros de trabalho e de estudo. gravá-los com nomes específicos e ordená-los.
o resto, lixo.
se me pedissem para me definir era assim: 8 ou 80, para o bem e para o mal
hoje, acordei 8 e acabei de passar ao 80
não suporto a incompetência e recuso obedecer ao autoritarismo
e as consequências?
ao diabo com as consequências
a mim ninguém me cala, nem ninguém me compra!
aviso: má-disposição em volta
Well, a post with strange and word in the title is irresistible to me, so i clicked and found:
Very usefull to all women!
Geral fechada, Tropical aberto
Cheguei à Biblioteca Geral e bati com o nariz na porta. Começava a precisar de uma dose de cafeína e de uma mesa onde estender o laptop, pelo que rumei ao Tropical, onde estou a escrever este texto ao som dos Editors ![]()
Graças à Zapp!
Acho que estou a ficar viciada em computadores! Há quem diga até que tirei o curso errado…
No dia da mentiras, disseram-me uma coisa, mas nesse dia não me liguei à internet, pelo que só soube no Domingo. E pensei, na altura, que fixe! - a minha geração ainda diz que fixe! - Então, não querem lá ver?
Mas não, afinal era mentira!
People are fragile things, you should know by now/Be careful what you put them through
Foi aqui que descobri Editors. A música rememora outra. A letra lembra-nos de algo que é muito fácil esquecer. Obrigada ![]()
É para lá ir ver a letra e clicar nos links, pois claro!
Ontem - Mário Viegas, 10 anos da morte
Não deixo de dizer o que penso para ganhar um subsídio ou para ter um programa de televisão. Podi ganhar muito dinheiro, ser muito mais popular. Por mim, no último minuto da minha vida, quero ter apenas a minha consciência tranquila.

A partir da próxima terça-feira, 4 de Abril, o PÚBLICO começa uma colecção da discografia completa
Estás demitido, obviamente demitido
tu nunca roubaste um beijo
e fazes pouco das emoções
és o espantalho dos amantes.
Estás demitido, obviamente demitido
evitas a competência
não reconheces o mérito
és um pilar da cepa tortaE assim vamos vivendo
na província dos obséquios
cedendo e pactuando enquanto der
filósofos sem arte, afugentamos o desejo
temos preguiça de viverEstás demitido, obviamente demitido
subornas os próprios filhos
trocaste o tempo por máquinas
tu és um pai desnaturado.
Estás demitido, obviamente demitido
arrasas a obra alheia
às vezes usas pseudónimo
tu és um crítico de merdaE assim vamos vivendo…
Estás demitido, obviamente demitido
encostas-te às convergências
nunca investiste num ideal
tu sempre foste um demitido
tu foste sempre um demitido
já nasceste demitido!
y o u . d o . n o t . l o v e . m e
y o u . d o . n o t . l o v e . m e
someone told me that
and i did not believed it
y o u . d o . n o t . l o v e . m e
you do not know
but i do
y o u . d o . n o t . l o v e . m e
you think you do
but i know you do not
y o u . d o . n o t . l o v e . m e
i can see it
when you talk to me
y o u . d o . n o t . l o v e . m e
i can see it
when you listen to me
y o u . d o . n o t . l o v e . m e
my sadness is the hapiness of someone
h e . d o e s . n o t . l o v e . m e
ARRE, que tanto é muito pouco!
ARRE, que tanto é muito pouco!
Arre, que tanta besta é muito pouca gente!
Arre, que o Portugal que se vê é só isto!
Deixem ver o Portugal que não deixam ver!
Deixem que se veja, que esse é que é Portugal!
Ponto.
Agora começa o Manifesto:
Arre!
Arre!
Oiçam bem:
ARRRRRE!
Álvaro de Campos (1890-?)
Poesias
I am not a technology expert, so my opinion on this issue is an opinion of an user.
What is called Web 2.0 is really starting to annoying me and I am feeling this because it seems to me that Web 2.0 is starting to be build as if this was the next step and everybody should be using it in the future. I must say that the design, in some cases, is just beautiful. But it seems that was created a concept of the web and I do not think that is working out. It seems to me that the concept is all about sharing things and access things from anywhere, but i think in the first case Web 2.0 is working in a strange direction and in the second case I do not believe it is the best way.
Web applications are appearing like mushrooms! I like options, but I like real options. If I have two or more applications I can choose between them based on a function, for instance, that one of them have and the other do not. But this applications seem all alike. So I have 3 ou 4 but my choice for one of them is not really a choice because they do not have nothing really new or really diferent.
Now about the concept.
In Web applications (office, rss, calendar, etc) I work in the web and if I want I can share my documents (I can import and export to my computer, but a priori the work is done in the web)
As an user I do not feel confortable with this. Working in a server that I do not control and that I only can access with a net connection.
Besides we can ask: who has access to information that we created? How this things are treated? Can we be sure that this will not be used by other people?
It seems to me more useful (and safe) to work in an application installed in my machine and that I can publish to the web the documents I need to.
The other issue, accessing my work from anywhere, is a little bit strange to. I only can do this if I have a net connection. I think it is more usefull to get a Flash (based on Gentoo) , Slax (based on Slakware) or Damnsmall Linux and carry my OS with me
So, I think I am missing the point of Web 2.0 and I need to ask: what is web 2.0 for?
e espanto-me sempre com isso.
The color of the sun is just perfect at this hour and I am feeling just great. I think I am going to take the rest of the day off
I found this site who helps you to create a Mac-on-Stick, even if you are running Windows. I followed the steps and there it is, running. Now I am going to install some software on it.
But I found two problems. To solve one, I had to ask the help of a good friend, because I needed a Mac. So, for those who only have a windows machine you can take the System software [ System 7.0.1] here. Second, i had some troubles with the ROM image they provide, but i could manage to get one that worked just fine here.
I am really tired of people attacking Firefox without a reason. First, a girl claimed that a bug in Firefox was the reason to her breaking down her five years relationship, when in fact it is more probably a bug of Windows than a bug of Firefox. Now, some people say that Firefox “eats” a lot of memory, but they just do not care about trying to explain that or find out how to get around this. (They do not talk about the cache they have or the extensions they added)
There are people who seems to not have this problem:
I have 3 firefox(1.5.0.1) windows open
1 has 6 tabs
2 has 5 tabs
3 has 1 tab
task manager memory usage = 63.4M
And others fixed it with cache=0:
Ben my man, that worked. FF went from hogging 250MB of my ram to a swift 54MB with the same tabs and page clicks. Where were you 5 months ago
![]()
You have more on this here.
Nevertheless, there are people saying this is a “HUGE” problem of Firefox and Firefox it is not good, etc, etc. So I need to ask: if you think Firefox is not good to your needs, why use it? Tell me, do you have another browser with the features of Firefox that suites you? So, use that one and stop claiming that Firefox “is not quality software” or has bugs that do not exist, just because you do not know how to use it or you do not try to know how to adapt it to your needs
Tive um acidente de viação de manhã - o gajo de trás não travou -, em que bati com a cabeça, pelo que depois de almoço sentindo-me um pouco tonta e com dores dirigi-me aos HUC [Não tenho nada partido, mas é possível que com os movimentos as dores aumentem nos próximos dias, é possível também que venha a usar um “colar de esponja” - se andar rabugenta, já sabem
]
Mas o que me leva a escrever este post, nada tem a ver com isto, ou melhor, tem, na medida em que foi esta ida aos HUC que o suscitou.
Ao pé dos Raios X, entrou quase logo a seguir a mim um detido, um preso, algemado e com dois polícias de cada lado.
É a segunda vez que estou nas urgências e aparece uma pessoa algemada. É a segunda vez que observo o que passo a relatar.
O preso sorria, ria. A princípio um riso indefinido, mas atentando bem na expressão percebia-se um sorriso sarcástico. E olhava as pessoas. E às pessoas que o olhavam, ele segurava-lhes o olhar.
E eu pensei que se estava ali é porque estaria doente, então porque sorria? Uma saída da prisão, mesmo que para um hospital, será razão para sorrir? Talvez seja.
Mas depois as pessoas que se sentavam ao meu lado tentavam - e nestas situações não é nada fácil, que sou bastante antipática - encetar conversa comigo comentando que aquele homem estava algemado.
E foi aí que percebi que provavelmente o sorriso sarcástico daquele homem era uma espécie de olhos muitos abertos e dentes cerrados. Às vezes, até se notava que era postiço. O sorriso. O sorriso de quem se sente alvo dos julgamentos alheios.
E eu senti-me triste. E quando ele olhou para mim, eu sorri-lhe de volta.
I told you about PostSecret once. Today i found out that someone claim there to have discovered the solution to Riemann Hypothesis.
How strong is your wish to discover something like this?
uma das sensações mais fantásticas que se pode experienciar num café apinhado de gente é alongar o olhar pela janela e perceber a completa e impossível imobilidade de uma árvore sob um candeeiro de rua.
ouço a tua voz à distância. preciso fazer um enorme esforço para te ouvir. preciso, sobretudo, de focar a minha atenção no que dizes porque intuo-o importante.
consigo apenas perceber que me dás instruções e que as repetes muitas vezes. sinto que apoias este corpo cansado e pesado, que teima em não obedecer às ordens que lhe dou para se manter direito.
não entendo o que me dizes, mas sinto uma irreprimível vontade de rir.
sinto-te o olhar e percebo no riso que por fim deixas sair do teu corpo que desistes. dou-te umas pancadinhas no braço para te sossegar de me veres assim. nunca te deve ter ocorrido que poderias ver-me assim.
vou palrando num tom arrastado, que tenho de repetir várias vezes porque pareces não conseguir perceber o que eu te digo. e é estranho que o não percebas porque só falo de ti.
agora devo estar a dar-te um conselho, que o tom é de conselho e tu vais acenando que sim, como quem sossega o outro. ouço o som ritmado de um comboio e lembro-me de achar estranho uma cadência destas dentro de um café.
é nesta altura que te levantas decidido e dizes que por hoje chega. tento levantar-me, mas não consigo. és tu quem me guia através do labirinto de pessoas, mesas e cadeiras que atulham o espaço.
sinto o ar frio da noite como uma bofetada e aconchego-me mais a ti. continuas a apoiar-me o corpo.
pelo caminho, vou perguntando pelo som do comboio. se o ouviste também. que eu não vi comboio nenhum, mas o som som era muito nítido. vais dizendo que sim, ao mesmo tempo que abres a porta. e eu pergunto se o viste e tu acenas, e enquanto vamos subindo as escadas vais dizendo que era azul e às vezes laranja e outras ainda castanho, como um buraco no tronco de uma árvore. deixo cair o corpo exaurido em cima da cama e insisto em saber agora das pessoas.
dizes-me que apenas um passageiro e alguns andróides com movimento retardados.
e é neste instante que te percebo o sorriso de quem inventa uma história para sossegar o outro.
porque sei que nunca estiveste em 2046. e por isso não podes ter regressado.
Ela escolheu a mesa junto à janela, para se poder sentir próxima do chão. A mesa foi ficando completa: cinzeiro, chávena de café, copode água, maço de tabaco e caneta a deslizar no papel. As outras mesas atraíram pessoas e conversas.
Ele deve ter entrado no café, mas ela não consegue descrever como porque manteve sempre o olhar no papel branco que ía ficando manchado de caracteres pretos. É para ela impossível relatar os olhares que ele lançou em volta. Ela não sabe sequer se ele procurava alguém. Ela também não consegue dizer que voltas ele deu no café até chegar à mesa dela e sentar-se na cadeira vazia em frente.
Poucos minutos depois, trouxeram um café e um copo e água e a mesa ficou repleta de pares. Ficou estipulado, num silêncio de comum acordo, que partilhariam o cinzeiro.
Às vezes, olhavam a rua, às vezes olhavam o interior do café e às vezes olhavam-se a eles próprios. Nos olhos.
Se hoje lhes perguntarem o que cada um vestia ou de que cor eram os seus cabelos, não saberão responder. Quando se olhavam, olhavam-se nos olhos.
Ela ouvia a OST do 2046 e isto pareceu-lhe injusto. Por isso, retirou um dos phones, esticou o braço e colocou-o no ouvido dele, com o cuidado de não lhe tocar.
A mesa estava encostada à parede de madeira, à qual se encostava a perna de um e o pé de outro. Era este o outro ponto de contacto entre ele e ela. Se os ouvidos se enchiam de um Siboney, o corpo sentia as vibrações das notas de jazz da música ambiente através da madeira.
Olhavam-se em silêncio, como se se conhecessem há muito tempo e, ao mesmo tempo e ainda assim, precisassem um do outro.
Quando a OST do 2046 chegou ao fim, ela retirou, do ouvido dele, o phone, suavemente e com o cuidado de não lhe tocar, arrumou as coisas, levantou-se, atravessou o café em direcção à saída e nunca mais voltou.
É por isso que ela não sabe que ele voltou lá todas as noites à procura o silêncio dela.
Às vezes tenho ataques de ansiedade ou de aflição. Não sei bem.
Sinto-me muito aflita. Sinto que tudo vai desabar.
Sinto que tudo pode desabar. Que tudo tem de desabar.
E tem de ser assim para completar a lógica do devir.
Da forma como o mundo rola. Do rumo que o mundo toma.
Tudo vai desabar. Tem de desabar para se completar o ciclo.
E este sentir é tão certo como se não pudesse ser de outra forma
Às vezes, esta sensação transforma-se num aperto dentro do peito. Um aperto que vai crescendo como se fosse explodir.
O coração acelera à impossibilidade e eu penso é agora.
Neste instante, rememoro o teu silêncio, vejo o teu contorno e acalmo.
Conseguiste fintá-la novamente.
Phones do iPod nos ouvidos. Sento-me. Vem o senhor perguntar-me o que quero. O tempo que demoro a tirar os phones para não falar demasiado alto é o suficiente para ele se adiantar:
Café pingado com leite frio, adoçante e copo de água, certo?
há quem venha de fim de semana, tu vens de semana
Não bates à porta. Entras. E fazes bem. Pois se a porta está só no trinco…
Não se reserva o direito de admissão cá em casa. Embora às vezes apeteça.
Chegas às segundas e vais ficando.
Não sais, nem para dormir. Suponho que estendes o corpo exaurido no sofá.
Vais alternando entre as várias divisões da casa, embora permaneças mais tempo na sala principal.
É possível que de vez quando ouças música e sei que uma vez ou outra usas a biblioteca.
Não falas. Quando o fizeste, calei-te de forma autoritária e ditatorial. Nem te apercebeste.
É que te apercebes de muito pouco.
Eu acho que é porque já estás construído. Já te fizeste.
Ou talvez te tenhas convencido que já estás feito.
Ou talvez não queiras que alguém te possa fazer.
Ser auto-suficiente. Não depender de ninguém, nem para nos fazer.
Aguentar firme, aconteça não importa o quê. Nem que se tenha de fechar as mãos com muita força, cerrar bem os dentes e abrir muito os olhos.
O que te faz ficar? Como caracterizas o espaço? O que sentes aqui dentro?
Sais às sextas, quase sem se dar por isso, deixas a porta no trinco, sem ruído.
Até segunda. Bom fim de semana.
A minha música preferida da OST do 2046. Às primeiras notas, é-me necessário parar todos os movimentos do corpo, e canalizar a energia para os ouvidos.
I think most people miss that
about you and I watch wondering
how they can watch you bring them
food and clear their dishes and
never get that they have just met
the greatest woman alive… And
the fact that I get it makes me
feel great… about me!
There are some who say that life is an illusion, and reality is but a figment of the imagination.
always the sun - the stranglers
How many times have you woken up and prayed for the rain
How many times have you seen the papers apportion the blame
Who gets to say, who gets the work and who gets to play
I was always told at school, everybody should get the sameHow many times have you been told, if you don’t ask, you don’t get
How many liars have taken your money, your mother said you shouldn’t bet
And who has the fun, is it always the man with a gun
Someone must have told him, if you work too hard you can sweatThere’s always the sun (always the sun), mmm mmm
There’s always the sun
Always, always (always the sun)How many times have the weathermen told you stories that made you laugh
You know, it’s not unlike the politicians and the leaders
When they do things by half
And who gets the job of pushing the knob
That sort of responsibility you draw straws for if you’re mad enoughThere’s always the sun (always the sun), oh oh
There’s always the sun
Always, always (always the sun)
There’s always the sun (always the sun), mmm mmm
There’s always the sun
Always, always (always the sun)There’s always the sun (always the sun)
There’s always the sun
Always, always (always the sun)
- tenho um sr anonymous lá em casa…
- hmm… há problema?
- não, não, pelo contrário. às vezes é um bocadito resmungão, embora ele diga que não, mas fala de coisas muito interessantes e estranhas. é um problema porque assim é difícil avançar em alguns assuntos, quanto mais se fala, mais se diz de nós. o Poirot costumava dizer que para descobrir o assassino só havia que pô-lo a falar… sabias que o schrodinger tinha um gato? eu pensava que ele só tinha electrões…
- um gato?! estás-te a passar? que gato?
- nada, nada… enfim, acho que não devia tentar saber quem é, mas estou mesmo curiosa. eu acho que tu sabes
- não sou eu!!
- eu sei que não és tu, mas acho que tu sabes quem é
- não sei não. a sério
- sim, tu não sabes que sabes. mas de certeza que sabes. também não te posso dar a imagem que tenho dele porque não seria a mesma para ti e provavelmente não reconhecerias. só tenho de encontrar uma forma de te expor a imagem, explicando porque acho que conheces, talvez isso resulte …. por outro lado, a curiosidade matou o gato…
- outra vez o raio do gato! que gato? o do schrodinger?
Coimbra está cinzenta, nublada e cai uma chuva fininha. adoro o tempo assim. na faculdade em frente as luzes das salas deixam entever estantes e estantes de livros e eu ía jurar que lhes sentia o aroma. apetece sair daqui e correr sem parar neste pátio em frente. já aqui dei umas valentes corridas, lembras-te? quando te roubei a capa e vieste atrás de mim para a apanhar. e descalça, sapatos fora a meio da corrida e entre o chão e os pés, meias de vidro. e corremos tanto, tanto, lembras-te?
e agora apetecia-me ficar parada e paralela à janela, abri-la e sentir os pingos de água na face enquanto ouço run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run…
(acho que gostei tanto de voccê que quero levar pra casa …rsrsrsrsrs)
Ashes of Time
i wonder if it works…
California Dreamin’ and Chungking Express revisited
na verdade, nunca estamos verdadeiramente sós.
há sempre alguém por aí.
agora, depois do almoço, só estão dois nesta casa, quem sabe mais para a tarde, entre mais alguém e esta sensação de desconforto desapareça?
- se alguém bater, abre a porta. eu estarei na biblioteca a trabalhar. writing Ping Pong
- Você é sozinha, Paula?
- É. Eu sou sozinha.
- Isso é bom, né? Assim, você pode dedicar seu tempo a esses projectos.
- É, acho que sim.
- Quando eu voltar lá para o Brasil, não deixa de me responder aos meus emails. Eu sei que você está pensando em ir lá para o frio, mas pensa também no Brasil, quem sabe depois que você voltar a gente não trabalha junto? Eu gostaria muito de trabalhar com você, viu?
Às vezes, sentimos que carregamos o mundo às costas. Mas é muito bom ouvir que fomos nós que carregámos o piano.
Mais uma divisão nesta casa: uma biblioteca
- link aqui ao lado
[Pena que não dê para procurar resultados com capas em Português]
When a machine can see what we can not see: Blow Up - Michelangelo Antonioni [1966]

What is real? And what is not?

