quer se faça um programa de rádio, quer se escreva num jornal ou até num blog, há sempre um público para o qual se escreve. não adianta dizer “que não, que se escreve pelo gosto da escrita” - quem disse que tem público não escreve por gosto?! - porque se não se escrevesse para um público, não se publicava.
muitas vezes, não conhecemos esse público, pelo menos naquilo a que habitualmente empregamos a palavra conhecer. não há uma cara, mas há certamente um feedback que muitas vezes justificaria melhor a palavra conhecer do que uma cara.
o público é sempre muito exigente. e nem sempre conseguimos agarrá-lo.
o feedback do público é sempre muito importante, mas não pode ser a única motivação. se assim fosse, seria o respeito do público que perderíamos em primeiro lugar.
e assim sendo, a escrita nunca perderia o seu sentido.
se a escrita perde o sentido, é porque não é honesta, porque não é franca, é porque não é séria.
disse ali em cima que o público é muito exigente. reafirmo-o novamente. o público exige sempre o melhor do melhor. e neste tempo todo de escrita aprendi que não é possível enganar o público.
e só um tolo poderia pensar que sim.