Do you want to save a snowflake for decades?
Here is how to.
ps -> eu já me contentava em ver um ao vivo!
Do you want to save a snowflake for decades?
Here is how to.
ps -> eu já me contentava em ver um ao vivo!
The Rocky Horror Picture Show [1975]
Once in a while, she don’t want to call you
Speaking on the telephone
And once in your life, she won’t want to know you
You look around
The one you’ve found, she is goneAnd that’s all the time that it takes
For a heart to turn to stone
The sweeter the wine
The harder to make the break
You hear something about someone
You’d thought you’d knownSo baby don’t cry like there’s no tomorrow
After the night there’s a brand new day
And there’ll be no pain, and no more sorrow
So wash your face
And phone my place, it’ll be OKAnd that’s all the time that it takes
For a heart to beat again
So give me a sign
That a lover makes
You look around
The one you’ve found is back again
every hour you knock on this house door
this is not an empty house
but sometimes we need to be in silence
to listen instead of to talk
you can knock and step inside
if you want
this house has always an open door

Alice Bowman: My daughter is buried in Africa. Who can explain that!
Terry Thorne: What was her name?
Alice Bowman: Mali. Mali Jasmine Bowman
Terry Thorne: It’s a beautiful name.
Alice Bowman: You know, nobody ever asked me that.
Proof of Life [2000]
I suppose names are not very important. But sometimes ask about them is. So, what is your’s?
The Mysterious Geographic Explorations of Jasper Morello (2005)

Holding Your Breath (2001)
condição humana de quem vive
mas a espera ansiosa
de quem se sente a perder o tempo
condição de quem vive hoje
espera periclitante
de quem anseia pelo tempo de espera
que a lentidão morreu algures
ou mataram-na
até aqui, dentro de um café
neste local, onde ninguém vai para lado nenhum
a espera é ansiosa
as conversas são expectantes
o prazer do silêncio da espera acaba-se
a espera hoje é ruídosa
e rápida, sobretudo rápida
despareceu-lhe a lentidão
e, por isso, o prazer
É bonito. E não há só para GNU/Linux. Ajuda a suportar o look do windows.
Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra
Imersa no silêncio característico de uma biblioteca, trabalho sempre melhor.
Depois há as estantes de madeira escura e o cheiro dos livros.
A sala envolta na penumbra acalma, quando necessário.
[Em breve mais notícias sobre bibliotecas]
this is the time
this is the hour
that make me remember that you have an existence
how do i know this?
i just know
a little time before i was thinking: today i did not remember your words.
i guess i thought it too soon
mas quem percebe estes romanos?!
estou no TAGV a ouvir um escritor italiano. suponho que o que diz é muito interessante porque está toda a gente muito atenta. també deve ser divertido porque de vez em quando o público ri.
na apresentação, falaram de Giacomo Leopardi, leram um trecho fabuloso de um diálogo entre a vida e a morte. na web, só encontro o texto em italiano.
no TAGV, o autor fala do seu livro o sex appeal do inorgânico. chama-se mario perniola. está publicado pela ariadne.
conclusão: não percebo nada!
alguém tem a Operette Morali do Leopardi? aceita-se em inglês
[a língua é mesmo divertida de ouvir! e quando ele acelera?
]
cadeiras azuis, mesas brancas, quentinho, wireless, estantes e estantes de livros ao redor de mim. é pena ser branca e não castanha escura.
Nostalgia do Tarkovski e O Sangue dos Outros da Simone de Beauvoir para levar para casa.
o lugar perfeito para trabalhar
For the weekend, mother and son
You Didn’t Have To Be So Nice
The Lovin’ Spoonful
- written by John Sebastian and Steve Boone
- as recorded by The Lovin’ Spoonful (released November 27, 1965)
- entered the Billboard Top 40 the week of Dec 11, 1965, and
stayed for 9 weeks, peaking at #10 the week of January 22, 1966.
You didn’t have to be so nice
I would have liked you anyway
If you had just looked once or twice
And gone upon your quiet wayToday I said the time was right for me to follow you
I knew I’d find you in a day or two
And it’s trueYou came upon a quiet day
You simply seemed to take your place
I knew that it would be that way
The minute that I saw your faceAnd when we’ve had a few more days (when we’ve had a few more days)
I wonder if I’ll get to say (wonder if I’ll get to say)
You didn’t have to be so nice (be so nice)
I would have liked you anyway (would have liked)Today I said the time was right for me to follow you (today said that the time was right to follow you)
I knew I’d find you in a day or two (I knew that I would find you in a day or two)
And it’s trueYou didn’t have to be so nice (didn’t have to be so nice)
I would have liked you anyway (would have liked you anyway)
If you had just looked once or twice (once or twice)
And gone upon your quiet way (quiet way)
O início do dia hoje foi muito mau. Não sei o que terá dado àquela alma da Antena 1, para se pôr a passar José Cid. Com a sorte que eu tenho acordei hoje com isto. E enquanto dava ordens ao corpo para acordar ía pensando na letra da música, da qual não sei o nome. A história é de duas pessoas que deixam de se ver e se encontram mais tarde. Nesse encontro, diz o cantor que sorriem. Enfim, parece-me natural. Mas sorriem, continuava o cantor, como sorrimos quando nos vemos ao espelho de manhã. Aqui, eu afinei. Isto não pode ser. Uma pessoa levanta-se de manhã, olha para o espelho e sorri?! Eu, no máximo, faço umas caretas!
