Nevou aqui em Turku, agorinha mesmo!
Oh, só durante uns minutitos, e com farrapos muito pequeninos, mas era neve!
Avisaram na rádio que esta noite e amanhã vamos passar por uma tempestade. E é bem capaz de nevar novamente!
from the ground, there is a beautiful world
you can see that here
tive de meter esta gente na ordem!
já fiz isto há algumas semanas, mas só agora me lembrei de tirar a foto para vos mostrar.
alguém foi deixando a louça acumular no lava-louça, até este ficar a abarrotar, durante três dias. ao fim desses três dias, toda a gente começou a queixar-se, mas a queixar-se para o lado, para quem estava mais perto.
até que, já aborrecida com isto, e ante a perspectiva de não ter espaço para lavar a minha louça e ouvir gente a queixar-se (e com razão), perguntei a quem estava na cozinha de quem era a louça e como não era de ninguém, pedi que se alguém procurasse pela louça que dissessem que estava no balcão atrás, mas pelo sim, pelo não, escrevi o papel que vêem na imagem.
Toda a gente aplaudiu. Acabámos por lavar a louça e colocá-la no armários e nos dias seguintes, com o lava-louça sempre impecável
, toda a gente, de uma forma ou de outra me disse pessoalmente, ou em grupo e em conversa, que achou muito bem. Que já se devia ter feito isto há mais tempo.
Reparem: TODA a gente. Eu acho que há gente que não mora aqui e que vem cá cozinhar!

acho que pela primeira vez na vida ouvi uma folha a cair!
Aqui já não chove desde a madrugada anterior e quando não chove as temperaturas variam entre os 5ºC e os -2ºC. Fui lá fora. Como é dia de semana, aqui na student village vive-se um silêncio sepulcral. Em frente à porta há uma árvore que começa a perder as folhas. De vez em quando cai uma. O impressionante foi ter conseguido ouvir o som que elas fizeram ao cair!
(são 4h30 da manhã agora e eu estou acordada porque tenho estado todo o dia com dor de dentes - não, os comprimidos não me fazem nada. Daqui a 3h e meia tenho dentista e nunca quis ir tanto ao dentista como hoje. é a segunda vez que lá vou. da primeira, a médica atrasou-se 20 minutos, porque teve um problema nos olhos. eu era a segunda pessoa. ela chegou ao pé de mim, pediu-me muitas desculpas e disse que se eu quisesse esperar, que me atendia, mas se eu não pudesse, que me marcava para outro dia! fiquei tão admirada que primeiro até pensei que não estava a perceber o que ela estava a dizer!)
São dez. Costumizáveis. E são grátis. Para saberem como fazer, é favor ir ler o post deste cavalheiro. Também queriam que vos dissesse tudo aqui, não?
Eu experimentei e recebi um email do sr. Litle Moo, que é um print robot.
Hello paula
I’m Little MOO - the bit of software that will be managing your order
with us. It will shortly be sent to Big MOO, our print machine who will
print it for you in the next few days. I’ll let you know when it’s done
and on its way to you.Remember, I’m just a bit of software. So, if you have any questions
regarding your order please contact customer services (who are real
people) at:http://www.moo.com/service
Thanks,
Little MOO, Print Robot
Muito simpático, este pequeno robot.
Isto tudo faz-me lembrar $apt-get moo
O que me faz lembrar Debian.
Que por sua vez me faz ter saudades.
Talvez arranje tempo para a instalar aqui…
Encontrei um português em Turku!
Chegou a Turku, na sexta-feira e a esta altura já deve ter continuado viagem.
É de Setúbal. Saíu de Portugal em 2003 e desde então tem viajado pela Europa de bicicleta. Muitas histórias para contar, 25000 Km e 20 e tal pneus depois, a bicicleta é a mesma. Quer entrar para o guiness.
Quando chegou ao FishMarket, que ocorreu aqui no passado fim-de-semana, despoletou logo grande interesse entre os finlandeses, que lhe faziam perguntas com admiração e entusiasmo.
Que seja uma boa viagem e que encontre em cada paragem abrigo.

Turku acordou com bandeiras da Finlândia hasteadas quer em edifícios públicos, quer em casas particulares, em celebração do Dia das Nações Unidas. Em Portugal, colocamos bandeiras por toda a parte quando há futebol.
Aqui há mais informação.
… ao sr aqui do lado. De presente, um tipo de arte que descobri há pouco tempo. Há mais aqui.
Aqui está uma nova música de Merankorii. Podem ouvi-la ali ao lado. Queria falar-vos dela, mas tem lá tanta coisa, que preciso de mais tempo ![]()
Aqui continuam a poder mostrar que acreditam nesta banda.
there are still songs that make me cry
this is one of them.
Words are flying out like
endless rain into a paper cup
They slither while they pass
They slip away across the universe
Pools of sorrow waves of joy
are drifting thorough my open mind
Possessing and caressing meJai guru deva om
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my worldImages of broken light which
dance before me like a million eyes
That call me on and on across the universe
Thoughts meander like a
restless wind inside a letter box
they tumble blindly as
they make their way across the universeJai guru deva om
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my worldSounds of laughter shades of life
are ringing through my open ears
exciting and inviting me
Limitless undying love which
shines around me like a million suns
It calls me on and on across the universeJai guru deva om
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Jai guru deva
Jai guru deva
Apesar de já conhecer o Inspector Maigret da série televisiva, foi só há pouco tempo que comecei a ler os livros do Simenon. O primeiro, que encontrei num alfarrabista em Turku, edição verde da Penguin [1961], intitulado The Hatter’s Ghosts, começa a 3 de Dezembro, embora os acontecimentos que relata se tenham iniciado a 13 de Novembro:
It was exactly twenty days ago, for it had happened on the 13th of November (…)
O segundo livro, agora já com o Inspector Maigret como personagem [Penguin, 1974], começa também ele em Novembro.
It was November. Dusk was falling.
O terceiro, que chegou há pouco tempo e que ainda não li, [Harvest/HBJ, 1970], tem como título November e começa, que eu já espreitei:
It was the second Friday in November, November 9th to be exact.
Está visto que entrei numa fase Simenon, será que todos os livros dele vão começar em Novembro?
alguém me perguntava, aqui há tempos, se a foto do rio era a vista do meu quarto. não. do meu quarto, olhando para a esquerda:
e debruçando-me na janela, olhando para a direita:
Não resisti. Disse para mim própria: ainda é um candidato, talvez não seja estável, talvez me dê cabo da configuração, bookmarks e so on…
Não adiantou e instalei-o. Estou maravilhada. Vem com a única coisa que invejava no Safari: poder fechar a tab na tab apenas com um click.
E para além da cruzinha na tab, que a permite fechar, há uma setinha do lado direito onde podemos ver e escolher a tab que queremos (havia uma extensão tipo exposé, que ajudava, mas com as tabs eram muitas, ficavam os thumbnails demasiado pequenos.

A segunda feature de que me apercebi foi o facto de ele sugerir quando escrevo na box de procura, o que é óptimo, porque às vezes quero procurar alguma coisa, ams não sei muito bem como lhe chamar

A terceira feature que descobri é uma maravilha! Andei finalmente a organizar o meu leitor de RSS e até agora tinha de ir buscar a feed e copiá-la para o leitor… Mas agora é só clicar no símbolo e adicionar (se o vosso leitor não for online, podem escolhê-lo e funciona direitinho.

A última coisa que descobri, foi depois de quse levar um susto. O firefox encerrou sozinho e quando fiz reopen perguntou-me se eu queria restaurar a sessão (também havia uma extensão para isto). Não screenshot porque eu fiquei tão surpreendida que carreguei logo em yes
Depois de escrever isto lembrei-me que um dos motivos que me faz preferir o Firefox sobre todos os outros browsers é este paradigma de adaptar a tecnologia a mim em vez de me ter de obrigar a adaptar a ela: tenho um browser-base e adiciono-lhe apenas aquilo que necessito para a utilização que faço dele (extensões), em vez de ter um browser cheio de coisas que não utilizo.
E fiquei a pensar que o Firefox está cada vez mais a ter “mais coisas”. Mas, até agora, tudo isto me dá muito jeito
Acordei, tomei banho e a seguir olhei-me no espelho. Reparei que o meu cabelo me tapava já o pescoço. No dia seguinte, depois do banho, voltei a olhar-me no espelho e o meu cabelo alongava-se pelos ombros, tocando-me já as costas.
Senti uma aflição. Se o cabelo continua a crescer a esta velocidade, em breve terei de ir a um daqueles sítios horríveis. E não vou poder chegar lá e dizer “cut it”, fechar os olhos e abri-los apenas quando tudo já tiver terminado. De certeza que a senhora vai fazer-me uma série de questões a que eu não vou conseguir responder. Se nem em Portugal consigo perceber do que elas estão a falar, aqui então…
Estava quase em pânico, quando me lembrei de ter lido algures que o tamanho do cabelo é uma característica genética e que vai até um máximo que pode variar entre 30 a 90 cm, após o qual, cai.
E assim, virei-me para o outro lado e só voltei a acordar quando o sol me entrou pela janela do quarto.
Eu estou farta de CSS’s até aos cabelos!
Estico daqui, encolhe dali. Estico dali, encolhe daqui.
O que me vai valendo é o Xylo scope. Permite ver, de um site, a página html e as folhas de css. E para quem nunca estudou isto na vida, é óptimo porque se consegue ver as relações entre o que se vê e o código!
O preço também não assusta: $ 19,95
No site podem ainda ver ou fazer o download de uma tabela que ajuda a perceber as opções numa folha de css. É só ir clicando nas opções.
Primeiro olhei para as St Paulias, ams lembrei-me que a Susana me deu uma, em tempos e não poderia ter outra. Depois olhei para as roseiras em miniatura, mas lembrei-me que quando fui viver três meses para o Porto, a Manela deu-me uma.
Optei pela couve! Quando as folhas velhas (de baixo) forem caíndo ou sendo retiradas, ela acaba por crescer como uma árvore.
É para cuidar. Claro que não é para comer, seus desagradáveis!
Consegui uma caixa com dois dvd’s dos Avengers, aqui em Turku, usados, baratos e em bom estado, mas região 1.
Comprei na mesma, porque nunca consegui encontrar esta série em região 2.
Nos mac anteriores, dizem-me que se fizermos com que o DVD Player não arranque automaticamente, o VLC não pergunta pela região. Neste meu mac-intel isso não acontece.
Dizem-me também que há um firmware para desbloquear a drive, mas uma ronda pelos fóruns mostrou-me que pode ser perigoso, que pode danificar a drive e tenho receio de experimentar.
Consequência: mudei a drive para região 1. Ripei os dois dvds dos avengeres, com o Mac the Ripper, gravei-os para um novo dvd e agora vou esperar pelo dvd do Scorsese (usado e barato), que encontrei na Amazon e vou fazer o mesmo. Depois voltarei a mudar a região e ficarei apenas com mais 3 hipóteses de mudança.
Dizem-me para ficar atenta às próximas versões do VLC, mas não sei se funcionará.
Esta questão parece-me realmente estúpida. Tão estúpida, que nem me dei ao trabalho de procurar muito sobre ela, acho que tem a ver com a estreia dos filmes. Uma parvoíce, se pensarmos que uma pessoa que vá viver para um país com região diferente fica sem poder ver filmes ou mais grave uma pessoa que queira ver um filme que só está editado numa região, como parece ser este o caso.
Outra coisa que me aborrece (estou a ser simpática, na verdade a coisa tira-me do sério!) profundamente é o iTunes. Já comprei lá uma ou duas músicas, porque as não encontrava em mais lado nenhum e depois me apercebi que na verdade não comprei nada, só “aluguei”, já que para as ouvir estava obrigada a fazê-lo da forma que eles queriam! Rapidamente percebi também que a primeira coisa a fazer, quando se compra uma música no iTunes é criar um cd áudio e ripá-lo a seguir para mp3. Não se pode? Leiam os meus lábios: A-Z-A-R!
Se compro uma música porque não posso ouvi-la onde quero?
Depois o Francisco Amaral falou-me num site russo, onde se pode comprar mp3, tudo de forma legal, o Allofmp3, mas agora o Mind Booster Noori alerta para o facto deste site poder fechar.
Isto tudo tem a ver com DRM (porque estive uns dias sem fazer as minhas leituras bloguíticas diárias dexei passar o 3 de Outubro)
O site Defective by Design aponta-nos alternativas. Há coisas que podemos fazer!
Se aqueles gansos (ou patos) não íam enganados, uma das esquinas do meu quarto aponta para o sul
acho que foi a primeira vez que vi uma imagem tão parecida quanto as dos gansos das figuras do livro do Nils Holgersson
Mas o que é que vocês querem que eu vos faça?
Saí de Portugal há mais de um mês. E agora que já tenho internet no quarto, começo a ouvir a Antena 1 e as notícias. E porque quando estava em Portugal estas respostas da senhora Ministra da Educação me pareciam já repetitivas, apeteceu-me falar sobre elas.
Houve no passado dia 5, e segundo a antena 1, uma das maiores manifestações de sempre dos professores, em Portugal. O jornalista da Antena 1 foi confrontar a Ministra da Educação, a qual responde algo como:
Não sei, não acompanhei. Não estava. Não acompanhei
Aqui o jornalista faz uma pausa. E eu compreendo esta pausa. Depois de uma resposta destas, o jornalista (sentido-se atarantado, de certeza) deve estar a pensar: “Ter-me-ei enganado? Será que vim falar com o Ministro da Economia em vez da Ministra da Educação?”
E é talvez por causa desta pausa, que a senhora ministra segue:
“O que é que quer que lhe responda?”
E, claro, a partir daqui a notícia tem os segundos contados. O que mais há-de o jornalista perguntar? O que é que se pergunta mais a um aluno que não faz os trabalhos de casa e não acompanha a matéria?
“Are you a Merankorii believer?” - Yes, I am
Eu sei, há sempre alguma coisa que queremos comprar e quase sempre temos de fazer contas à vida. Mas cada parte custa $10, e $10 não é assim tanto (quem puder pode comprar mais, claro!).
E a música é linda. Lembram-se do Interlude?
Bom, isto tem tudo a ver com SellABand, é para ir aqui ver como é, e seguir as instruções.
Se ainda não conhecem, podem ouvir aqui, através dos vários links que o autor disponibiliza.
Depois de ouvirem, vão perceber porque sou eu um dos “Merankorii believers” e vão querer ser também
Ah e está em 5º lugar no SellABand, vamos todos dar uma mãozinha e puxá-la mais para cima?

Últimas investigações apontam para a possibilidade da mulher retratada estar grávida ou ter sido mãe há pouco tempo.
A técnica utilizada na investigação permitiu ainda lançar luz sobre a técnica sfumato aplicada no quadro.
Ontem, cheguei da aula de Finlandês e ao passar pelo gabinete da Ilse, disse-lhe.
E ela perguntou: "Oh, and what did you learn today?"
E eu logo: "Mitä sinä syöt aamulla?"
O Tuomas, que nesse preciso momento passava no corredor disse qualquer coisa em Finlandês que a Ilse se apressou a traduzir:
"He says he is very well, thank you"
E eu: "Oh! But I was asking what you eat at breakfast!"
Chegou a vez da Biblioteca da Universidad Complutense de Madrid
Mais informação aqui.
No meu corredor há:
- um italiano e uma italiana (esta menina é da terra do Virgilio, do poeta que guia Dante na Divina Comédia);
- duas peruanas;
- uma francesa;
- duas castelhanas e um castelhano que só lá vai dormir;
- uma polaca;
- uma alemã.
São doze quartos, mas não faço ideia do quem é o número 12. E partilhamos todos a cozinha. O italiano, Roni, de seu nome, não sabe quase nada de inglês e decidiu que em vez de aprender melhor inglês seria melhor ensinar italiano.
No primeiro encontro com uma das peruanas, estava ele na cozinha a preparar a comida e a peruana pergunta-lhe:
- Do you live here?
Resposta rápida do Roni:
- No (ler nó)
A moça pensou que não tinha pronunciado bem ou que tinha falado muito rápido e repetiu:
- Do you li-ve he-re?
Resposta pronta:
- No, No
Ela contou-nos que foi para o quarto a pensar "If he doesn’t live here, what the hell is he doing in my kitchen?!"
Esta moça anda a prender italiano, diz ela que é para conseguir falar com o Roni… As mais das vezes, estamos uma portuguesa, os italianos, as peruanas e as castelhanas: é uma algarviada que enm vos conto!
Era o que mais faltava vir agora um italiano dizer-me como hei-de eu cozer a minha spagetti!!!
Distâncias
Estou bastante aborrecida com estas pessoas de Turku! Até agora, eu detinha o título de "não ter qualquer noção de distância". Não havia ninguém que calculasse tão mal as distâncias como eu. Algo que fosse já ali, demorava, na realidade, dias a chegar. Algo que fosse pequeno era, realidade, grande.
Mas as pessoas de Turku (não sei como se chama um habitante de Turku) conseguem arrebatar o título, na maior das calmas! Dizem eles que Turku é uma "small city"! Small, imaginem. As ruas são largas, duas vias em cada sentido, mais a estrada das bicicletas e finalmente a estrada dos peões. Os prédios não são muito altos, de facto, mas alongam-se como comboios. E os mais antigos têm um pé direito de antigamente! Small, dizem eles. E ainda perguntam "And Coimbra?" Que posso eu dizer? "Tiny".
Cadernos
Os finladeses têm uma tara por cadernos quadriculados! Não se encontra um caderno de linhas! Bem, há cadernos pautados, mas das duas uma, ou têm bonecos na capa (!) ou são tipo diário (capa dura, forrados a tecido ou pele). Nem nas papelarias maiores, de encher o olho a qualquer estudante, encontrei um caderno de linhas digno de tal nome. Conclusão: lá vou eu de caderno com um urso na capa para o curso de Finlandês!
Frutos silvestres, geleias e doces
É outra tara desta gente! Tudo o que seja framboesa, morangos, amoras, bagas e sei lá mais o quê! Em todo o lado: bolos, pão, e até no prato principal! Também se passam com cogumelos, mas este ano estão muito caros, já que tiveram um ano muito seco.
Pássaros
Tal como em Uppsala, têm aqui uns pássaros da família dos corvos, muito chinfrineiros. E outros enormes, pretos, brancos e azuis. Os finlandeses estão para estes pássaros como nós estamos para os pombos e os pardais. Quando eles voam baixo sobre as ruas da cidade dá vontade de nos virarmos para um Fin e dizermos "Wow, Hitchcock must have been here, just before shooting Birds"
Passadeiras
Se o sinal fica verde para os peões, significa que podem passar em segurança, certo? Errado. Nos cruzamentos, apesar de estar verde para os peões e os carros à vossa esquerda pararem é possível que passem carros pela direita. Nunca reparei se isto em Coimbra também é assim, mas aqui as ruas têm todas dois sentidos e nos cruzamentos os carros páram à vez. lá mais para a periferia da cidade, há ruas com três sinais: um para os peões, um para os carros que vão em frente e um para os carros que mudam de direcção (estes dois últimos quase de costas um para o outro). se não perceberem este pedaço de texto, não faz mal: eu ainda ando desorientada com o tráfico.
A sorte é que a maior parte das pessoas usa bicicleta. Sorte ou azar, já que depoisd e atravessarem a estradas dos automóveis devem parar na bordinha do passeio e verificar se não vem nenhuma bicicleta, para então poderem passar para a estrada dos peões!
Se alguém numa bicicleta levantar o braço, não significa que vos esteja a cumprimentar. Preparem-se que o condutor vai mudar de direcção!
Quando atravessam as passadeiras vão sempre em frente, de um lado ao outro da rua. Nada de diagonal, nem de mudar de direcção a meio! se o fizerem, os ciclistas desorientam-se e vocês arriscam-se a levar com uma beleza daquelas em cima! Se forem sempre a direito não há problema que eles conseguem desviar-se.
Horários
Às quatro da tarde, esta gente começa a preparar-se para ir para casa! São 17h32 neste momento e estou cá só eu e uma professora que veio cá tirar umas fotocópias! No prédio inteiro de três andares!
Respiração
Eu bem imaginava que havia problemas de respiração e agora que começo a reconhecer algumas palavras e a atentar no que os Finns falam, não há margem para dúvidas: eles não conseguem respirar e depois ficam muito aflitos e falam enquanto inspiram o que dá um som aflitivo de como se estivessem a ir buscar ar lá mesmo em baixo para conseguirem dizer o resto! E quando acabam ainda inspiram mais um bocadinho e fazem um ah!
Quer dizer, para eles é normal, para mim é que é aflitivo ouvi-los!
Tinha mais coisas para vos dizer, mas fico por aqui hoje!
…, saídas para namoradas ou (nos casos mais atrevidos) entradas para namorados, como antigamente?
Desde que vi esta casa, a caminho da Student Village, que não em canso de olhar para ela. Deve ser do verde. Descobri há pouco tempo que está para venda (suponho que apenas uma das partes). Se alguém me quiser dar 55000 euros, fica a saber que serão muito bem empregues 
fiz um upgrade no blogsome e deu asneira. enquanto não sei se se pode resolver fica assim mesmo. assim que tiver uma solução logo vos digo