I can see the tennis ball. What about you?
MacBook Pro: WinXP and OSX dual boot
Well, there was a $13 000 reward and a challenge to put WinXP and OSX on a MacBook Pro.
Last days of last week, sometwo [narf2006 e blanka] did it. Now, howto’s begin to appear, like this one.
Multiple visits spread over more than one day
acabei de chegar a casa e era bem capaz de falar contigo agora
I am trying to learn italian. This is really a stupid thing because i just want to learn italian in order to read a book that i can not find in other language: Operette Morali by Giacomo Leopardi.
Well, i am not the only one: the first portuguese translation of Faust by Goethe was made by a portuguese diplomat that learned deutsch specifically to do it ![]()
My friends think i am crazy because they believe who knows portuguese must understand italian, but i just can not understand it.
So i was looking on the web for something that i could learn by my own and i found a podcast to learn it.
It is very funny because they explain things in english, but their english is like singing.
If you want to give it a try here is the link to Learn Italian Pod.
And i am going to give you the link to the podcast manager i am using:
where do you come from and what OS do you use?
Perc. . Country
86.87% . Portugal
7.07% . United Kingdom
4.04% . Italy
1.01% . Indonesia
1.01% . Australia
Perc. . Operating System
69.00% . Windows XP
29.00% . Linux
2.00% . Windows 2003
This Little Girl Of Mine - Ray Charles [1949]
Conheço esta música tocada pelo Grant Green, sem letra. É simplesmente deliciosa. Por agora deixo-vos a letra, qualquer dia o som
Wella, oh yeah
Wella, oh yeah
Oh yeah
Oh yeah
Do you know that this little girl of mine
I want you people to know
This little girl of mine
I take her everywhere I go
One day I looked at my suit
My suit was new
I looked at my shoes
And they were too
And that’s why I, I, I, I,
Oh, I love that little girl of mine
Oh do you know that this little girl of mine
Makes me happy when I’m sad
This little girl of mine
Loves me, even when I’m bad
She knows how to love me right down to her teeth
If she does any wrong, you know she keeps it from me
And that’s why I, I, I, I,
Oh, I love that little girl of mineDo you know that this little girl of mine
Called me last night about eight
This little girl of mine
Told me that we had a date
She said that she’d meet me at a quarter to nine
Believe it or not, but she was right on time
And that’s why I, I, I, I,
Oh, I love that little girl of mine
Do you know that this little girl of mine
Knows how to dress so neat
This little girl of mine
Stops the traffic on the street
When the fellas start whistling, well I don’t mind
I can’t blame them, ‘cause she is fine
And that’s why I, I, I, I,
Oh, I love that little girl of mine
And that’s why I, I, I, I,
Oh, I love that little girl of mine
ou melhor deu-se o início. E o início é o que mais custa.
Mas a angústia passou. Correu tudo muito bem, mesmo muito bem. É recompensador perceber os sorrisos de entusiasmo nas pessoas. Nas pessoas que contam, nas que não contam, não interessa.
Agora vou para casa, que sinto o corpo exaurido (suponho que seria possível utilizar agora o vocábulo sore, que em tempos surgiu dúvidas e que por isso lembra sempre o som de And sometimes we would spend the night/Just rolling about on a floor/And I remember/Even though it felt soft at the time/I always used to wake up sore - é por isso que vamos ficar, novamente, com uma das músicas que mais gosto dos The Cure, aqui ao lado)
Vou para casa: Apetecia-me ter-te numa casa qualquer à minha espera.
Uma noite descansada para todos vós.
[Depois talvez dê mais promenores
]
apetecia-me adiantar o tempo 24 horas
então, tudo já teria passado. mal ou bem, tudo teria passado. e talvez pudesse, enfim, dormir.
os silêncios, os silêncios são terríveis
e a solidão rodeada de gente
e a angústia
de nada ter em comum
Somewhere over the rainbow
Way up high,
There’s a land that I heard of
Once in a lullaby.
e a esta hora, mais uma noite que não se torna noite
mais uma noite sem dormir?
Somewhere over the rainbow
Skies are blue,
And the dreams that you dare to dream
Really do come true.
-que fazes?
-esmoreço
Someday I’ll wish upon a star
And wake up where the clouds are far
Behind me.
Where troubles melt like lemon drops
Away above the chimney tops
That’s where you’ll find me.
Someone says: eu posso imaginar-te
paulasimoes says: *
Someone diz: mas tu nao me podes imaginar em [some place]
Pois não. Não te posso imaginar no local onde estás porque me faltam as cores e os ruídos e os silêncios e a língua que falam e falas aí e tudo o que te rodeia.
Mas posso imaginar-te aqui. Cada vez que alguém assobia, um assobio contínuo, fade-in, tão bonito, volto-me rapidamente à espera de ver uma boina vermelha. E quando vou tomar café, nem sempre vejo os quadrados da janela, antes vejo o teu contorno contra a luz. E quando vou ao Tropical, lembro-me da mesa onde estivémos a conversar sobre o plano. E se for ao TAGV de certeza que vou sentir a tua presença, como no Aurora.
O António Torrado
tem um conto sobre um cão que cheirava tudo muito bem, catalogando todos os cheiros, para quando fosse velhote e tivesse perdido o faro pudesse rememorar os cheiros e lhe servissem as memórias de consolo. A mim também as memórias me consolam.
Não me despedi de ti como deve ser, que a mim as despedidas custam-me como se fossem por muito tempo, um tempo sem definição de términus.
É bom falar contigo pelo messenger, ainda que sempre esteja stressada, mas como vês tudo está na mesma. Parece que a qualquer altura posso elevar os olhos do ecrã e ver-te atrás do teu laptop à minha frente e perguntar “Café? Mexe-te”.
Perdi-me nas ruas da baixa de Coimbra.
É que há ruas ainda mais estreitinhas do que eu poderia supor.
E essas ruas criadas por casas também elas estreitinhas e muito juntinhas vão desaguar em pátios, onde os silêncios se encontram e se deixam languidamente ficar a tomar o sol, que seca a humidade embebida pelas paredes das casas durante o Inverno.
Viskningar och rop [1972] - Ingmar Bergman
Come what may, this is happiness. I cannot wish for anything better. Now, for a few minutes, I can experience perfection. And I feel profoundly grateful to my life, which gives me so much.

Três mulheres esperam a morte de uma quarta, na casa onde passaram a infância [a infância é extraordinariamente importante em Bergman]. As mulheres vestem-se de branco e movem-se num espaço vermelho.
A morte e a rememoração do passado. A alma. Vermelha.

Anna. Tão pura a forma de sentir, que me é impossível de traduzir por palavras.
Cada vez que vejo um filme de Bergman fico fascinada com a forma que ele constrói para fazer passar o conteúdo.
Saíu, em Portugal, pela mão da Assírio & Alvim o argumento de três fimes de Bergman. Não o guião, mas o argumento, onde o realizador vai explicando o que quer fazer, como quer que a luz esteja, que cores quer que o cenário tenha, etc
Uma conversa que Bergman vai tendo connosco, onde nos vai explicando o que quer fazer: Caros amigos, vamos fazer um filme juntos, mas diferente dos que já realizámos.
Este volume incorpora o argumento dos filmes Lágrimas e Suspiros, Persona e Dependência.
E se começo com um excerto do filme, acabo com um excerto do livro:
(Não sei explicar o que vai seguir-se. O que é importante é que a situação deva parecer imediatamente natural, real, e contudo carregada de segredos e assim permanecer.)
Anna apercebe-se que a morta chorou, as lágrimas correram pelas suas faces e caíram na almofada branca de renda. Os olhos continuam bem fechados, mas as pálpebras fremem. Anna tenta de novo falar, mas não consegue. Senta-se à beira da cama e aguarda sem preocupação nem angústia. Pega nas mãos magras de Agnès, mas mantém-nas na mesma posição. Os lábios de Agnès começam a mover-se e depois a falar numa voz distante, alterada, difícil, profundamente exausta:
- Tens medo de mim, agora?, pergunta.
Anna abana a cabeça. Não, não tem medo.
- Vês bem que eu estou morta, diz Agnès.
Anna não pára de olhar para Agnès e continua a pegar-lhe nas mãos.
- Só que não consigo adormecer. Não sou capaz de vos deixar (Geme docemente e as lágrimas correm-lhe das pálpebras fechadas) Ninguém me pode ajudar?, lamenta-se. Estou tão fatigada.
- Isso não passa de um sonho, murmura Anna num primeiro impulso.
- Não, não é um sonho, responde Agnès, mortificada. Para vocês talves seja um sonho, mas não para mim.
Os que escolhem os filmes pelos óscares podem ficar descansados e vê-lo sem receio: ganhou um
crazy days these days, not lazy nor hazy, just crazy
Roll out those lazy, hazy, crazy days of summer
Those days of soda and pretzels and beer
Roll out those lazy, hazy, crazy days of summer
Dust off the sun and moon and sing a song of cheerJust fill your basket full of sandwiches and weenies
Then lock the house up, now you’re set
And on the beach you’ll see the girls in their bikinis
As cute as ever but they never get ’em wetRoll out those lazy, hazy, crazy days of summer
Those days of soda and pretzels and beer
Roll out those lazy, hazy, crazy days of summer
You’ll wish that summer could always be hereRoll out those lazy, hazy, crazy days of summer
Those days of soda and pretzels and beer
Roll out those lazy, hazy, crazy days of summer
Dust off the sun and moon and sing a song of cheerDon’t hafta tell a girl and fella about a drive-in
Or some romantic moon it seems
Right from the moment that those lovers start arrivin’
You’ll see more kissin’in the cars than on the screen Roll out those lazy, hazy, crazy days of summer
Those days of soda and pretzels and beer
Roll out those lazy, hazy, crazy days of summer
You’ll wish that summer could always be hereYou’ll wish that summer could always be here
You’ll wish that summer could always be here
nat king cole, of course
Uma reportagem sobre Pilar del Rio titulava “A mim, nem Deus me cala”. E eu estou como ela.
Claro que tem as suas desvantagens. Podem tornar-nos a vida mais difícil. Mas se isso significar que descansamos melhor a cabeça na almofada, vale bem a pena.
Afinal, os meus serviços não foram dispensados.
Não há pessoas insubstituíveis, mas pelos vistos há pessoas mais difíceis de substituir do que outras. Hmmpff!
pois, não sei se repararam, mas esta casa está a ser alvo de um ataque de spam. estou farta de apagar comentários com palavras sem sentido, cujo “autor” tem link para algum lado.
é possível que amanhã de manhã tenha ainda mais trabalho, por enquanto o que me apetece perguntar é que raio de spam é este que mete links para artigos da APA?
é noite
toda a gente já foi para casa
a janela escura faz a luz do gabinete ainda mais artificial
nada me é familiar aqui
há ruídos lá fora
deve haver gente
e, no entanto,
está tudo tão só.
Ubuntu 6.04 (flight-5) is out. You can get it here. New icons
antes morrer de pé do que viver de joelhos
Lembro-me muitas vezes desta frase, talvez demasiadas vezes. Hoje descobri que ela é atribuída a Ernesto Guevara de la Serna.
This is one of the secrets posted in the last PostSecret.
[is this too familiar to me or am i wrong?]
I do not like computer games [well, only Jardinains
], but for those who like it here [in portuguese] you have an explanation how to play a game “star wars” in Openoffice Calc.
it is very simple, you just have to write =GAME(”StarWars”) in a cell of openoffice calc! i tried and it works. The game is not very funny, but i do not like computer games [except jardinais!
]
note from editor: sometimes you need to close and open again the calc in order to play the game again. sometimes it gives you an error like this one: Err:501 [if i put this in a cell it gives me this message say what?, but it worked only once!]
what a mess!!!
every time i open the door
i see you
every time i open the door
i hear your voice
every time i open the door
i grab your eyes
every time i open the door
eyes..eyes..eyes..eyes..eyes
every time i open the door
i grab your eyes
every time i open the door
i hear your voice
every time i open the door
i see you
every time i open the door
every time, every time
i close the door
to keep the silence with me
Às vezes, as mulheres convidam-se umas às outras e vão jantar todas juntas, o que me deu ensejo de assistir a uma conversa entre duas.
Uma mulher descreve um homem
A outra mulher - Deixa-me adivinhar: se dizes azul, ele percebe amarelo, se ele diz verde, tu percebes vermelho.
Uma mulher - É isso! É isso mesmo!
A outra mulher - Além do que, às vezes, ele te irrita profundamente.
Uma mulher - Irrita e provoca. É provocatório!
A outra mulher - Mas aposto que também o provocas.
Uma mulher - Óbvio! É irresistível! Achas mal?
A outra mulher -Não. Parece-me até natural. As provocações que surgem na conversa, não as farias com outra pessoa, pois não?
Uma mulher (peremptória) - Não!
A outra mulher - Vês?
Uma mulher - Bem, é melhor não falar mais nele e assim passa.
A outra mulher (com ar comprometido) - …
Uma mulher - Assim passa, não passa?
A outra mulher - Não sei… ainda.
Uma mulher (sorrindo) - Então vê lá se aceleras isso para me dizeres depois!
tu tens voz de desenho animado!
… já pensaste em fazer vozes de desenhos animados?
É só elogios, ultimamente!

Conheço esta árvore - árvore? Pauzito! - desde 1999. Sempre que lhe chamo árvore, corrijo porque em nada se parece com uma árvore.
Desde 1999, que esta árvore - árvore? - se mantém tal como a vêem aqui. Não cresce, não se desenvolve. Em algumas estações, lá dá uma folhita ou outra, mas nada mais do que isso.
A relva, que a rodeia, leva cuidados regulares, que não são votados a esta árvore - árvore?
Esta árvore - árvore? - está rodeada de uma arquitectura salazarenta e tenho para mim que é essa imponência grotesca que a não deixa desenvolver.
Por causa disto, tenho por esta árvore uma admiração imensa. Apesar de tudo, ali no meio, só, ela lá vai aguentando. Não desenvolve, mas também não esmorece. Sobrevive. Assim, esqueleto frágil. Absolutamente espantoso!
Hoje, o dia em Coimbra trouxe uma manhã-praia. Um pouco de nevoeiro, o fresco na face, o céu nublado. Nestes dias é possível acreditar que vamos atravessar o extenso areal, em direcção à bola da Nivea, deixar as ondas molhar-nos os pés e sentir na face gotinhas microscópicas vindas do mar. Olhem para o que me havia de dar! Eu que odeio praia! Estarei a ficar doente?
Descobriu que parava no tempo.
No início, não tinha noção do que acontecia, mas a pouco e pouco começou a aperceber-se que demorava o dobro, e algumas vezes até o triplo, do tempo a fazer as mesmas coisas. Para concluir determinada tarefa, demorava cada vez mais.
Analisou a situação: estaria a ficar velho? Precisaria de mais tempo para fazer o mesmo?
Mas não. Parecia-lhe que fazia as coisas com a mesma velocidade. Na verdade, tentou mesmo acelerar na produtividade e nada.
Colocou outra hipótese: em vez de ser a tarefa a demorar muito a ficar concluída, poderia ser o tempo a diminuir?
Seria isto possível? A diminuição do tempo? Diminuiriam as 24 horas do dia, sem que ninguém desse por isso?
Desconfiado, começou a obrigar-se ao estado de consciente todas as horas, todos os minutos, todos os segundos do dia. Deixava a realidade apenas quando o sono sobrevinha. Vigiava os outros, mas sobretudo vigiava-se a si próprio.
Durante esta constante vigilância, deu por si, sentado numa cadeira, a fugir da realidade. Primeiro, não notou nada. Só, na sala mergulhada no silêncio, não dava pelo tempo passar. Mas a sua, agora, função de vigilante de si próprio fê-lo acordar e aperceber-se que estava muito quieto, sem noção do que o rodeava. E se entrasse alguém na sala? Foi este medo súbito que o fez realizar que provavelmente ficaria assim muitas vezes, que seria para este tempo sem tempo, que as horas, os minutos e os segundos, dos quais dava pela falta, eram sugados.
A partir de então, assustado pela perda de controlo de parte da realidade, deixou de sonhar.
The Art of Noise ou L’Arte di Rumori
O Futurismo italiano começou por ser um movimento literário, criado por Marinetti, em 1909, com o manifesto “Le Futurisme” [escrito originalmente em francês e publicado no Le Figaro]
Em Portugal, em 1915, assinava Almada Negreiros o seu manifesto Anti-Dantas, como Poeta d’Orpheu, Futurista e tudo. Um ano mais tarde, agitava, provocando no seu Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do séc. XX:
É preciso criar a Pátria Portuguesa do séc. XX
O Povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem Portugueses, só vos faltam as qualidades.
O Futurismo estende-se à pintura, dança, arquitectura e também à música. O pintor Luigi Russolo queria fazer para a música aquilo que Marinetti estava a fazer para a poesia, com a sua parole in liberta.
Com a Art of Noise, Russolo propunha quebrar os “sons puros” colocados na música.
Ancient life was all silence. In the nineteenth century, with the invention of the machine, Noise was born. Today, Noise triumphs and reigns supreme over the sensibility of men. For many centuries life went by in silence, or at most in muted tones. The strongest noises which interrupted this silence were not intense or prolonged or varied. If we overlook such exceptional movements as earthquakes, hurricanes, storms, avalanches and waterfalls, nature is silent.
[…]
We Futurists have deeply loved and enjoyed the harmonies of the great masters. For many years Beethoven and Wagner shook our nerves and hearts. Now we are satiated and we find far more enjoyment in the combination of the noises of trams, backfiring motors, carriages and bawling crowds than in rehearsing, for example, the “Eroica” or the “Pastoral”.
O resto está aqui.
Os The Art of Noise nasceram no início da década de 80 e foram buscar o nome ao manifesto de Russolo.
No som, vamos continuar com The Art of Noise, ontem com Robinson Crusoe, hoje com Moments in Love. Aqui, numa divisão ao lado
every day turn into a higher step, that we do not want to climb
ah, esqueci-me que tu te maravilhas com tudo e te espantas com tudo como se fosses uma criança
Pela primeira vez vou defender um engano e chamar-lhe o engano de Kierkegaard
Kierkegaard amou Regine Olsen. Assaltado por dúvidas se seria um bom marido ou se seria possível conciliar o seu trabalho, a sua fé com este amor, Kierkegaard termina o noivado e engana Regine, tentando criar nela uma péssima reputação de si próprio de forma a que o sofrimento de Regine fosse menor:
Kierkegaard seems to have genuinely loved Regine but was unable to reconcile the prospect of marriage with his vocation as a writer and his passionate and introspective Christianity. Regine was shattered by his rejection of her, and was unwilling to accept Kierkegaard’s breaking of their engagement. Kierkegaard attempted to quell this through actions which made it appear that he didn’t care for her at all; as he later wrote, “there was nothing else for me to do but to venture to the uttermost, to support her, if possible, by means of deception, to do everything to repel her from me in order to rekindle her pride.” He wrote her cold, calculated letters in order to make it seem that he didn’t love her anymore, but Regine clinged to the hope that they would get back together, desperately pleading to him to take her back. On October 11, 1841, Kierkegaard met with her and again broke off the engagement in person. Her father tried to persuade him to reconsider after assessing his Regine’s desperate condition, claiming that “It will be the death of her; she is in total despair.” Kierkegaard returned the next day and spoke with Regine. To her query as to whether he would ever marry, Kierkegaard icily responded: “Well, yes, in ten years, when I have begun to simmer down and I need a lusty young miss to rejuvenate me.” In reality, Kierkegaard had no such plans, and would remain a celibate bachelor for the rest of his life.
in Wikipédia
Lanterna Mágica, uma descoberta provável na A Chaminé da Mota
Procuro a porta do Garrett, mas não encontro. Os passos levam-me até à Rua das Flores.
Abro uma porta branca com vidros quadrados que se encontra no trinco e imediatamente invade-me o cheiro do papel antigo e a calma dos livros sobreviventes ao tempo empilhados em estantes, em mesas, no chão, numa desarrumação caótica que me é familiar.
Leopardi? Opera Moral?
Saio com o cuidado de fechar o trinco da porta.
Entro numa porta vermelha ao lado. Um som agudo anuncia a minha presença.
Leopardi? Opera Moral?
Enquanto o senhor procura, leio na estante Lanterna Mágica Ingmar Bergman
Deixo o senhor embrulhar o livro em papel branco e fino.
Preparo-me para subir a rua. Devia colocar o livro na mochila, porque começa a chover, mas apetece-me levá-lo, assim de encontro ao corpo a sentir-lhe o macio do papel e a prever o instante em que me irei sentar na Ateneia, defronte de um café, com tempo de descobrir esta história.
Se não escondemos dos outros o riso, porque haveremos de esconder o choro?
Foi só hoje no comboio, enquanto te rememorava os gestos, que se me insinuou esta ideia no espírito e me apeteceu perguntar-te “custa-te falar comigo?”.
E de nada me valeu abrir muito os olhos ou fechar as mãos com força, que já não fui a tempo. Lembrei-me dos óculos escuros, mas desisti.
Se não escondemos dos outros, o riso, porque haveremos de esconder o choro?
já estava gente no café, pelo que não pude escolher a mesa perto da janela, de onde é quase possível colocar o olhar ao nível do chão…
o que é preciso para um senhor ganhar um S?
há uma voz que me vai falando.
na evolução própria do discurso, a voz vai dando indicações.
como sou particularmente sensível às vozes, repito para mim própria toma atenção.
há um papel, óptimo, o cérebro não iria conseguir registar o som e o conteúdo ao mesmo tempo.
e entre as tonalidades, a forma das pausas, um grão indefinível do som e o conteúdo, o cérebro não resistiria a guardar o som.
que memórias guardo desta voz?
rememoro a mudança desta voz.
do espanto da [auto] percepção de uns agudos incontroláveis que às vezes saíam.
espanto.
nas As aventuras de João sem medo, à entrada da floresta ao lado da aldeia Chora-que-logo-bebes, havia um aviso:
Proibida a entrada a quem não andar espantado de existir.
é isto. esta voz sempre se espantou de existir.
no início era o espanto.
facilmente perdível, ainda há uns quantos, poucos, por aí, que o souberam preservar.
antes falaram-me de Kierkegaard e da sua história. e esta história pareceu-me familiar. um livro na minha lista de espera: “Basic writings of Existentialism”, que abre precisamente com uma pequena biografia de Kierkegaard, olhado como o pai do existencialismo pelo autor do livro, e segue com excertos de “Fear and Trembeling” e “The sickness unto death”, percorrendo depois Nietzsche, Dostoevsky, Unamuno, Heidegger, Sartre, Beauvoir e Camus.
A human being is spirit. but what is spirit? Spirit is the self. But what is the self? The self is a relation that relates itself to itself or is the relation’s relating itself to itself in the relation; the self is not the relation but is the relation’s relating itself to itself. A human being is a synthesis of the infinte and the finite, of the temporal and the eternal, of freedom and necessity, in short, a synthesis. A synthesis is a relation between two. considered this way, a human being is still not a self.
torno à voz. num segundo aqui estava. no outro evolou-se no ar.
meia-noite.
deixo o burburinho.
deixo-me iluminar pelas luzes que tingem os passeios de amarelo.
é-me necessário sentir o frio cortante da noite.
mas hoje não há frio. e agora nem chove sequer. e era-me agora tão necessário.
existirá algum senhor ou senhora com s maiúsculo?
na página 99, do O Secreto Adeus [1963], 5ª edição de o jornal, Baptista-Bastos escrevia:
- Não se importa de me rever esta notícia? - pediu Rito
Álvaro pegou no original e disse logo:
- Olhe que uma notícia nunca deve começar com a palavra “Prosseguiu”. Corte a entrada e dê-lhe uma volta. Ah, e aqui, quando você diz: José Maria Marques, de tal idade, de tal profissão, aqui, pois, ponha o “sr.”. Só nos ladrões é que se não põe a abreviatura “sr.”… nos ladrões, nos policias e nos denuncinantes.
…vou tentar trazer a foto da porta azul da casa do Garrett ![]()
(isto faz parte da minha memória, mas não estou bem certa, logo vos direi se sim ou se não)
a água e o azeite não se misturam
Se juntarmos água e azeite, os dois líquidos separam-se. Mesmo que aumentemos a temperatura, eles podem não chegar a misturar-se - por um deles entrar em ebulição.
café
burburinho
sorrisos
abraços
chá de limão
memórias
sobretudo memórias
ontem foi um mau dia,
mas antes de adormecer ainda houve tempo para recordar o aniversário de um remarkable day, na história da minha vida
no meio do negativo, é positivo saber que as nossas palavras não caiem em saco roto. obrigada.
Ontem, já nem sei bem porquê, acabei por ir dar a uma página que me lembrou de uma série que eu costumava ver quando era pequena: Guilherme Tell. Parece que o título original é Crossbow.