E se foi assim, porque é que as personagens da canção não desataram a fugir uma da outra e até foram jantar e tudo?
No fim da música, o radialista dizia que o ouvinte havia de ter ficado surpreendido. Ah, ficámos, ficámos, e surpreendidos é, no meu caso, uma forma muita simpática de colocar a questão
A morte
Saiu à rua
Num dia assim
Naquele
Lugar sem nome
Pra qualquer fimUma
Gota rubra
sobre a calçada
CaiE um rio
De sangue
Dum
Peito aberto
SaiO vento
Que dá nas canas
Do canavialE a foice
Duma ceifeira
De PortugalE o som
Da bigorna
Como
Um clarim do céuVão dizendo
em toda a parte
O pintor morreuTeu sangue,
Pintor, reclama
Outra morte
IgualSó olho
Por olho e
Dente por dente
ValeÀ lei assassina
À morte
Que te matouTeu corpo
Pertence à terra
Que te abraçouAqui
Te afirmamos
Dente por dente
AssimQue um dia
Rirá melhor
Quem rirá
Por fimNa curva
Da estrada
Há covas
Feitas no chãoE em todas
Florirão rosas
Duma nação
José Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal, às 3 horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica, diagnosticada em 1982. O funeral realizou-se no dia seguinte, com mais de 30 mil pessoas, da Escola Secundária de S. Julião para o cemitério da Senhora da Piedade, em Setúbal, onde a urna foi depositada às 17h30 na sepultura 1606 do quadro 19. O funeral demorou duas horas a percorrer 1300 metros. Envolvida por um pano vermelho sem qualquer símbolo, como pedira, a urna foi transportada, entre outros, por Sérgio Godinho, Júlio Pereira, José Mário Branco, Luís Cília, Francisco Fanhais.
NOVA: And what about male pregnancy?
AV: Well, we tend to think of parental care as being the responsibility of the female, but that’s because we’re mammals. In birds, if you think about it, both parents usually care for the young. And in fishes, people are often surprised to learn that usually the parental care is given only by the male. Now parental care in fishes usually involves just guarding the eggs, fanning the eggs, making sure they get enough oxygen and they’re clean. The seahorses are the most extreme example of fathers providing the care that we know in the animal world. Because they guard the eggs all right, but they guard them on their body. They also provide oxygen through a capillary network in the pouch, and they also transfer nutrients, and they control the pouch environment so that it changes during the pregnancy to become more like salt water. This then is an extreme example, but presumably instead of producing many small young, the seahorses produce fewer, but better developed and larger young.
À entrada, tanta gente, tanta gente. Sinto um aperto: a última vez que fui ao cinema com tanta gente fiquei traumatizada…
Mas não, hoje não. Hoje portou-se muito bem, esta gente ![]()
O mais belo filme do mundo, o ícone da perfeição do cinema mudo, orquestrado ao vivo.
O que eu mais gostei:
da entrada de um novo instrumento aquando do aparecimento do nome do realizador
do assobio
da música que acompanhava a cena do homem com a vamp ter um som por trás que rangia, desagradável
do silêncio no tempo certo
O que eu senti falta:
de um som que transmitisse o chamamento de desespero do homem, quando procuram a mulher (na versão original há uma espécie de som de barco no nevoeiro belíssimo)
do grão da fotografia, a projecção de um DVD torna a imagem demasiado perfeita.
Hoje, que dia correu tão mal, salvou-se o fim.
o homem que deixou de fazer perguntas
às vezes, ficava muito quieto numa tentativa de se virar para si próprio, de se ver por dentro, de se analisar. tinha medos. sabia que tinha medos. parecia-lhe que tinha muitos medos. tantos medos e tão profundos que, por vezes, dava consigo a murmurar baixinho “terei medo de ter medo?” estava habituado a controlar as situações, o discurso e, até, o pensamento. coordenava tudo isto muito bem. por isso, quem o conhecia por fora nunca teria imaginado os medos que lhe íam por dentro. assim, media cada palavra que lhe era dirigida. procurava-lhes outros sentidos. introduzia-as noutros contextos e aferia-lhes a veracidade. quando se dirigia a outras pessoas, não fazia perguntas directas, contornava os assuntos, experimentava, numa espécie de estonteamento do discurso percorrido, questões que lhe permitissem tirar conclusões e avançar para a etapa seguinte. como um jogo de perguntas, que induzisse a curiosidade do outro e o fizesse entrar neste rodopio discursivo, que pudesse rememorar mais tarde, num misto de nostalgia. várias pessoas tinham sido alvo de tal experimentação e raras vezes se dera por satisfeito. poucas seguiam o seu raciocínio, quase nenhumas tinham paciência para levar o discurso até ao fim. boicotavam-no antes, com perguntas demasiado directas, intimidantemente inquisitivas e, pior do que tudo, perguntas retóricas, com um qualquer sentido moral. não se lembrava quantos tinham passado por este teste. chegara ao ponto de o fazer automaticamente.
um dia, cansou-se.
a partir de então limitou a curiosidade até ao ponto de não conseguir fazer perguntas.