Bárbara, Gamito e Hugo: que me dizem desta desarrumação?
Já saíu o novo, desta mezzo-soprano sueca. É estranho. Ainda me sinto abalada e sem saber muito bem como lidar com isto. A voz continua linda. Numa primeira audição, gostei desta Ljusa Kvallar Om Varen.
O meu favorito continua a ser este:
Tabacaria - Álvaro de Campos (excerto)
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

… por este cavalheiro.
quando fores etiquetado tens que escrever seis informações aleatórias sobre ti. Depois escolhes seis pessoas para etiquetar e lista os seus nomes.
1. Gosto de observar os pormenores.
2. Adoro Turku e queria ficar cá para sempre.
3. Sou perdida por chá verde e por queijo.
4. Prefiro os livros usados.
5. Às vezes, sou um bocadinho resmungona. Talvez um bocadinho mais do que um bocadinho…
6. Adoro o meu trabalho.
As vítimas (algumas que eu queria já foram etiquetadas
):
1. o Homem do Leme
2. o 2.5
3. o Gustavo
4. o nosso umbigo
5. o Tope
6. a Lua em fogo
Autumn Leaves - Patricia Barber

hoje estou meio esquisita. in mood for nightclub alone.

uma das mais belas músicas e interpretações para ouvir aqui ao lado.
É só papelada! Student Union, Student Card, Bank Account, Starting Package fee, Rent, International Student Guide, Student Village Guide, Newsletters about activities (sauna, concerts, sports) eu sei lá que mais.
Os serviços fecham às duas e com o Introductory Course for International Students mais work, acabo por não ter muito tempo para escrever aqui.
Mas queria fazer um post sobre perigos em Turku:
1 - os pés: os caracóis atravessam a estrada e ver uma carnificina pelo caminho.
2 - as bicicletas: não se ouvem, só damos por elas quando ouvimos um silvo fininho e uma travagem brusca. No passado fim-de-semana ía sendo atropelada por uma! É preciso andar com os ouvidos bem abertos e quando mudamos de direcção convém olhar para trás. As bicicletas também podem ser perigosas para os ouriços cacheiros, ontem assustei um com um shoo que estava bem no meio da estrada das bicicletas (aqui há estrada para carros, estrada para bicicletas e se tiverem sorte um bocadinho para peões
).
Turku parece ser uma palavra russa para mercado. Aqui está ele, todas as manhãs excepto Domingos.
O meu vizinho - para o sr. TRAlves
O meu quarto fica em frente a um pub chamado “Three beers”, e não podia ser de outra forma, já que aqui uma é mentira. Ao fim de semana, é ver gente com um saco ou pack de cervejas numa mão e uma aberta na outra. Moro ainda ao lado de um cemitério. Os cemitérios aqui (como na Suécia) têm imensas árvores e arbustos, pelo que se encontram lebres, coelhos e outros animais.
Ontem, fui fumar um cigarro à porta da residência e qual não é o meu espanto quando vejo este pequenino a atravessar a estrada numa correria. Lá ficou entre a relva do jardim.
É que a tratarem-me assim aqui, já não volto!
Gabinete só para mim, com o meu nome e tudo!

Tutkija=researcher
a primeira coisa que fiz foi tirar os (poucos) livros que consegui trazer e pensei “tenho a casa a arrumada”…
depois olhei para a direita…
depois para a esquerda…
e só me apeteceu gritar!
a jantarada que o sr Cardoso e o sr Gamelas fizeram nos últimos dias que estive em Coimbra. dizem que o sr Gamelas veio de propósito do Porto com a receita fechada numa mala à prova de tudo com código.
Ía aproveitar para participar, mas agora que tentei aceder ao site vejo uma mensagem de erro do wordpress… “demasiadas” participações?
WordPress
Error establishing a database connectionThis either means that the username and password information in your wp-config.php file is incorrect or we can’t contact the database server at db47int.dotsterhost.com. This could mean your host’s database server is down.
* Are you sure you have the correct username and password?
* Are you sure that you have typed the correct hostname?
* Are you sure that the database server is running?If you’re unsure what these terms mean you should probably contact your host. If you still need help you can always visit the WordPress Support Forums.
afinal, sempre voltei antes de chegar a Turku. seis horas no aeroporto de Amsterdam é dose… mas podia ser pior, podia estar em Milão
ou ainda pior, podia, como o Jason, que acabei de conhecer, ter passado as últimas 18h dentro de um avião… dos EUA para cá.. ![]()
Sortudo, que vai de férias para Itália e Grécia…

É já amanhã! A dica foi de um vizinho ![]()
As regras estão aqui. Pena ser precisamente no dia da minha viagem, pelo que dificilmente conseguirei aceder à net. Vejo depois!
apps que uso em mac os x - Instant Messenger
A pedido de algumas pessoas, começo aqui uma série de posts relativos às aplicações que uso em Mac OS X.
Peço a atenção do leitor para o facto de estas considerações serem feitas apenas na óptica do utilizador e não de um especialista em informática.
Clientes
+
multiprotocolo, consigo colocar todas as contas de jabber, gtalk, msn e aim.
altamente costumizável - aparência, sons, plugins de mensagens, integração com iTunes etc
fácil de configurar quando uso aquilo a que os informáticos chamam de proxy
-
crasha algumas vezes
os quacs, by default, tornam-se irritantes ao fim de pouco tempo, pelo que é algo com que se perde tempo a tirar, aumento da expressão “raio do pato!”
+
bastante estável, consigo configurar as contas de jabber e gtalk (que parece é também jabber) e consigo usar o transport para poder usar o msn
sons engraçados
mensagens de estado, by default, muito boas
fácil de editar as contas de jabber (incluir ou excluir transportes, criar contas etc)
Necessário para criar contas de jabber a serem usadas no iChat
as lâmpadas são bonitas
-
não propriamente um problema do Psi, mas da conta de jabber que uso: às vezes o protocolo com o msn não funciona muito bem.
poucas pessoas a usarem e difíceis de convencer a mudar
+
posso usar a minha conta de jabber e msn como consequência
com o user da .mac posso ter vídeo conferência (razoável, quer em comunicações dentro da mesma cidade, quer entre países: Portugal - Itália)
estética bonita: foto ou ícone do contacto na barra, o que permite também a identificação rápida dos contactos.
-
sou obrigada a usar o Psi ou outro cliente de jabber para configurar a minha conta de jabber com transports incluídos
não consigo configurar o proxy na conta de jabber, apenas na de AIM
+
chat, áudio e vídeo
excelente qualidade nos três
ao nível do protocolo: vantagem (tal como em jabber, parece-me conseguir receber mensagens que me foram enviadas enquanto estive offline)
-
poucas pessoas ainda a utilizarem, mas mais fáceis de convencer a usar do que no caso do jabber (basta falar-lhes na possibilidade vídeo)
Protocolos:
+
consigo receber mensagens que me foram enviadas quando eu estava offline
consigo comunicar com outros protocolos
não recebo ícones aos saltos e tremedeiras pirosas do msn.
-
poucos servidores aguentam o transporte de ficheiros
MSN
+
única forma de comunicar com alguns amigos
-
vírus em forma de mensagens de amigos e colegas de trabalho tipo enviei “um cartão para vc” e link de um exe a seguir (se tivermos em conta que trabalho com professores brasileiros, a coisa fica pior)
ícones, tremedeiras e sons pirosos
difícil convencer alguns contactos que há vida para além do msn e que há coisas que eles enviam e que eu não recebo ou não vejo
Tropical - Entro no café, vejo pessoas de circunstância. Gosto do espaço. Gosto da música. Vigio as conversas.
Uma tarde destas pede um Camus ou uma Simone de Beauvoir. Mas as conversas são triviais. O que se fez à noite. Quem se encontrou. Quem se conheceu. E são vazias.
O café puro parece uma droga. Há corpos sentados aqui e ali, falam de forma surpreendentemente calma. O cansaço da noite faz-se sentir.
À tarde, trazem-se revistas e jornais de referência para o café que não se lêem ou a que se dão atenção apenas quando a conversa esmorece.
Se não há ninguém, o corpo senta-se, abre a Wire pede um café. Mas a Wire é apenas um pretexto porque os olhos do corpo se voltam para a porta sempre que entra alguém. E, no entanto, o resto do corpo não espera ninguém.
Sim, a tarde de hoje pede um Camus ou um Pessoa.
Mas pede sobretudo alguém que pedisse o mesmo.
Vou-me embora deste gabinete. Nunca mais cá volto. E levo o guarda-chuva!
Pois é, o sr. Anonymous já chegou de Amsterdam. Parece que nos trouxe fotografias. Esperamos como a raposa.
The Road to 1,000 Competition on twodotfive
É na casa do sr Sérgio. É favor lá ir e ver como votar. Afinal, é só até ao final de Agosto. E podem escolher prémios!
Primeiro estive doente - mas quem é que tem uma amigdalite e uma gripe em pleno Verão?! - depois (e ainda) tem sido uma correria, arranjar tudo para a viagem, deixar o trabalho pronto, preparar o novo trabalho. Por isso, nem um olá tenho dito por aqui. Mas estou cá em casa, só ando meio caladita…
E sei que vocês também estão
A imagem é pela música ali do lado. Cherry Blossom é uma flor (aparece nos candeeiros que a Charlotte compra para o quarto de hotel).
Segundo o Diário de Notícias de hoje, “o Governo português autorizou que um avião israelita de transporte militar fizesse uma escala técnica na Base das Lajes, no arquipélago dos Açores, na semana passada.”
A razão para ter sido dada autorização parece prender-se com o facto de o avião transportar “material bélico não ofensivo”.
O adjectivo bélico é empregue quando nos queremos referir a algo que diz respeito à guerra ou que é próprio da guerra, pelo que a frase me parece um paradoxo.
A não ser que o iluminado que deu a autorização tenha pensado “Bem, o material bélico está lá dentro do avião, muito bem arrumadinho. Ninguém está a ameaçar ninguém com aquele material, neste momento. Se calhar, aquilo deve até estar tudo desmontado e se alguém se lembrar de ameaçar alguém, ainda deve demorar um bocadinho de tempo a montar tudo e tal…”
Se para além de iluminado, também for um inocente, deve ainda ter acrescentado ao seu pensamento, “Para além do que, ninguém nos diz que tal “material bélico” venha a ser usado de forma ofensiva. Não. Talvez o Governo Israelita o transporte pelo puro prazer de transportar. talvez nem o venha a usar nunca. Perfeitamente possível!”
Também se pode dar o caso, da alma que deu a autorização levar as coisas para o lado mais pessoal e não se ter sentido ofendido com a escala técnica do avião…
Existirá material próprio da guerra não ofensivo? Poderá alguma guerra não ser ofensiva?
Há um farol no fim do mundo, em Ushuaia. As pessoas com desgostos amorosos, podem deixar lá todos os problemas.

Imagine me and you, I do
I think about you day and night,
Its only right, to think about the girl you love
and hold her tight so happy togetherIf I should call you up, invest a dime
and you’d say you belong to me, and ease my mind
Imagine how the world would be
so very fine, so happy togetherI can’t see me loving nobody but you
for all my life
When youre with me, baby the skies will be blue
for all my lifeMe and you, and you and me
No matter how they toss the dice, it has to be
The only one for me is you, and you for me
so happy togetherSo happy together
So happy together (ba-ba-ba-ba ba-ba-ba-ba)
The Squid and the Whale - Noah Baumbach [2005]

Acabei de chegar do cinema. Gostei da imagem granulada e dos movimentos da câmara. Gostei da história. Agora preciso de tempo até o filme assentar. Recomendo. O final melhora o próprio filme. O site não consigo ver, talvez amanhã.
Tinha de vos dar conta disto. Eu escolhi o lugar onde a Anita Ekberg se banhou, mas podem ver até outras cidades, Lisboa inclusivé.
a mim, que estou enfiada na Geral, acabaram de me convidar para tomar um gelado. no intervalo do trabalho, bem entendido.
também queriam amigos assim, hein? i am a lucky girl
Bem, ou o Google está em baixo
ou a wireless da UC abriu guerra ao motor de busca ou passa-se algo de muito estranho com a minha máquina!
Consigo visitar qualquer site desde que tenha o link, excepto www.google.com ou blogs da blogspot.com.
Queria falar-vos da senhora que está a cantar ali ao lado, mas vai ter de esperar…
Alguém tem alguma ideia que possa explicar tal situação? Eu cá voto numa partida que o mac me está a pregar…
(editado: depois de uma hora a tentar fazer pesquisa no Google consegui finalmente! Blogspot em baixo ainda por aqui)
Olhem, ontem fui à internet e…
Fiz o jantar, arrumei a cozinha e andei a cirandar um pouco pela casa. Já não está tanto calor, mas sentia-me sufocar na mesma. O estômago está cada vez pior - o inferno deve sentir-se assim. De forma que agarrei no carro e fui tomar café e fumar um cigarro, mesmo com a dorzinha do lado esquerdo. O açúcar escorria para a chávena acompanhado de pensamentos mórbidos. Acendo o cigarro, procuro distrair-me, na mesa em frente um pai, uma mãe e um filho, que não se demoram.
Acabo o café, levanto-me e ouço um dos jovens da mesa ao lado dizer para os amigos: Ontem fui à internet …
Ontem? Eu, ontem, fui à baixa.
acabei de ver na RTP, o sr José Rodrigues dos Santos dizer que falaram com três elementos do Hezbollah, os quais pediram para NÃO SEREM FILMADOS. O sr José afirmou que acabaram por filmá-los, mas às escondidas. Eu não vi todas as imagens que a RTP fez às escondidas, numa das que vi, apenas observei um homem de costas.
E pergunto “que raio de interesse público tem, ver um homem de costas ou umas pernas?”
Nem vou aventar a hipótese de lhes passar pela cabeça filmá-los de frente. Isso seria o cúmulo!
Se as fontes não querem ser filmadas, não devem ser filmadas (muitas vezes isso pode significar a morte dessas pessoas), quer seja em contexto de guerra ou não.
A excepção a esta regra só se verifica quando essa filmagem é de interesse público. Por exemplo, como prova de algo que o jornalista investigou e é de interesse público divulgar.
Parece que a RTP anda a confundir interesse público com o interesse do público. E é uma pena porque de telenovelas anda a televisão cheia e nós fartos!
Para quem passou ou trabalha na profissão, há um sentimento de vergonha alheia cada vez que se vê uma destas.
(note: acho que o vídeo não funciona aqui embebido, até descobrir porquê, quem quiser pode vê-lo aqui)
Estava a tentar ver se conseguia descobrir funções numa máquina fotográfica digital de uma amiga e peguei na minha própria máquina na esperança de encontrar funções semelhantes. Liguei o modo vídeo e começo a reparar, pelo viewfinder, que estava a enquadrar duas mãos que pareciam estar a conversar. Curiosamente, apanhei ao fundo uma outra mão, que às vezes quase parece sintonizada com as mãos em primeiro plano. Comecei a gravar. Depois editei e acrescentei uma música [Girls - Death in Vegas - OST Lost in Translation].
Normalmente não coloco vídeos nesta casa porque sei que muitos de vós têm ligações fraquinhas (como a minha @home), mas uma vez que fui eu que fiz, deixo-o aqui.
Um obrigada especial à Susana e à Carolina, cujas mãos são protagonistas
Todos [GNU GPL] - Any app at you fingertips
Encontro muitas vezes aplicações para Mac OS X, cujo objectivo é lançarem aplicações. No início, pensava porquê, quer dizer basta ir às applications e selecionar a que quero (a minha barra começava a ganhar muito espaço
), mas agora, que começo a utilizar muitas apps, acho que é realmente uma boa ideia ( e a dock está cada vez mais pequena
).
Encontrei o Todos, com uma tecla de atalho podem ter acesso rapidamente às vossas aplicações (testado só em Tiger)
Passam anos sem que eu tire férias e este ano vai pelo mesmo caminho.
Talvez no Verão do próximo ano ou talvez quando eu voltar da Finlândia. O certo é que está decidido que as próximas férias serão em Roma. A culpa é do sr. Fellini e do sr. de Sica e do sr. Tornatore e do sr. Visconti e, mais recentemente, do sr. Scola.
Posto isto, o melhor é mesmo ir colocando, nesta casa, notas para o que quero ver.