Depois lembrei-me de outra série, muito divertida na época, cujos principais personagens eram Maxwell Smart, com a sua famosa I asked you not to tell me that! e Agent 99 [experimentem dizer 99 em inglês
].

E, finalmente, uma outra com esperança de que saia em dvd, The Avengers [sim, acho que saíu um filme há alguns anos, mas não tem nada a ver], com as personagens John Steed e Emma Peel.

The Yes (Prime) Minister Files
And here you can ear a fabulous excerpt.
Bernard Woolley: “Minister, allow me to present Sir Humphrey Appleby, Permanent Under Secretary of State and head of the DAA.”
Jim Hacker: “Hello, Sir Humphrey.”
Sir Humphrey: “Hello and welcome.”
Bernard Woolley: “I believe you know each other.”
Sir Humphrey: “Yes, we did cross swords when the Minister gave me a grilling over the estimates in the Public Accounts Committee.”
Jim Hacker: “I wouldn’t say that.”
Sir Humphrey: “You came up with all of the questions I hoped nobody would ask.”
Jim Hacker: “Well, opposition is about asking awkward questions.”
Sir Humphrey: “And government is about not answering them.”
Jim Hacker: “Well, you answered all mine anyway.”
Sir Humphrey: “I’m glad you thought so, Minister.”
Nunca gostei muito do Carnaval. Sempre me pareceu algo instituído para as pessoas se divertirem, como se não o pudessem fazer noutras alturas.
E depois há os disfarces.
O disfarce é, excepto em situações carnavalescas, pantomineiras ou teatrais, ignominioso, porquanto tem como objectivo o engano. O engano deliberado está entre os maiores dos insultos. Porque o farsante não engana apenas, antes se convence que consegue enganar, o mesmo é dizer que o farsante considera que a sua artimanha é superior à inteligência do enganado.
Já aqui vos falei de sites que oferecem navegação anónima, falei-vos daqueles que não funcionam, mas sei, porque experimentei fazê-lo no meu próprio site, que há sites em que essa navegação anónima resulta. Significa isto que as máquinas são mascaradas com outros IPs ou até que não dão qualquer tipo de informação. Mas as máquinas dão-nos apenas dados, que por si só valem muito pouco. É a análise destes dados que permite inferir o comportamento de uma máquina e o comportamento de uma máquina só existe quando está associado a uma pessoa.
Até há pouco tempo diziam-me que há pessoas que simplesmente não compreendem as coisas e eu argumentava que se não percebem é porque não nos fizémos entender, porque é muito simples, é só ler. Claro que eu estava enganada, uma vez que me esquecia da questão da interpretação e parece que, de facto, há pessoas que não desenvolvem a capacidade de interpretação. Hoje fala-se muito, não de analfabetismo (não saber ler), mas de iliteracia (saber ler, mas não saber interpretar).
Já disse isto aqui uma vez e vou repeti-lo. Esta casa está no espaço público e quem está no espaço público sujeita-se. Quando não nos queremos sujeitar, vamos embora.
Como em tudo, há aspectos positivos e negativos.
A mim incomoda-me, por exemplo, ter um leitor que se disfarça para entrar nesta casa. Eu sei, porque conheço este leitor, que ele não se interessa por aquilo que escrevo, que na verdade nem consegue interpretar aquilo que eu escrevo. As opiniões que traduzo são, para este leitor, acervos de pseudo-intelectualidade, e é por isto que, mais do que o disfarce, incomoda-me saber que este leitor insiste em entrar nesta casa, porque sei que ele não vem motivado pelo interesse de ler, pensar ou discutir o que escrevo aqui, mas vem antes alimentado por uma curiosidade pequenina, com toda a conotação pejorativa que lhe quiserem dar.
Depois há os aspectos positivos, os outros leitores, os que comentam e os que não comentam, os que vêm aqui de vez em quando e os que vêm regularmente. E até temos um Anonymous, com o qual temos aprendido umas coisas. E estes compensam tudo
Tenho um mau leitor. Sinto-me optimista. So what? Podia ser pior. Podia ter dois

Ich träum’ ich treff’ dich ganz tief unten
der tiefste Punkt der Erde, Marianengraben, Meeresgrund
Zwischen Nanga Parbat, K 2 und Everest,
das Dach der Welt dort
geb’ ich dir ein Fest
wo nichts mehr mir die Sicht verstellt
Wenn du kommst, seh’ ich dich kommen schon vom Rand der Welt
Es gibt nichts Interessantes hier
Die Ruinen von Atlantis nur
aber keine Spur von dir
Ich glaub’ du kommst nicht mehrWir haben uns im Traum verpasst
Du träumst mich ich dich
Keine Angst ich weck’ dich nicht
bevor du nicht von selbst erwachstÜber’s Eis in Richtung Nordpol dort werd’ ich dich erwarten
werde an der Achse steh’n
Aus Feuerland in harter Traumarbeit zum Polwird alles dort sich nur um uns noch dreh’n
Der Polarstern direkt über mir
Dies ist der Pol ich warte hier
Nur dich kann’ ich weit und breit noch nirgends kommen seh’nIch wart’ am falschen Pol
Wir haben uns im Traum verpasst
Du träumst mich ich dich
Keine Angst ich finde dich
bevor du noch von selbst erwachstBitte, bitte weck’ mich nicht
solang ich träum’ nur gibt es dich…Wir haben uns im Traum verpasst
Du träumst mich ich dich
Keine Angst ich weck’ dich nicht
bevor du nicht von selbst erwachstLass’ mich schlafend heuern auf ein Schiff
Kurs: Eldorado, Punt das ist dein Heimatort
Warte an der Küste such’ am Horizont
bis endlich ich sehe deine Segel dort
Doch der Käpt’n ist betrunken
und meistens unter Deck
Ich kann im Traum das Schiff nicht steuern
eine Klippe schlägt es Leck
Im Nordmeer ist es dann gesunken
Ein Eisberg treibt mich weg
Ich glaub’ ich werde lange warten
Punt bleibt unentdecktWir haben uns im Traum verpasst
Du träumst mich ich dich
Keine Angst ich weck’ dich nicht
bevor du nicht von selbst erwachst
Du träumst mich ich dich
Keine Angst ich finde dich
am Halbschlafittchen pack’ ich dich
und ziehe dich zu mir
denn du träumst mich ich dich
ich träum’ dich du mich
Wir träumen uns beide wach
Einstürzende Neubauten have a new site. You can listen some musics and you can read them in english
- uma solução pode ser arrumar coisas. uma forma de te ocupares. de não pensares.
- pastas e ficheiros de um computador também serve?
14:28:37
14:28:31
14:28:10
14:27:53
14:17:42
Deve-se ao arquitecto Alberto José Pessoa o projecto de adaptação da antiga Faculdade de Letras (sobre as estruturas do Teatro Académico) para instalação da Biblioteca Geral. O edifício foi construido sob a responsabilidade da Comissão das Obras da Cidade Universitária, a que pertenciam o Eng. Manuel Duarte Moreira de Sá e Melo (Director-Delegado) e o Arq. Luís Ribeiro Carvalhosa Cristino da Silva (Vogal-Arquitecto). Construido entre 1952 e 1958, só entrou em pleno funcionamento em 1962.
Colaboraram no projecto os Engenheiros Horácio de Moura (betão armado) e Fernando Castelo Branco (electricidade). Sofreu já diversas obras de adaptação (vestíbulo, catálogo e serviços técnicos), ficando com cerca de 7000m2. No Salão Nobre do segundo andar (piso 3) está instalada a biblioteca do Colégio Universitário de São Pedro, englobando espécies dos séculos XVI a XIX. A sala de leitura, com 140 lugares, é decorada com um painel cerâmico de Jorge Barradas, datado de 1955.
in Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra

[Ora veja lá, sr Anonymous, como já há umas décadas se resolvia o problema da acentuação
]
Estou perdida nas ruas de Itália.
Esta frase não faz sentido: obviamente que não estou perdida nas ruas de Itália.
Estou perdida nas ruas de uma qualquer cidade de Itália.
Mas sinto-me tão perdida que uma cidade é pouco. É preciso um país inteiro.
Escureceu rapidamente e faz muito frio.
Não me lembro como aqui vim parar. Sei que fugi, corri com quanta velocidade pude, até se me acabar o folêgo, aqui, nesta rua escura, da qual não reconheço o perfil dos prédios, nem a fraca luz dos candeeiros. Nesta rua vazia de gente a quem perguntar onde estou.
Tenho de abrandar o passo. Deve ter chovido porque a calçada se encontra coberta com uma fina camada de gelo escorregadio e brilhante.
Sinto o corpo tremer debaixo do kispo. Vejo luzes num café e dirijo-me para lá. Uma chávena de café com leite vai saber-me bem. É um problema para entender ou fazer-me entender e tendo em conta as semelhanças com o Português, quase parece ridículo. Talvez seja devido ao facto da sonorização da língua. Acabo, talvez por atentar na forma em detrimento do conteúdo e desta forma será realmente difícil aprender esta língua.
Por sorte, o empregado fala inglês e lá consigo explicar o que quero. Atiro para cima do balcão o maço de tabaco, que provoca um aceno negativo do empregado. Pois… not allowed. Aceno-lhe com a cabeça, dando a entender que estarei à porta. Está tanto frio, que consigo sentir o percurso exacto do café com leite pelo interior do corpo abaixo e a respiração vê-se tanto quanto as baforadas de fumo. Mas sabe bem o quente do café com leite. Que horas serão?
Volto a entrar no café e coloco a chávena em cima do balcão. Grazie.
À saída puxo o fecho do kispo bem até cima e preparo-me para vaguear pelas ruas desertas até conseguir reconhecer algum local. Penso que agora é que me dava mesmo jeito que todos os caminhos fossem dar ao centro de Roma. Literalmente.
Vou andando devagar olhando das casas o que a luz fraca dos candeeiros deixa.
Começo a ficar cansada, devo ter andado imenso. Páro e apuro o ouvido: água a correr. Apresso o passo, desço meia-dúzia de degraus e eis-me defronte da Fonte de Trevi. Suspiro: a partir daqui já sei como voltar para casa.
- Paola!
Já não me lembro que estou num país estranho, nem me ocorre a improbabilidade de encontrar alguém conhecido aqui e por isso volto-me pronta para explicar que o meu nome não tem um o, mas um u e que sons mais díspares não há, e que o o em vez de u poderá fazer de mim uma pessoa diferente e que não decidi ainda se me importo ou não com essa mudança e… e… à minha frente estás tu de sorriso aberto a reclamar um abraço.
- Where were you? I was so worried about you…
Já não faz tanto frio.
Do you want to save a snowflake for decades?
Here is how to.
ps -> eu já me contentava em ver um ao vivo!
The Rocky Horror Picture Show [1975]
Once in a while, she don’t want to call you
Speaking on the telephone
And once in your life, she won’t want to know you
You look around
The one you’ve found, she is goneAnd that’s all the time that it takes
For a heart to turn to stone
The sweeter the wine
The harder to make the break
You hear something about someone
You’d thought you’d knownSo baby don’t cry like there’s no tomorrow
After the night there’s a brand new day
And there’ll be no pain, and no more sorrow
So wash your face
And phone my place, it’ll be OKAnd that’s all the time that it takes
For a heart to beat again
So give me a sign
That a lover makes
You look around
The one you’ve found is back again
every hour you knock on this house door
this is not an empty house
but sometimes we need to be in silence
to listen instead of to talk
you can knock and step inside
if you want
this house has always an open door

Alice Bowman: My daughter is buried in Africa. Who can explain that!
Terry Thorne: What was her name?
Alice Bowman: Mali. Mali Jasmine Bowman
Terry Thorne: It’s a beautiful name.
Alice Bowman: You know, nobody ever asked me that.
Proof of Life [2000]
I suppose names are not very important. But sometimes ask about them is. So, what is your’s?
The Mysterious Geographic Explorations of Jasper Morello (2005)