Mais uma porta ali ao lado, desta vez não para uma casa, mas para uma Loja.
No tempo em que eu e a Manuela nos enfiávamos horas dentro do estúdio de rádio para fazer o “Desampara-me a Loja!“, na ESECRádio on line.
Entre Fevereiro de 2002 e Janeiro de 2003, o Desampara continuou na ESECRádio. Esses programas ficaram irremediavelmente perdidos, devido ao disco duro onde estavam alojados se ter estragado. Dessa altura, recordo entre outros, o programa de aniversário, em directo, em que abrimos o estúdio às pessoas que por lá quisessem passar. Recebemos várias visitas, quer em persona, quer virtuais, que tiveram uma palavra a dizer aos microfones do Desampara.
Hundertwasser é uma palavra tão boa de se dizer, quanto os seus quadros de se olharem. Mas não digo mais nada. Têm de lá ir ver.
Foi no o sempre convicto que vi, pelo teclado do Juzelino, uma das definições mais exactas do trabalho deste homem e que não resisto a reproduzi-la aqui:
a arte dele parece-me honesta e silenciosamente cúmplice
Antigamente resultava, mas agora…
Não gostei e decidi armar-me em forte (lá vinha o truque da Rita: abrir muito os olhos e fechar as mãos com força) […].
in Rosa, minha irmã Rosa. Alice Vieira. Editorial Caminho. 2ª Edição: 1980. p. 31.
Countries knocking on this house door
Well, we do not have visits from United Kingdom anymore, but Finland turn out to be the second country in the top visits of this house
Here.
E como celebrar?
Na setinha ao lado, invocando Edgar Allan Poe [Obrigada, Gabriel]
Refª nº 1/A
Procura-se:
Instituição de Ensino Superior com as seguintes características:
- ter responsáveis que coloquem a instituição com um nível de prioridade máxima;
- considere os alunos como prioridade máxima;
- mantenha e/ou eleve o nível de exigência e excelência do ensino que ministra;
- aposte na inovação;
- valorize a formação pós-graduada;
Oferece-se:
- dedicação;
- trabalho sem horário (dia, noite, fins-de-semana);
- boa capacidade de trabalho e espírito inovador;
- vontade de aprender e ensinar.
Respostas para sofiabento@gmail.com com Refª nº 1/A, no assunto.
every writer needs a reader. a good one. ‘cause for a bad one, the writer is enough
Thank you to all readers of this house
“…and then i thought: i know you, although i have never met you“
Alpha release - only for testing.
The final stable version will be released in April of 2006
Há dias em que nos perguntamos qual é o objectivo da SIC e da TVI terem uma licença de emissão televisiva. Hoje é um desses dias.
Que o acontecimento seja do interesse público, ninguém contesta, o facto é que ele interessa a grande parte dos senhores telespectadores [até o senhor telespectador já desapareceu hoje do discurso televisivo], que a RTP tivesse de fazer a cobertura do acontecimento, era expectável.
Que a SIC e a TVI o quisessem fazer, também. Afinal, os canais de televisão terão o seu brio profissional, não?
Ainda que a transmissão fosse assegurada pela RTP, a SIC e a TVI poderiam querer fazer a sua própria edição, a sua própria reportagem.
O que não se entende aqui, é como é que é possível que nos três canais os planos sejam exactamente os mesmos. O que na prática significa que existe uma câmara, uma edição, para três canais televisivos.
Será difícil acreditar que os meios utilizados fossem da SIC ou da TVI, sendo mais coerente pensar que terá sido a RTP a disponibilizar as imagens àqueles dois canais. Eu gostava de saber em promenor como tudo isto se processa e principalmente em que condições.
Não consigo perceber nenhum argumento positivo, para o senhor telespectador, no facto de três canais emitirem exactamente as mesmas imagens durante horas.
Há dias em que nos perguntamos para que serve uma SIC ou uma TVI. Hoje é um desses dias.
Gnome 2.14 - Final version on 15th of March
Preview (with screenshots)
Are you thinking sending me a hi5 request? Think again:
“if mail from you then go to recycle bin”
and then, you will begun to ask yourself why i do not reply to any of your e-mails…
The mission of photography is to explain man to man and each to himself. And that is the most complicated thing on earth.
A foto foi tirada em 1904, em Long Island e foi notícia hoje por ser a mais cara do mundo. Sol de valores-notícia!