O Palazzo Federici, de Mario de Renzi, construído nos anos 30 e que serviu de inspiração ao cenário do filme Una Giornata Particolare. Os edifícios muito altos têm vidros que acompanham as escadas (os elevadores encontram-se resguardados no interior).
Este complexo tinha no projecto original um cinema, hoje tristemente transformado em supermercado.
Um novo conceito de bairro popular, de agentes privados com algum financiamento do Governo, onde se cruza o colectivo e o individual solitário e que serve três momentos do filme: o esvaziamento dos edifícios como preparação para o dia particolare de duas pessoas e o regresso dos moradores que marca o fim… o fim de vários acontecimentos e que eu vou deixar para vocês descobrirem
O pretexto para o filme é o primeiro encontro que Hitler teve com Mussolini, precisamente nos anos 30, pelo que este espaço era o cenário ideal. As cores foram cuidadosamente escolhidas, em 1977 ninguém ía ver um filme a preto e branco, desejo do realizador, pelo que a película levou um tratamento para esbater as cores porque, como diz o cenógrafo, “é difícil fazer um filme a cores, quando a memória é a preto e branco”.
De notar a metáfora de que algo não está bem: quando todas as pessoas saiem dos prédios para irem à parada ver o encontro, a última personagem, um jovem, não consegue atar a fita da bota. Curiosamente, à volta, o mesmo rapaz traz ainda a fita desatada.
Una Giornata Particolare - Ettore Scola [1977]
Marcello Mastroiani e Sophia Loren num filme particolare

Sim, em DVD e versão restaurada
Toda a gente vai de férias!
O sr. Anonymous [o cavalheiro do acentos, lembram-se?] desta casa, que ultimamente anda muito caladinho, vai amanhã para Amsterdão. Eu, de Amsterdão, só conheço o aeroporto e digo-vos que é dos melhores pelos quais já passei (e olhem que ficar quase cinco horas num aeroporto é dose!).
Talvez o cavalheiro nos traga fotografias, como esta ![]()
Uma excelente viagem para o sr Anonymous!

from Wikimedia
resignation or A Letter to Elise from The Cure
oh elise it doesn’t matter what you say
i just can’t stay here every yesterday
like keep on acting out the same
the way we act out
this is my limit
i can not pretending anymore
day after day
as if nothing happened
every way to smile
forget
and make-believe we never needed
any more than this
any more than this
this is not enough
to me
just a part of you is not enough
to me
just a part of your world is not enough
to me
oh elise it doesn’t matter what you do
i know i’ll never really get inside of you
to make your eyes catch fire
the way they should
i found out that i can not read you
i tried to get a reaction from you
some attention from you
i suppose i do not have nothing interesting to you
i just could not engage you in
the way the blue could pull me in
if they only would
if they only would
at least i’d lose this sense of sensing something else
that hides away
from me and you
i do not know how to feel anymore
keep on living
as if i was another i
there’re worlds to part
with aching looks and breaking hearts
and all the prayers your hands can make
oh i just take as much as you can throw
and then throw it all away
oh i throw it all away
like throwing faces at the sky
like throwing arms round
yesterday
i stood and stared
wide-eyed in front of you
and the face i saw looked back
the way i wanted to
but i just can’t hold my tears away
the way you do
your face seems like the first time i saw you
i recognize your unique moving ways
but i realise that are my eyes that makes you the way i wanted you to be
elise believe i never wanted this
i thought this time i’d keep all of my promises
i thought you were the girl always dreamed about
but i let the dream go
and the promises broke
and the make-believe ran out…
i feel the night falling in my naked arms
i see your eyes between the smoke of the cigarette
i feel something in my throat: i am going to talk to you
i am going to say to you that i wish i could go back
then i realise that i have just an empty space in front of me
oh elise
it doesn’t matter what you say
i just can’t stay here every yesterday
like keep on acting out the same
the way we act out
every way to smile
forget
and make-believe we never needed
any more than this
any more than this
and every time i try to pick it up
like falling sand
as fast as i pick it up
it suns away through my clutching hands
but there’s nothing else i can really do
there’s nothing else
i can really do
at all…
then i realise that i had always just an empty space in front of me
then i realise that you were just dreamful
Há poucos dias, fui ter ao Shiira Project (já não me lembro como). No site, dizem:
The goal of the Shiira Project is to create a browser that is better and more useful than Safari.
Tenho de confessar que não percebo estes objectivos. Já não temos o Firefox? Não é melhor e mais útil do que o Safari? Ou ando enganada?
De qualquer forma, achei o projecto engraçado, fiz o download, instalei e comecei a experimentar. Mas perdi rapidamente o entusiasmo. Queria falar-vos um pouco deste Shiira browser, mas, na verdade, não tenho muito a dizer.
Então comecei a pensar porquê e cheguei à conclusão que o problema dos browsers é o mesmo dos OS. No caso do windows, o utilizador é obrigado a adaptar-se ao sistema. No Linux, fazemos o sistema adaptar-se a nós.
O Firefox é um browser à medida de cada um. Com as extensões e os temas, construí um browser à medida das minhas necessidades (outras, admito, foram criadas), de forma que quando aparecem estes novos projectos, rapidamente perco o interesse neles. Acaba sempre por me faltar qualquer coisa!
Suponho que devam existir tantos Firefoxs diferentes quanto os utilizadores do mesmo
Aborrecido? Pouco que fazer? Farto de visitar as mesmas páginas? Just Stumble it! ![]()
Um extensão para o Firefox que nos leva a páginas aleatórias, dentro das categorias que escolhemos. Também tem uma secção social, qualquer coisa como friends tipo hifives, ou algo do género, mas não experimentei (não sou grande fã).
Podemos avaliar a página, colocar tags e o melhor é mesmo poder enviar o link por email, sem abrir o cliente.
Mas atenção: reduz o rendimento!
A dica foi dada por este cavalheiro.
Dói mais a tua ausência do que a indiferença da tua presença
If you are a Girl in love with a Geek…
Why Geek Dudes Rule
They are generally available.
Other women will tend not to steal them.
They can fix things.
Your parents will love them.
They’re smart.
…maybe you’ll need A Girl’s Guide to Geek Guys
Estão a ver a voz da Rosemary Clooney? Estão a ver o som do Cole Porter? Talvez se lembrem do I get a kick out of you, pela Ella Fitzgerald?
Então juntem a primeira com o segundo e ouçam Anything Goes

Encontrei-o na Trem Azul, Jazz Store, em Coimbra. Sim, leram muito bem, em Coimbra!
Um espaço delicioso onde podem ouvir e descobrir Jazz
Fica no antigo “O Principezinho”, na baixa, mais precisamente no:
Adro de Baixo 6 ( São Bartolomeu) - Praça Velha
3000-420 Coimbra
Estive quatro dias sem internet e sobrevivi
A conferência correu muito bem. Não há nada melhor do que contactar especialistas na área em que trabalhamos, perceber as dificuldades e as soluções encontradas. E é muito gratificante ver professores da área das Humanidades e Ciências Sociais a organizarem-se em torno de técnicas e procedimentos inerentes às novas tecnologias para melhorarem e desenvolverem as suas ciências.
Interessados. Verdadeiramente interessados em perceberem um mundo, no qual não cresceram. Dá vontade de incentivar e ajudar, só pelo prazer de ajudar ![]()
Vim de Siegen muito optimista
mais uma no aeroporto de Lisboa
“um fumador distinto usa sempre os smoking points”
distinto, é como quem diz, preocupado com o bem-estar do gajo ao lado… se bem que há por aí muita gente, com transporte público à porta de casa, e que só utiliza o seu automóvel, e quando vem com aquela conversa do “a menina está a prejudicar o ambiente”, só dá mesmo vontade de ser tudo menos distinto
de toda a forma, melhor ser distinto do que passar 5 horas no aeroporto de Milão sem uma única janela para fumar um cigarro.
Volto uma e outra vez a este post, a esta foto, que me fala da beleza das coisas pequenas, rotineiras, do dia-a-dia, a que normalmente não damos atenção. E volto lá também por causa das palavras, que fazem o título deste post, porque me reconforta saber alguém que o faz, que gasta duas horas com algo que gosta, quando poderia gastar 30 segundos.
E reconforta-me este pensar porque talvez eu ainda possa vir a dizer o mesmo, com verdade. Se ainda existem assim pessoas, nem tudo está perdido.
Ultimamente, parece que me vivo num sprint final de uma corrida. Como se estivesse naquele tempo em que a meta já se vê e há que dar tudo por tudo. O único problema é que a meta parece que nunca mais chega, como se eu tivesse ficado trancada numa espécie de ciclo e não pudesse ser de outra forma.
Se gosto do que faço? Adoro uma parte do que faço e destesto a outra.
Tenho esperança que em Setembro, passe a meta. Esta difícil meta. E inicie uma outra, na qual me possa dedicar a 100% àquilo que realmente me importa. pelo menos durante seis meses… ![]()
Talvez, então, esta sensação de final de corrida, que dura há meia dúzia de anos, finalmente se desvaneça.
Estou no aeroporto de Lisboa, paguei 0.95 Euros por um café e fiquei doente! Embarco às 6h30 para Frankfurt. Lá hei-de descobrir a estação e o comboio que me há-de levar à Universidade de Siegen, onde vou apresentar o EuroMACHS, na Conferência Internacional Bologna 2010: e-Learning in Humanities and Social Sciences.
Está a decorrer em Coimbra o I Encontro de Design e Multimédia.
Conferências, workshops, curtas-metragens e convívios, hoje e amanhã.
Acabei de assistir a uma comunicação deliciosa, sobre tipografia, de Dino dos Santos.
EuroMACHS Network - Inscrições até amanhã

Terminam amanhã as candidaturas para o Mestrado Património Europeu, Multimédia e Sociedade de Informação (EuroMACHS), existindo ainda uma segunda fase de candidaturas de 18 a 26 de Setembro.
FAQ do EuroMACHS
Mais informações pelo email: euromachs@fl.uc.pt
Plano de Estudos:
1. Os estudantes inscrevem-se numa das 4 universidades participantes.
2. O primeiro semestre decorre na universidade de inscrição, mas todos os estudantes partilham um seminário comum via internet, que lhes permite contactar com alunos e professores de outras instituição e realizar actividades comuns.
3. No segundo semestre os estudantes deslocam-se para uma das outras universidades da rede onde terão oportunidade de desenvolver competências e aprofundar conhecimentos específicos da instituição que os recebe.
4. Nos terceiros e quartos semestres os estudantes voltam à universidade de origem, onde iniciam os trabalhos conducentes à apresentação da tése projecto. O mestrado prevê a criação de oportunidades de estágios no terceiro semestre para permitir aos estudantes .
Que tipo de grau se obtém?
O curso concede o grau de mestre. O grau concedido é automaticamente reconhecido pelas quatro universidades envolvidas, quando os estudantes cumprem com sucesso a plano de estudos conjunto. Existe o compromisso das instituições envolvidas de concederem o grau conjunto (diploma comum) assim que os quadros legais dos quatro países incorporarem completamente na sua legislação as directivas do processo de Bolonha nesta matéria, o que já acontece com Portugal, mas não com todos os outros países envolvidos.
Finalmente consegui um tempinho para fazer uma página decente. Andei a matutar nela durante algum tempo, depois foi só procurar as ferramentas e num instante ficou up.
Ainda não está completa, as secções de links & projects e gallery ainda precisam de ser preenchidas, mas a estrutura geral está pronta.
O template, fui buscá-lo ao Open Source Web Design, que tem trabalhos lindíssimos. Depois foi só fazer algumas alterações cirúrgicas porque a estrutura adequava-se perfeitamente ao que eu tinha em mente. Usei o Taco para Mac OS X (em Linux têm o Bluefish - era o meu favorito)
Fui à procura do link do Bluefish para vos dar e acabei de descobrir algo que me parece demasiado fabuloso: uma coisa chamada Fink, que permite trazer para MacOS X, software open source de linux. O Bluefish pode ser instalado a partir do Fink. O binary installer para mac intel já está a descarregar ou a carregar
- imaginem eu a fazer apt-get aqui! terá o apt-get moo também?
![]()
Com as alterações ainda tive alguns problemazitos com a validação de XHTML, mas estou muito contente por ter conseguido resolvê-los sozinha ![]()
Depois lembrei-me que na minha primeira casa, o sr. Admin tinha colocado aquilo a que vim a saber mais tarde ser um favicon, que aparece à fente do URL da página e na tab. Ontem, um grande amigo tirou-me uma ou outra dúvida e fez ele próprio um (é para lá ir ver, pois claro!).
É muito simples. Primeiro, abrem o Gimp (se não podem abrir outro? podem, mas conhecem mais algum open source melhor?!). Criam um documento 200x200, colocam uma caixa de texto (no meu caso coloquei uma letra) ou fazem um desenho. No caso da caixa de texto devem fazer merge dos layers, depois é só guardar como favicon.ico e colocar na mesma directoria da página onde querem que apareça. É possível, no entanto, que o ícone não apareça, nesse caso devem acrescentar duas linhas de código ao head da vossa página:

E pronto! Ah, a página! Sim, podem vê-la aqui. Sugestões ou reclamações nos comments. Já a mostrei a algumas pessoas. Os webdesigners e pessoas não ligadas às novas tecnologias gostam muito, os engenheiros informáticos não ficaram lá muito entusiasmados
As minhas aventuras no reino da Apple
O melhor é começar do princípio.
A minha primeira experiência com um computador foi estar à frente a um ecrã preto com umas letrinhas a laranja, preparada para programar em Pascal, em 1994. Não durou muito e poucas reminiscências tenho - desisti nos Arrays e foi das melhores coisinhas que fiz na vida.
Comecei a trabalhar em windows, quando finalmente desisti de Matemática e entrei em Jornalismo, em 1999. Depois do estágio no Público, decidi tirar PhD em História [novas tecnologias; e-learning] e comecei em 2003 a trabalhar em Linux. Primeiro Slackware, depois Gentoo. Quando lhe apanhei o gosto foi um experimentar de distribuições que nunca mais acabava. Instalei de tudo. Agnula, Debian, uma coisa chamada Peanuts, Slackware, Suse, Fedora, Kurumin (live e instalado), eu sei lá que mais, e, quando saíu, Ubuntu (esta era a que mais tempo durava no meu computador, na verdade sempre tive um carinho especial pelas debian-based).
Fiquei conhecida como a “miúda das distribuições” e perguntavam-me amiúde “que distribuição de linux me aconselhas?” ou “precisava de uma distro que corresse do cd regravável e pudesse gravar coisas” e eu “se estás a começar, experimenta ubuntu” ou “Damnsmall Linux é sempre bem, mas se trabalhas habitualmente em Gentoo experimenta FlashLinux. Podes metê-la na pen”.
A única distro que nunca consegui instalar, tive de pedir a um amigo, developer, foi Gentoo. Acho que arranjei um problema emocional com esta distro. Tinham-me dito que mesmo que a instalação não corresse muito bem, havia sempre a possibilidade de corrigir, mas da última vez que tentei a máquina devolveu-me um kernel panic. Um amigo disse-me “epá, Paula [há pessoas que me tratam por Paula], se te apareceu um kernel panic, isso significa que a máquina desistiu”. E olhem que é duro estar em frente a uma máquina que nos diz “Tu, disto não percebes patavina e eu desisto!”
Curiosamente, acho que é a mais fácil de manter - emerge life, the universe and everything ![]()
Ao mesmo tempo mantinha uma partição de Windows, quer para o software para aprender línguas, quer para o trabalho-trabalho em que precisava de comunicação máquina-a-máquina e um sistema Linux confundia sempre os colegas. Reservava o Linux para o trabalho-estudo ![]()
De forma que, era uma desgraçada. Acontecia-me de tudo: blue-screens; reboots sem a minha intervenção; computador crashado etc,etc.
E Apple? Quando chega? Já lá vamos, que ainda tenho uma hora de updates e há muita gente por aí entretida com um certo e determinado jogo de futebol.
Assim, quando precisei de comprar um laptop disse para mim mesma: vou comprar um computador de gente crescida, aprendo um novo OS, e o Linux - disseram-me - ainda desliza melhor. A Apple tinha lançado os intel based, o que para mim era ouro sobre azul, já que podia continuar a usar o meu software para aprender línguas.
Na altura, estavam bastante caros pelo que optei pelo mais pequenino, 1.8 de processador, 80 giga de espaço em disco, 512 mega de memória, 15,4″.
E o Macbook Pro chegou. Lindo! Em breve, começou a ter febres muito altas, de não se lhe poder tocar em algumas regiões como por cima das teclas de função e nas extremidades, e devia ter dores, porque gemia bastante, tanto que se alguém se sentasse perto, na biblioteca, começava logo a olhar de lado para mim.
Procurei nos fóruns o que era isto, mesmo com todos os updates, firmware incluído.
Parece que esse laptop, cuja série era 8611, tinha esses problemas e a Apple sabia disso. Contactei a loja onde o tinha comprado e disseram-me que o podiam devolver à Interlog (representante da Apple em Portugal), que eles iriam fazer testes e iria demorar.
Fiquei de todas as cores. Estou a trabalhar com Universidades de três países e essas pessoas só me podem contactar via email, para além de estar a desenhar um mestrado online.
Decidi contactar directamente a Interlog, que se disponibilizou de imediato a fazer a troca, dando conhecimento à loja onde comprei o Macbook Pro. Entretanto, voltei a enviar um email à Interlog a dizer que não queria um laptop dessa série que sabia ter problemas e que nos fóruns tinha encontrado pessoas que diziam que esses problemas já estariam resolvidos na série 8612.
Passaram-se alguns dias sem que eu tivesse resposta, pelo que pensei que não me iriam resolver o problema. Entretanto, a loja onde comprei o mac telefonou-me a dizer que a Interlog tinha computadores para trocar, mas eu deveria levar a máquina nessa quarta-feira de forma poder tê-la na sexta. Resultado: foi um fim-de-semana em windows, com um computador emprestado por um colega. Um pesadelo!
Nessa mesma sexta-feira, telefonaram-me da Interlog dizendo-me que mesmo a série 8612 parecia ter alguns problemas e se eu podia esperar até 29 de Junho, altura em que viriam os novos mac com processador de 2 gigahertz e os quais já não tinham esses problemas. Expliquei que já tinha enviado para Lisboa, a pedido da loja que me vendeu a máquina, o meu laptop, mas como ainda faltava bastante tempo para o final do mês, não podia ficar sem computador. Pelo que a Interlog me enviou outro da mesma série, pedindo-me que visse se tinha os mesmos problemas. Neste caso, eu deveria contactá-los de forma a reservarem um mac com processador de 2 gigahertz, sem mais encargos para mim (logo depois de o ter comprado os preços desceram). Parece que por dentro são diferentes.
Logo no primeiro dia do segundo mac fiquei sem tecla 8, no dia seguinte perdi o resto dos números, excepto o zero e à tarde perdi o ctrl. Não fazia tanto barulho como o meu, mas fiquei com a impressão de que aquecia mais.
HOJE
chegou o novo macbook pro, 2.16 de processador. Já instalei quase tudo o que preciso, estou a acabar de fazer os updates. Está quente, mas nada comparado com os outros dois que tive. E barulho, ainda não notei que fizesse.
Estou radiante com o computador. A Interlog teve uma postura exemplar e devido à minha situação, conseguiu que se fizesse a troca na cidade onde moro de forma a que eu não ficasse mais tempo sem computador (enquanto ía e vinha para Lisboa). Pelo que apesar de tudo, fiquei realmente impressionada com o professionalismo deles.
E agora? Agora os updates terminaram e a máquina está a pedir-me reboot
O MacBook ![]()
Agora, fazer os updates e instalar o essencial: firefox, adium e voodoopad (abençoados $29.95).
Depois, configurar o email, o resto e copiar os backups.
Já está quentito, mas ainda não queima. Barulho também não faz, até ver.
Mais um pouco de paciência que logo vos conto a história toda
há dez dias que não actualizava esta casa! acho que nunca estive tanto tempo sem escrever aqui, mas a verdade é que a semana anterior foi recheada de deadlines. mas não foi essa a única razão: o meu trabalho ao computador está bastante mais lento. razão? o meu laptop não tem números, nem sinais, como parentesis ou aspas! este já é o segundo mac book pro que tenho. disseram-me que chegaria hoje o definitivo, que não teria febres altas, nem dores.
deixem chegar a máquina que logo vos conto as minhas aventuras no reino da Apple
Internet 3G Tecnologia Móvel. Problemas. Até já?!
Uma amiga minha resolveu comprar um portátil e optar por internet móvel, pedido-me uma opinião. Disse-lhe que estava a usar Zapp e que dentro das opções de internet móvel no mercado me parecia a melhor e que estava satisfeita.
No entanto, a minha amiga acabou por comprar a placa da TMN. Suponho que neste caso, e porque ela não tem grande experiência com computadores, o factor decisivo foi a fidelidade. TMN é para ela algo conhecido, enquanto que Zapp não.
Depois de ter configurado o sistema operativo no seu computador novo, a minha amiga preparou-se para instalar o software da placa da TMN. No final da instalação, não aparecia nenhuma caixa de diálogo para ela poder colocar os códigos necessários. Pediu-me ajuda através do cliente de messagens instântaneas, noutro computador, e eu tentei perceber se ela tinha seguido os passos do manual e se tinha dado algum erro, ao que ela me respondeu que não. Tudo tinha corrido bem, só não aparecia a suposta caixa de diálogo. Como nunca tinha instalado uma placa destas disse-lhe para telefonar para a TMN, uma vez que eles poderiam saber do que se tratava e se mesmo assim ela não conseguisse, que me dissesse, que combinávamos um dia e eu via o que se passava.
Da TMN disseram-lhe para ela desinstalar e voltar a instalar, não resolvendo com isso o problema.
Tenho notado que as pessoas que não estão muito habituadas a mexer em computadores e precisam de instalar alguma coisa, mesmo que façam tudo o que diz no manual, têm tendência, quando as coisas não correm como esperado, a achar que é culpa delas, que devem estar a fazer algo de errado, pelo que a minha amiga não voltou a telefonar para a TMN e pediu-me ajuda.
Assim sendo, instalei o software do CD, coloquei a placa e eis que aparece o assistente de hardware do windows. Já me tinham dito que poderia ser necessário instalar as drivers, pelo que fui ao site, mas não encontrei nada que se parecesse com uma actualização ou drivers. O único link para fazer download era mesmo o software que me parecia ser o mesmo que vinha no CD. Pelo sim, pelo não, decidi telefonar para a linha da TMN para confirmar se seria aquela, a actualização necessária. Estive quase toda a tarde ao telefone porque o senhor que me atendeu não sabia o que eram drivers, não percebia que o aparecimento do assistente de hardware do windows se devia ao facto de o computador não saber lidar com aquele novo hardware e teimava em dizer que o problema era do anti-vírus ou de ter ligado o computador por cabo à internet anteriormente. Que tudo o que era necessário estava no CD e por isso tinha de dar. E se não dava, é porque o problema estava no equipamento e eu deveria dirigir-me a uma loja da TMN para efectuar a troca.
Teimosa como sou e em desespero de causa, perguntei novamente em que consistia o software que eles tinham no site. Disse-me que era exactamente o que estava no CD, mas “ligeiramente mais recente”.
Mais recente? Acendeu-se-me uma luz!
Pedi para não desligar, fiz o download do tal software, desliguei a internet por cabo, descompactei, instalei, coloquei a placa e finalmente apareceu a caixa de diálogo, na qual a minha amiga pôde finalmente colocar os códigos necessários e começar a usar a sua internet móvel.
No final, comuniquei ao senhor que a minha amiga tinha comprado a placa há cerca de um mês atrás e era possível que outras pessoas viessem a ter o mesmo problema. O senhor limitou-se a perguntar-me se me podia ser útil em mais alguma coisa - digam lá se não é preciso ter lata?
, e disse-me até já.
Até já, como imagem de marca e sob o ponto de vista do marketing parece-me realmente uma boa publicidade. Mas será conveniente indicar aos operadores das linhas, criadas para resolver problemas como este, para o dizerem também? É que depois deste telefonema só me apeteceu dizer mesmo espero que até nunca mais
não consigo entrar no o convicto, nem no o sempre convicto, nem no ser jovem implica ![]()
alguém consegue?
hoje celebramos o dia em que a Manela nasceu
A foto que me pediste para tirar, na última vez que estivémos juntas:
e se uma pessoa fosse para muito longe apenas com a roupa do corpo?
o que é ir para um sítio somente com a roupa no corpo?
…
quem faria isso?
…
não seria para fugir?
…
é isto o desapego?
Mac Book Pro: Good bye, Boot Camp. Hello, Parallels!
Well, searching on the web about this, i found out that most people are thinking: (mac os x + linux + windows) - rebooting = Leopard
The thing is that Apple is not talking about Boot Camp anymore. Now, they are talking about Parallels.
With Boot Camp you could boot in windows or in Mac OS X. With Parallels you can have a window with windows or linux in your Mac OS X desktop!
I was using Boot Camp just because i need a windows app for learning languages. So every time i wanted to practice i had to reboot my machine. Really insane!
I suppose that with parallels you have a slower machine, but as i said i just need ONE app from windows
i have some readers that are registering in this blog. i do not know if they are registering to save their data as readers or if they want to write here.
so, if you registered, please tell me ( sofiabento at gmail dot com ) if you want to post or if you want to be just a reader
the last person registered (Mekhi) gave a invalid mail, please, correct this.
há leitores que se estão a registar nesta casa. não sei se para guardar os dados como leitores ou se para escrever.
assim, quando se registarem enviem um email para sofiabento at gmail dot com dizendo se querem ser apenas leitores ou se querem escrever posts
a última pessoa que se registou (Mekhi) deu um email que não funciona. por favor corrija isto.
As tecnologias têm destas coisas, poder comunicar em tempo real com um grande amigo que acabou de chegar a Rishikesh.
Até segunda, esta casa vai andar paradota, que eu ando num stress só.
Ainda não sei se vai funcionar ou se irá correr bem, mas se sim poderão ver isso aqui, na próxima segunda-feira, 10h GMT ou 11h Lisbon:
http://hy-stream.it.helsinki.fi/ok/ [copy/paste para o browser, se fazem favor]
Fui convidada para participar por vídeo, numa conferência a decorrer em Helsinkia, sobre eLearning em História.
Já fizémos os testes e correu bem, mas estas coisas na hora…
Bom, agora deixo-vos que tenho uma apresentação para fazer…
Antes de mudar para a Blogsome, tinha um blog aqui. Raramente volto lá, embora ele continue online. O certo é que fui lá hoje e fiquei boquiaberta com as seguintes estatísticas: 797 visitas ontem e uma média de cerca de 69 visitas por dia. Para um blog que não é actualizado.
Podem ver o as stats completas aqui.
Hoje o O Homem do Leme entra para a irmandade do anel.
Eu ía desejar muitas felicidades, mas depois lembrei-me que somos nós quem constrói a nossa própria felicidade. Assim, desejo que construam o futuro juntos.
Não sei se dois é muito mais fácil do que um, mas de certeza que deve ser bem mais divertido e reconfortante.
Tudo de bom para estes recentes membros da irmandade do anel
Composer, Pianist, conductor. Ladies and Gentlemen, Lalo Schifrin
I had a cd from the author of the Mission Impossible, wich i did not remember the exactly title.
The music is simply beautiful. Like if we put jazz and Bach together. Very strange, but very beautiful.
It is not easy to find it. So, now and then i make a search for it. In one of this searches, i found the cd in Amazon and the official site of Lalo Schifrin. Just click here.
At your right side you have Schifrin playing Bossa Nova.
Johan: We’re emotinal illiterates. We’ve been taught about anatomy and farming methods in Africa. We’ve learned mathematical formulas by heart. But we haven’t been taught a thing about our souls. We’re tremendously ignorant about what makes people tick.
—
Marianne: Sometimes it grieves me that I have never loved anyone. I don’t think I’ve ever been loved either. It really distresses me.
Scener ur ett äktenskap - [Ingmar Bergman, 1973]
I am always fascinated by Bergman’s work. Every time i see a film or every time i read something that he wrote or every time i hear him talk about things. Now that i saw this Scenes from a marriage, i am prepared to see Saraband. Maybe next weekend.
Quando i bambini fanno oh - Giuseppe Povia
Quando i bambini fanno oh
c’è un topolino
mentre i bambini fanno oh
c’è un cagnolino
se c’è una cosa che ora sò
ma che mai più io rivedrò
è un lupo nero che da un bacino
a un agnellinoTutti i bambini fanno oh
dammi la mano perchè mi lasci solo
sai che da soli non si può
senza qualcuno, nessuno può diventare un uomo
per una bambola o un robot
magari litigano un pò
ma col ditino ad alta voce
almeno loro, eh, fanno la pace
così ogni cosa nuova è una sorpresa
proprio quando piove
i bambini fanno oh guarda la pioggiaQuando i bambini fanno oh
che meraviglia, che meraviglia
ma che scemo vedi però però
e mi vergogno un pò
perchè non sò più fare oooooooh
e fare tutto come mi piglia
perchè i bambini non hanno peli
ne sulla pancia,ne sulla linguaI bambini
sono molto indiscreti, ma hanno tanti segreti
come i poeti
i bambini volan la fantasia e anche qualche bugia
o mamma mia…bada
ma ogni cosa è chiara e trasparente
che quando un grande piange
i bambini fanno oh
ti sei fatto la bua è colpa tuaQuando i bambini fanno oh
che meraviglia, che meraviglia
ma che scemo vedi però però
e mi vergogno un pò
perchè non sò più fare oh
non sò più andare sull’altalena
di un fil di lana non sò più fare una collanalalalalalalala
Fin che i cretini fanno
Fin che i cretini fanno
Fin che i cretini fanno BOH
tutto resta ugualeMa se i bambini fanno ohh
basta la vocale
io mi vergogno un pò
invece i grandi fanno NOio chiedo asilo, io chiedo asilo
come i leoni io voglio andare a gattoni
e ognuno è perfetto
uguale il coloreevviva i pazzi che hanno capito cosa è l’amore
è tutto un fumetto di strane parole
che io non ho letto
voglio tornare a fare oh
perchè i bambini non hanno peli
ne sulla pancia ne sulla lingua
Este senhor fez um plugin para pesquisar directamente no Priberam, a partir da caixa do canto superior direito do Firefox.
Basta fazer o download deste ficheiro e, se quiserem o ícone, deste também. Depois é só colocar ambos os ficheiros na pasta searchplugins do Firefox, reiniciar o browser e usar!
Talking with blog visitors in real time
It was here that i found out about Gabbly.
Gabbly is a web application that let visitors of a webpage talk to each other, in real time.
You just have to add http://gabbly.com/ before the url. In the case of this house, you just have to copy/paste this to your browser:
http://gabbly.com/sophias.blogsome.com
Please note that every words will be saved in server so everyone who uses this will see everything that everybody writes