Holding Your Breath (2001)
condição humana de quem vive
mas a espera ansiosa
de quem se sente a perder o tempo
condição de quem vive hoje
espera periclitante
de quem anseia pelo tempo de espera
que a lentidão morreu algures
ou mataram-na
até aqui, dentro de um café
neste local, onde ninguém vai para lado nenhum
a espera é ansiosa
as conversas são expectantes
o prazer do silêncio da espera acaba-se
a espera hoje é ruídosa
e rápida, sobretudo rápida
despareceu-lhe a lentidão
e, por isso, o prazer
É bonito. E não há só para GNU/Linux. Ajuda a suportar o look do windows.
Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra
Imersa no silêncio característico de uma biblioteca, trabalho sempre melhor.
Depois há as estantes de madeira escura e o cheiro dos livros.
A sala envolta na penumbra acalma, quando necessário.
[Em breve mais notícias sobre bibliotecas]
this is the time
this is the hour
that make me remember that you have an existence
how do i know this?
i just know
a little time before i was thinking: today i did not remember your words.
i guess i thought it too soon
mas quem percebe estes romanos?!
estou no TAGV a ouvir um escritor italiano. suponho que o que diz é muito interessante porque está toda a gente muito atenta. també deve ser divertido porque de vez em quando o público ri.
na apresentação, falaram de Giacomo Leopardi, leram um trecho fabuloso de um diálogo entre a vida e a morte. na web, só encontro o texto em italiano.
no TAGV, o autor fala do seu livro o sex appeal do inorgânico. chama-se mario perniola. está publicado pela ariadne.
conclusão: não percebo nada!
alguém tem a Operette Morali do Leopardi? aceita-se em inglês
[a língua é mesmo divertida de ouvir! e quando ele acelera?
]
cadeiras azuis, mesas brancas, quentinho, wireless, estantes e estantes de livros ao redor de mim. é pena ser branca e não castanha escura.
Nostalgia do Tarkovski e O Sangue dos Outros da Simone de Beauvoir para levar para casa.
o lugar perfeito para trabalhar
For the weekend, mother and son
You Didn’t Have To Be So Nice
The Lovin’ Spoonful
- written by John Sebastian and Steve Boone
- as recorded by The Lovin’ Spoonful (released November 27, 1965)
- entered the Billboard Top 40 the week of Dec 11, 1965, and
stayed for 9 weeks, peaking at #10 the week of January 22, 1966.
You didn’t have to be so nice
I would have liked you anyway
If you had just looked once or twice
And gone upon your quiet wayToday I said the time was right for me to follow you
I knew I’d find you in a day or two
And it’s trueYou came upon a quiet day
You simply seemed to take your place
I knew that it would be that way
The minute that I saw your faceAnd when we’ve had a few more days (when we’ve had a few more days)
I wonder if I’ll get to say (wonder if I’ll get to say)
You didn’t have to be so nice (be so nice)
I would have liked you anyway (would have liked)Today I said the time was right for me to follow you (today said that the time was right to follow you)
I knew I’d find you in a day or two (I knew that I would find you in a day or two)
And it’s trueYou didn’t have to be so nice (didn’t have to be so nice)
I would have liked you anyway (would have liked you anyway)
If you had just looked once or twice (once or twice)
And gone upon your quiet way (quiet way)
O início do dia hoje foi muito mau. Não sei o que terá dado àquela alma da Antena 1, para se pôr a passar José Cid. Com a sorte que eu tenho acordei hoje com isto. E enquanto dava ordens ao corpo para acordar ía pensando na letra da música, da qual não sei o nome. A história é de duas pessoas que deixam de se ver e se encontram mais tarde. Nesse encontro, diz o cantor que sorriem. Enfim, parece-me natural. Mas sorriem, continuava o cantor, como sorrimos quando nos vemos ao espelho de manhã. Aqui, eu afinei. Isto não pode ser. Uma pessoa levanta-se de manhã, olha para o espelho e sorri?! Eu, no máximo, faço umas caretas!
E se foi assim, porque é que as personagens da canção não desataram a fugir uma da outra e até foram jantar e tudo?
No fim da música, o radialista dizia que o ouvinte havia de ter ficado surpreendido. Ah, ficámos, ficámos, e surpreendidos é, no meu caso, uma forma muita simpática de colocar a questão
A morte
Saiu à rua
Num dia assim
Naquele
Lugar sem nome
Pra qualquer fimUma
Gota rubra
sobre a calçada
CaiE um rio
De sangue
Dum
Peito aberto
SaiO vento
Que dá nas canas
Do canavialE a foice
Duma ceifeira
De PortugalE o som
Da bigorna
Como
Um clarim do céuVão dizendo
em toda a parte
O pintor morreuTeu sangue,
Pintor, reclama
Outra morte
IgualSó olho
Por olho e
Dente por dente
ValeÀ lei assassina
À morte
Que te matouTeu corpo
Pertence à terra
Que te abraçouAqui
Te afirmamos
Dente por dente
AssimQue um dia
Rirá melhor
Quem rirá
Por fimNa curva
Da estrada
Há covas
Feitas no chãoE em todas
Florirão rosas
Duma nação
José Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal, às 3 horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica, diagnosticada em 1982. O funeral realizou-se no dia seguinte, com mais de 30 mil pessoas, da Escola Secundária de S. Julião para o cemitério da Senhora da Piedade, em Setúbal, onde a urna foi depositada às 17h30 na sepultura 1606 do quadro 19. O funeral demorou duas horas a percorrer 1300 metros. Envolvida por um pano vermelho sem qualquer símbolo, como pedira, a urna foi transportada, entre outros, por Sérgio Godinho, Júlio Pereira, José Mário Branco, Luís Cília, Francisco Fanhais.
NOVA: And what about male pregnancy?
AV: Well, we tend to think of parental care as being the responsibility of the female, but that’s because we’re mammals. In birds, if you think about it, both parents usually care for the young. And in fishes, people are often surprised to learn that usually the parental care is given only by the male. Now parental care in fishes usually involves just guarding the eggs, fanning the eggs, making sure they get enough oxygen and they’re clean. The seahorses are the most extreme example of fathers providing the care that we know in the animal world. Because they guard the eggs all right, but they guard them on their body. They also provide oxygen through a capillary network in the pouch, and they also transfer nutrients, and they control the pouch environment so that it changes during the pregnancy to become more like salt water. This then is an extreme example, but presumably instead of producing many small young, the seahorses produce fewer, but better developed and larger young.
À entrada, tanta gente, tanta gente. Sinto um aperto: a última vez que fui ao cinema com tanta gente fiquei traumatizada…
Mas não, hoje não. Hoje portou-se muito bem, esta gente ![]()
O mais belo filme do mundo, o ícone da perfeição do cinema mudo, orquestrado ao vivo.
O que eu mais gostei:
da entrada de um novo instrumento aquando do aparecimento do nome do realizador
do assobio
da música que acompanhava a cena do homem com a vamp ter um som por trás que rangia, desagradável
do silêncio no tempo certo
O que eu senti falta:
de um som que transmitisse o chamamento de desespero do homem, quando procuram a mulher (na versão original há uma espécie de som de barco no nevoeiro belíssimo)
do grão da fotografia, a projecção de um DVD torna a imagem demasiado perfeita.
Hoje, que dia correu tão mal, salvou-se o fim.
o homem que deixou de fazer perguntas
às vezes, ficava muito quieto numa tentativa de se virar para si próprio, de se ver por dentro, de se analisar. tinha medos. sabia que tinha medos. parecia-lhe que tinha muitos medos. tantos medos e tão profundos que, por vezes, dava consigo a murmurar baixinho “terei medo de ter medo?” estava habituado a controlar as situações, o discurso e, até, o pensamento. coordenava tudo isto muito bem. por isso, quem o conhecia por fora nunca teria imaginado os medos que lhe íam por dentro. assim, media cada palavra que lhe era dirigida. procurava-lhes outros sentidos. introduzia-as noutros contextos e aferia-lhes a veracidade. quando se dirigia a outras pessoas, não fazia perguntas directas, contornava os assuntos, experimentava, numa espécie de estonteamento do discurso percorrido, questões que lhe permitissem tirar conclusões e avançar para a etapa seguinte. como um jogo de perguntas, que induzisse a curiosidade do outro e o fizesse entrar neste rodopio discursivo, que pudesse rememorar mais tarde, num misto de nostalgia. várias pessoas tinham sido alvo de tal experimentação e raras vezes se dera por satisfeito. poucas seguiam o seu raciocínio, quase nenhumas tinham paciência para levar o discurso até ao fim. boicotavam-no antes, com perguntas demasiado directas, intimidantemente inquisitivas e, pior do que tudo, perguntas retóricas, com um qualquer sentido moral. não se lembrava quantos tinham passado por este teste. chegara ao ponto de o fazer automaticamente.
um dia, cansou-se.
a partir de então limitou a curiosidade até ao ponto de não conseguir fazer perguntas.
Mais uma porta ali ao lado, desta vez não para uma casa, mas para uma Loja.
No tempo em que eu e a Manuela nos enfiávamos horas dentro do estúdio de rádio para fazer o “Desampara-me a Loja!“, na ESECRádio on line.
Entre Fevereiro de 2002 e Janeiro de 2003, o Desampara continuou na ESECRádio. Esses programas ficaram irremediavelmente perdidos, devido ao disco duro onde estavam alojados se ter estragado. Dessa altura, recordo entre outros, o programa de aniversário, em directo, em que abrimos o estúdio às pessoas que por lá quisessem passar. Recebemos várias visitas, quer em persona, quer virtuais, que tiveram uma palavra a dizer aos microfones do Desampara.
Hundertwasser é uma palavra tão boa de se dizer, quanto os seus quadros de se olharem. Mas não digo mais nada. Têm de lá ir ver.
Foi no o sempre convicto que vi, pelo teclado do Juzelino, uma das definições mais exactas do trabalho deste homem e que não resisto a reproduzi-la aqui:
a arte dele parece-me honesta e silenciosamente cúmplice
Antigamente resultava, mas agora…
Não gostei e decidi armar-me em forte (lá vinha o truque da Rita: abrir muito os olhos e fechar as mãos com força) […].
in Rosa, minha irmã Rosa. Alice Vieira. Editorial Caminho. 2ª Edição: 1980. p. 31.
Countries knocking on this house door
Well, we do not have visits from United Kingdom anymore, but Finland turn out to be the second country in the top visits of this house
Here.
E como celebrar?
Na setinha ao lado, invocando Edgar Allan Poe [Obrigada, Gabriel]
Refª nº 1/A
Procura-se:
Instituição de Ensino Superior com as seguintes características:
- ter responsáveis que coloquem a instituição com um nível de prioridade máxima;
- considere os alunos como prioridade máxima;
- mantenha e/ou eleve o nível de exigência e excelência do ensino que ministra;
- aposte na inovação;
- valorize a formação pós-graduada;
Oferece-se:
- dedicação;
- trabalho sem horário (dia, noite, fins-de-semana);
- boa capacidade de trabalho e espírito inovador;
- vontade de aprender e ensinar.
Respostas para sofiabento@gmail.com com Refª nº 1/A, no assunto.
every writer needs a reader. a good one. ‘cause for a bad one, the writer is enough
Thank you to all readers of this house
“…and then i thought: i know you, although i have never met you“
Alpha release - only for testing.
The final stable version will be released in April of 2006
Há dias em que nos perguntamos qual é o objectivo da SIC e da TVI terem uma licença de emissão televisiva. Hoje é um desses dias.
Que o acontecimento seja do interesse público, ninguém contesta, o facto é que ele interessa a grande parte dos senhores telespectadores [até o senhor telespectador já desapareceu hoje do discurso televisivo], que a RTP tivesse de fazer a cobertura do acontecimento, era expectável.
Que a SIC e a TVI o quisessem fazer, também. Afinal, os canais de televisão terão o seu brio profissional, não?
Ainda que a transmissão fosse assegurada pela RTP, a SIC e a TVI poderiam querer fazer a sua própria edição, a sua própria reportagem.
O que não se entende aqui, é como é que é possível que nos três canais os planos sejam exactamente os mesmos. O que na prática significa que existe uma câmara, uma edição, para três canais televisivos.
Será difícil acreditar que os meios utilizados fossem da SIC ou da TVI, sendo mais coerente pensar que terá sido a RTP a disponibilizar as imagens àqueles dois canais. Eu gostava de saber em promenor como tudo isto se processa e principalmente em que condições.
Não consigo perceber nenhum argumento positivo, para o senhor telespectador, no facto de três canais emitirem exactamente as mesmas imagens durante horas.
Há dias em que nos perguntamos para que serve uma SIC ou uma TVI. Hoje é um desses dias.
Gnome 2.14 - Final version on 15th of March
Preview (with screenshots)
Are you thinking sending me a hi5 request? Think again:
“if mail from you then go to recycle bin”
and then, you will begun to ask yourself why i do not reply to any of your e-mails…
The mission of photography is to explain man to man and each to himself. And that is the most complicated thing on earth.
A foto foi tirada em 1904, em Long Island e foi notícia hoje por ser a mais cara do mundo. Sol de valores-notícia!

A mim preocupa-me que as fontes deixem de confiar nos jornalistas [ainda por cima por razões alheias a estes]
Bloodflowers, Disintegration, Faith, Galore, Japanese Whispers, Kiss Me Kiss Me, Mixed Up, Pornography, Seventeen Seconds, Staring at the Sea, The Cure (Retail), The Head On the Door, The Top, Three Imaginary Boys, Wild Mood Swings, Wish
by alphabetical order
aquando do primeiro amor, ela convenceu-se de que a felicidade não seria possível ao lado dela e boicotou um amor imerso em ternura.
aquando do segundo amor, ela valorizou a estabilidade e o companheirismo até perceber que nada disto tinha.
aquando do terceiro amor, ela não conseguiu resistir até perceber que a compatibilidade dos corpos não basta para criar a cumplicidade da semelhança.
às vezes, quando damos muita atenção a uma pessoa que não está habituada, ela pode pensar que está apaixonada.
na maior parte das vezes, ela não está.
quando ela ouviu isto, não acreditou, até perceber que era verdade.
nesse instante, ela resolveu todos os assuntos pendentes, comprou uma viagem só de ida para Amsterdão e agora vive em Leidse Dwarsstraat. recebi notícias dela há pouco tempo e diz-me que é feliz.
Hoje aprendi uma palavra nova
[obrigada]
usucapião
do Lat. usucapione
s. f., Jur.,
modo antigo de aquisição de propriedade, pela posse pacífica e contínua durante certo tempo;
espécie de prescrição.
in Priberam
internet: you can try, but you can not hide
Today everything is registered at some place. Everyone can use statistics services in order to build a profile of the users of their sites.
I am using a free service and i have only access to data from the two days before. and i prefer this way. I really do not like the storage of data.
But i think this is very usefull. Until now this house had visitors who runs firefox and internet explorer, so for every change i make in the design of this blog i test it, at least, in those two browsers.
Now we are having visitors, one from Brazil
, using Opera, so i will have to try if my changes are ok in that browser.
Another issue concerns the resolution. If we have users with 1024x768 or above, we have more freedom to design the site, but if we know that we have users using a resolution of 800x600 or less [this house had one once
], when we do changes to design or create one, we have to think in these users too.
And we have Linux, windows or MacOs, and sometimes things just do not work the same way in this OS’s.
So, in spite of i do not like the idea of storing this kind of data, i must admit that it is very usefull in order to provide the best surfing in our sites.
And until now, and in fact, we are talking about machines. The data is about machines, not people.
We can see the posts that people read, and we can have an idea about what posts are more popular, but that is that.
All the rest is about machines.
I hope.
today i found that there are some sites that garantee that you can surf the web without revealing any information about where you are coming from, what kind of computer you have, and other details.
i found this because one of our visitors used these sites to enter in this house. the two sites used are:
http://anonymouse.org/anonwww.html
http://www.the-cloak.com/anonymous-surfing-home.html
and i must say that even using this kind of sites, i can access to all information than before, country, city, enterprise, ISP, browser [oh, and you must update your browser, 1.0.7 is really old
], operating system and resolution of the screen.
so, to you all, do not believe in this kind of sites. it will just not work as you think it might work.
———————–
this is a public house, in a public space, and i can deal with that.
i might not to understand what is the point, i might not like it,
but i just do not care anymore.
i do not know how this works. i just feel that way.
Why some old lovers look alike?
Forget about opposites attracting. We like people who look like us, because they tend to have personalities similar to our own.
You can read the rest at LiveScience.
friends like this are very, very rare
que vais fazer hoje à noite, para eu me lembrar de ti?
“i do not feel happy just because other people are happy”
sometime ago someone told me this. and after this i just stopped to care about this person.
i just do not care anymore.
it is not worth it.
even when i am very sad, i feel happy with the hapiness of other people. and i am not freak because of that. a friend told me that, in spite of not be full of enthusiam with what i said about something, this friend felt happy just to see my enthusiasm. so, it is not only me, feeling happy with other people hapiness.
i suppose there are people who just can not see other people happy. i felt very bad when i realized that i was this other people
a few time ago i had news about a person i had not seen for years. for a moment i thought he was very happy, he smiled at me, and i just thought how nice!, and i took his smile with me, feeling a huge peace. later on i found out he really feels very, very sad. so i am feeling even more sad. i do not know how this works. i just feel that way.
i have to admit that i feel full of enthusiam with the strangest things. a little plant growing on a wall of stone, for instance - an organic life fighting over stone, is that amazing or what?
but every time i felt enthusiastic about something, this person, that can not be happy with other people happiness, tried to minimize my enthusiasm.
this person keep coming here and stay, on workdays, for four, five hours in this house. every time i open my statistic counter i see the United Kingdom flag and i know that it is this person.
i do not know why. i used to ask myself why.
and today i found out why i do not even care about that.
this person writes in several sites, where people i care about writes too. i used to read the texts of these sites. today i tried to read one and i could not reach the midle of the text. i though i do not care about this, i do not feel interested in this. so i did not finished the text, and i even do not feel curiosity about the end of the text.
i suppose i just do not care anymore.
i do not know how this works. i just feel that way.
Coloquei um botão, ali do vosso lado direito, onde podem fazer play e ouvir música.
Noto que a casa fica um pouco mais pesada assim, mas como não tenho indicação do tipo de ligação que os leitores têm, se parecer muito pesada, digam que eu tiro.
Come closer and see
See into the trees
Find the girl
If you can
Come closer and see
See into the dark
Just follow your eyes
Just follow your eyes
I hear her voice
Calling my name
The sound is deep
In the dark
I hear her voice
And start to run
Into the trees
Into the treesSuddenly I stop
But I know it’s too late
I’m lost in a forest
All alone
The girl was never there
It’s always the same
I’m running towards nothing
Again and again and again and again
A Forest - The Cure
every year i used to send valentine’s day postcards to all my friends, in order to celebrate their friendship. this year i will not send any card. and i do not want to talk about that.
O embaixador iraniano em Portugal elogiou a reacção portuguesa à questão dos cartoons. Questionado, em seguida, sobre o que pensava da forma como os jornais portugueses trataram a questão, este senhor disse que “os jornais limitaram-se a contar o que aconteceu, mas o sr Amaral disse coisas muito boas e com lógica”.
A free, open source web browser. Check it out here.
how can i erase my memory this way?
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you think you are understanding what i am saying?
probably you just understand 50% of it.
Hopelessly drift
In the eyes of the ghost again
…before, when we were young, you were happy like a child
or
i wanted to believe that you were…
Down on my knees
And my hands in the air again
Pushing my face in the memory of you again
happy like a child
. . . . . . . . . . . . . . . . happy like . . . . . only a child could be
But I never know if it’s real
Never know how I wanted to feel
Never quite said what I wanted to say to you
Never quite managed the words to explain to you
Never quite knew how to make them believable
now i found the sadness you breed
And now the time has gone
Another time undone
what can i do? i would do anything to see you laughing like a child again, i would do anything
Hopelessly fighting the devil
Futility
Feeling the moster
Climb deeper inside of me
Feeling him gnawing my heart away
Hungrily
i must have known that an expectable life it was not for you. it was to much for you. you need to keep it simple. in order to keep it genuine. authentic.
I’ll never lose this pain
Never dream of you again
what can i do? do you let me say that you are?
authentic
há pouco tempo descobri mais uma casa. é um pouco escura e um pouco triste, mas ainda assim é muito bonita.
o dono da casa anda a fazer algumas experiências, em fotografia - Holga e Pinhole
-, com alguns resultados interessantes.
a minha favorita é esta.
mas é difícil deixar de olhar para esta e esta. vão lá ver. têm gente! desvanecida! na segunda foto só me apercebi que tinha gente na segunda ou terceira vez que a vi!
para quem tem uma ligação fraquinha, é precisa alguma paciência, que a casa tem música, mas vale bem a pena.
entra-se por aqui.
Songbird 0.1 [preview] - this is not an itunes in black
Foi o dono desta casa que me chamou a atenção para um Web Player construído a partir do Firefox’s engine. Para além das funcionalidades de player a que estamos habituados, este player, que também é browser, pode percorrer páginas web mostrando-nos e listando, com possibilidade de download ou audição, as músicas do site em que navegamos.
O ninho é aqui
ontem e hoje não houve bom dia, mas fui lá na mesma e escolhi um.
hoje uma borboleta ía chocando contra mim. felizmente, consegui desviar-me a tempo.
Reservado o direito de admissão
é num café que espero por ti
ao som de love will tear us apart
é num café que espero por ti
ao som do burburinho das vozes, das chávenas e dos copos
é num café que espero por ti
ao som dos sorrisos alheios
é num café que espero por ti
ao som do excesso da cafeína e da nicotina
é num café que espero por ti
ao som das conversas dos outros
é num café que espero por ti
ao som das memórias comuns
é num café que espero por ti
ao som das sombras nas paredes
é num café que espero por ti
e esperarei sempre
e esperaria em qualquer lugar
ao som de qualquer som, até do silêncio,
que tu és a minha prova que as pessoas não mudam.
- Olha, já reparaste que tu andas a alternar entre estados de euforia extrema e estados de profunda tristeza?
- Hum? É capaz…
- Esse é um dos sintomas dos estados depressivos. Já pensaste em procurar ajuda, um psicólogo ou assim?
- Não. Eu não preciso.
- Pois, normalmente, é difícil de admitir e diz-se sempre que não se precisa…
- Não, tu não estás a perceber. Eu tenho um blog.
Hoje já estava gente conhecida no café, pelo que não escolhi o lugar. Se tivesse escolhido, teria sido o lugar perto da janela, que possibilita que o nosso olhar fique quase ao nível do chão.
Por causa do chão.
Há uma relação estranha com o chão. Fecho os olhos para analisar melhor a sensação. Sinto novamente as vezes que me sentei ou deitei no chão. Suponho que no campo é mais fácil sentir isto, que tento transmitir pobremente.
Talvez seja a firmeza, que dá esta sensação de segurança. Do chão, da terra. Há, também, misturada uma espécie de atracção pela terra.
De onde virá esta sensação? Será religiosa? "Do pó viemos, ao pó tornaremos?" Mas a religião já saíu de mim há tanto tempo.
Saíu? Será possível as coisas saírem de nós? Talvez o que entra em nós se misture e seja impossível de fazer sair. É por isso, suponho, que as pessoas não mudam.
Na química há técnicas de separação de substâncias.
As sextas começam a ter também as suas rotinas… café, conversa and love will tear us apart. Pixies de vez em quando.
Países que batem à porta desta casa
Portugal
Reino Unido
Brasil
Cabo Verde
Espanha
Estados Unidos (Texas e Colorado)
Itália
Unknown > Deve ser neste que mora o sr Anonymous
Foi aqui que dei conta disto, cujos primeiros subscritores foram Rui Bebiano e Tiago Barbosa Ribeiro. Da ZonaNon, lembram-se?
Firefox rules (ou é um domínio, segundo o sr. Miguel)
Hoje descobri que 86% dos utilizadores desta casa usam o Firefox ![]()
A maior parte já com a última versão, outros com versões anteriores. Para estes últimos: vão lá actualizar o vosso browser:
Depois podem voltar aqui, para ver o gráfico
ah e deitar o corpo na relva, olhar para o céu e reconhecer a luz de cada estrela…
guess the DREAM always END
they don’t rise up just DESCEND
but i don’t care anymore
i’ve LOST the will to want more
i’m not AFRAID, not at all
i watch them all as they FALL
but i remember, when we were young
We were strangers.
We were strangers, for way too long, for way too long,
We were strangers, for way too long.
Violent, violent,
Were strangers.
those with habits of WASTE
the sense of style and the taste
of making sure you were right
hey, don’t you know you were right
i’m not AFRAID anymore
i keep my eyes on the door
but i remember…
Get weak all the time, may just pass the time,
Me in my own world, and you there beside,
The gaps are enormous, we stare from each side,
We were strangers for way too long.
TEARS and SADNESS for you
awe of EVIL for you
reflects a moment in time
a special moment in time
yeah, we WASTED our time
we didn’t really have time
but we remember - when we were young
and all god’s angels BEWARE
and all you judges BEWARE
sons of chance take good care
for all the people out there
i’m not AFRAID anymore…
Violent, more violent, his hand cracks the chair,
Moves on reaction, then slumps in despair,
Trapped in a cage and surrendered to soon,
Me in my own world, the one that you knew,
For way too long.
We were strangers for way too long.
We were strangers,
We were strangers for way too long,
For way too long.
Tropical - 7 de Janeiro de 2006
…someone take these dreams away, that point me to another day, a duel of personalities, that stretch all true realities…
alvoroço. angústia. ansiedade. aperto. aflição. agonia. abatimento. apatia.
…that keep calling me, they keep calling me, keep on calling me, they keep calling me…
#000000.#200000.#282828.#505050.#680000.#700000.#181818.#000000.
…they keep calling me, they keep calling me, keep on calling me, they keep calling me…