A mim preocupa-me que as fontes deixem de confiar nos jornalistas [ainda por cima por razões alheias a estes]
Bloodflowers, Disintegration, Faith, Galore, Japanese Whispers, Kiss Me Kiss Me, Mixed Up, Pornography, Seventeen Seconds, Staring at the Sea, The Cure (Retail), The Head On the Door, The Top, Three Imaginary Boys, Wild Mood Swings, Wish
by alphabetical order
aquando do primeiro amor, ela convenceu-se de que a felicidade não seria possível ao lado dela e boicotou um amor imerso em ternura.
aquando do segundo amor, ela valorizou a estabilidade e o companheirismo até perceber que nada disto tinha.
aquando do terceiro amor, ela não conseguiu resistir até perceber que a compatibilidade dos corpos não basta para criar a cumplicidade da semelhança.
às vezes, quando damos muita atenção a uma pessoa que não está habituada, ela pode pensar que está apaixonada.
na maior parte das vezes, ela não está.
quando ela ouviu isto, não acreditou, até perceber que era verdade.
nesse instante, ela resolveu todos os assuntos pendentes, comprou uma viagem só de ida para Amsterdão e agora vive em Leidse Dwarsstraat. recebi notícias dela há pouco tempo e diz-me que é feliz.
Hoje aprendi uma palavra nova
[obrigada]
usucapião
do Lat. usucapione
s. f., Jur.,
modo antigo de aquisição de propriedade, pela posse pacífica e contínua durante certo tempo;
espécie de prescrição.
in Priberam
internet: you can try, but you can not hide
Today everything is registered at some place. Everyone can use statistics services in order to build a profile of the users of their sites.
I am using a free service and i have only access to data from the two days before. and i prefer this way. I really do not like the storage of data.
But i think this is very usefull. Until now this house had visitors who runs firefox and internet explorer, so for every change i make in the design of this blog i test it, at least, in those two browsers.
Now we are having visitors, one from Brazil
, using Opera, so i will have to try if my changes are ok in that browser.
Another issue concerns the resolution. If we have users with 1024x768 or above, we have more freedom to design the site, but if we know that we have users using a resolution of 800x600 or less [this house had one once
], when we do changes to design or create one, we have to think in these users too.
And we have Linux, windows or MacOs, and sometimes things just do not work the same way in this OS’s.
So, in spite of i do not like the idea of storing this kind of data, i must admit that it is very usefull in order to provide the best surfing in our sites.
And until now, and in fact, we are talking about machines. The data is about machines, not people.
We can see the posts that people read, and we can have an idea about what posts are more popular, but that is that.
All the rest is about machines.
I hope.
today i found that there are some sites that garantee that you can surf the web without revealing any information about where you are coming from, what kind of computer you have, and other details.
i found this because one of our visitors used these sites to enter in this house. the two sites used are:
http://anonymouse.org/anonwww.html
http://www.the-cloak.com/anonymous-surfing-home.html
and i must say that even using this kind of sites, i can access to all information than before, country, city, enterprise, ISP, browser [oh, and you must update your browser, 1.0.7 is really old
], operating system and resolution of the screen.
so, to you all, do not believe in this kind of sites. it will just not work as you think it might work.
———————–
this is a public house, in a public space, and i can deal with that.
i might not to understand what is the point, i might not like it,
but i just do not care anymore.
i do not know how this works. i just feel that way.
Why some old lovers look alike?
Forget about opposites attracting. We like people who look like us, because they tend to have personalities similar to our own.
You can read the rest at LiveScience.
friends like this are very, very rare
que vais fazer hoje à noite, para eu me lembrar de ti?
“i do not feel happy just because other people are happy”
sometime ago someone told me this. and after this i just stopped to care about this person.
i just do not care anymore.
it is not worth it.
even when i am very sad, i feel happy with the hapiness of other people. and i am not freak because of that. a friend told me that, in spite of not be full of enthusiam with what i said about something, this friend felt happy just to see my enthusiasm. so, it is not only me, feeling happy with other people hapiness.
i suppose there are people who just can not see other people happy. i felt very bad when i realized that i was this other people
a few time ago i had news about a person i had not seen for years. for a moment i thought he was very happy, he smiled at me, and i just thought how nice!, and i took his smile with me, feeling a huge peace. later on i found out he really feels very, very sad. so i am feeling even more sad. i do not know how this works. i just feel that way.
i have to admit that i feel full of enthusiam with the strangest things. a little plant growing on a wall of stone, for instance - an organic life fighting over stone, is that amazing or what?
but every time i felt enthusiastic about something, this person, that can not be happy with other people happiness, tried to minimize my enthusiasm.
this person keep coming here and stay, on workdays, for four, five hours in this house. every time i open my statistic counter i see the United Kingdom flag and i know that it is this person.
i do not know why. i used to ask myself why.
and today i found out why i do not even care about that.
this person writes in several sites, where people i care about writes too. i used to read the texts of these sites. today i tried to read one and i could not reach the midle of the text. i though i do not care about this, i do not feel interested in this. so i did not finished the text, and i even do not feel curiosity about the end of the text.
i suppose i just do not care anymore.
i do not know how this works. i just feel that way.