I tested yesterday and it was all right. Today i am experience some problems, but i think the problem is my internet connection (i am on a restricted one).
Edited: You should notice that this web application needs one of the following:
Mozilla/Firefox 1.5
Internet Explorer 6
Safari 2.0.3
(Thanks, PM)
i see you every workday
my words are a job for you
should i be pleased about it?
sometimes i think it was not real
sometimes i think it was not possible
then i try to remember
i try to catch why it becomes this way
it seems so far
it seems like it is all right
it seems like nothing happened
i can not remember why, anymore
i just have this feeling that all of this is a theorem, a truth that i can not change
that is why i keep quiet about it
é uma sorte estar aqui em Portugal. para conseguir apanhar o avião em Brindisi, às 6h da manhã de ontem, estive dentro de uma carripana-táxi, durante cerca de vinte minutos, a 160km/h, passámos sinais vermelhos, fizémos marcha-atrás numa via rápida, pisámos traços contínuos e andámos um pouquito em contra-mão. mas o homem conseguiu colocar-nos no aeroporto a tempo de apanharmos o avião. uff!!
hoje torcemos por alguém que foi a uma entrevista.
Não dá para vos falar de tudo o que me apetece. São 13h49m e ainda tenho de verificar umas coisas. A viagem até Milão, se exceptuarmos a turbulência e os enganos nas partidas e chegadas pelo piloto, que provocaram o pânico, foi boa. De Milão a Brindisi foi melhor. O aeroporto de Milão é o exemplo acabado do fundamentalismo. Depois explico porquê.
A cadeira e a mesa a que estou sentada têm a altura perfeita para a minha ![]()
Ah e tenho Wi-fi no hotel ![]()
Ainda não tenho uma opinião formada sobre os italianos, de qualquer forma quem quiser que eu lhe leve um, peça
estou no aeroporto de Lisboa, onde um avião me vai levar a Milão e depois a Brindisi. aí teremos de arranjar transporte até Lecce. chegaremos lá de madrugada (aqui há um mapa - danka). sexta-feira de manhã temos a apresentação formal e pública do mestrado à Universidade de Lecce, onde estará o Reitor. sexta à tarde e sábado é para trabalhar: finalmente! ![]()
até breve
eu cá também, ali adiante, muito pertinho, quase aqui ao lado..
Ontem levei um susto valente. Estava a criar um pdf quando fiquei com o desktop em estado freeze! E nem voltando a iniciar o laptop, conseguia aceder ao sistema. Claro que assim que anunciei à minha volta o que me tinha acontecido, a reacção foi logo de dizerem que eu estoiro com todos os computadores e que nem um mac está seguro comigo!!!
Bem, depois de andar a pesquisar nos fóruns lá descobri que pessoas que tinham feito os updates nesse dia estavam a queixar-se do mesmo.
Com o dvd de instalação consegui recuperar os ficheiros de forma mais ou menos rápida. Eu sabia que não estavam perdidos e já começa a haver livecd de linux para este tipo de processador, o problema é que saio amanhã de Portugal e ainda tinha e tenho materiais para preparar :S
Amanhã também não devo entrar em casa, que vou passar o dia em viagem, mas logo que tiver notícias dou ![]()
Esta casa precisa levar uma arrumação, links para actualizar, coisas para falar…
Por enquanto deixo-vos aqui ao lado uma das favoritas:
Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rotaEnquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e marTodos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijoEnquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e marEnquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
é iminente o momento. há a ansiedade própria do que está para ser, mas ainda não foi. há, certamente, a produção de uma hormona com nome esquisito. há-de ser. está quase, quase a ser. e, no entanto, pode nunca vir a ser. mas o importante é preparar-mo-nos para que o seja. como se o fosse, com a mais certa das certezas. pelo sim, pelo não. ansiedade até ao último momento. até estar do lado de lá. e, nos entretantos, tentar que o cérebro funcione.
Pronto. IVA e IRS tratados. Depois de um fim-de-semana de ansiedade.
A declaração do IVA é das coisinhas mais incompreensíveis que já se viu…
O pagamento de impostos deixa-me sempre uma sensação desagradável, se ao menos me pudessem dar a certeza de que eles seriam bem empregues…
De qualquer forma, os meus deveres relativamente a esta matéria estão realizados, quer dizer, pelo menos até receber uma cartinha do IRS a dizer quanto vou ter de pagar.
Enquanto houver estrada para andar A gente vai continuar Enquanto houver estrada para andar
Entrei em casa às 4h10m (o relógio desta casa anda uma hora atrasado - não, não tinha as malas à porta, nem a fechadura mudada, está tudo em silêncio e parece tudo muito calmo), vi o concerto inteirinho do Palma, tivémos até direito a desafio entre ele e o baixista (?) e depois entre ele e o moço das teclas (?).
Estou demasiado cansada, mas assim olhando a mobília à primeira vista desconfio que alguém deixou de ter medo do código.
Obrigada em forma de:
A música hoje chama-se Life in a glass house. Nunca a ouvi. Vou esperar de fazer o upload, colocá-la no blog e ouvi-la pela primeira vez, aqui em casa
Frágil - Jorge Palma, logo à noite em Coimbra
Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
Não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil
Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar demais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Sinto-me frágil
Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil
Está a saber-me mal
Este Whisky de malte
Adorava estar “in”
Mas estou-me a sentir “out”
Frágil
Sinto-me frágil
Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil
Sinto-me frágil
Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil
A man can be happy with any woman as long as he does not love her.
Primeiro, assustei-me, mas depois vi que a citação é do Oscar Wilde e fiquei mais sossegada
Escrevi o texto que se segue, na segunda vez que vi o 2046. Levei uma amiga e um amigo comigo. Comprei um bilhete a mais para uma pessoa que já sabia que não poderia ir. Fi-lo porque achei que essa pessoa tinha muitas questões sobre o amor, questões que também eu tinha, questões que não me foram respondidas depois de ver o 2046, mas que me sossegaram alguns demónios.
Enganei-me. A ela, não lhe disse nada, o filme. Quanto a mim, fui mal interpretada, de tal forma que cheguei a interrogar-me várias vezes se a outra pessoa não teria razão.
Não tinha. Descobri isso há pouco tempo, a partir de uma edição especial (em caixa metálica) do dvd do 2046, que encontrei na fnac (é o que eu digo, a fnac é boa é nos dvds de importação - e volto a frisar a vergonha da não existência de uma versão portuguesa com extras). São dois discos, um dos quais com entrevistas. Numa, Wong Kar Wai diz que o In the mood for love é uma história de amor, mas o 2046 é um filme sobre o amor. E, digo eu que, numa história de amor pode haver identificação, mas num filme sobre o conceito, há reflexão.
Saí da sala de cinema quando os créditos começaram e vesti o casaco. Os meus amigos foram dar comigo encostada à parede, em frente à porta, a fumar um cigarro e a apreciar os últimos sons e os créditos do filme.
O texto está escrito no masculino pela razão anterior e acho que já foi publicado em todas as casas (e talvez até já nesta) pelas quais passei. Quem tem acompanhado as mudanças sucessivas de casa, há-de reconhecê-lo ou até achar repetitivo. Reescrevo-o para meu próprio deleite, reescrevo-o para dar conta da edição especial e aproveito para roubar descaradamente uma foto (editada por um grande amigo). (clicar na foto para a ver em todo o seu esplendor)
“1 hora 10 horas 100 horas 10000 horas”
comprara um bilhete a mais. comprara-o para alguém que já sabia não poder ir. por isso, o lugar à sua direita, na sala de cinema, ficara vago durante toda a viagem para 2046. era o nº 14. talvez fosse melhor assim. se o objectivo era recuperar memórias perdidas, talvez fosse melhor ir sozinho. sentia a cabeça a latejar e o corpo exaurido. dormira muito mal na noite anterior. acordara muitas vezes e o pouco que dormira era um sono fragmentado, demasiado leve, hesitante. talvez fosse a iminência da viagem.
mas agora já não podia voltar atrás. era esta a última oportunidade para ir até 2046.“I once fell in love with someone
After a while, she wasn’t there
I went to 2046
I thought she might be waiting for me there
But I couldn’t find her
I can’t stop wondering if she loved me or not
But I never found out”procurá-la. recuperar as memórias perdidas. ocupar o tempo do outro ou deixar que o outro ocupasse o seu tempo. a viagem não foi muito tranquila. de quando em vez, sentia-se empurrado com violência contra as costas da cadeira. isto acontecia sempre que do outro lado da sala se erguia, no escuro, uma gargalhada. uma gargalhada sem sentido, despropositada, como se o seu dono estivesse numa viagem diferente. lembrava-se de ter pensado que o eu e o outro não vêem as coisas da mesma maneira e que, provavelmente, era isto que provocava os desencontros. isto e os segredos.
“Before…
…when people had secrets they didn’t want to share
…they’d climb a mountain
They’d find a tree and carve a hole in it
And whisper the secret into the hole
Then cover it over with mud
That way. nobody else would ever discover it”durante a viagem viu um homem apaixonar-se por uma andróide com movimentos retardados. se lhe era dito algo que a fazia chorar, as lágrimas só brotariam no dia seguinte. o homem pediu à andróide que fossem embora juntos, mas ela nunca respondeu. o homem concluiu que a andróide não respondia, não por ter os movimentos retardados, mas porque amava outro homem. ele, sentado na cadeira, que via os movimentos, que surpreendia os olhares e os silêncios ficou a pensar que os movimentos retardados poderiam bem ser a causa da perda do amor. mas quando pensou isto, lembrou-se de alguém que lhe havia dito:
“recuso-me a acreditar que podemos perder alguém verdadeiramente importante só porque nos atrasamos”
e isso descansou-o.
a viagem acabou antes do seu término. os outros passageiros começaram a levantar-se e a sair da sala. ele vestiu o casaco, dirigiu-se à porta e acendeu um cigarro. enquanto esperava olhava ainda para dentro da sala e deixava os ouvidos enebriarem-se pela música. foi movimentando-se para trás, sem dar por isso, até colar o corpo à parede. foi nesse instante que compreendeu a fragilidade. foi nesse instante que percebeu porque as personagens se agarravam às paredes.
“no amor não há substitutos.”
We finally received a decision from **** today. So Paola can start here in the beginning of september! We are very pleased!!
We’ll have to start to arrange an apartment etc. for her. But I am sure, that Paola receives information letter soon. (Paola, c’est moi!
)
I just received the decision about the six months research in University of Turku. I am really going to Finland! I just can not believe it yet!
Turku has a cultural identity as Finland’s historical centre, as it was the largest city in the country and served as its capital from its foundation in the 13th century to 1812. It also hosted the country’s first university, the Academy of Åbo. The loss of all these titles to Helsinki in the early 19th century caused a long-standing rivalry between the two cities.
The University:

The City Theatre and the Theatre Bridge across the river Aura:

The Cathedral:

The Castle (1280):
Mais um daqueles testes esquisitos…
|
Who Should Paint You: Gustav Klimt |
![]() Sensual and gorgeous, you would inspire an enchanting portrait.. With just enough classic appeal to be hung in any museum! |
i have holes in my memory
blank spaces filled with emptiness
i forgot pieces of my life
faces, names, silences
i can not recover them
even if i wanted to
because i erased the reason to remember them
afinal, parece que O símbolo de Abril é um puto!
Foi através do O Homem do Leme que dei conta de um post fabuloso sobre a desconstrução do discurso (poderei chamar-lhe mediático, informativo?) no A Sombra.
O tema é a criança de um poster de Abril e a partir desse post, e porque me despertou interesse a análise feita, decidi ler a entrevista que a tal criança deu aos 33 anos ao Correio da Manhã (link disponível a partir do A Sombra - é para lá ir, pois!).
—
A entrevista ao Correio da Manhã do puto do poster oferece-me alguns comentários e questões:
Na verdade, a razão de eu não querer dar entrevistas é que saí de Portugal aos 18 anos. (sic)
Foi esta a razão. Não foi uma das razões, foi a razão. Mas quem é que sai de um país porque não quer dar entrevistas?
Antes o entrevistado até tinha dito que sim, que na escola lhe falaram do 25 de Abril e da revolução, mas que nunca disse nada sobre a fotografia. E mesmo a seguir a dar a entrevista, ninguém me fez perguntas. Não sei porquê. Eu nunca disse, nem nunca ninguém me perguntou absolutamente nada.
Realmente, eu sou muito ignorante. Eu pensava que o símbolo de Abril era o cravo, a Vila Morena, pessoas da Revolução, o povo, afinal não, parece que foi um puto:
É um bocado irónico que o miúdo, o símbolo de Abril, tenha saído do país. (negrito meu)
Mas um puto com consciência, que logo a seguir diz finalmente a verdade sobre a razão que o fez sair do país:
Para fazer gestão de empresas numa universidade no Norte de Inglaterra.
Por último, acho muito bem que tenha imensa vergonha por nunca ter votado. Se não está informado, que se informasse. É um direito que a Constituição, no ponto 1 do seu artigo 37º lhe dá:
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
Se mesmo assim, não podia votar em consciência, há sempre o voto em branco. Alguém lhe devia falar no voto em branco.
É que não ir votar, diz que não se quer saber do sistema político do país, mas o voto em branco diz que queremos continuar numa democracia, queremos continuar a votar só que não há nenhum candidato que vá de encontro ao que defendemos.
Eu continuo a defender que há uma grande diferença entre o não ir votar e o votar em branco.
Parece que afinal é uma questão de TPC:
Tenho de me esforçar para saber mais sobre política portuguesa. Não sei o suficiente para votar em consciência.
Decididamente, há putos que me irritam. Principalmente quando, com 33 anos, conseguem dizer tanta tolice junta.
—
Por fim, gostaria de voltar a salientar o excelente post do A Sombra. É necessário a desconstrução e análise do discurso, de um cartaz, de um jornal, de uma rádio, de uma televisão, de um web medium.
Há uns anos, um jornalista estava numa manifestação e precisava entrar em directo no jornal televisivo, mas não tinha sinal para transmitir a partir do local. Agarrou em meia dúzia de manifestantes, levou-os numa carrinha para um local da cidade onde tinha sinal, pediu-lhes para se manifestarem, o câmara fez um plano fechado e o jornalista fez o directo como se estivesse no local preciso da manifestação.
Não me parece muito grave, ainda para mais que, em televisão a falta de imagem pode matar uma notícia. Mas é bom que as pessoas saibam como estas coisas se fazem, porque estas técnicas, quando usadas de forma honesta, podem cumprir a sua missão de informar, mas também podem ser usadas para deturpar a mensagem. E isso, sim é que é realmente perigoso.
Hoje o sr. Tiago faz anos. Parabéns!
um passo em frente

Gare St. Lazare, Paris
Henri Cartier-Bresson
Eu sempre pensei que a primeira vez que fosse a Itália, teria como destino Roma. A Roma do Fellini. Colecciono imagens de Fellini, de De Sica, de Tornatore, de Visconti, para lhes extrair as de Roma. Faria, então, um guião de lugares e iria lá, tentar perceber os risos, os choros, os amores e as raivas. Mas não. Quis a necessidade que o destino fosse Lecce, bem no tacão da bota (obrigada pela expressão, sr. Alvim)

Irei no dia 18, voltarei dia 21. Entre um e outro, estarei na Università degli Studi di Lecce em reuniões e dar formação, no âmbito da investigação que me encontro a desenvolver.
Se tiver tempo, nos intervalos, tentarei tirar umas fotos para vos contar tudo depois
Costuma dizer-se que o poder se torna maléfico nas mãos erradas. Concluo, então, que há muitas mãos erradas neste mundo. Quando o poder é usado para benefício pessoal à custa de outros seres humanos e se usam estratégias de terror e ameaça para se conseguir os fins, ele torna-se verdadeiramente execrável.
Pensei que há um livro que fala disto, há sempre um livro que fala disto, o que quer que isto seja. Lá consegui dar com ele, entre uma Antígona e um Ébano. Percorri-lhe as palavras e deparei-me com este excerto:
O que está a acontecer é que a carga de conhecimento e, o que é ainda mais importante, a carga decisional estão a ser redistribuídas. Num ciclo contínuo de aprendizagem , desaprendizagem e reaprendizagem, os trabalhadores precisam dominar novas técnicas, adaptar-se a novas formas organizacionais e ter ideias novas.
Em consequência disso, «respeitadores submissos de normas, que se limitam a seguir instruções à letra, não são bons trabalhadores», diz Nagao, citando um estudo anterior da Sony. Com efeito, no ambiente de mudança rápida de hoje, sublinha, também as normas precisam de ser mudadas mais frequentemente do que no passado e os trabalhadores de ser instigados a propor essas mudanças.
Isso é assim porque o trabalhador que ajudar a estruturar novas normas também compreenderá por que motivo elas são necessárias e como se encaixam no quadro geral - o que significa que as pode aplicar mais inteligentemente.
(…)
Mas convidar trabalhadores a participarem no processo da elaboração de normas é partilhar poder que antes pertencia exclusivamente aos seus chefes. Trata-se de uma deslocação de poder que nem todos os quadros superiores acham fácil de aceitar.
A democracia no local de trabalho, como a democracia política, não medra quando a população é ignorante. Em contrapartida, quanto mais instruída é uma população, mais democracia parece exigir. Com a expansão da tecnologia avançada, trabalhadores não especializados e de pouca instrução estão a ser postos fora dos seus empregos em empresas em vias de redimensionamento. Deixam atrás de si um grupo mais instruído, que não pode ser tratado da forma tradicional autoritária do «não me faça perguntas». Na verdade, fazer perguntas, contestar ideias estabelecidas, está a tornar-se parte do trabalho de toda a gente.
É, acho que está na altura de voltar ao Os Novos Poderes do sr Toffler…
Isto hoje vai ser um bom dia, vai, vai!
Chego sempre bem cedo ao gabinete, à hora em que a Brigada Assassina ronda o espaço. Hoje fiz disparar o alarme! Eu nem sabia que o meu gabinete tinha alarme! Então era ver as funcionárias todas à procura do que poderia ter disparado o alarme! Por fim, lá se chegou à conclusão que devo ter sido!
In this house, we have a reader from Sweden. Welcome! ![]()
The internet conection says that he or she come from Lund, but, in fact, he or she can be in another city of Sweden.
I had a dear friend in Sweden, i think he is in India now, and when i was in Stockholm i met his girlfriend, a really nice girl. I miss those two, they make a beautiful couple.
In Uppsala, i made nice friends and i just love to work with them.
So, every time i see Sweden i have always a good memory. And do not forget, this is the land of Bergman too
At the rate they’re killing journalists in Iraq, you’ll soon have to go there and get the news yourself.
Since the start of the war three years ago, 88 journalists have been killed in Iraq.
Hoje lembrei-me de ti. E há tanto tempo que não te rememorava. E foi uma tolice, meu querido. Nem sei eu bem como foi. Nem havia razão, vê bem. Estava a fazer algo trivial, que nunca fizémos juntos até. E, de repente, dei por mim a pensar que seria algo que poderíamos ter feito. E foi esta possibilidade impossível que me fez rememorar-te.
(…)
Vê lá a minha tolice, meu amor, lembrar-te por algo que nunca fizémos e que, eventualmente, poderíamos ter feito.
(…)
És muito gentil, mas eu bem sei que sou uma tola.
(…)
O que estava eu a fazer? Olha, meu querido, já nem sei, vês? Apenas dei por mim a pensar que o poderíamos ter feito juntos. E era tão trivial, quase insignificante… Talvez nos tenha faltado isso, meu querido, o trivial, o rotineiro, o quase insignificante. Tudo era feito num estonteamento da novidade, e só fazíamos juntos aquilo que fosse importante, lembras-te? O resto cada um fazia por si.
(…)
Não, meu querido, não volto atrás. É que às vezes dou por mim a pensar nestas coisas do como teria sido se. Tu bem me conheces. Logo, logo isto passa-me.
(…)
Estou bem, não te preocupes, a sério que estou bem, meu amor. Olha, encontrei um vaso, para colocar na entrada, quase igual ao verde que se partiu. É verdade! Só o vendo com muita atenção se diria que é diferente!
(…)
Sim, faz-se tarde. Até amanhã. Não te deites tarde, meu querido!
A palavra trabalho tem origem no vocábulo tripalium, que era o nome de um instrumento de tortura. Este vocábulo originou primeiro tripaliare (torturar) e depois trebajo (esforço, sofrimento, sacrifício), evoluindo este último para trabalho com o sentido que hoje lhe damos.
It barks at no one else but me
Like it’s seen a ghost
I guess it seen the sparks a-flowing
No one else would know
vou ali..
Hey man slow down, slow down
Idiot, slow down, slow down
Sometimes I get overcharged
That’s when you see sparks
You ask me where the hell I’m going
At a thousand feet per second
bom vou ali adiante..
Hey man slow down, slow down
Idiot slow down, slow down
vou qq coisa
Hey man slow down, slow down
Idiot slow down, slow down
A morte joga xadrez - Det Sjunde inseglet - Ingmar Bergman (1957)
Death: Don’t you ever stop asking?
Antonius Block: No. I never stop.
Death: But you’re not getting an answer.