I’ve been waiting for a guide to come and take me by the hand.
Could these sensations make me feel the pleasures of a normal man.
New sensations bear the innocence, leave them for another day.
I’ve got the spirit, lose the feeling, take the shock away.It’s getting faster, moving faster now, it’s getting out of hand.
On tenth floor, down the backstairs into no man’s land.
Lights are flashing, cars are crashing, getting frequent now.
I’ve got the spirit, lose the feeling, let it out somehow.What means to you, what means to me, and we will meet again.
I’m watching you, I watch it all, I take no pity from your friends.
Who is right and who can tell and who gives a damn right now.
Until the spirit, new sensation takes hold, then you know.
I’ve got the spirit, but lose the feeling.
do Gr. enthousiasmós, inspiração divina
s. m.,
excitação da alma, quando admira excessivamente;
exaltação das faculdades da alma que torna sublimes os escritores, os oradores e os artistas;
arrebatamento, paixão viva;
alegria ruidosa.
in Priberam
Será possível subtraírem-nos o entusiasmo, o arrebatamento pelas coisas?
7 de Janeiro de 2006 - Tropical
O volume da música de fundo aumenta para abrir os nossos ouvidos aos primeiros acordes. O título surge com tal ímpeto no recôndito da nossa memória que sai de nós em forma de palavras.
Há uma paragem no tempo. Os nossos ouvidos fecham-se ao burburinho do café, expectantes pela voz cava de Ian Curtis.
When the routine bites hard
And ambitions are low
And the resentment rides high
But emotions won’t grow
And we’re changing our ways,
Taking different roads
Then love, love will tear us apart again
Tudo vibra. A mesa, a cadeira, a parede. Basta encostar a mão aberta na parede revestida a madeira para se sentir o ritmo grave da música e da voz.
Why is the bedroom so cold
Turned away on your side?
Is my timing that flawed,
Our respect run so dry?
Yet there’s still this appeal
That we’ve kept through our lives
Love, love will tear us apart again
As memórias convertidas chamam a saudade e lembram-nos um sorriso recente.
Do you cry out in your sleep
All my failings expose?
Get a taste in my mouth
As desperation takes hold
Is it something so good
Just can’t function no more?
When love, love will tear us apart again
Os últimos acordes dão o toque aos nossos ouvidos. O volume baixa. Acabaram os minutos de vivência. Começa agora novo período de hibernação. Já se ouve novamente o burburinho do café.
Um Eça e um Ramalho: precisam-se
IX
Junho 1871.
Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este singular estado:
Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente possuem o poder, perdem o poder, reconquistam o poder, trocam o poder… O poder não sai de uns certos grupos como uma péla que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no poder, esses homens são, segundo a opinião e os dizeres de todos os outros que lá não estão – os corruptos, os esbanjadores da fazenda, a ruína do País!
Os outros, os que não estão no poder, são, segundo sua própria opinião e os seus jornais – os verdadeiros liberais, os salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses do País.
Mas, coisa notável! – os cinco que estão no poder fazem tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E os que estão no poder movem-se, conspiram, cansam-se, para deixar de ser o mais depressa que puderem – os verdadeiros liberais, e os interesses do País!
Até que enfim caem os cinco do poder, e os outros, os verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação herdada de esbanjadores da fazenda e ruína do País; entanto que os que caíram do poder se resignam, cheios de fel e de tédio – a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha sido por seu turno esbanjador da fazenda e ruína do País…
Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações mais hostis…
Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de dirigir as coisas públicas – pela imprensa, pela palavra dos oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa constitucional do poder moderador…
E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai, feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto tão triunfante!
Daqui provém, também este caso singular:
Um homem é tanto mais célebre, tanto mais consagrado, quantas mais vezes tem sido ministro – isto é, quantas mais vezes tem mostrado a sua incapacidade nos negócios, sendo esbanjador da fazenda, ruína do País, etc.
Assim o Sr. Carlos Bento foi a primeira vez ministro da fazenda. Teve a sua demissão, e não foi naturalmente pelos serviços que estava fazendo à sua pátria, pelo engrandecimento que estava dando receita pública, etc… Se caiu foi porque naturalmente a opinião, a imprensa, os partidos coligados, o poder moderador, o julgaram menos conveniente para administrar a riqueza nacional. E o Sr. Carlos Bento saiu do poder com importância.
Por isto foi ministro da fazenda uma segunda vez. Mostrou de novo a sua incapacidade – pelo menos o julgou, por essa ocasião, o poder moderador, impondo-lhe a sua demissaõ. E a importância do Sr. Carlos Bento cresceu!
Por consequência foi terceira vez ministro. Caiu; devemos portanto ainda supor que naturalmente deu provas de não ser competente para estar na direcção dos negócios. E a sua importância aumentou, prodigiosamente!
É novamente ministro: se tiver a fortuna de ser derrubado do poder, e convencido pela opinião de uma incapacidade absoluta, será elevado a um título, dar-lhe-ão embaixadas, entrará permanentemente no Almanaque da Gota…
Ora tudo isto nos faz pensar – que quanto mais um homem prova a sua incapacidade, tanto mais apto se torna para governar o seu país!
E, portanto, logicamente, o chefe do estado tem de proceder da maneira seguinte na apreciação dos homens:
O menino Eleutério fica reprovado no seu exame de francês. O poder moderador deita-lhe logo um olho terno.
O menino Eleutério, continuando a sua bela carreira política, fica reprovado no exame de história. O poder moderador, alvoroçado, acena-lhe com um lenço branco.
O caloiro Eleutério, dando outro passo largo, fica reprovado no 1º ano da Faculdade de Direito. O poder moderador exulta, e quer a todo o transe ter comj ele umas falas sérias.
O bacharel Eleutério, avançando sempre, fica reprovado no concurso de delegado. O poder moderador não pode conter o júbilo, e fá-lo ministro da Justiça.
E a opinião aplaude!
De modo que, se um homem se pudesse apresentar ao chefe de Estado com os seguintes documentos:
Espírito de tal modo bronco que nunca pôde aprender a somar;
Reprovações sucessivas em todas as matérias de todos os cursos.
O chefe de estado tomá-lo-ia pela mão, e bradaria, sufocado de júbilo:
— Tu Marcellus eris! Tu serás, para todo o sempre, Presidente do Conselho!
in Uma Campanha Alegre
ultimamente, hiberno muitas vezes
E chegamos à história do homem que queria hibernar. Esperou o Outono, barricou-se num quarto e estendeu-se na cama. Mas não bastava.
O acto de hibernar tinha outras exigências. Cobrir-se de agasalhos, neles se enrolar, devia convir. Assim fez.
Depois, varreu de si os pensamentos e concentrou-se no ritmo utilitário da respiração. Os restantes pêndulos da vida que se suspendessem. Todas as outras funções do corpo que afrouxassem.
Quase conseguiu. Predispôs-se ao torpor e alcançou o sono, mas era um sono poroso e vacilante. Ao perceber que estava por demais usado pelas vigílias para conseguir hibernar, sentiu-se logrado. Invejou os ursos.
E tanto que lhe convinha uma hibernação profunda, prolongada. Despojara-se das inquietações mais urgentes. Não deixara assuntos agendados. Da sua própria agenda arrancara os três meses seguintes. Se ele não estava em condições de hibernar, ninguém mais estaria.
Então, porque não hibernava? Consultou as paredes e o tecto do quarto e entendeu. Porfiar não resultava. Do que precisava era desinteressar-se. Não se hiberna por voluntarismo. Tinha de ampliar o delta da indiferença. Tinha de suspender-se no tempo. Atingisse ele esse estádio que tudo seria mais fácil.
Até a clausura talvez fosse dispensável. Cada vez mais se convencia de que a hibernação era um estado de espírito. Afastou os móveis que atravancavam as saídas e abriu as portas.
“Para hibernar, qualquer local, qualquer época servem. O que importa é a intenção”, pensou. Seguindo à risca a sua decisão, o homem desta história superiorizou-se aos outros animais hibernantes. Distingue-o uma característica de tomo: nenhum indício denuncia quando se encontra hibernando.
Dir-se-ia que segue com mediano interesse o que se passa à volta. Na aparência, comove-se, indigna-se, apaixona-se, alarma-se, mas no fundo, ele está a hibernar.
Esta modalidade de hibernação conquista cada vez mais adeptos.
Hibernação - António Torrado - “Cinco sentidos e outros” na colecção Brevíssima Portuguesa
Há já algum tempo que queria falar de opiniões e este post, aqui num barco ao lado, serve muito bem esse propósito.
Parece que um comentador - não faço a mínima ideia quem foi o comentador - dizia, na Antena 1, “que se escreve hoje na internet, como se escrevia antigamente nas portas das casas-de-banho”.
Se esta opinião foi suficientemente importante para um comentador a despejar num medium como a rádio, é porque ela indica a preocupação deste senhor relativamente a esta matéria.
Pergunto-me se, antigamente, este senhor se preocupava com o que se escrevia nas portas das casas-de-banho. Suponho - suponho apenas - que não. E, sendo assim, porque se preocupa agora? Talvez a preocupação advenha da explosão de opiniões e da consequente explosão da discussão dessas opiniões. É que quanto mais se discute, mais ideias germinam.
É que estas opiniões de agora não ficam numa porta, elas têm um ciclo de vida dinâmico que gera outras opiniões e discussões.
Que a internet está cheia de lixo, está, mas se essa é a preocupação de tal cavalheiro, melhor seria preocupar-se com formas de educação para os media, análise crítica da informação, desenvolvimento de competências na gestão da informação e do discurso mediático…
Por outro lado, se a preocupação deste cavalheiro reside no facto das opiniões na Internet - o que quer que o referido senhor queira dizer com Internet - não serem dadas por “experts” aka “opinion makers tradicionais”, melhor seria que agregasse jornais, rádios e televisões ao seu discurso, que hoje em dia qualquer um dá uma qualquer opinião num destes meios… até este senhor!
and this way, this blog has all the lyrics by The Cardigans, with the title begining with an “e”…
ease your trouble / we’ll pay them double / not to look at you for a while / and you rely on / what you get high on / and you last just as long as it serves you / explode or implode / explode or implode / we will take care of it / yes, we will carry you / ‘cause you’re deserted / what’s good, you hurt it / and kills you it keeps you alive / so give it up / in a world of puppets / it’s a shame what they do to us all / can we do anything for you now ?
sometimes the past smiles at you
hey, what did you hear me say / you know the difference it makes / what did you hear me say / yes, i said it’s fine before / i don’t think so no more / i said it’s fine before / i’ve changed my mind / i take it back / erase and rewind / ‘cause i’ve been changing my mind / i’ve changed my mind / so where did you see me go / it’s not the right way, you know / where did you see me go / no, it’s not that i don’t know / i just don’t want it to grow / it’s not that i don’t know / i’ve changed my mind / i take it back

By the swedish The Cardigans
há finais de noite rematados por um sorriso inesperado, um enorme sorriso, sincero, cúmplice.
nestes finais de noite, inícios de dia, levamos para casa uma paz imensa de saber o outro bem, de o saber feliz.
mais tarde, percebemos que afinal esse sorriso não traduzia a sua própria felicidade. uma pessoa que se sente tão triste e consegue ainda assim sorrir-nos de forma tão espontãnea.
pessoas há, que nunca se conformam, que, por mais sofrimento que vejam, cada dor é única e sofrível como se fosse uma dor delas próprias.
pessoas que sofrem com a dor dos outros. é destas pessoas que precisamos.

As primeiras vezes que ouvi Jacinta foram no “5 minutos de Jazz”, do José Duarte na Antena 1, ainda ela nada tinha editado. Depois, em 2003, saíu o cd, com selo da Blue Note, tributo à Bessie Smith.
Segundo a Pública, novo trabalho de Jacinta dia 20 de Fevereiro: Daydream
Hoje levantei-me e vi, no espelho, agarrados à minha cabeça, um cabelo branco e um cabelo amarelo.
O cabelo branco não me preocupa, já do cabelo amarelo, não sei o que pensar…
os livros medem-se pelo número de páginas?
Ontem saí para ir comprar o jornal e, enquanto ía andando ía dando uma vista de olhos pela capa. Deparei-me com a apresentação a uma enciclopédia (?) de História de Arte:
“GRANDE HISTÓRIA DA ARTE
Serão 18 volumes de grande formato, cada um com mais de 400 páginas e um total de mais de 10 mil imagens e ilustrações. (…)”
Eu pensava que quando eles diziam “grande”, queriam dizer “boa”, mas afinal não, querem mesmo dizer “grande”, grande de quantidade. O anúncio não é apanágio deste jornal, nem desta colecção. Há muitos assim por aí.
Só depois dos números, relativos aos livros, é que nos dizem que a colecção foi desenvolvida em Itália, por um “prestigiado grupo”. Quem não conhece o “grupo” - grupo de quê? - fica na mesma. E só por último, mesmo na última linha da apresentação, se diz quem foram os professores responsáveis pela revisão técnica e científica.
Se o espaço para apresentação de uma enciclopédia de História de Arte é pequeno e a primeira metade daquele é gasto com o número de volumes, de páginas e de imagens, se isto é o melhor que se pode dizer desta enciclopédia, talvez ela não seja assim tão boa.
um dia, em vez de o vermos partir, iremos sentir que ele parte