Coloquei um botão, ali do vosso lado direito, onde podem fazer play e ouvir música.
Noto que a casa fica um pouco mais pesada assim, mas como não tenho indicação do tipo de ligação que os leitores têm, se parecer muito pesada, digam que eu tiro.
Come closer and see
See into the trees
Find the girl
If you can
Come closer and see
See into the dark
Just follow your eyes
Just follow your eyes
I hear her voice
Calling my name
The sound is deep
In the dark
I hear her voice
And start to run
Into the trees
Into the treesSuddenly I stop
But I know it’s too late
I’m lost in a forest
All alone
The girl was never there
It’s always the same
I’m running towards nothing
Again and again and again and again
A Forest - The Cure
every year i used to send valentine’s day postcards to all my friends, in order to celebrate their friendship. this year i will not send any card. and i do not want to talk about that.
O embaixador iraniano em Portugal elogiou a reacção portuguesa à questão dos cartoons. Questionado, em seguida, sobre o que pensava da forma como os jornais portugueses trataram a questão, este senhor disse que “os jornais limitaram-se a contar o que aconteceu, mas o sr Amaral disse coisas muito boas e com lógica”.
A free, open source web browser. Check it out here.
how can i erase my memory this way?
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you think you are understanding what i am saying?
probably you just understand 50% of it.
Hopelessly drift
In the eyes of the ghost again
…before, when we were young, you were happy like a child
or
i wanted to believe that you were…
Down on my knees
And my hands in the air again
Pushing my face in the memory of you again
happy like a child
. . . . . . . . . . . . . . . . happy like . . . . . only a child could be
But I never know if it’s real
Never know how I wanted to feel
Never quite said what I wanted to say to you
Never quite managed the words to explain to you
Never quite knew how to make them believable
now i found the sadness you breed
And now the time has gone
Another time undone
what can i do? i would do anything to see you laughing like a child again, i would do anything
Hopelessly fighting the devil
Futility
Feeling the moster
Climb deeper inside of me
Feeling him gnawing my heart away
Hungrily
i must have known that an expectable life it was not for you. it was to much for you. you need to keep it simple. in order to keep it genuine. authentic.
I’ll never lose this pain
Never dream of you again
what can i do? do you let me say that you are?
authentic
há pouco tempo descobri mais uma casa. é um pouco escura e um pouco triste, mas ainda assim é muito bonita.
o dono da casa anda a fazer algumas experiências, em fotografia - Holga e Pinhole
-, com alguns resultados interessantes.
a minha favorita é esta.
mas é difícil deixar de olhar para esta e esta. vão lá ver. têm gente! desvanecida! na segunda foto só me apercebi que tinha gente na segunda ou terceira vez que a vi!
para quem tem uma ligação fraquinha, é precisa alguma paciência, que a casa tem música, mas vale bem a pena.
entra-se por aqui.
Songbird 0.1 [preview] - this is not an itunes in black
Foi o dono desta casa que me chamou a atenção para um Web Player construído a partir do Firefox’s engine. Para além das funcionalidades de player a que estamos habituados, este player, que também é browser, pode percorrer páginas web mostrando-nos e listando, com possibilidade de download ou audição, as músicas do site em que navegamos.
O ninho é aqui
ontem e hoje não houve bom dia, mas fui lá na mesma e escolhi um.
hoje uma borboleta ía chocando contra mim. felizmente, consegui desviar-me a tempo.
Reservado o direito de admissão
é num café que espero por ti
ao som de love will tear us apart
é num café que espero por ti
ao som do burburinho das vozes, das chávenas e dos copos
é num café que espero por ti
ao som dos sorrisos alheios
é num café que espero por ti
ao som do excesso da cafeína e da nicotina
é num café que espero por ti
ao som das conversas dos outros
é num café que espero por ti
ao som das memórias comuns
é num café que espero por ti
ao som das sombras nas paredes
é num café que espero por ti
e esperarei sempre
e esperaria em qualquer lugar
ao som de qualquer som, até do silêncio,
que tu és a minha prova que as pessoas não mudam.
- Olha, já reparaste que tu andas a alternar entre estados de euforia extrema e estados de profunda tristeza?
- Hum? É capaz…
- Esse é um dos sintomas dos estados depressivos. Já pensaste em procurar ajuda, um psicólogo ou assim?
- Não. Eu não preciso.
- Pois, normalmente, é difícil de admitir e diz-se sempre que não se precisa…
- Não, tu não estás a perceber. Eu tenho um blog.
Hoje já estava gente conhecida no café, pelo que não escolhi o lugar. Se tivesse escolhido, teria sido o lugar perto da janela, que possibilita que o nosso olhar fique quase ao nível do chão.
Por causa do chão.