Um cavaleiro regressa das cruzadas à terra natal e durante parte da sua jornada é acompanhado pela morte, com quem vai jogando uma partida de xadrez. É este jogo que decidirá o enredo.
Será que Deus existe?, é uma pergunta que ao mesmo tempo percorre transversalmente o filme deixa lugar a uma outra, Que fizémos de bom?
Antonius Block: Faith is a torment. It is like loving someone who is out there in the darkness but never appears, no matter how loudly you call.
(…)
Jöns: Love is as contagious as a cold. It eats away at your strength, morale… If everything is imperfect in this world, love is perfect in its imperfection.
Blacksmith Plog: You’re happy, you with your oily words. You believe your own drivel.
Jöns: Believe it? Who said? But I love to give pieces of advice.
Uma obra-prima de Ingmar Bergman.
elearning; scientific paper; design of online masters; new laptop! a mouse that looks like a soap; too much work; 2h30 of sleep per day in the last two days; missing home; missing you; i am back!
esta deve ser das raras vezes em que não tenho sono e consigo pensar. como consequência o trabalho avança e ainda bem, que não havia outro remédio.
esta casa e as casas dos visitantes é que ficam a perder, mas enquanto não estiver tudo pronto, não há leituras para ninguém.
até já (espero)
qd se tem uma porta aberta para a rua nao nos podemos preocupar com quem entra
No café vejo pessoas de circunstância. Gosto do espaço. Gosto da música. Vigio as conversas.
Uma tarde destas pede um Camus ou uma Simone de Beauvoir. Mas as conversas são triviais. O que se fez à noite. Quem se encontrou. Quem se conheceu. E são vazias. Nos dias de hoje, em vez de vazias, dir-se-íam light.
O café puro sente-se demasiado forte. Há corpos sentados aqui e ali, que falam de forma surpreendentemente calma. O cansaço da noite faz-se sentir.
À tarde trazem-se revistas e jornais de referência para o café, que não se lêem ou a que se dão atenção apenas quando a conversa esmorece.
Se não há ninguém conhecido, o corpo senta-se, abre a Wire e pede um café. Mas a Wire é apenas pretexto porque os olhos do corpo se voltam para a porta sempre que entra alguém. E, no entanto, no entanto o corpo não espera ninguém.
O sol aquece o espaço e pede um Camus ou um Pessoa. Mas pede sobretudo alguém que pedisse o mesmo.
livros - a mim, apetecia-me ter-te levado comigo
Carta a Mário de Sá-Carneiro
Escrevo-lhe hoje por uma necessidade sentimental - uma ânsia aflita de falar consigo. Como de aqui se depreende, eu nada tenho a dizer-lhe. Só isto - que estou hoje no fundo de uma depressão sem fundo. O absurdo da frase falará por mim.
Estou num daqueles dias em que nunca tive futuro. Há só um presente imóvel com um muro de angústia em torno. A margem de lá do rio nunca, enquanto é a de lá, é a de cá; e é esta a razão íntima de todo o meu sofrimento. Há barcos para muitos portos, mas nenhum para a vida não doer, nem há desembarque onde se esqueca. Tudo isto aconteceu há muito tempo, mas a minha mágoa é mais antiga.
Em dias da alma como hoje eu sinto bem, em toda a minha consciência do meu corpo, que sou a crianca triste em quem a vida bateu. Puseram-me a um canto de onde se ouve brincar. Sinto nas mãos o brinquedo partido que me deram por uma ironia de lata. Hoje, dia catorze de Marco, às nove horas e dez da noite, a minha vida sabe a valer isto.
No jardim que entrevejo pelas janela caladas do meu sequestro, atiraram com todos os baloucos para cima dos ramos de onde pendem; estão enrolados muito alto; e assim nem a ideia de mim fugido pode, na minha imaginacão, ter baloucos para esquecer a hora.
Pouco mais ou menos isto, mas sem estilo, é o meu estado de alma neste momento. Como à veladora do “Marinheiro” ardem-me os olhos, de ter pensado em chorar. Dói-me a vida aos poucos, a goles, por interstícios. Tudo isto está impresso em tipo muito pequeno num livro com a brochura a descoser-se.
Se eu não estivesse escrevendo a você, teria que lhe jurar que esta carta é sincera, e que as coisas de nexo histérico que aí vão saíram espontâneas do que me sinto. Mas você sentirá bem que esta tragédia irrepresentável é de uma realidade de cabide ou de chávena - chia de aqui e de agora, e passando-se na minha alma como o verde nas folhas.
Foi por isto que o Príncipe não reinou. Esta frase é inteiramente absurda. Mas neste momento sinto que as frases absurdas dão uma grande vontade de chorar.
Pode ser que, se não deitar hoje esta carta no correio amanha, relendo-a, me demore a copiá-la à máquina, para inserir frases e esgares dela no “Livro do Desassossego”. Mas isso nada roubará à sinceridade com que a escrevo, nem à dolorosa inevitabilidade com que a sinto.
As últimas notícias são estas. Há também o estado de guerra com a Alemanha, mas já antes disso a dor fazia sofrer. Do outro lado da Vida, isto deve ser a legenda duma caricatura casual.
Isto não é bem a loucura, mas a loucura deve dar um abandono ao com que se sofre, um gozo astucioso dos solavancos da alma, não muito diferentes destes.
De que cor será sentir?
Milhares de abracos do seu, sempre muito seu,
FERNANDO PESSOA
P.S. - Escrevi esta carta de um jacto. Relendo-a, vejo que, decididamente, a copiarei amanha, antes de lha mandar. Poucas vezes tenho tão completamente escrito o meu psiquismo, com todas as suas atitudes sentimentais e intelectuais, com toda a sua histero-neurastenia fundamental, com todas aquelas intersecções e esquinas na consciência de si-próprio que dele são tao características…
Você acha-me razão, não é verdade?
(em 14 de Marco de 1916)
[Título inspirado no primeiro livro de Maria Judite de Carvalho, Tanta gente, Mariana!]
percorro a rua vazia de gente vazia de ruídos vazia de luz vazia de calor vazia, vazia as pernas tremem como se tivessem estado durante muito tempo tensas e expectantes sinto-me inquieta uma inquietude que advém depois de tudo ter passado a madrugada aproxima-se e a noite, a noite acalma
The night suggests, it does not show. The night disquiets and surprises us with its otherness; it releases forces within us which by day are dominated by reason. I love the wonders of the night, which the light causes to break forth.
Brassaï

Stranger danger
Danger stranger
When you gonna follow throughThe mistake you don’t make
Or the rain cloud covers above your house
Steal the feelings
Don’t focus on the flame girlHave i failed to impress you?
Could’ve sworn that wine
And one and four made two,
But it’s five!
It’s five!Can i ride with you
Until the sunset gets all red
And we’ll chased by the moonHope the passion don’t fade
Since you decided he’s your spouse.
Wheeling, dealing, joking things will change girlHave i failed to impress you
Could’ve sworn that wine
And one and four made two
But it’s five
It is five
[aviso: o meu discurso encontra-se particularmente acintoso hoje, pelo que se desaconselha a leitura deste post a pessoas mais sensíveis]
Não me lembro se alguma vez utilizei este cumprimento. À luz desta distância parece-me que o devo ter feito uma ou outra vez porque recordo a sensação do ridículo, pretensioso até, de tal cumprimento.
Hoje considero-o corporativista, próprio de um grupo fechado que pretende continuar fechado.
O que é que alguém quer dizer com cumprimentos académicos que não consiga dizer com cumprimentos?
O cumprimentos académicos serve, quanto a mim, duas funções: ou se trata de um email (ou vários) para uma lista a avisar qualquer coisa mais ou menos oficial e remata-se com tal cumprimento, como quem diz, este mail é uma grande seca [vocábulo introduzido em Portugal pelo acutilante Eça], mas vocês vão desculpar que é em nome da academia; ou se trata de puro corporativismo: eu pertenço a este grupo, eu faço parte da academia e como tal tenho uma linguagem própria, transmitida de geração em geração, apanágio apenas daqueles que pertencem ao mesmo grupo do que eu. Enfim, a carneirada tem de se reconhecer de alguma forma.
Depois há os outros, aqueles que utilizam porque viram utilizar e lhes parece tal expressão senha de entrada ou regra instituída.
Mas quantos já se interrogaram sobre este cumprimento?
E isto das palavras rememora-me outra, que por sinal é muito boa de se dizer, mas que acaba por ter um significado execrável.
Muitas vezes se utiliza a expressão devemos agir com urbanidade. Quer isto dizer que devemos agir com delicadeza; civilidade; cortesia; afabilidade [in Priberam].
Mas atentemos na raíz da palavra: urbe; resquícios do séc XIX [e XX!] em que a cidade era sinónimo de civilidade e cortesia!
É que muitas vezes usamos as palavras e as expressões sem pensar no que elas guardam.
Desde 4 de Janeiro de 2006, esta casa teve:
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E a média por dia é:
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Aqui está o gráfico
Morrissey ou nostalgias de uma voz que me acompanhou
Warm lights from the grand houses blind me
Haves cannot stand Have-nots
And my love is under the ground
My one true love is under the ground
And I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s hero now
I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s hero now
They who should love me
Walk right through me
I am a ghost
And as far as I know I haven’t even died
And my love is under the ground
My one true love is under the ground
And I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s hero now
I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s hero now
See as I.. See as I.. See as I..
I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s lover now
I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s lover now
Things I’ve heard and I’ve seen
And I’ve felt and I’ve been
Tell me I’ll never be anybody’s lover now
It begins in the heart
And it hurts when it’s true
It only hurts because it’s true
(15-04-2006 03:02:00) *****:
where do you wanna go?
(15-04-2006 03:02:53) paola:
far, far away…
(15-04-2006 03:03:00) *****:
and where is tht?
(15-04-2006 03:03:12) paola:
finland!
(15-04-2006 03:03:29) *****:
when do you know?
(15-04-2006 03:03:43) paola:
june
(15-04-2006 03:03:52) paola:
june is far, far away too
divertido, divertido é ver uma senhora de sandálias abertas atrás, com saltos muito altos e muito fininhos a prenderem-se nas juntas das pedras da calçada
[é trauma meu e de mais um milhão de mulheres quando acham que devem usar saltos muito altos e finninhos
]
if you are feeling sad, clap your hands!
Run the lip off sunshine shore
Betray white water
Delay dark forms
Slap young waves on wooden bones
Don’t touch the laughter and away we goAway we go
CLAP YOUR HANDS!
But I feel so lonely
CLAP YOUR HANDS!
But it won’t do nothing
CLAP YOUR HANDS!
But I have no money
CLAP YOUR HANDS!
Are you up to something?
CLAP YOUR HANDS!
Where’s my milk and honey?
CLAP YOUR HANDS!
But I just look funny
CLAP YOUR HANDS!
I’ll just wait awhileAs time alone stands still for some
Stuffed sailor up with eyeball sun
And if by castle ship should stray
It has like you no chosen fate for
It’s tongue-tied caboose that leads
This ragged lad, this finger-flipping
Mom and dad (for what is worth some
Aimless steer?) And should mouth
Confuse my foggy mirror and reveal
What is not there I shall take this
Unbound train away…
Clap Your Hands Say Yeah
Purpurina - s.f. Substância corante, extraída da raíz da ruiva. Metais reduzidos a pó e empregados em tipografia para as impressões a ouro e a prata. Planta da família das melastomatáceas.
in De Morais
É assim definida a purpurina como substantivo no dicionário De Morais. No Priberam, apenas se encontra a palavra como adjectivo.
[Às vezes, há coisas que me passam ao lado. Esta foi uma delas e pelos vistos muito badalada, na verdadeira acepção da palavra
- aposto que as visitas a esta casa vão aumentar
]
queria um café pingado com leite frio, acuçar e copo de água
é que neste corpo não entra mais adoçante. não vos dou links, mas experimentem procurar por aspartame no google, um susto só!
a minha sorte é que tenho gente que vela pela minha saúde
já não recordo o teu rosto
não consigo reproduzir na minha memória o som do teu silêncio
e a tua voz, a esta distância, não me é reconhecível
se tentasse, também não conseguiria desenhar novamente o teu contorno
a pouco e pouco, a indefinição toma conta da tua imagem
e o sossego instala-se
O’Neill (Alexandre), moreno português,
cabelo asa de corvo; da angústia da cara,
nariguete que sobrepunha de través
a ferida desdenhosa e não cicatrizada.
Se a visagem de tal sujeito é o que vês
( omita-se o olho triste e a testa iluminada )
o retrato moral também tem os seus quês
( aqui, uma pequena frase censurada…)
No amor? No amor crê (ou não fosse ele O’Neill!)
e tem a veleidade de o saber fazer
(pois amor não há feito) das maneiras mil
que são a semovente estátua do prazer.
Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se
do que neste soneto sobre si mesmo disse…
As cantinas estão fechadas, aqui em cima. Lembrei-me a tempo (aka antes de descer as monumentais) que o bar das matemáticas começou, ainda eu andava cá, a servir refeições.
E aqui vim. Muito calmo, para bar das matemáticas. É certo que não há aulas, mas mesmo nesse tempo a vivacidade já não é, certamente, a mesma. Os engenheiros faziam deste bar um local muito vivaz.
E se é certo que joguei aqui muito cartas, não é menos certo que resolvi muita derivada e muita primitiva nestas mesas.
[pronto, também amaldiçoei muito o sistema e um ou outro professor
]
Lembro-me que foi aqui que chegou ao pé de mim uma colega, vinda de ver uma frequência, uma frequência de 9. Lembro-me dela contar que tinha uma demonstração certa, marcada errada pelo professor. Lembro-me dela ter confrontado o professor com a demonstração correcta, como estava no livro. Lembro-me do professor lhe ter dito que havia indicado na aula que queria aquela demonstração feita como ele a fez na aula e não como estava no livro. Lembro-me da minha colega ter ficado com 9. Lembro-me de ter começado por amaldiçoar o professor e ter acabado a amaldiçoar o sistema.
Lembro-me de estar num anfiteatro, com um professor a acabar uma demonstração. Lembro-me de um colega que no meio daquela gente toda muito calada se levantou para dizer que não tinha percebido. Lembro-me do professor dizer a esse aluno que era natural, que fosse para casa estudar e se ainda assim não percebesse que passasse depois no gabinete.
Lembro-me das terríficas aulas de geometria. Lembro-me de ver a professora encher sucessivamente dois quadros inteirinhos, parar, agarrar no apagador, dizer que não, que não era assim a demonstração que ela própria tinha feito, começar a apagar bem pelo meio do quadro, voltar a parar, dizer que afinal estava bem e tentar desesperadamente completar a demonstração meio apagada.
Editado: depois de escrever este post, fiz uma procura rápida por Bar das Matemáticas e encontrei um blog dedicado a este bar. Aqui o primeiro post
hoje vai ser um bom dia. não começou muito bem: odeio conduzir - já vos disse isto?
mas vou fazer o que mais gosto: ultimar o desenho de um curso e rever um relatório, enfiada numa biblioteca
acho que já não te consigo distinguir no meio de tanta gente. ainda agorinha me parecias tu, mas pensei logo a seguir que o mais provável era não seres tu. antes era muito simples, tinhas algumas características que mais ninguém tinha e por isso, mesmo sem te saber o nome conseguia adivinhar-te. o facto de não usares sempre o mesmo caminho ajuda a não conseguir identificar-te.
vês a falta que faz um nome?
101.
Se a nossa vida fosse um eterno estar-à-janela, se assim ficássemos, como um fumo parado, sempre, tendo sempre o mesmo momento de crepúsculo dolorindo a curva dos montes. Se assim ficássemos para além de sempre! Se ao menos, aquém da impossibilidade, assim pudéssemos quedar-nos, sem que cometêssemos uma acção, sem que os nossos lábios pálidos pecassem amis palavras!
Olha omo vai escurecendo!… O sossego positivo de tudo enche-me de raiva, de qualquer coisa que é o travo no sabor da aspiração. Dói-me a alma… Um traço lento de fumo ergue-se e dispersa-se lá longe… Um tédio inquieto faz-me não pensar mais em ti…
Tão supérfluo tudo! Nós e o mundo e o mistério de ambos.
465.
Quando o estio entra entristeço. Parece que a luminosidade, ainda que acre,das horas estivais devera acarinhar quem não sabe quem é. Mas não, a mim não me acarinha. Há um contraste demasiado entre a vida externa que exubera e o que sinto e penso, sem saber sentir nem pensar - o cadáver perenemente insepulto das minhas sensações.

When people listen to you don’t you know it means a lot,
‘Cos you’ve got to work so hard for everything you’ve got.
Can’t rest on your laurels now,
Not when you’ve got none.
You’ll find yourself in a gutter,
Right back where you came from.Someone told me being in the know is the main thing.
We all need the security that belonging brings.
Can’t stand on your own in these times,
Against all the odds,
You all just fall behind like all the other sods.You slap our backs and pretend you knew about,
All the things that we were gonna do.
What ya gonna do, what ya gonna do,
When it’s over?
You’re on your own now,
Don’t you think that’s a shame?
But you’re the only one responsible to take the blame.
So what ya gonna do when the novelty has gone?
Yeah, what ya gonna do when the novelty has gone?You slap our backs,
And pretend you knew about,
All the things we were gonna do.
What ya gonna do, what ya gonna do
When its over?
aqui não há flores nem árvores, não há verde aqui: só o castanho árido da areia quente.
aqui não há risos nem conversas de gente: só o vazio imenso que se adivinhava desde o início.
e as divisões amplas propagam o eco, eco, eco, eco, eco, eco…
Os programas de autor faziam sentido numa altura em que só existiam rádios generalistas.
António Mendes in PÚBLICO
Na rádio, os programas de autor fazem sempre sentido. Sempre. A playlist nada tem de trabalhoso ou nobre. Ela serve apenas para encher tempo nas rádios que não querem pagar a pessoas para fazerem programas de rádio. A playlist não é um instrumento de trabalho, e deveria ser antes um recurso último. Uma excepção e nunca, nunca uma regra.
Também a rádio é invadida pelo facilitismo, pelo nivelamento por baixo. Depois, é muito triste ver gente que trabalha numa rádio insinuar que um programa de autor já não faz sentido.