In the year 2046, a vast rail network spans the globe
A mysterious train leaves for 2046 every once in a while
Every passenger going to 2046 has the same intention
They want to recapture lost memories
Because nothing ever changes in 2046
Nobody really knows if that’s true
Because nobody’s ever come back
Except me
998.
997.
If someone wants to leave 2046…
…how long will it take?
Some people get away fairly easily
Others find that it takes them much longer
I forget how long I’ve been on this train
I’m starting to feel very lonely
As I recall many have gone to 2046
You’re the first to come back
May I ask why you left 2046?
Whenever anyone asked why I left 2046…
…I gave them some vague answer
Before…
…when people had secrets they didn’t want to share
…they’d climb a mountain
They’d find a tree
and carve a hole in it
And whisper the secret into the hole
Then cover it over with mud
That way. nobody else would ever discover it
I once fell in love with someone
After a while, she wasn’t there
I went to 2046
I thought she might be waiting for me there
But I couldn’t find her
I can’t stop wondering if she loved me or not
But I never found out
Maybe her answer was like a secret…
that no one else would ever know
All memories are traces of tears
Há muitos, muitos anos atrás vi, no Teatro Académico de Gil Vicente em Coimbra, um filme francês.
Saí da sala com uma impressão tão forte, ao nível das imagens, belíssimas [mar, areia e corpos], que esqueci título e realizador. Do filme só sabia que o sobrenome da directora de fotografia era o mesmo desse outro que meteu o Fritz Lang a fazer de Fritz Lang, numa adaptação de um livro do Moravia - que viu os seus livros transformados em filmes pelas mãos de grandes como De Sica e Bertolucci.
Godard.
Do argumento, pouco me lembrava também. Embora perceba Francês, é-me mais fácil ler do que ouvir. Tive ao meu lado, durante o filme, um casal em que a esposa repetia ao marido o que se dizia no filme, pelo que consegui ouvir e perceber muito pouco. Mas as imagens ficaram até hoje.
E hoje descobri que filme era: Beau Travail, realizado pela Claire Denis, curiosamente, também realizadora de um filme sobre o qual tenho curiosidade [Nénette et Boni], com direcção fotográfica de Agnes Godard.
Não há nada mais entusiasmante do que meter a mão no código - às vezes acho que escolhi a profissão errada - pelo que, acabei por fazer algumas alterações aqui à casa.
Adicionei um pedacinho de código que permite ver as últimas músicas que ouço, a partir da last.fm. Por enquanto é só um rectângulo, mas espero que a partir de segunda-feira já apareça a lista.
Adicionei os contactos de email e instant messenger. Quem quiser, just add me and ask
Como começo a ter comentários muito interessantes a posts antigos, que acabam por passar despercebidos aos leitores que não usam rss readers, acrescentei um plugin, que editei, e onde se pode ver os comentários mais recentes.
Acualizei a lista das outras casas. Nomeadamente, a alteração à Casa das convicções. E espero continuar a actualizá-la.
Por último, as estatísticas. Não se vêem, mas eu digo
Devo dizer que em http://sophias.iuplog.com/ continuo a ter visitas: nos últimos dias e respectivamente, 90 visitas e 436 page views; 70 visitas e 256 page views; 37 visitas e 298 page views.
Suponho que ainda haja pessoas que vão lá ter, quer para saber o link para esta casa, quer porque colocaram links para lá e ainda não os actualizaram.
No último dia em que escrevi lá, tínhamos 1960 visitas, e 4016 page views; agora já vai em 3162 visitas e 7038 pge views!
No mês de Janeiro esta casa foi visitada por toda esta gente
Trabalhou durante muito tempo em GNU/Linux? Os seus desktops preferidos eram o WMaker ou Fluxbox? Continua com uma partição de GNU/Linux, mas vê-se obrigado a trabalhar em Windows? Não suporta o look & feel deste OS?
O Litestep pode ser uma solução. É só fazer o download do installer aqui.
Como é que se volta a ter o look & feel do Windows? Não sei, nem quero saber ![]()
Aqui têm vários themes - é preciso registarem-se.
Eis um screenshot do meu desktop:
há coisas com as quais lido mal, muito mal. uma delas é chamarem-me pseudo-intelectual. há pouco tempo chamaram-me pseudo-intelectual. acho que nunca tinha levado com este nome assim, de forma directa e sincera. não é pelo nome em si, é pela falta de autoridade de quem chama.
considero o 2046 uma obra-prima, concordo com Truffaut, quando diz que o Aurora é o mais belo filme do mundo e com Charles Chaplin, quando diz que Murnau elevou com o Aurora o cinema mudo à perfeição. será que o Truffaut e o Chaplin também são pseudos?
acho o moulin rouge francamente mau, tão mau que o realizador não me conseguiu agarrar nem até meio do filme.
é esta a razão. como dizia o Juzelino ali em baixo, começam a chamar-nos pseudo-intelectuais porque gostamos do cinema “pseudo-artístico que parece dizer tudo mas na verdade não diz nada”.
e porque não diz nada? as pessoas destítuem-se de pensar. a partir do momento em que o filme é projectado, o livro é lido, a música é ouvida, o receptor torna-se co-autor porquanto reconstrói a obra. porque há-de ser o realizador, o escritor, o músico o único responsável?
e há pessoas assim, habituadas a que lhe dêem tudo, em que não seja preciso pensar. tudo aquilo que precisa de ser reflectido é arredado, é “incompreensível”, etc, etc.
o que não suporto e aquilo com que lido muito mal é que são estas pessoas que depois rotulam as outras de pseudo-intelectuais. o que é que dá nestas pessoas? porque é que insultam as outras?
cheguei a um ponto em que disse para mim própria: não tenho de aturar isto. e deixei de o fazer. porque hei-de investir numa pessoa que me chama pseudo-intelectual, só porque gosto de um filme? porque havemos de investir nas pessoas que, assim que nos mostramos entusiasmados, tentam quebrar-nos esse entusiasmo? porque havemos de investir nas pessoas que não ficam felizes por nós ficarmos felizes?
agora apetece-me abrir os braços, fazer um esgar de desespero, como o Seinfeld (também serei pseudo-intelectual por ver o Seinfeld?) faz num episódio e perguntar:
am i wrong?
I am feeling very warm right now
Please don’t disappear
I am spacing out with you
You are the most beautiful entity that I’ve ever dreamed ofAt night I will protect you in your dreams
I will be your angel
You worry so much about not having enough time together
It makes no difference to me
I would be happy with just one minute in your arms
Let’s have an extended play together
You’re telling me that we live to far to love each other
But your love can stretch further than you and I can see
So how does it make you feel?How does it make you feel?
How does it make you feel?
How does it make you feel?
How does it make you feel?Do you know when you look at me
It is a salvation
I’ve been waiting for you so long
I can drive on that road forever
I wish you could exist to live on my planet
Well it’s very hard for me to say these things in your presence
So how does it make you feel?How does it make you feel?
How does it make you feel?
How does it make you feel?
How does it make you feel?So how does it make you feel?
Well,I really think you should quit smoking
by Air
…ía subindo a rua, mastigando as pedras da calçada e embrenhando-se na noite. ía devagar, para ter tempo de rememorar a vida.
…ía embora.
para onde?
…
porquê?
…
há já algum tempo (há quanto tempo?) que tinha esta sensação: sair daqui, sair deste lugar, sair de qualquer lugar. ir embora. não importava para onde. apenas ir.
se tinha problemas? não, não tinha problemas. enfim, nada de grave, apenas o que chamava de ‘problemas de rotina’… nada de grave. o emprego era estável. e embora ainda no início, adivinhava-se-lhe uma carreira promissora na empresa. os colegas costumavam comentar que não havia nada que “aquele gajo” não conseguisse resolver, o que no vocabulário das chefias se traduzia como “dotado de capacidades polivalentes”.
e amigos? tinha amigos? sim, também. estava muitas vezes com os amigos. havia sempre alguém para tomar café, conversar… embora… embora se sentisse, de facto, muito só.
agora que pensava nisso, saboreava o absurdo da questão. sentia-se muito só na presença das pessoas.
como é que começava este sentimento de solidão? - estacou no meio da rua para concentrar a energia no raciocínio. tentou imaginar-se no meio dos amigos no café… tinha ganho o hábito de observar as pessoas em volta, reparava-lhes nos gestos, nas reacções… apropriava-se das suas imagens e ao mesmo tempo sentia-se distanciar do local onde estava. depois… depois tomava consciência de si próprio, via a sua própria mão, com o cigarro entre os dedos, pegar na chávena do café e ouvia-se a responder às perguntas que lhe faziam, às vezes também ria, mas não reconhecia o próprio riso. observava-se como um estranho, exterior a si próprio, e era nesse exacto momento - reconhecia agora - que se sentia só. profundamente só.
pestanejou com a luz do candeeiro, debaixo do qual tinha parado e do qual parecia só dar conta agora, e a silhueta esguia e rectilínea do seu corpo vacilou. recomeçou a marcha, ainda atordoado pela descoberta: sempre que saía de si próprio, sentia-se só.
só. a palavra arrepiava-o. murmurou baixinho várias vezes: “só…só…só…só”, numa tentativa de gastar a palavra e sossegar. voltou a parar, respirou fundo e seguiu em frente.
Começava a sentir os pés maçados. Há quanto tempo estaria a andar? E onde estava? Olhou em volta na esperança de reconhecer a rua. Tinha andado de forma automática, deixando o corpo dirigir-lhe os passos, e agora via-se no outro lado da cidade, em frente da estrada que o separava da estação de comboios. Ficou muito tempo parado a olhar para a fachada do edifício. Aquela estrada era o único obstáculo que o separava da fuga.
Fuga?
Até aqui, sentia apenas que precisava sair, mas agora… agora dera-lhe o nome de fuga. Seria isso? Estaria a fugir de algo? A palavra não lhe agradava. Sentia-lhe um travo de cobardia…
Passou a mão pela parte de trás do pescoço, respirou fundo e atravessou a rua.
A noite parecia expandir-se para dentro da estação. Fora remodelada há pouco tempo e os candeeiros jorravam uma luz suave aqui e ali.
Sentou-se num banco e esperou…
Do outro lado das linhas, uma rapariga estava enroscada no chão, junto à parede. Capturou-lhe a imagem triste do cabelo escorrido e da cara magra. Sentiu-a só. E, pela segunda vez na noite, estremeceu.
O comboio que lhe deslizou na frente, apagou-lhe a imagem.
Entrou de sopetão e sentou-se na carruagem vazia. Olhou pela janela, mas viu apenas as paredes cinzentas e vazias.
Quando o comboio iniciou a marcha, o revisor aproximou-se e perguntou:
- Para o sítio do costume?
Fez um assentimento mudo, enquanto tirava umas moedas dos bolsos.
…
Enquanto se afastava, o revisor ía pensando qual seria o emprego daquele homem, que lhe aparecia todos os dias a altas horas da noite, para ir para o outro lado da cidade de comboio.
(30-01-2006 02:07:44) someone:
hi
(30-01-2006 02:08:05) paola:
hej
(30-01-2006 02:10:35) someone:
i think i’m going to close my blog
(30-01-2006 02:12:05) someone:
…
(30-01-2006 02:12:23) paola:
why?
(30-01-2006 02:15:34) someone:
well… i can’t see the meaning of writing there, you know, i don’t have feedback from people…
(30-01-2006 02:16:00) paola:
you don’t have visits on your blog? you must have mine, at least…
(30-01-2006 02:16:48) someone:
oh, i have some visits, not much, it is not like a big success… i can see it in stats, but i don’t have comments to my posts…
(30-01-2006 02:17:06) paola:
every writer needs a reader…
(30-01-2006 02:17:34) someone:
you’re always saying that…
(30-01-2006 02:18:05) paola:
it’s ‘cause it’s true
(30-01-2006 02:20:46) paola:
i think the problem isn’t about the writings. i think the problem is that you are not ready to share things with people. and you can’t expect that people share something with you, if you just don’t share nothing with them. so if you don’t want to write, just don’t, you can decide that, you know?
(30-01-2006 02:21:04) someone:
oh, but i do, i do
(30-01-2006 02:22:47) paola:
no. you talk about your things, but you always put them in a cold way, like you can talk about them the same way with different people, sometimes i feel you filter the things you want to say. you are not commiting yourself with writing. so, what you say could be said by anyone to anyone. and i think this is the problem. ‘cause this way you are not sharing nothing.
(30-01-2006 02:23:04) someone:
hmm… but you know… a blog is a public thing…
(30-01-2006 02:23:34) paola:
see what i mean?
(30-01-2006 02:23:58) someone:
ok, ok, maybe you’re right
(30-01-2006 02:24:12) paola:
i’m not worried about you, you know?
(30-01-2006 02:24:32) someone:
i know. thanks, little girl * (go to sleep , what are doing on the net at this hour??!!)
(30-01-2006 02:25:31) paola:
talking with you? i’m going now. have a nice workday
Daylight
See the dew on the sunflower
And a rose that is fading
Roses whither away
Like the sunflower
I yearn to turn my face to the dawn
I am waiting for the day . . .Midnight
Not a sound from the pavement
Has the moon lost her memory?
She is smiling alone
In the lamplight
The withered leaves collect at my feet
And the wind begins to moanMemory
All alone in the moonlight
I can smile at the old days
I was beautiful then
I remember the time I knew what happiness was
Let the memory live againEvery streetlamp
Seems to beat a fatalistic warning
Someone mutters
And the streetlamp gutters
And soon it will be morningDaylight
I must wait for the sunrise
I must think of a new life
And I musn’t give in
When the dawn comes
Tonight will be a memory too
And a new day will beginBurnt out ends of smoky days
The stale cold smell of morning
The streetlamp dies, another night is over
Another day is dawningTouch me
It’s so easy to leave me
All alone with the memory
Of my days in the sun
If you touch me
You’ll understand what happiness isLook
A new day has begun
sometimes you just don’t know how to speak the right language
the problem appears when you realize that you just can not learn it
hey, here you have: something you can not learn. something that is beyond your capabilities: the learning of a language.
Baptista-Bastos escreveu nas páginas 54 e 55:
‘Porque não voas?’
Há alturas na vida em que temos de voar. Não se sabe como nasce esse impulso; porém, sentimos que esse impulso nasce e temos de responder a esse impulso. Se não seguimos esse impulso vamos ficar marcados para toda a vida, faço-me entender?; o remorso e a sensação de culpa persegue-nos um pesadelo que nos não abandonará. E vai sempre parecer-nos que as outras pessoas, todas as outras pessoas, nos vigiam, nos culpam, nos condenam. Esse impulso pode determinar a nossa vida. E esse impulso só acontece uma vez, e é quase imperceptível. Mas pode haver um mecanismo estranho que nos cega, nos insensibiliza nesse momento, e nós não entendemos os sinais do impulso.
Talvez, às vezes, possamos voar. E, ocasionalmente, temos de fingir que o mundo é como os outros pensam que o mundo é. Mas agora eras tu que mergulharas em outros mundos. Que tempo resguarda a tua memória, que timbre recolhe a tua voz, que livros e que poemas conservas no segredo das lembranças?
E porque perguntaste essa de voar, de voo?
And the moment will come when composure returns
Put a face on the world, turn your back to the wall
And you walk twenty yards with your head in the air
Down the Liberty Hill, where the fashion brigade
Look with curious eyes on your raggedy way
And for once in your life you have nothing to say
And could this be the time when somebody will come
To say, “Look at yourself, you’re not much use to anyone”Take a walk in the park, take a valium pill
Read the letter you got from the memory girl
But it takes more than this to make sense of the day
Yeah it takes more than milk to get rid of the taste
And you trusted to this, and you trusted to that
And when you saw it all come, it was waving the flag
Of the United States of Calamity, hey!
After all that you’ve done boy, Im sure you’re going to payIn the morning you come to the ladies salon
To get all fitted out for The Paperback Throne
But the people are living far away from the place
Where you wanted to help, it’s a bit of a waste
And the puzzle will last till somebody will say
“There’s a lot to be done while your head is still young”
If you put down your pen, leave your worries behind
Then the moment will come, and the memory will shineNow the trouble is over, everybody got paid
Everybody is happy, they are glad that they came
Then you go to the place where you’ve finally found
You can look at yourself sleep the clock around
30 de Janeiro de 2006 - Santa Cruz
Duas rãs caíram num copo de leite. Uma delas gritou “Coitadinha de mim. Não há salvação possível. Vou morrer” e assim dizendo deixou-se afogar.
A outra rã, desesperada, disse “Não, talvez haja uma esperança” e desatou a bater as patitas com quanta força tinha.
De tanto bater, transformou o leite em manteiga e conseguiu saltar do copo.
Às vezes sentimo-nos como uma rã. O problema é quando o leite parece continuar demasiado líquido e começamos a sentir dores insuportáveis nas pernas e nos braços.
quer se faça um programa de rádio, quer se escreva num jornal ou até num blog, há sempre um público para o qual se escreve. não adianta dizer “que não, que se escreve pelo gosto da escrita” - quem disse que tem público não escreve por gosto?! - porque se não se escrevesse para um público, não se publicava.
muitas vezes, não conhecemos esse público, pelo menos naquilo a que habitualmente empregamos a palavra conhecer. não há uma cara, mas há certamente um feedback que muitas vezes justificaria melhor a palavra conhecer do que uma cara.
o público é sempre muito exigente. e nem sempre conseguimos agarrá-lo.
o feedback do público é sempre muito importante, mas não pode ser a única motivação. se assim fosse, seria o respeito do público que perderíamos em primeiro lugar.
e assim sendo, a escrita nunca perderia o seu sentido.
se a escrita perde o sentido, é porque não é honesta, porque não é franca, é porque não é séria.
disse ali em cima que o público é muito exigente. reafirmo-o novamente. o público exige sempre o melhor do melhor. e neste tempo todo de escrita aprendi que não é possível enganar o público.
e só um tolo poderia pensar que sim.
uma lágrima a cair
de um nono andar
uma ruiva na janela a chorar
outra lágrima a cair
do mesmo andar
e o resto não se sabe
e o resto não se diz
e o polícia a correr
atrás de um ladrão
cai a trela
cai o dono
foge o cão
o vendedor de jornais
vai subindo a rua
a gritar
o amor quando acontece
nunca é de mais
não se esquece
nunca mais
Título: Nono Andar
Intérprete: Ana E Suas Irmãs
Música: Nuno Rodrigues
Letra: Nuno Rodrigues
Parece que o país está coberto de neve. Até na Figueira da Foz caíu neve! Em Coimbra? Em Coimbra faz sol:
It’s ever so funny, I don’t think you’re special I don’t think you’re cool
You’re just probably alreyt, but under these lights you look beautiful
But I’m struggling, I can’t see through your fake tan
And you know it for a fact that everybody’s eating out of your handsWhat do you know?
you know nothing
But I’ll still take you homeFancy seeing you in here, you’re all tarted up and you don’t look the same
I haven’t seen you since last year and surprisingly you have forgot my name
But you know it and you knew it all along
Oh you say you have forgotten, but you’re fibbing go on tell me I’m wrong
I fancy you with a passion, you’re a Topshop princess, a rockstar too
You’re a fad you’re a fashion and I’m having a job trying to talk to you
But it’s alright, put it all on one-side,
everybody’s looking, you’ve got control of everyone’s eyes
Including mine
O site da banda é aqui.
26 de Janeiro de 2006 - pela manhã
Vou à baixa quase sempre de fugida, quando preciso de fazer algo específico. Habitualmente não passeio na baixa de Coimbra. Habitualmente não passeio.
Mas ainda assim, ao passar pelo Santa Cruz, o café, não resisto a entrar.
Estou atrasada. Atrasadíssima. Mas não resisto e entro.
E assim que entro invade-me o cheiro e o burburinho daquele espaço, que é só daquele espaço e de mais nenhum outro.
“É só um café rápido” - digo para mim própria, justificando-me - “e preciso agora de me rodear de memórias, de boas memórias, de espaços acolhedores, seguros e o Santa Cruz tem tudo isso.”
Quando vivia no Porto e conseguia vir a Coimbra ao fim-de-semana costumava passear pela baixa ao sábado à tarde, pretexto para depois me enfiar na quietude do Santa Cruz.
O Santa Cruz recorda-me os livros que li aqui, as conversas com a Manela, os escritos, mas também me recorda um refúgio de uma semana insana, sem tempo para comer, nem para dormir, uma (tantas!) semana a chegar a casa de madrugada com o coração apertado: “Terei confirmado tudo? Terei visto todas as opções? Todos os ângulos? A peça sairá completa no jornal de amanhã? Terei assessores a telefonarem irritados para a redacção? Personagens a reclamar? Conseguirei defender o que escrevi?”
Depois de uma semana assim, era aqui que me refugiava.
É que aqui não havia assessores a colocarem o braço nos meus ombros e chamarem-me colega, nem havia presidentes de câmara a ameaçaremme com os seus advogados.
Não aqui, no Santa Cruz, não havia nada disso. Só o burburinho que faz dos cafés, cafés, e que não interfere com a quietude mansa de uma tarde de sábado.
E agora, volto a necessitar disso. Preciso desta madeira escura, ver para acreditar que estas paredes sobreviveram às décadas em que o homem dividiu o tempo, preciso que os meus olhos se encham com as cores garridas dos vitrais em frente.
E neste momento eu sou livre. Porque decido manter-me aqui apesar de estar atrasada. Atrasadíssima. E nem me importo. E é este não importar que me faz livre.
Porque consigo parar aqui o tempo.
Mais tarde voltarei ao rame-rame, saberei parar o tempo quando quiser, quando precisar.
E é isto que me faz livre.
Não ter nada nas mãos.
Se tiver de ir para outro continente amanhã, vou.
Se tiver de apanhar um comboio sem destino, apanho.
Gosto tanto do que faço, que, às vezes, penso que estou agarrada a isto. Que não conseguiria viver sem isto.
É por isso que preciso, às vezes, de parar o tempo, para perceber que nada importa e que se tiver de ir amanhã, irei, feliz e sem olhar para trás.
E a liberdade é isto.
Saber que conseguimos largar tudo.
O ódio começa agora a esvaír-se do corpo, ficará ainda uma sensação de corpo dorido, mas já podes voltar a deixar as pessoas aproximarem-se de ti.
… é ouvir um gajo a falar de algo que não interessa ninguém, em que ninguém pegou, que está fora do contexto, só para chamar a atenção sobre si próprio. E ainda dizem que as mulheres é que são vaidosas! Hmmpf!
Valha-me uma gata no colo de uma cadeira!
Uma gata no colo de uma cadeira também serve…