Há uma relação estranha com o chão. Fecho os olhos para analisar melhor a sensação. Sinto novamente as vezes que me sentei ou deitei no chão. Suponho que no campo é mais fácil sentir isto, que tento transmitir pobremente.
Talvez seja a firmeza, que dá esta sensação de segurança. Do chão, da terra. Há, também, misturada uma espécie de atracção pela terra.
De onde virá esta sensação? Será religiosa? "Do pó viemos, ao pó tornaremos?" Mas a religião já saíu de mim há tanto tempo.
Saíu? Será possível as coisas saírem de nós? Talvez o que entra em nós se misture e seja impossível de fazer sair. É por isso, suponho, que as pessoas não mudam.
Na química há técnicas de separação de substâncias.
As sextas começam a ter também as suas rotinas… café, conversa and love will tear us apart. Pixies de vez em quando.
Países que batem à porta desta casa
Portugal
Reino Unido
Brasil
Cabo Verde
Espanha
Estados Unidos (Texas e Colorado)
Itália
Unknown > Deve ser neste que mora o sr Anonymous
Foi aqui que dei conta disto, cujos primeiros subscritores foram Rui Bebiano e Tiago Barbosa Ribeiro. Da ZonaNon, lembram-se?
Firefox rules (ou é um domínio, segundo o sr. Miguel)
Hoje descobri que 86% dos utilizadores desta casa usam o Firefox ![]()
A maior parte já com a última versão, outros com versões anteriores. Para estes últimos: vão lá actualizar o vosso browser:
Depois podem voltar aqui, para ver o gráfico
ah e deitar o corpo na relva, olhar para o céu e reconhecer a luz de cada estrela…
guess the DREAM always END
they don’t rise up just DESCEND
but i don’t care anymore
i’ve LOST the will to want more
i’m not AFRAID, not at all
i watch them all as they FALL
but i remember, when we were young
We were strangers.
We were strangers, for way too long, for way too long,
We were strangers, for way too long.
Violent, violent,
Were strangers.
those with habits of WASTE
the sense of style and the taste
of making sure you were right
hey, don’t you know you were right
i’m not AFRAID anymore
i keep my eyes on the door
but i remember…
Get weak all the time, may just pass the time,
Me in my own world, and you there beside,
The gaps are enormous, we stare from each side,
We were strangers for way too long.
TEARS and SADNESS for you
awe of EVIL for you
reflects a moment in time
a special moment in time
yeah, we WASTED our time
we didn’t really have time
but we remember - when we were young
and all god’s angels BEWARE
and all you judges BEWARE
sons of chance take good care
for all the people out there
i’m not AFRAID anymore…
Violent, more violent, his hand cracks the chair,
Moves on reaction, then slumps in despair,
Trapped in a cage and surrendered to soon,
Me in my own world, the one that you knew,
For way too long.
We were strangers for way too long.
We were strangers,
We were strangers for way too long,
For way too long.
Tropical - 7 de Janeiro de 2006
…someone take these dreams away, that point me to another day, a duel of personalities, that stretch all true realities…
alvoroço. angústia. ansiedade. aperto. aflição. agonia. abatimento. apatia.
…that keep calling me, they keep calling me, keep on calling me, they keep calling me…
#000000.#200000.#282828.#505050.#680000.#700000.#181818.#000000.
…they keep calling me, they keep calling me, keep on calling me, they keep calling me…

I’ve been waiting for a guide to come and take me by the hand.
Could these sensations make me feel the pleasures of a normal man.
New sensations bear the innocence, leave them for another day.
I’ve got the spirit, lose the feeling, take the shock away.It’s getting faster, moving faster now, it’s getting out of hand.
On tenth floor, down the backstairs into no man’s land.
Lights are flashing, cars are crashing, getting frequent now.
I’ve got the spirit, lose the feeling, let it out somehow.What means to you, what means to me, and we will meet again.
I’m watching you, I watch it all, I take no pity from your friends.
Who is right and who can tell and who gives a damn right now.
Until the spirit, new sensation takes hold, then you know.
I’ve got the spirit, but lose the feeling.
do Gr. enthousiasmós, inspiração divina
s. m.,
excitação da alma, quando admira excessivamente;
exaltação das faculdades da alma que torna sublimes os escritores, os oradores e os artistas;
arrebatamento, paixão viva;
alegria ruidosa.
in Priberam
Será possível subtraírem-nos o entusiasmo, o arrebatamento pelas coisas?
7 de Janeiro de 2006 - Tropical
O volume da música de fundo aumenta para abrir os nossos ouvidos aos primeiros acordes. O título surge com tal ímpeto no recôndito da nossa memória que sai de nós em forma de palavras.
Há uma paragem no tempo. Os nossos ouvidos fecham-se ao burburinho do café, expectantes pela voz cava de Ian Curtis.
When the routine bites hard
And ambitions are low
And the resentment rides high
But emotions won’t grow
And we’re changing our ways,
Taking different roads
Then love, love will tear us apart again
Tudo vibra. A mesa, a cadeira, a parede. Basta encostar a mão aberta na parede revestida a madeira para se sentir o ritmo grave da música e da voz.