Lá deixou as 7h das manhãs de sábado e voltou às 9h, esperemos que definitivamente. Descobri eu hoje, numa viagem radiofónica até Vera Cruz, concelho de Portel, Évora. [Na foto, a igreja de Santo Lenho]
É possível que alguém tenha tentado comentar num post abaixo e não tenha conseguido: não há maneira de eu conseguir domar o gatekeeper do spam. Se for o caso, por favor, tente novamente e se mesmo assim não conseguir envie-me um email, que eu coloco: sofiabento at gmail dot com
Mudei o gráfico da LastFM, ali ao lado, para actualizar de acordo com o que estou a ouvir, no momento.
E agora estou a ouvir Merankorii, de que já vos falei e que aproveito para dar conta de que já está disponível para download uma das músicas do novo álbum.
Das músicas que já ouvi, a minha favorita é a Interlude. Podem ouvi-la aqui. Esperem até aos 30 segundos
chego à porta e preparo-me para subir as escadas. hesito e penso: e se a Teresa não está? dou meia volta, é que se a Teresa não está, é uma desgraça, ela torna o processo muito mais simples.
se me calha outra, já sei que vou ser bombardeada com perguntas a que não sei responder, aliás, que nem sequer consigo entender…
o melhor será voltar para trás, telefonar e marcar para um dia em que a Teresa esteja, decido. mas logo, logo ouço a voz da minha mãe: não me tornes a aparecer à frente sem o teres feito!
ainda tento resistir: ora, o que pode acontecer?, o que pode acontecer é que passo o fim-de-semana a ouvir sermão atrás de sermão, e ainda por cima este é prolongado! não, vai ter de ser.
subo as escadas. Bom dia, a Teresa está? Está. Uff!
bem, já me pareço com a Mafalda em feitio, não há necessidade de ter o cabelo parecido com ela também
na terça-feira estive quase, quase a fazê-lo, mas depois desisti.
o facto é que isto já começa a ser tema de conversa, sinal premonitório de que é necessário fazê-lo.
a minha mãe já começa a ameaçar-me não me tornes a aparecer à frente sem o teres feito!
de forma que, vou sair agora, com as melhores intenções de o fazer.
irei conseguir?
i have an account of instant messaging with only one contact of a person
no one knows who this person is
including me
entrei para uma reunião às 9h30, com o meu orientador, e acabei de sair.
esperam-me alguns dias de trabalho muito intenso ![]()
o que é que eu preciso?
matar processos, basicamente.
que andam a consumir recursos a esta máquina a que chamo cérebro e que não têm retornos.
e gerir muito bem as compensações. parece que é importante compensar-nos a nós próprios.
demorada, mas produtiva, esta reunião. tenho uma lista de coisas para fazer, basta agora definir as prioridades e começar.
às vezes, penso que seria bom poder fazer apenas uma coisa. mas logo a seguir refuto: provavelmente não conseguiria.
tempo, preciso de tempo. sim, temos de saber gerir o tempo, mas para o poder gerir temos de o ter, certo?
é nestas alturas que, à falta de alguém que se interesse realmente pelo que dizemos, se arranjam estratégias, como esta de falar em discurso directíssimo num blog.
isto lembra-me também uma certa e determinada pessoa que há tempos me disse que lhe apetecia comentar um post, mas tinha receio de o fazer, por achar que podia escrever menos bem.
o que me leva a dizer-vos que gostaria que se sentissem aqui como em vossa casa. a quem apetecer comentar que comente, se está bem escrito, se não está, se tem interesse, se não tem, não faz mal.
claro, que às vezes (eu, muitas) acordamos rabugentos, mas amanhã é outro dia e ninguém disse que temos de pensar e sentir sempre da mesma maneira.
bem, comecei com uma reunião e acabo a falar de lamechices
é melhor terminar por aqui
Um fib, na poesia, é um conceito criado por Gregory K., que segue a série de Fibonacci: 1/1/2/3/5/8… etc. Uma série que se encontra na espiral da concha do nautilus.

Segundo o autor, o objectivo é criar um poema de 20 sílabas, cuja contagem silábica segue em cada linha a série de Fibonacci.
Nesta casa, comecei a experimentar, não por uma contagem silábica, mas pela contagem das palavras. Para começar é mais fácil. Tenho seguido o autor e em alguns poemas torna-se difícil descobrir a sequência, uma vez que me é difícil a contagem das sílabas no inglês. Como as palavras no inglês também são mais pequenas é mais fácil dar sentido a poemas escritos nessa língua.
Vou analisar melhor as regras e voltarei a este assunto.
Um obrigada especial ao sr. Anonymous, que me chamou a atenção para isto
fresco
manhã
bem cedo
os meus passos
são os primeiros nesta casa
mas hoje alguém acordou mais cedo: bom dia!
(é difícil sintetizar um ideia num fib. para já escrevo estes fraquinhos. há que pensar nas regras também. seria interessante escrever um cujas frases fossem autónomas. cujo objectivo fosse não haver necessidade de interligação com a frase anterior para que ela tivesse sentido, porque de outra forma corremos o risco de este tipo de poema se subjugar a uma fórmula matemática apenas pela forma e isto seria possível com qualquer texto)
En Lektion i kärlek [Ingmar Bergman, 1954]
filme do fim-de-semana:

(o Bergman aparece atrás de um jornal, no comboio - esta foi uma das últimas informações que o sr. Miguel me deu antes de partir para a Índia)
ora bem, wordpress é uma aplicação que a blogsome usa nos seus blogs e que permite gerir a parte de administração desta casa, algo parecido com o editor da blogspot, mas muiiiito melhor ![]()
o wordpress tem alguns plugins que o administrador do blog (aka eu) pode activar ou desactivar. no caso da blogsome, onde tenho o blog alojado, podem ser por exemplo, a opção de mostrar os últimos comentários na barra lateral, um sistema mais apertado contra spam ou um plugin que mostra um editor avançado wysiwyg - what you see is what you get, isto é se eu quiser um texto em itálico ou às cores clico numa caixinha com o i ou com as opções de cores, exactamente como na blogspot. normalmente eu uso o editor normal, se quiser meter cores ou texto centrado uso linguagem html, que não devia, devia antes usar xhtml, que é para certas e determinadas pessoas não andarem a ver os erros de código
bluefish é um editor de páginas web, com resultados parecidos com o Frontpage, por exemplo, só que em vez de ser gráfico (wysiwyg), a página é construída só com código ![]()
a folha de css é aquilo a que os informáticos e webdesigners chamam de folha de estilo, é uma espécie de ajudante da página web que construímos e que manda nela. diz-lhe que tipo de letra e que cores devem ser utilizadas na visualização da página, por exemplo.
o problema que aconteceu aqui é que activei o plugin do editor avançado e esqueci-me que se queria meter tags de código html: < b > abrir bold < / b > fechar bold por exemplo, teria de abrir a caixa do código, em vez de o inserir directamente na caixa onde estou a escrever. resultado: abri tags < b > sem as fechar < / b >.
não sei se expliquei muito bem, mas enfim, eu cá não sou informática nem webdesigner
ok agora tenho tudo de um post para baixo a negrito, talvez seja uma tag aberta, o certo é que não dou com ela!
até já e já meto as legendas
note from author: bolas! estava difícil! já dei com ela
errata: onde se lê nesta casa irra é favor ler sol
hoje
egoisticamente
sorvo palavras
uma outra vez
como se para mim fossem
como se dele as palavras para mim fossem

You are what people in a former era might have termed ‘touched’. Mad and brilliant, your genius may only fully be appreciated 100 years from now. At the moment people just think you’re a bit weird.
Genius is not valued like it once was so you rely on handouts from friends and family. But don’t worry - they’ll always help because secretly they think you’re amazing.
You can take the test here.
para o que me havia de dar! - (actualização)
às evzes não preciso que me digam nada, só preciso que me façam falar!
e foi assim que ainda agorinha alguém no messenger me disse:
***** diz:
belo serviço que fizeste
***** diz:
![]()
paula diz:
oh
paula diz:
não me digas nada
***** diz:
mas de onde vem aquilo verde?
***** diz:
no css n ta nada…
paula diz:
no editor
paula diz:
ficou assim
paula diz:
tudo para baixo
paula diz:
ah espera
***** diz:
mexendo no css
***** diz:
so altera o primeiro post
paula diz:
obrigada
paula diz:
já descobri
paula diz:
danka!!!!
Pensei: se só altera de um certo ponto para baixo, só pode ser o raio de uma tag aberta e que não foi fechada, então fui lá e a casa já não está verde!
Ó desgraça! Acordei e dei com a casa verde!
E a culpa é toda das experiências. Andei a brincar com um plugin do wordpress que insere um editor wysiwyg. E logo eu que faço webpages em Bluefish! Era só para experimentar! E agora tudo verde!
A folha de css está bem de saúde, o plugin já desinstalei, nada, voltei a instalar, nada. Consegui que o post anterior ficasse bem, mas os outros, nada. Tenho aqui uma dor de cabeça para uns dias valentes!
Aos leitores peço compreensão!
fico imóvel
páro todos os movimentos do corpo
a respiração intervala-se cada vez vez mais
o sangue desacelera
e o corpo arrefece
a pouco e pouco todos os sentidos vão parando
o corpo deixa de sentir
e de se sentir
interrompo o processo ao pensar que já não me lembro do teu rosto
is this a fib? did i count them well?
up
down
is now
all my life
do you remember?
when the ups and downs were too young?
Nenhum homem é uma ILHA isolada; cada homem é uma
partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA; se um
TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica
diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO,
como se fosse a CASA dos teus AMIGOS ou
a TUA PRÓPRIA; a MORTE de qualquer
homem diminui-me, porque sou
parte do GÉNERO HUMANO.
E por isso não perguntes
por quem os
SINOS dobram;
eles dobram
por TI
J O H N D O N N E
in Hemingway, Ernest, Por Quem os Sinos Dobram, Livros do Brasil, Lisboa
Change of speed, a change of style
A change of scene, with no regrets
A chance to watch
admire the distance
Still occupied - though you forget
Different colours, different shades
Over each mistakes were made
I took the blame
Directionless, so plain to see
A loaded gun won’t set you free
So you say
Alfred Lord Tennyson - The lady of Shalott
She left the web, she left the loom,
She made three paces through the room,
She saw the water-lily bloom,
She saw the helmet and the plume,
She look’d down to Camelot.
Out flew the web and floated wide;
The mirror crack’d from side to side;
“The curse is come upon me,” cried
The Lady of Shalott.
Tell me why I don’t like Mondays
Houve tempos em que eu adorava as segundas-feiras. Para onde foram esses tempos?
For those who have this problem, here e you have a simple hack that might help you.
Começara a chover e ouvia-se o som cadenciado dos pingos na cobertura da enome piscina de água aquecida.
Tu nadaste até mim e eu, de pernas cruzadas como um chinês, movendo apenas os braços na água, olhei para ti, sorrindo e reconhecendo-te.
Admirado, perguntaste como me mantinha assim, parecendo sentada dentro de água. Respondi que era muito fácil. “Cruzas as pernas como se estivesses sentado e depois moves os braços para não ires ao fundo”
Tentaste fazer o mesmo, mas quando cruzaste as pernas desapareceste na água.
E eu chamei, gritei as cinco letras do teu nome como se nunca as houvera gritado antes, e no mesmo segundo mergulhei, coloquei os meus braços sob os teus para te puxar e senti que não podia contigo. No mesmo instante, senti-me eu própria a ser içada e no minuto seguinte via-te já a rir. Continuavas a segurar-me pela cintura e eu, olhando para ti, apenas consegui dizer “assustaste-me”.
Não que fizesse alguma diferença. O susto já tinha passado, mas esta afirmação parecia sempre imprescindível. Funcionaria como um desabafo depois de um susto que apanhamos? Uma espécie de forma de sossegarmos? Ou teria uma censura velada? Um pedido para não o voltares a fazer?
“Mas eu sei nadar muito bem!”, justificaste, acrescentando com um sorriso “Além de que tenho pé aqui!”. Era verdade. Tinha-me esquecido de como eras alto. Fiquei com aquela sensação de o meu susto ter o seu quê de ridículo. Mas tu abriste os braços e eu enlacei os meus no teu pescoço, rodeei o teu tronco com as minhas pernas e tu tiraste-me da água.
A casa é azul, tem música e fala de dor. Nas entrelinhas, lê-se amor e força. Infinito Perdido.
Sometime ago I found an interesting blog about technology, Mind Booster Noori.
And it was because of this that I found another blog (from the same author) with a beautiful music and two albuns released: O Monólogo do Mudo and Crash.
Go there and listen
há sempre uma imagem e um conjunto de palavras na instalação, que apetece ver e ler.
este é um dos muitos favoritos.
mas agora vou jantar com gente que conheço desde o 10º ano, melhor amiga e rapaz que veio do frio incluídos ![]()
logo vos falo de tudo o que está em lista de espera
de manhã, oradora numa conferência. à tarde, ouvinte em várias.
amanhã, mais do mesmo - a propósito, apareçam amanhã [para a Lan Party é necessária inscrição, vejam no site] - da lan party não sei que eu não jogo, mas as duas primeiras conferências de hoje foram muito boas e as de amanhã prometem…
tanta coisa para vos falar e o cansaço não permite o cérebro trabalhar.
uma noite descansada.
tenho coleccionado casas. casas sobre as quais vos preciso falar. e são tantas, tantas…
vai para a Suécia. volta a Portugal. vai a Espanha. volta à Suécia.
nunca diz quando vai, nem quando vem.
quando chega, telefona e diz sem aviso: vai um café?
a sorte é que lhe reconheço a voz.
às vezes, como hoje, aparece-me à frente.
ao telefone, não me vê a admiração.
hoje viu. e respondeu.
mas tínhamos combinado aqui, não te lembras?
lembro, lembro - diz o meu sorriso de orelha a orelha
não volta para o frio. agora, vai para mais longe.
até sexta.
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Durante algum tempo foi impossível colocarem comments devido ao facto da Blogsome (acho eu) ter acrescentado uma outra funcionalidade (acho).
Já é possível comentarem os posts novamente (acho)
a necessidade de ouvir e rescrever as palavras de só um folêgo dá nisto:
pela janela mal fechada
entra já a luz do dia
morre a sombra
desejada
duma esperança fugidia
foi uma noite sem sono
entre saliva e suor
com um travo
de abandono
e gosto a outro sabor
dizes-me até amanhã
que tem de ser
que te vais
só que amanhã
sabes bem
é sempre longe demais
dizes-me até amanhã
que tem de ser
que te vais
só que amanhã
sabes bem
é sempre longe demais
pela janela mal fechada
chega a hora do cansaço
vai-se o tempo
desfiando
em anéis de fumo baço
acendo mais um cigarro
invento mil ideais
porque amanhã
sei-o bem
é sempre longe demais
dizes-me até amanhã
que tem de ser
que te vais
só que amanhã
sabes bem
é sempre longe demais
acendo mais um cigarro
invento mil ideais
porque amanhã
sei-o bem
é sempre longe demais
dizes-me até amanhã
que tem de ser
que te vais
só que amanhã
sabes bem
é sempre longe demais
acendo mais um cigarro
invento mil ideais
porque amanhã
sei-o bem
é sempre longe demais
dizes-me até amanhã
que tem de ser
que te vais
só que amanhã
sabes bem
é sempre longe demais
acendo mais um cigarro
Rádio Macau - estes ficam na mesma caixa do Palma
you must see it in mickeyckm personal blog: larger than life
Click the picture in order to enlarge it and see it carefully
destes, pois!
[nós, leitores, somos assim, queremos sempre mais]
gosto das calças curtas, de forma a que se possa ver as meias, e sapatilhas “de desenho animado”.
is that OK with you?
baú de papelada virtual ou arrumações forçadas de primavera
fui convidada para apresentar um projecto que coordenei há cerca de dois, três anos atrás, pelo que estou neste momento a tentar dar conta de algumas dezenas de cd’s e dvd’s de backups para recolher material.
nesses backups vou navegando por documentos, emails, músicas, imagens entre outros ficheiros. vou navegando por conversas, por estudos, por trabalhos.
para onde foram essas conversas?
reconheço cada uma, mas cada uma me aparece agora como irreal. irreal? irreal.
como dois actores a quem tivessem retirado o cenário.
vou aproveitar e retirar todos os ficheiros de trabalho e de estudo. gravá-los com nomes específicos e ordená-los.
o resto, lixo.
se me pedissem para me definir era assim: 8 ou 80, para o bem e para o mal
hoje, acordei 8 e acabei de passar ao 80
não suporto a incompetência e recuso obedecer ao autoritarismo
e as consequências?
ao diabo com as consequências
a mim ninguém me cala, nem ninguém me compra!
aviso: má-disposição em volta
Well, a post with strange and word in the title is irresistible to me, so i clicked and found:
Very usefull to all women!
Geral fechada, Tropical aberto
Cheguei à Biblioteca Geral e bati com o nariz na porta. Começava a precisar de uma dose de cafeína e de uma mesa onde estender o laptop, pelo que rumei ao Tropical, onde estou a escrever este texto ao som dos Editors ![]()
Graças à Zapp!
Acho que estou a ficar viciada em computadores! Há quem diga até que tirei o curso errado…
No dia da mentiras, disseram-me uma coisa, mas nesse dia não me liguei à internet, pelo que só soube no Domingo. E pensei, na altura, que fixe! - a minha geração ainda diz que fixe! - Então, não querem lá ver?
Mas não, afinal era mentira!
People are fragile things, you should know by now/Be careful what you put them through
Foi aqui que descobri Editors. A música rememora outra. A letra lembra-nos de algo que é muito fácil esquecer. Obrigada ![]()
É para lá ir ver a letra e clicar nos links, pois claro!
Ontem - Mário Viegas, 10 anos da morte
Não deixo de dizer o que penso para ganhar um subsídio ou para ter um programa de televisão. Podi ganhar muito dinheiro, ser muito mais popular. Por mim, no último minuto da minha vida, quero ter apenas a minha consciência tranquila.