… para nos dar uma sensação de calma, um momento feliz, no meio de um tempo de turbulência. Um amigo mandou-me o link da webcam direccionada à sua simpática gatita e eu fiquei um bom tempo, muito quieta, a vê-la dormir, a vê-la espreguiçar-se e a sentir-me feliz
Aimee Mann tem músicas belíssimas. Aqui podem ouvir e ver como é diferente
I can’t do it
I can’t conceive
You’re everything you’re trying to make me believe
Cause this show is
Too well designed
Too well to be held with only me in mindAnd how am I different?
How am I different?
How am I different?I can’t do it
So move along
Do you really want to wait until I prove you wrong?
And don’t tell me–
Let me guess
I could change it all around if I would just say yesBut how am I different?
How am I different?
How am I different?And just one question before I pack–
When you fuck it up later,
Do I get my money back?I can’t do it
And as for you–
Can you in good conscience even ask me to
Cause what do you care
About the great divide
As long as you come down
On the winner’s sideAnd how am I different?
How am I different?
How am I different?Just one question before I pack–
When you fuck it up later,
Do I get my money back?
As minhas aventuras na Capital
A verdade é que nunca tinha ido a Lisboa. Quer dizer, tinha ido uma ou duas vezes naquelas visitas de estudo que fazemos no secundário e em que nos metem dentro de um autocarro, nos enfiam num monumento e voltam a meter no autocarro. A única recordação que tinha de Lisboa era uma ponte pequena e periclitante que tivémos de passar para chegar à Torre de Belém: a única recordação de Lisboa.
Aqui há tempos, tive de ir entregar em mão uns documentos no Instituto Camões, pelo que me vi obrigada a descer à capital… Estava um pouco apreensiva, mas pensei “Caramba, pois não me levei à Suécia e voltei?”
Não gostei muito, sinceramente.
Fui de comboio, que eu sou perdida por comboios, e a desilusão apareceu logo à chegada: a Gare (gare? vi tantas gares pintadas, eu pensava que uma gare era diferente) do Oriente é realmente muito bonita… nas fotografias, porque ao vivo apareceu-me como feia, vazia, esquecida, demasiado ampla. Depois desci até ao metro, o betão escuro, gélido dá vontade de fugir.
Lá me enfiei no metro. Não achei grande coisa e assim muito sinceramente deve ser um trabalho bem aborrecido e frustante. Imagino o senhor que conduz o metro - há-de lá ter um senhor para o conduzir não? - a acelerar e quando finalmente atinge grande velocidade e a coisa começa a dar pica, puff lá tem de começar a travar!
Mudei da linha vermelha para a verde, ou ao contrário, já não sei bem - baralhei-me toda com as cores!, saí antes da estação prevista, tive de voltar a entrar. Precisava ir até ao Marquês, mas acabei por sair no Rossio - já estava farta de andar lá por debaixo de terra, peguei em mim e não quis mais saber se tinha mais paragens ou não, resolvi ir a pé.
Atravessei o Rossio e vi uma loja de chá, estava um chá verde da Índia na montra e alguns outros com muita variedade, pensei: à vinda para baixo, levo alguns comigo. Qual quê! Escusado será dizer que nunca mais dei com a bendita loja!
Avenida da Liberdade acima, precisava encontrar a rua do Instituto. E como quem tem boca vai a Roma… vai a Roma, mas não vai a Lisboa. Assim que me aproximava de alguém para perguntar uma direcção a pessoa começava logo a fugir! Impressionante! “Não sei, não sei!”, “Não quero, não quero!” - mas o que é que não querem? O que é que não sabem se ainda nem abri a boca?
No Porto é completamente diferente: nem precisam dizer nada, basta parar perto de alguém que a pessoa pára logo a saber o que querem! Eu costumava dizer que os portuenses são tão exímios e prestáveis a dar indicações, que dizendo por onde se vai, como, qual o caminho mais perto ou mais em conta, uma pessoa acaba por ficar baralhada. Em Lisboa, ninguém parece saber nada e o pior fogem a sete pés de nós!
Enfim, lá esbarrei contra o Diário de Notícias, que não há terra onde vá que não encontre o jornal ou a rádio, parece karma! E logo depois o instituto. Depois Avenida abaixo, não achei nada bonita a avenida!
Comprei o Herald, em Coimbra é difícil encontrá-lo perto. Era ver os quiosques com uma panóplia de jornais, o Libération, o Monde, o Reppublica, o Guardian e eu sei lá que mais…
Depois passei pelo elevador de Santa Justa e fui espreitar a Fnac do Chiado. Meus caros, preparem-se: as obras de Camus em expositores, bem à vista. Uma secção de literatura internacional de fazer inveja - as obras completas do autor de Nadja, na língua original!
Nem parecia uma Fnac!!!
Depois a volta: saí e entrei no metro sem dar por isso, esperei, esperei, esperei na fria gare (ao meu lado um gajo com uma mochila e… uma almofada!
) e finalmente Coimbra!
é que hoje o bom dia foi mais tristonho e as águas parecem demasiado calmas. há sempre qualquer coisa de inquietante quando o mar parece parado. algum marinheiro há-de explicar isto muito bem. eu cá acho que é por ser da natureza do mar não ficar quieto. aguardemos, portanto.
Depus a máscara e vi-me ao espelho.
Era a criança de há quantos anos.
Não tinha mudado nada…
É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
É-se sempre a criança,
O passado que foi
A criança.
Depus a máscara, e tornei a pô-la.
Assim é melhor,
Assim sem a máscara.E volto à personalidade como a um términus de linha.
and finally he asked himself: “what the hell i am going to do with all this freedom?”
Virá o dia em que eu hei de ser um velho experiente
Olhando as coisas através de uma filosofia sensata
Vinicius de Moraes
Neste site, é possível criar uma antologia com textos de Vinicius e enviar a quem quiserem.
Para consultarem a minha, podem clicar aqui (é necessário permitir o pop-up).
Podem ainda ouvir as músicas, ah, as músicas, como esta:
Eu não existo sem você
Vinicius de Moraes / Antonio Carlos JobimEu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra vocêAssim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viverNão há você sem mim
E eu não existo sem você
you need to step away from those who always start talking with you by saying “and if you want an advice…”
you need to run from those who act like they had all the answers
because you could start act like them, and there is no return from that.
so run, run, run, run, run, run, run, run, run, run, run, run, run, run, run, run, run…
like Air
Sway (Quien Sera) - Dean Martin
When marimba rhythms start to play
Dance with me
Make me sway
Like the lazy ocean hugs the shore
Hold me close
Sway me moreLike a flower bending in the breeze
Bend with me
Sway with ease
When we dance you have a way with me
Stay with me
Sway with meOther dancers may be on the floor
Dear, but my eyes will see only you
Only you have that magic technique
When we sway I grow weakI can hear the sound of violins
Long before
It begins
Make me thrill as only you know how
Sway me smooth
Sway me nowQuien sera el que me quiere a mi
Quien sera
Quien sera
Quien sera el que me de su amor
Quien sera
Quien seraI can hear the sound of violins
Long before
It begins
Make me thrill as only you know how
Sway me smooth
Sway me nowSway me smooth, Sway me now!
I swapped my innocence for pride
Crushed the end within my stride
Said I’m strong now I know that I’m a leaver
I love the sound of you walking away
Mascara bleeds a blackened tear
And I am cold
Yes, I’m cold
But not as cold as you are
I love the sound of you walking awayWhy don’t you walk away?
Why don’t you walk away?
No buildings will fall down
Why don’t you walk away?
No quake will split the ground
Why don’t you walk away?
The sun won’t swallow the sky
Why don’t you walk away?
Statues will not cryWhy don’t you walk away?
I cannot turn to see those eyes
As apologies may rise
I must be strong and stay an unbeliever
And love the sound of you walking away
Mascara bleeds into my eye
I’m not cold
I am old
At least
As old as you areAs you walk away?
As you walk away
My headstone crumbles down
As you walk away
The Hollywood wind’s a howl
As you walk away
The Kremlin’s falling
As you walk away
Radio Four is STATICAs you walk away
The stab of stiletto
On a silent night
Stalin Smiles
Hitler laughs
Churchill claps
Mao Tse Tung
on the back
Enquanto procurava uma imagem específica do filme do Murnau, encontrei esta, o J’Accuse foi publicado no L’Aurore, e nem de propósito que ainda ontem desfolhei o O crime do Padre Mouret, numa edição anterior a 1946 e pensava, quanto tempo irás durar?
Como se preservam os livros?

O mais belo filme do mundo, nas palavras de Truffaut. Uma das mais belas histórias de amor.
Começa com um comboio. Tem uma sequência de planos absolutamente fabulosa e não precisa de palavras.
Aqui há tempos, a pensar em mandar vir o dvd da amazon interrogava-me para uma amiga sobre as legendas, deveriam vir em inglês. Passado algum tempo, olhámos uma para a outra e dissemos ao mesmo tempo: “Mas é mudo!”
Este filme está tão bem conseguido, que mesmo mudo conseguimos ouvir as personagens. Lembro-me da feira, onde o marido entusiasmado tenta fazer escorregar um porco, lembro-me da mulher a olhar para o salão de baile, maravilhada, a puxar a manga do casaco do marido “olha podíamos ir dançar…” e o marido “espera um pouco, está quase a cair!!!”, a mulher vê um casal que dança face com face e torna a puxar a manga do casaco do marido “anda, vamos dançar, sim?”
Na imagem, podemos ver o marido a proteger a mulher, que pensou assassinar, da grande cidade. Encolhida, que a inocência, quando tem medo, encolhe-se, enrola-se sobre si própria.
Escrevi aqui, em tempos, um post dedicado a um grande amigo, daqueles com quem podemos ficar confortavelmente em silêncio. Depois disso muita coisa aconteceu, inclusive a minha saída daquela casa. Escrevi muita coisa lá, e muitas vezes pensei que afinal não fazia sentido, escrever assim. Há algum tempo, imeverywoman deixou um comentário a esse post. E muitas vezes vou lá lê-lo porque este comentário dá sentido àquilo que escrevi/escrevo.
Tento ir ao www.sentirdizerfazer.blogspot.com mas não consigo. Onde estás agora, imeverywoman? Onde te podemos ler?
há uns tempos atrás, perguntaram-me o que é que uma pessoa tinha, que as outras não tinham. na altura, eu achei que nunca se poderia traduzir por palavras isto. hoje, acho que talvez seja possível. e porque as pessoas que têm o que as outras não têm, merecem, há uma nova secção neste blog onde se pode colocar o que é que a pessoa A tem que a pessoa B não tem.
e posso começar eu:
aqui há tempos virei-me para algumas pessoas, que me são próximas e disse-lhes “vocês, desculpem-me este stress todo. é muito importante conseguir entregar isto tudo dentro do prazo. é por isso que ando tão ansiosa e stressada. é por isso que ando atrasada na entrega do texto. vocês perdoem esta ansiedade toda. depois isto passa.”
a resposta que levei, trouxe uma seriedade que acabou por desaguar num rir sincero e foi mais ou menos esta:
“mas tu já és uma pessoa stressada e ansiosa”
“eu? ansiosa? eu pensava que era uma pessoa calma. eu sou uma pessoa ansiosa?”
“Nãããã… tu nem vais beber café e fumar um cigarro de 5 em 5 minutos nem nada… nada stressada… tu, nããã…”
e acabámos por rir todos com gosto.
mais tarde, num passeio frio de uma rua escura, eu disse qualquer coisa a alguém e esse alguém não esteve com meias medidas: “hmm… sempre a controlar…”
“eu? a controlar? espera lá, achas que sou uma pessoa que controla as coisas?”
“claro, tu gostas de ter tudo controladinho”
“tens a certeza?”
“sim”
este sim veio companhado de um sorriso enorme.
estas pessoas têm uma das coisas mais importantes da vida, elas têm a capacidade de dizer as coisas sem julgarem, nem acusarem os outros. elas têm a capacidade de aceitarem os outros. é por isso que elas são especiais. é por isso que elas têm algo que os outros não têm.
e vocês, também têm no vosso coração pessoas que têm algo que os outros não têm? querem partilhar isso? enviem a vossa história para sofiabento@gmail.com e as vossas histórias serão publicadas nesta secção.
Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida verdade, o Sentimento!
— E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!…Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
— E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento…São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!
Florbela Espanca
Não sabe do seu cartão de leitor? Não faz mal, nos locais de voto há sempre uma secretaria onde pode mostrar o BI e dão-lhe o número. Se preferir, agora também pode saber o seu número via sms.
Não sabe em quem votar? Não faz mal, também pode votar em branco.
Vá lá, largue lá o computador e vá votar!
afinal as palavras não se esgotam…
…às vezes nós é que não as queremos partilhar. E quem nos pode julgar por não partilharmos palavras com quem não faria nenhum esforço para as compreender?
Escrevo a data e antevejo já, na letra disforme, pouco certa, nada minha, o descontrolo. Antevejo a violência do sentir. É que esta dor não podia ser minha. Simplesmente não podia. Esta dor não me pertence.
Não existe nenhuma razão para esta dor. E, no entanto, há uma razão para tudo.
Escrevo na ânsia de expelir do corpo esta dor, que não faz sentido.
Não é mentira, se tu não acreditares.
E ninguém acredita nesta dor. Nem eu. Nem eu, que a sinto.
Cada vez que levanto o olhar e roubo à janela a visão da rua escura e vazia, a dor agudiza-se. Apanha-me todo o lado direito do corpo. É por isso que ninguém acredita nesta dor, porque ela não é do lado do coração. Ninguém acredita. Nem eu, que a sinto.
Há poucos dias atrás, perdi-me e nem precisei de espelho, nem de dominó. Não me reconheço. Eu já não sou eu. E agora, o descontrolo desta dor em que ninguém acredita. Nem eu, que a sinto do pescoço aos pés, lado direito do corpo abaixo.
NÃO ESQUECER:
23/01/2005 - trocar a cadeira do gabinete
e agora, vou até uma sala escura, com o amor à frente e o silêncio em volta
I hate spam, the one that seems personal I hate it more
Ciao amore,
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Call me about the movie,
Edmond
De Nápoles, acabaram de me trazer um marcador de livros (eu faço colecção) magnético, como nunca tinha visto, com um pormenor do Rito di iniziazione femminile.
Há quem ache que às vezes se dá demasiada importância à amizade. Eu dou muita importância. Uma amiga costumava contar que havia um senhor alentejano que costumava dizer que “quem nã tem um amigo neste mundo, nã anda cá a fazer nada”. É por isto que amizade e demasiada importância não fazem sentido na mesma frase.
e mais esta, só para não esquecer
Things have come to a pretty pass
Our romance is growing flat,
For you like this and the other
While I go for this and that,
Goodness knows what the end will be
Oh I don’t know where I’m at
It looks as if we two will never be one
Something must be done:You say either and I say either, You say neither and I say neither
Either, either Neither, neither, Let’s call the whole thing off.You like potato and I like potahto, You like tomato and I like tomahto
Potato, potahto, Tomato, tomahto, Let’s call the whole thing offBut oh, if we call the whole thing off Then we must part
And oh, if we ever part, then that might break my heartSo if you like pyjamas and I like pyjahmas, I’ll wear pyjamas and give up
pyajahmas
For we know we need each other so we , Better call the whole off off
Let’s call the whole thing off.You say laughter and I say larfter, You say after and I say arfter
Laughter, larfter after arfter, Let’s call the whole thing off,You like vanilla and I like vanella, You saspiralla, and I saspirella
Vanilla vanella chocolate strawberry, Let’s call the whole thing offBut oh if we call the whole thing of then we must part
And oh, if we ever part, then that might break my heartSo if you go for oysters and I go for ersters, I’ll order oysters and cancel
the ersters
For we know we need each other so we, Better call the calling off off,
Let’s call the whole thing off.I say father, and you say pater, I saw mother and you say mater
Pater, mater Uncle, auntie, let’s call the whole thing off.I like bananas and you like banahnahs, I say Havana and I get Havahnah
Bananas, banahnahs Havana, Havahnah, Go your way, I’ll go mineSo if I go for scallops and you go for lobsters, So all right no contest we’ll
order lobseter
For we know we need each other so we, Better call the calling off off,
Let’s call the whole thing off.
i need to listen Satchmo’s voice
I see trees of green, red roses too
I see them bloom, for me and you
And I think to myself, what a wonderful worldI see skies of blue, and clouds of white
The bright blessed day, dark sacred night
And I think to myself, what a wonderful worldThe colors of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces, of people going by
I see friends shaking hands, sayin’ “how do you do?”
They’re really sayin’ “I love you”I hear babies cryin’, I watch them grow
They’ll learn much more, than I’ll ever know
And I think to myself, what a wonderful worldYes I think to myself, what a wonderful world
Oh yeah
there is this door
beyond the stars
that leads to yourself
you have to open this door in order to close the circle
until you do that
everything you say
it is said to a door
Há 57 anos que um homem coloca, sempre a 19 de Janeiro, na campa de Poe rosas e uma garrafa de conhaque. A história está aqui.
I miss you
But I haven’t met you yet
So special
But it hasn’t happened yet
You are gorgeous
But I haven’t met you yet
I remember
But it hasn’t happened yetAnd if you believe in dreams
Well it’s more important
That a dream can come true
I will meet youI was peaking
But it hasn’t happened yet
I haven’t been given
My best souvenir
I miss you
But I haven’t met you yet
I know your habits
But wouldn’t recognize you yetAnd if you believe in dreams
Well it’s more important
That a dream can come true
I will meet youI’m so impatient
I can’t stand the wait
When will I get my cuddle?
Who are you?I know by now that you’ll arrive
But by the time I stop waitingI miss you
Watch the video for this song. (Quicktime required)
há manhãs em que l’enfer son les autres
em que já não podemos ouvir
nem sentir
manhãs em que nos apetece fugir daqui, dali, de qualquer lugar
estados de pânico que nos albaroam
e este corpo que não voa
depois a calma of dancing without a body
i try not to breed
i try not to fly
i try not to disapear
e finalmente a solução. Haverá sempre um comboio, que se pode apanhar…
Há pessoas que se riem com o corpo todo. Nós, portugueses, não. E é tão libertador!