Why is the bedroom so cold
Turned away on your side?
Is my timing that flawed,
Our respect run so dry?
Yet there’s still this appeal
That we’ve kept through our lives
Love, love will tear us apart again
As memórias convertidas chamam a saudade e lembram-nos um sorriso recente.
Do you cry out in your sleep
All my failings expose?
Get a taste in my mouth
As desperation takes hold
Is it something so good
Just can’t function no more?
When love, love will tear us apart again
Os últimos acordes dão o toque aos nossos ouvidos. O volume baixa. Acabaram os minutos de vivência. Começa agora novo período de hibernação. Já se ouve novamente o burburinho do café.
Um Eça e um Ramalho: precisam-se
IX
Junho 1871.
Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este singular estado:
Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente possuem o poder, perdem o poder, reconquistam o poder, trocam o poder… O poder não sai de uns certos grupos como uma péla que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no poder, esses homens são, segundo a opinião e os dizeres de todos os outros que lá não estão – os corruptos, os esbanjadores da fazenda, a ruína do País!
Os outros, os que não estão no poder, são, segundo sua própria opinião e os seus jornais – os verdadeiros liberais, os salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses do País.
Mas, coisa notável! – os cinco que estão no poder fazem tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E os que estão no poder movem-se, conspiram, cansam-se, para deixar de ser o mais depressa que puderem – os verdadeiros liberais, e os interesses do País!
Até que enfim caem os cinco do poder, e os outros, os verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação herdada de esbanjadores da fazenda e ruína do País; entanto que os que caíram do poder se resignam, cheios de fel e de tédio – a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha sido por seu turno esbanjador da fazenda e ruína do País…
Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações mais hostis…
Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de dirigir as coisas públicas – pela imprensa, pela palavra dos oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa constitucional do poder moderador…
E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai, feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto tão triunfante!
Daqui provém, também este caso singular:
Um homem é tanto mais célebre, tanto mais consagrado, quantas mais vezes tem sido ministro – isto é, quantas mais vezes tem mostrado a sua incapacidade nos negócios, sendo esbanjador da fazenda, ruína do País, etc.
Assim o Sr. Carlos Bento foi a primeira vez ministro da fazenda. Teve a sua demissão, e não foi naturalmente pelos serviços que estava fazendo à sua pátria, pelo engrandecimento que estava dando receita pública, etc… Se caiu foi porque naturalmente a opinião, a imprensa, os partidos coligados, o poder moderador, o julgaram menos conveniente para administrar a riqueza nacional. E o Sr. Carlos Bento saiu do poder com importância.
Por isto foi ministro da fazenda uma segunda vez. Mostrou de novo a sua incapacidade – pelo menos o julgou, por essa ocasião, o poder moderador, impondo-lhe a sua demissaõ. E a importância do Sr. Carlos Bento cresceu!
Por consequência foi terceira vez ministro. Caiu; devemos portanto ainda supor que naturalmente deu provas de não ser competente para estar na direcção dos negócios. E a sua importância aumentou, prodigiosamente!
É novamente ministro: se tiver a fortuna de ser derrubado do poder, e convencido pela opinião de uma incapacidade absoluta, será elevado a um título, dar-lhe-ão embaixadas, entrará permanentemente no Almanaque da Gota…
Ora tudo isto nos faz pensar – que quanto mais um homem prova a sua incapacidade, tanto mais apto se torna para governar o seu país!
E, portanto, logicamente, o chefe do estado tem de proceder da maneira seguinte na apreciação dos homens:
O menino Eleutério fica reprovado no seu exame de francês. O poder moderador deita-lhe logo um olho terno.
O menino Eleutério, continuando a sua bela carreira política, fica reprovado no exame de história. O poder moderador, alvoroçado, acena-lhe com um lenço branco.
O caloiro Eleutério, dando outro passo largo, fica reprovado no 1º ano da Faculdade de Direito. O poder moderador exulta, e quer a todo o transe ter comj ele umas falas sérias.
O bacharel Eleutério, avançando sempre, fica reprovado no concurso de delegado. O poder moderador não pode conter o júbilo, e fá-lo ministro da Justiça.
E a opinião aplaude!
De modo que, se um homem se pudesse apresentar ao chefe de Estado com os seguintes documentos:
Espírito de tal modo bronco que nunca pôde aprender a somar;
Reprovações sucessivas em todas as matérias de todos os cursos.
O chefe de estado tomá-lo-ia pela mão, e bradaria, sufocado de júbilo:
— Tu Marcellus eris! Tu serás, para todo o sempre, Presidente do Conselho!
in Uma Campanha Alegre
ultimamente, hiberno muitas vezes
E chegamos à história do homem que queria hibernar. Esperou o Outono, barricou-se num quarto e estendeu-se na cama. Mas não bastava.
O acto de hibernar tinha outras exigências. Cobrir-se de agasalhos, neles se enrolar, devia convir. Assim fez.
