Luis Buñuel - Un Chien Andalou (1929)
Aqui não há coerência. Aqui atropela-se a lógica com prazer e na premiere espera-se atrás do ecrã, com pedras nos bolsos ante o receio de ser atacado pela audiência confusa
Não tivesse o guião sido escrito por esses dois grandes do surrelismo: Buñuel e Dali, este último com o papel de padre arrastado com o piano numa das cenas do filme.
15 minutos e 34 segundos de confuso deleite…
Um quarto de hora de genialidade. E Llorca?
Comment by Gabriel — December 27, 2005 @ 11:56 am
hmmm… tenho à cabeceira a casa de bernarda alba e as bodas de sangre (em castelhano). de poesia não conheço muito. se bem que tenho uma vaga ideia de associar a poesia dele a música… ou será que é a poesia dele que contém musicalidade?
Comment by Sophia — December 27, 2005 @ 2:06 pm
Sim, muita musicalidade. E qualquer coisa mais!
Citado de cor, esta “Canção Tonta”
“Mãe, eu quero ser de prata.
- Filho, terás muito frio!
Mãe, eu quero ser de àgua.
- Filho, terás muito frio!
Mãe, borda-me em tua almofada.
- Sim, filho, agora mesmo!”
Comment by Gabriel — December 27, 2005 @ 6:18 pm