Elaine Benes from Seinfeld
Turku, Finland - Esperar até Junho…
- Finlândia? Devias escolher um país decente… tipo Itália…
- Itália?! Bah…
- Não há outros países que possas escolher?
- Ya, dentro deste projecto há Itália, Lecce. E Alemanha. Colóóóóóónia…
- Olha, Colónia. Colónia é bom. Museus, cultura.
- Ya, mas a bolsa é para a Finlândia. Além disso, em Itália é mais informação geográfia e Colónia é mais técnica, 3D acho… Mas Turku, ah, Turku é e-Learning e é isso que me interessa. Além disso eles são bons!
- Ok, quando fores diz-me que vou lá ter contigo
- Cool, ou atravessas tu as Aland entre o Báltico e o Bothnia ou atravesso eu![]()
The people that I know that bought a Mac a litle time ago are crying because of this.
Jason too. But he wrote a public letter to Apple Support. You can read it here.
stress and anxiety until thursday
it is strange, when you want to go away. it is strange, when you think that maybe you shouldn’t want to go away. but you do. you want it so much, that you just don’t mind the place you go, as far as you are going to do what you really want to do. besides, you are always taking people that matters (aka friends) with you…
you know… i really hate when you are right…
and then you have this silence all over the place. and you just don’t know what to do with it. you try to look up something to say, but it seems like you have an empty brain.
so, you panic.
O Dutra descobriu este teste, que, através de algumas questões, indica a distribuição de Linux adequada ao respondente.
A mim, saíu-me tudo ao contrário: Gentoo, a única distro que eu não consigo instalar! ![]()
Para além do Gentoo, aconselham-me Slackware. E logo eu que gosto tanto das Debian based…
With Gong Li (in the picture) and Ziyi Zhang [2046]. Gong Li is one of my favorite actresses.
Gong Li is a thoughie. The severe planes of her face, the military erectness of her posture, the snarl she puts in her voice, all give an irresistible insolence to China’s first international star actress. From the time of her early films like Ju Dou and Raise the Red Lantern, which she made for her directing mentor (and then lover) Zhang Yimou, she has encarnated the kind of woman you wouldn’t dare mess with, yet would love to try.
Time Magazine. Hollywood’s Asian Romance. January 9, 2006. Pp. 38-43.
Dear Lord,
So far today, I am doing all right.
I have not gossiped, lost my temper, been greedy, grumpy, nasty, selfish or self-indulgent.
I have not whined, complained, cursed, got drunk, eaten any chocolate or ice cream.
I have charged nothing on my credit card.
I will be getting out of bed in a minute, and I think that I will really need your help then.
Wong Kar Wai - Chungking Express revisited
We’re all unlucky in love sometimes. When I am, I go jogging. The body loses water when you jog, so you have none left for tears.
If memories could be canned, would they also have expiry dates? If so, I hope they last for centuries.
… air …
The vagabond
( feat. Beck Hansen )
Golden waves
In all directions
I could lose my soul right here
Colour lights
On the runway
Makes a stranger feel unchainedI’m running after time and I miss the sunshine
Summer days will come happiness will be mine
I’m lost in my words I don’t know where I’m going
I do the best I can not to worry about thingsI feel loose
I feel haggard
Don’t know what I’m looking for
Something true
Something lovely
That will make me feel aliveI’m running after time and I miss the sunshine
Summer days will come happiness will be mine
I’m lost in my words I don’t know where I’m going
I do the best I can not to worry about thingsLike a vagabond through the distance
Looking for a song to sing
A song that lasts all night
And for the rest of our lifesI’m lost in my words I don’t know where I’m going
I do my best I can not to worry about things
I’m running after time and I miss the sunshine
(I’m running after time and I miss the sunshine)
Summer days will come happiness will be mine
(Summer days will come happiness will be mine)
I’m lost in my words I don’t know where I’m going
(I’m lost in my words I don’t know where I’m going)
I do the best I can not to worry about things
(I do the best I can not to worry about things)I’m running after time and I miss the sunshine
(I’m running after time and I miss the sunshine)
Summer days will come happiness will be mine
(Summer days will come happiness will be mine)Oh, shit!
Não é só o nome. Pasolini foi encontrado assassinado precisamente um ano antes de eu nascer, 2 de Novembro de 1975.
Desde ontem, a Trilogia da Vida, no TAGV, às 21h30, em Coimbra. Hoje, Decameron, histórias de Boccaccio.
Neste site, é possível ter acesso a audio e video, na secção Omaggio a Pasolini. No site propriamente dito, acesso à vida e obra. Grande parte está em italiano
, mas há traduções para outras línguas.
Em 2005, a Assírio & Alvim deu à estampa o Poemas.
Apesar de já ter visto estes três, gostaria de os ver em ecrã gigante… ontem e hoje, impossível. Se amanhã uma certa e determinada pessoa chegar a tempo, talvez. Quanto a vós se puderem, aproveitem.
Mais tarde ou mais cedo teria de vos falar deste fabuloso trabalho Lil’ Beethoven dos Sparks
No site, podem ouvir algumas músicas de outros álbuns…
The rhythm thief
I am the rhythm thief
Say goodbye to the beat
I am the rhythm thief
Auf wiedersehen to the beatOh no, where did the groove go, where did the groove go, where did the groove go?
Lights out, Ibiza
Where did the groove go, where did the groove go, where did the groove go?You’ll never get it back, you’ll never get it back,
The rhythm thief has got it and you’ll never get it back
You’ll never get it back, you’ll never get it back,
The rhythm thief has got it and you’ll never get it back
You’ll never get it back, you’ll never get it back,
The rhythm thief has got it and you’ll never get it backLights out, Ibiza
I am the rhythm thief
Goodbye, goodbye, goodbye
Descobri no Serendipity um daqueles testes horrorosos, que muitas vezes e apesar de, acabamos por fazer. E fiz. E é este o (triste) resultado. Nem um ponto! Não é possível, isto só pode estar errado! Fico a pensar, será de usar Firefox? Ou de não ter escolhido o Canadá como país europeu? Ou…?

How evil are you?
“every computer crashes ‘cause every OS sucks”
My computer used to crash a lot in windows. Then I turned to Linux. I thought that that problem was over, but my machine was still crushing sometimes. I don’t work much in MacOS, but today I found the reason why computers crashes: it is “because every OS sucks”.
Check out this video
Every word is like a knife
But the silence cuts you twice
O blog da Íntima Fracção acordou hoje com esta frase [Far away - Jay Jay Johanson]
A Íntima Fracção, o programa mais antigo da rádio portuguesa ainda a transmitir, pode ser ouvida aqui, de sábado para domingo, à 1h.
Aqui é possível fazer o download em mp3 e aqui, em podcast.
Depois de Central do Brasil e Diários de Motocicleta, Walter Salles parece estar ocupado com a adaptação de “On the road”, do Kerouac, com produção de Francis Ford Coppola, previsto para 2007.
Os românticos podem esperar pelo estranho Paris, je t’aime, em 2006.
os sms’s não vêm assinados. ou não reconheço o número ou o nome sob o qual está pode pertencer a várias pessoas com quem tenho graus de relacionamento absolutamente díspares. que fazer?
[que raio de moda esta, as dos sms’s, por estas alturas]
aquilo que agarramos, agarra-nos também
Sentia os olhos pesados. A luz do monitor começava a exigir-lhe descanso. Não conseguia sair dali. Já tinha acabado todo o trabalho, mas continuava estático a olhar o ícone do cliente de mensagens instantâneas. Aquele ícone representava-a, agora. Agora, ela era apenas aquele ícone.
Sabia que aquele ícone não ía piscar, anunciando uma mensagem em tempo real. Ela não faria isso. E, no entanto, havia uma esperança, uma esperança sem esperança, dentro dele.
Era ainda uma esperança não assumida: qundo o ícone de um amigo piscou e ele leu “a trabalhar?”, respondeu que sim e não deu azo a mais conversa.
Mas para ele mesmo já não fingia. Não percorria os sites de notícias, nem os blogs, nem os motores de pesquisa, a fazer tempo… tempo de quê?
Não. Agora ele só olhava o ícone com o nome dela à frente.
Ela estava online e sem nenhuma mensagem. Apenas online.
Depois de tudo acontecer, só falava com ela através do cliente de mensagens instantâneas. Ultimamente, nem isso.
Não havia um pretexto suficientemente bom para iniciar uma conversa - e quereria ele arriscar-se a ter uma conversa com ela? Ah, se fosse para lhe sentir as palavras, uma palavra só que fosse, ele suportaria a dor depois.
Já não se lembrava porque tinham deixado de falar.
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Mentira. Lembrava-se perfeitamente. Tinham deixado de falar para deixarem de se magoar. Sim, tinha sido por isso.
Chegara um tempo em que a dor se tornara insuportável. No início, tudo tinha acontecido muito rapidamente, naturalmente rápido. Tinham morado no corpo um do outro durante muito tempo. Tanto tempo que conseguiam prever as reacções do corpo do outro com mais exactidão do que as do seus próprios.
Deu por si a pensar que talvez fosse por isso, por conhecer o corpo dela, melhor do que o seu próprio, que a dor, agora, se sentia tanto.
“É tão difícil conhecer algo, que acabamos por tornar nosso aquilo que conseguimos conhecer” - lembrava-se de ter lido isto algures e pensava agora que era bem capaz de ser verdade. Tinha-a tornado dele. Sentia-a tanto dele como se sentia dela.
“Custa-nos muito largar aquilo que conseguimos com muito esforço” - decididamente não conseguia controlar os flashes das frases que lera por aí…
E tinha sido assim. Tinha havido esforço de parte a parte. Ele tinha-se esforçado para se adaptar a ela e ela tinha feito um esforço para se adaptar a ele.
Porque quando a diferença vem temperada com amor… interrompeu-se…. amor?! Chamou-lhe amor agora, assim, sem pensar, pela primeira vez. Seria amor, O amor? Num segundo conseguiu sentir cada momento do passado, mas não se sentiu capaz de aferir do amor.
Os outros ícones do cliente de mensagens instantâneas começavam a piscar, o mesmo é dizer que começavam a exigir-lhe uma atenção, que ele não queria dar.
“Do you really want to logout?”
Yes
Quando ela acabou de escrever a palavra “Yes”, no pequeno caderno, alongou o olhar pelo espaço do café em volta e alguém virou para ela um bloco de desenho A3, onde ela se reconheceu no papel.
O chapéu rosa, anos 20, as mangas da shirt a saírem da camisola lilás, os lábios vermelhos, a caneta na mão e o olhar, o olhar naquele em quem tinha morado tanto tempo.
Tenho andado doente e com algum trabalho, é por isso que ainda falta rechear esta casa com uma série de coisas, nomeadamente moradas para outras casas.
Este post serve apenas para vos chamar a atenção para as actualizações na Casa dos textos passados a limpo, que já lá estão há muito tempo.
Desta feita, é poesia. Não tem indicações de como a ler. Eu leio-a com muitas pausas.
E aproveito para voltar a dizer que lá mais para baixo há contos. Que eu gosto da poesia, mas os contos desta casa, ah os contos desta casa!
Sempre que venho ao Porto acontecem-me coisas estranhas. Na rua pergunto a uma senhora, as horas. A senhora arregaça a manga e eu vejo o relógio: é uma hora. Que terá isto de estranho? A pergunta que trouxe comigo: não é suposto as pessoas usarem o relógio virado para elas?
Eu vivi três meses no Porto e ainda assim esta cidade sabe como chocar-me.
Eu pensava que a Via Santa Catarina era uma rua, senhores! À minha frente tenho uma fachada de uma casa antiga, mas bem conservada ou restaurada. A fachada parece-se com as das câmaras municipais, austeras e sérias, mas lá dentro vejo luzes de várias cores, o que não me parece coerente, de modo que, instigada pela curiosidade, me decido a entrar.
E, senhores, o espanto: os meus ouvidos são bombardeados por uma música brasileira infernal, há luzes e luzinhas por todo o lado, lojas, gente aglomerada nos corredores.
Caríssimos, eu estou dentro de um centro comercial!!!!
Vagueio ao acaso, olho as montras e as pessoas, vou parando aqui e ali. Devo ter o espanto estampado na cara porque um rapaz perto de mim olha-me também ele admirado. Apanho-lhe o olhar e interrogo-o com o meu: qual é o problema? O que há de errado comigo? Ele acena e olha-me insistentemente a mão, a mão onde carrego os títulos do Camus, que acabei de comprar na Leitura. Admiração explicada, sorrimo-nos mutuamente e desaparecemos da visão um do outro.
De volta ao barulho, só tenho um objectivo, desaparecer daqui, sair rapidamente deste lugar. Onde fica a saída? Finalmente, mas atordoada, encontro-me no meio da rua, ainda com um zumbido nos ouvidos, sinto-me desorientada: não sei se devo subir ou descer a rua. Páro e tento pensar… para baixo, acho que é para baixo.
Preciso urgentemente de me sentar. Percorro apressadamente as ruas, mas os cafés estão apinhados de ruídos.
Há um café lá em baixo. Devo ter andado imenso porque tenho os pés e as pernas doridos e, reparo agora, estou muito longe do sítio para onde queria ir.
Mas aqui está-se bem.
É uma loja sui generis, chama-se Rei dos Queijos e mal se entra é um odor a queijo, capaz de fazer tremer o nariz do mais exímio apreciador, mas tem uma vantagem: depois de se passar o corredor do balcão entra-se numa sala meio escondida onde se pode tomar um calmo café.
Um pouco à semelhança daqueles bares que lá no fundo têm uma sala secreta de jogo, como se vê nos filmes.
As mesas são de madeira, não há janelas e as cadeiras, as cadeiras fazem lembrar as da casa da avó.
Numa rua do Porto, pertinho da Estação de São Bento, à entrada de uma pastelaria está um Homem.
É preciso subir um degrau e dar dois passos para alcançar a porta da pastelaria.
O Homem mantêm um pé em cima do degrau e o outro em baixo, na calçada. Cada vez que alguém entra ou sai, o Homem inclina o corpo dorido para abrir a porta a quem entra e a quem sai.
A posição em que o Homem coloca o corpo deve doer-lhe porque de vez em quando massaja a perna que apoia na calçada. Às vezes sobe os dois pés para cima do degrau, mantendo as duas pernas ao mesmo nível, mas logo, logo sai de dentro da pastelaria um empregado a enxutá-lo para baixo.
Poucas pessoas lhe dão alguma coisa, muitas nem se apercebem que ele está ali, dobrando-se para lhes abrir a porta.
O que mais dói é a expressão daquela cara, de subserviência. De um Homem subserviente. Nenhum Homem deveria ter esta expressão. Nenhum de nós deveria deixar que um Homem pudesse ter esta expressão.
Passei o Natal debaixo dos cobertores, muito triste, mas muito quentinha. E não consigo deixar de pensar: como terá passado o Natal, aquele Homem?
Fez ontem um ano que escrevi este texto no “O Blog do Gustavo Felisberto”. Este homem, sem-abrigo de profissão abria, delicadamente, a porta às pessoas e esperava que as pessoas reconhecessem o gesto e o ajudassem.
Eu costumava tomar café numa pequena pastelaria quase em frente… quase em frente da Bella Roma, onde este homem abria a porta às pessoas.
Hoje fui ao Porto e sentei-me na mesma pequena pastelaria. Em frente vi que a Bella Roma tem agora portas automáticas.
Talvez as dores nas pernas daquele homem tenham melhorado…
Todos nós, de uma forma ou outra, formulamos juízos sobre o que acontece à nossa volta. Isto não nos coloca no lugar do juíz terrível que condena o réu, antes fornece uma frame que nos permite explicar e compreender o que acontece.
A explicação, a opinião ou a descrição que fazemos de determinada situação é, neste sentido, uma forma de organizarmos o mundo que nos rodeia.
Obviamente, estas explicações (em tempos imemoriais algo com funções semelhantes aos mitos) colidem muitas vezes com as explicações dadas pelos outros.
E é precisamente nesta colisão que surge essa questão que parece ser sumamente importante: ter razão.
Torna-se muito particular o sentimento de ter ou não razão:
Quem tem razão defendeu antes um ponto de vista. O ter razão pode ser assim um triunfo de quem vê ser-lhe dada a razão, como certificado de saber, de conhecimento.
Quem tem razão avisou antes para algo negativo, que veio a acontecer. O ter razão acaba por ser, neste caso, não mais do que um triunfo vil ante aquele que lhe não deu ouvidos.
Para além das situações em que é dada a razão a outrém, há ainda a questão da relação com esse outrém:
Se se tem uma relação de amizade com quem vem a demonstrar ter razão, em qualquer dos casos anteriores, o ter razão é aceite facilmente. No primeiro caso, com alegria - pois não me alegro ante o conhecimento demonstrado por quem me é próximo? -; no segundo, com resignação - pois não quererá o melhor para mim quem me é próximo e não deverei ouvi-lo numa próxima vez?
Se se não tem uma relação de amizade com quem vem a demonstrar ter razão e não se lhe reconhece moral para emitir um juízo, que ainda assim acaba por verificar-se, em qualquer dos casos anteriores, a conclusão de se ter de dar razão acaba por se tornar: no primeiro caso, ter de dar razão a alguém a quem não se reconhece conhecimento e portanto se acredita como tendo tido sorte; no segundo caso, ter de dar razão a agoiros propositados, por alguém a quem não se reconhece moral para o fazer.
Assim, dar razão a outrém e o sentimento que advém desse gesto depende, em grande medida, da relação que se tem com o outro, do conhecimento e da experiência que se reconhece no outro.
É por isso que, ao mesmo tempo e em relação a um mesmo assunto, se torna muito fácil dar razão a um amigo que admiramos e respeitamos e se torna quase impossível dar razão a quem não se integra nestas características.
Será a isto que chamam orgulho?
Luis Buñuel - Un Chien Andalou (1929)
Aqui não há coerência. Aqui atropela-se a lógica com prazer e na premiere espera-se atrás do ecrã, com pedras nos bolsos ante o receio de ser atacado pela audiência confusa
Não tivesse o guião sido escrito por esses dois grandes do surrelismo: Buñuel e Dali, este último com o papel de padre arrastado com o piano numa das cenas do filme.
15 minutos e 34 segundos de confuso deleite…
Aproxima-se um novo ano e com ele surge uma nova casa.
Tenho o hábito de ir testando produtos que se assemelham. Gosto de perceber as semelhanças e as diferenças entre eles.
Depois de ter criado um blog no iUplog, cheguei à conclusão de, apesar de ter vantagens como uma secção de estatísticas e a possibilidade de construir álbuns de imagens, o problema do reconhecimento dos acentos, a impossibilidade de costumizar os posts, eliminando os sumários, o sistema de comentários que obriga à comunicação de um para um, o facto de não poder ter feeds nos comentários e a impossibilidade de sincronizar a hora do blog com a hora real do país onde escrevo torna o blog difícil de usar.
Encontrei, nas pesquisas que tenho feito, um host para blogs, Blogsome, que suporta wordpress, aplicação à qual já estava habituada, pelo que a partir de hoje e, pelo menos por enquanto, a casa vai ser esta
