A partir da próxima terça-feira, 4 de Abril, o PÚBLICO começa uma colecção da discografia completa
Estás demitido, obviamente demitido
tu nunca roubaste um beijo
e fazes pouco das emoções
és o espantalho dos amantes.
Estás demitido, obviamente demitido
evitas a competência
não reconheces o mérito
és um pilar da cepa tortaE assim vamos vivendo
na província dos obséquios
cedendo e pactuando enquanto der
filósofos sem arte, afugentamos o desejo
temos preguiça de viverEstás demitido, obviamente demitido
subornas os próprios filhos
trocaste o tempo por máquinas
tu és um pai desnaturado.
Estás demitido, obviamente demitido
arrasas a obra alheia
às vezes usas pseudónimo
tu és um crítico de merdaE assim vamos vivendo…
Estás demitido, obviamente demitido
encostas-te às convergências
nunca investiste num ideal
tu sempre foste um demitido
tu foste sempre um demitido
já nasceste demitido!
y o u . d o . n o t . l o v e . m e
y o u . d o . n o t . l o v e . m e
someone told me that
and i did not believed it
y o u . d o . n o t . l o v e . m e
you do not know
but i do
y o u . d o . n o t . l o v e . m e
you think you do
but i know you do not
y o u . d o . n o t . l o v e . m e
i can see it
when you talk to me
y o u . d o . n o t . l o v e . m e
i can see it
when you listen to me
y o u . d o . n o t . l o v e . m e
my sadness is the hapiness of someone
h e . d o e s . n o t . l o v e . m e
ARRE, que tanto é muito pouco!
ARRE, que tanto é muito pouco!
Arre, que tanta besta é muito pouca gente!
Arre, que o Portugal que se vê é só isto!
Deixem ver o Portugal que não deixam ver!
Deixem que se veja, que esse é que é Portugal!
Ponto.
Agora começa o Manifesto:
Arre!
Arre!
Oiçam bem:
ARRRRRE!
Álvaro de Campos (1890-?)
Poesias
I am not a technology expert, so my opinion on this issue is an opinion of an user.
What is called Web 2.0 is really starting to annoying me and I am feeling this because it seems to me that Web 2.0 is starting to be build as if this was the next step and everybody should be using it in the future. I must say that the design, in some cases, is just beautiful. But it seems that was created a concept of the web and I do not think that is working out. It seems to me that the concept is all about sharing things and access things from anywhere, but i think in the first case Web 2.0 is working in a strange direction and in the second case I do not believe it is the best way.
Web applications are appearing like mushrooms! I like options, but I like real options. If I have two or more applications I can choose between them based on a function, for instance, that one of them have and the other do not. But this applications seem all alike. So I have 3 ou 4 but my choice for one of them is not really a choice because they do not have nothing really new or really diferent.
Now about the concept.
In Web applications (office, rss, calendar, etc) I work in the web and if I want I can share my documents (I can import and export to my computer, but a priori the work is done in the web)
As an user I do not feel confortable with this. Working in a server that I do not control and that I only can access with a net connection.
Besides we can ask: who has access to information that we created? How this things are treated? Can we be sure that this will not be used by other people?
It seems to me more useful (and safe) to work in an application installed in my machine and that I can publish to the web the documents I need to.
The other issue, accessing my work from anywhere, is a little bit strange to. I only can do this if I have a net connection. I think it is more usefull to get a Flash (based on Gentoo) , Slax (based on Slakware) or Damnsmall Linux and carry my OS with me
So, I think I am missing the point of Web 2.0 and I need to ask: what is web 2.0 for?
e espanto-me sempre com isso.
The color of the sun is just perfect at this hour and I am feeling just great. I think I am going to take the rest of the day off
I found this site who helps you to create a Mac-on-Stick, even if you are running Windows. I followed the steps and there it is, running. Now I am going to install some software on it.
But I found two problems. To solve one, I had to ask the help of a good friend, because I needed a Mac. So, for those who only have a windows machine you can take the System software [ System 7.0.1] here. Second, i had some troubles with the ROM image they provide, but i could manage to get one that worked just fine here.
I am really tired of people attacking Firefox without a reason. First, a girl claimed that a bug in Firefox was the reason to her breaking down her five years relationship, when in fact it is more probably a bug of Windows than a bug of Firefox. Now, some people say that Firefox “eats” a lot of memory, but they just do not care about trying to explain that or find out how to get around this. (They do not talk about the cache they have or the extensions they added)
There are people who seems to not have this problem:
I have 3 firefox(1.5.0.1) windows open
1 has 6 tabs
2 has 5 tabs
3 has 1 tab
task manager memory usage = 63.4M
And others fixed it with cache=0:
Ben my man, that worked. FF went from hogging 250MB of my ram to a swift 54MB with the same tabs and page clicks. Where were you 5 months ago
![]()
You have more on this here.
Nevertheless, there are people saying this is a “HUGE” problem of Firefox and Firefox it is not good, etc, etc. So I need to ask: if you think Firefox is not good to your needs, why use it? Tell me, do you have another browser with the features of Firefox that suites you? So, use that one and stop claiming that Firefox “is not quality software” or has bugs that do not exist, just because you do not know how to use it or you do not try to know how to adapt it to your needs
Tive um acidente de viação de manhã - o gajo de trás não travou -, em que bati com a cabeça, pelo que depois de almoço sentindo-me um pouco tonta e com dores dirigi-me aos HUC [Não tenho nada partido, mas é possível que com os movimentos as dores aumentem nos próximos dias, é possível também que venha a usar um “colar de esponja” - se andar rabugenta, já sabem
]
Mas o que me leva a escrever este post, nada tem a ver com isto, ou melhor, tem, na medida em que foi esta ida aos HUC que o suscitou.
Ao pé dos Raios X, entrou quase logo a seguir a mim um detido, um preso, algemado e com dois polícias de cada lado.
É a segunda vez que estou nas urgências e aparece uma pessoa algemada. É a segunda vez que observo o que passo a relatar.
O preso sorria, ria. A princípio um riso indefinido, mas atentando bem na expressão percebia-se um sorriso sarcástico. E olhava as pessoas. E às pessoas que o olhavam, ele segurava-lhes o olhar.
E eu pensei que se estava ali é porque estaria doente, então porque sorria? Uma saída da prisão, mesmo que para um hospital, será razão para sorrir? Talvez seja.
Mas depois as pessoas que se sentavam ao meu lado tentavam - e nestas situações não é nada fácil, que sou bastante antipática - encetar conversa comigo comentando que aquele homem estava algemado.
E foi aí que percebi que provavelmente o sorriso sarcástico daquele homem era uma espécie de olhos muitos abertos e dentes cerrados. Às vezes, até se notava que era postiço. O sorriso. O sorriso de quem se sente alvo dos julgamentos alheios.
E eu senti-me triste. E quando ele olhou para mim, eu sorri-lhe de volta.
I told you about PostSecret once. Today i found out that someone claim there to have discovered the solution to Riemann Hypothesis.
How strong is your wish to discover something like this?
uma das sensações mais fantásticas que se pode experienciar num café apinhado de gente é alongar o olhar pela janela e perceber a completa e impossível imobilidade de uma árvore sob um candeeiro de rua.
ouço a tua voz à distância. preciso fazer um enorme esforço para te ouvir. preciso, sobretudo, de focar a minha atenção no que dizes porque intuo-o importante.
consigo apenas perceber que me dás instruções e que as repetes muitas vezes. sinto que apoias este corpo cansado e pesado, que teima em não obedecer às ordens que lhe dou para se manter direito.
não entendo o que me dizes, mas sinto uma irreprimível vontade de rir.
sinto-te o olhar e percebo no riso que por fim deixas sair do teu corpo que desistes. dou-te umas pancadinhas no braço para te sossegar de me veres assim. nunca te deve ter ocorrido que poderias ver-me assim.
vou palrando num tom arrastado, que tenho de repetir várias vezes porque pareces não conseguir perceber o que eu te digo. e é estranho que o não percebas porque só falo de ti.
agora devo estar a dar-te um conselho, que o tom é de conselho e tu vais acenando que sim, como quem sossega o outro. ouço o som ritmado de um comboio e lembro-me de achar estranho uma cadência destas dentro de um café.
é nesta altura que te levantas decidido e dizes que por hoje chega. tento levantar-me, mas não consigo. és tu quem me guia através do labirinto de pessoas, mesas e cadeiras que atulham o espaço.
sinto o ar frio da noite como uma bofetada e aconchego-me mais a ti. continuas a apoiar-me o corpo.
pelo caminho, vou perguntando pelo som do comboio. se o ouviste também. que eu não vi comboio nenhum, mas o som som era muito nítido. vais dizendo que sim, ao mesmo tempo que abres a porta. e eu pergunto se o viste e tu acenas, e enquanto vamos subindo as escadas vais dizendo que era azul e às vezes laranja e outras ainda castanho, como um buraco no tronco de uma árvore. deixo cair o corpo exaurido em cima da cama e insisto em saber agora das pessoas.
dizes-me que apenas um passageiro e alguns andróides com movimento retardados.
e é neste instante que te percebo o sorriso de quem inventa uma história para sossegar o outro.
porque sei que nunca estiveste em 2046. e por isso não podes ter regressado.
Ela escolheu a mesa junto à janela, para se poder sentir próxima do chão. A mesa foi ficando completa: cinzeiro, chávena de café, copode água, maço de tabaco e caneta a deslizar no papel. As outras mesas atraíram pessoas e conversas.
Ele deve ter entrado no café, mas ela não consegue descrever como porque manteve sempre o olhar no papel branco que ía ficando manchado de caracteres pretos. É para ela impossível relatar os olhares que ele lançou em volta. Ela não sabe sequer se ele procurava alguém. Ela também não consegue dizer que voltas ele deu no café até chegar à mesa dela e sentar-se na cadeira vazia em frente.
Poucos minutos depois, trouxeram um café e um copo e água e a mesa ficou repleta de pares. Ficou estipulado, num silêncio de comum acordo, que partilhariam o cinzeiro.
Às vezes, olhavam a rua, às vezes olhavam o interior do café e às vezes olhavam-se a eles próprios. Nos olhos.
Se hoje lhes perguntarem o que cada um vestia ou de que cor eram os seus cabelos, não saberão responder. Quando se olhavam, olhavam-se nos olhos.
Ela ouvia a OST do 2046 e isto pareceu-lhe injusto. Por isso, retirou um dos phones, esticou o braço e colocou-o no ouvido dele, com o cuidado de não lhe tocar.
A mesa estava encostada à parede de madeira, à qual se encostava a perna de um e o pé de outro. Era este o outro ponto de contacto entre ele e ela. Se os ouvidos se enchiam de um Siboney, o corpo sentia as vibrações das notas de jazz da música ambiente através da madeira.
Olhavam-se em silêncio, como se se conhecessem há muito tempo e, ao mesmo tempo e ainda assim, precisassem um do outro.
Quando a OST do 2046 chegou ao fim, ela retirou, do ouvido dele, o phone, suavemente e com o cuidado de não lhe tocar, arrumou as coisas, levantou-se, atravessou o café em direcção à saída e nunca mais voltou.
É por isso que ela não sabe que ele voltou lá todas as noites à procura o silêncio dela.
Às vezes tenho ataques de ansiedade ou de aflição. Não sei bem.
Sinto-me muito aflita. Sinto que tudo vai desabar.
Sinto que tudo pode desabar. Que tudo tem de desabar.
E tem de ser assim para completar a lógica do devir.
Da forma como o mundo rola. Do rumo que o mundo toma.
Tudo vai desabar. Tem de desabar para se completar o ciclo.
E este sentir é tão certo como se não pudesse ser de outra forma
Às vezes, esta sensação transforma-se num aperto dentro do peito. Um aperto que vai crescendo como se fosse explodir.
O coração acelera à impossibilidade e eu penso é agora.
Neste instante, rememoro o teu silêncio, vejo o teu contorno e acalmo.
Conseguiste fintá-la novamente.
Phones do iPod nos ouvidos. Sento-me. Vem o senhor perguntar-me o que quero. O tempo que demoro a tirar os phones para não falar demasiado alto é o suficiente para ele se adiantar:
Café pingado com leite frio, adoçante e copo de água, certo?
há quem venha de fim de semana, tu vens de semana
Não bates à porta. Entras. E fazes bem. Pois se a porta está só no trinco…
Não se reserva o direito de admissão cá em casa. Embora às vezes apeteça.
Chegas às segundas e vais ficando.
Não sais, nem para dormir. Suponho que estendes o corpo exaurido no sofá.
Vais alternando entre as várias divisões da casa, embora permaneças mais tempo na sala principal.
É possível que de vez quando ouças música e sei que uma vez ou outra usas a biblioteca.
Não falas. Quando o fizeste, calei-te de forma autoritária e ditatorial. Nem te apercebeste.
É que te apercebes de muito pouco.
Eu acho que é porque já estás construído. Já te fizeste.
Ou talvez te tenhas convencido que já estás feito.
Ou talvez não queiras que alguém te possa fazer.
Ser auto-suficiente. Não depender de ninguém, nem para nos fazer.
Aguentar firme, aconteça não importa o quê. Nem que se tenha de fechar as mãos com muita força, cerrar bem os dentes e abrir muito os olhos.
O que te faz ficar? Como caracterizas o espaço? O que sentes aqui dentro?
Sais às sextas, quase sem se dar por isso, deixas a porta no trinco, sem ruído.
Até segunda. Bom fim de semana.
A minha música preferida da OST do 2046. Às primeiras notas, é-me necessário parar todos os movimentos do corpo, e canalizar a energia para os ouvidos.
I think most people miss that
about you and I watch wondering
how they can watch you bring them
food and clear their dishes and
never get that they have just met
the greatest woman alive… And
the fact that I get it makes me
feel great… about me!
There are some who say that life is an illusion, and reality is but a figment of the imagination.
always the sun - the stranglers
How many times have you woken up and prayed for the rain
How many times have you seen the papers apportion the blame
Who gets to say, who gets the work and who gets to play
I was always told at school, everybody should get the sameHow many times have you been told, if you don’t ask, you don’t get
How many liars have taken your money, your mother said you shouldn’t bet
And who has the fun, is it always the man with a gun
Someone must have told him, if you work too hard you can sweatThere’s always the sun (always the sun), mmm mmm
There’s always the sun
Always, always (always the sun)How many times have the weathermen told you stories that made you laugh
You know, it’s not unlike the politicians and the leaders
When they do things by half
And who gets the job of pushing the knob
That sort of responsibility you draw straws for if you’re mad enoughThere’s always the sun (always the sun), oh oh
There’s always the sun
Always, always (always the sun)
There’s always the sun (always the sun), mmm mmm
There’s always the sun
Always, always (always the sun)There’s always the sun (always the sun)
There’s always the sun
Always, always (always the sun)
- tenho um sr anonymous lá em casa…
- hmm… há problema?
- não, não, pelo contrário. às vezes é um bocadito resmungão, embora ele diga que não, mas fala de coisas muito interessantes e estranhas. é um problema porque assim é difícil avançar em alguns assuntos, quanto mais se fala, mais se diz de nós. o Poirot costumava dizer que para descobrir o assassino só havia que pô-lo a falar… sabias que o schrodinger tinha um gato? eu pensava que ele só tinha electrões…
- um gato?! estás-te a passar? que gato?
- nada, nada… enfim, acho que não devia tentar saber quem é, mas estou mesmo curiosa. eu acho que tu sabes
- não sou eu!!
- eu sei que não és tu, mas acho que tu sabes quem é
- não sei não. a sério
- sim, tu não sabes que sabes. mas de certeza que sabes. também não te posso dar a imagem que tenho dele porque não seria a mesma para ti e provavelmente não reconhecerias. só tenho de encontrar uma forma de te expor a imagem, explicando porque acho que conheces, talvez isso resulte …. por outro lado, a curiosidade matou o gato…
- outra vez o raio do gato! que gato? o do schrodinger?
Coimbra está cinzenta, nublada e cai uma chuva fininha. adoro o tempo assim. na faculdade em frente as luzes das salas deixam entever estantes e estantes de livros e eu ía jurar que lhes sentia o aroma. apetece sair daqui e correr sem parar neste pátio em frente. já aqui dei umas valentes corridas, lembras-te? quando te roubei a capa e vieste atrás de mim para a apanhar. e descalça, sapatos fora a meio da corrida e entre o chão e os pés, meias de vidro. e corremos tanto, tanto, lembras-te?
e agora apetecia-me ficar parada e paralela à janela, abri-la e sentir os pingos de água na face enquanto ouço run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run…
(acho que gostei tanto de voccê que quero levar pra casa …rsrsrsrsrs)
Ashes of Time
i wonder if it works…
California Dreamin’ and Chungking Express revisited
na verdade, nunca estamos verdadeiramente sós.
há sempre alguém por aí.
agora, depois do almoço, só estão dois nesta casa, quem sabe mais para a tarde, entre mais alguém e esta sensação de desconforto desapareça?
- se alguém bater, abre a porta. eu estarei na biblioteca a trabalhar. writing Ping Pong
- Você é sozinha, Paula?
- É. Eu sou sozinha.
- Isso é bom, né? Assim, você pode dedicar seu tempo a esses projectos.
- É, acho que sim.
- Quando eu voltar lá para o Brasil, não deixa de me responder aos meus emails. Eu sei que você está pensando em ir lá para o frio, mas pensa também no Brasil, quem sabe depois que você voltar a gente não trabalha junto? Eu gostaria muito de trabalhar com você, viu?
Às vezes, sentimos que carregamos o mundo às costas. Mas é muito bom ouvir que fomos nós que carregámos o piano.
Mais uma divisão nesta casa: uma biblioteca
- link aqui ao lado
[Pena que não dê para procurar resultados com capas em Português]