Depois, varreu de si os pensamentos e concentrou-se no ritmo utilitário da respiração. Os restantes pêndulos da vida que se suspendessem. Todas as outras funções do corpo que afrouxassem.
Quase conseguiu. Predispôs-se ao torpor e alcançou o sono, mas era um sono poroso e vacilante. Ao perceber que estava por demais usado pelas vigílias para conseguir hibernar, sentiu-se logrado. Invejou os ursos.
E tanto que lhe convinha uma hibernação profunda, prolongada. Despojara-se das inquietações mais urgentes. Não deixara assuntos agendados. Da sua própria agenda arrancara os três meses seguintes. Se ele não estava em condições de hibernar, ninguém mais estaria.
Então, porque não hibernava? Consultou as paredes e o tecto do quarto e entendeu. Porfiar não resultava. Do que precisava era desinteressar-se. Não se hiberna por voluntarismo. Tinha de ampliar o delta da indiferença. Tinha de suspender-se no tempo. Atingisse ele esse estádio que tudo seria mais fácil.
Até a clausura talvez fosse dispensável. Cada vez mais se convencia de que a hibernação era um estado de espírito. Afastou os móveis que atravancavam as saídas e abriu as portas.
“Para hibernar, qualquer local, qualquer época servem. O que importa é a intenção”, pensou. Seguindo à risca a sua decisão, o homem desta história superiorizou-se aos outros animais hibernantes. Distingue-o uma característica de tomo: nenhum indício denuncia quando se encontra hibernando.
Dir-se-ia que segue com mediano interesse o que se passa à volta. Na aparência, comove-se, indigna-se, apaixona-se, alarma-se, mas no fundo, ele está a hibernar.
Esta modalidade de hibernação conquista cada vez mais adeptos.
Hibernação - António Torrado - “Cinco sentidos e outros” na colecção Brevíssima Portuguesa
Há já algum tempo que queria falar de opiniões e este post, aqui num barco ao lado, serve muito bem esse propósito.
Parece que um comentador - não faço a mínima ideia quem foi o comentador - dizia, na Antena 1, “que se escreve hoje na internet, como se escrevia antigamente nas portas das casas-de-banho”.
Se esta opinião foi suficientemente importante para um comentador a despejar num medium como a rádio, é porque ela indica a preocupação deste senhor relativamente a esta matéria.
Pergunto-me se, antigamente, este senhor se preocupava com o que se escrevia nas portas das casas-de-banho. Suponho - suponho apenas - que não. E, sendo assim, porque se preocupa agora? Talvez a preocupação advenha da explosão de opiniões e da consequente explosão da discussão dessas opiniões. É que quanto mais se discute, mais ideias germinam.
É que estas opiniões de agora não ficam numa porta, elas têm um ciclo de vida dinâmico que gera outras opiniões e discussões.
Que a internet está cheia de lixo, está, mas se essa é a preocupação de tal cavalheiro, melhor seria preocupar-se com formas de educação para os media, análise crítica da informação, desenvolvimento de competências na gestão da informação e do discurso mediático…
Por outro lado, se a preocupação deste cavalheiro reside no facto das opiniões na Internet - o que quer que o referido senhor queira dizer com Internet - não serem dadas por “experts” aka “opinion makers tradicionais”, melhor seria que agregasse jornais, rádios e televisões ao seu discurso, que hoje em dia qualquer um dá uma qualquer opinião num destes meios… até este senhor!
and this way, this blog has all the lyrics by The Cardigans, with the title begining with an “e”…
ease your trouble / we’ll pay them double / not to look at you for a while / and you rely on / what you get high on / and you last just as long as it serves you / explode or implode / explode or implode / we will take care of it / yes, we will carry you / ‘cause you’re deserted / what’s good, you hurt it / and kills you it keeps you alive / so give it up / in a world of puppets / it’s a shame what they do to us all / can we do anything for you now ?
sometimes the past smiles at you
hey, what did you hear me say / you know the difference it makes / what did you hear me say / yes, i said it’s fine before / i don’t think so no more / i said it’s fine before / i’ve changed my mind / i take it back / erase and rewind / ‘cause i’ve been changing my mind / i’ve changed my mind / so where did you see me go / it’s not the right way, you know / where did you see me go / no, it’s not that i don’t know / i just don’t want it to grow / it’s not that i don’t know / i’ve changed my mind / i take it back

By the swedish The Cardigans
há finais de noite rematados por um sorriso inesperado, um enorme sorriso, sincero, cúmplice.
nestes finais de noite, inícios de dia, levamos para casa uma paz imensa de saber o outro bem, de o saber feliz.
mais tarde, percebemos que afinal esse sorriso não traduzia a sua própria felicidade. uma pessoa que se sente tão triste e consegue ainda assim sorrir-nos de forma tão espontãnea.
pessoas há, que nunca se conformam, que, por mais sofrimento que vejam, cada dor é única e sofrível como se fosse uma dor delas próprias.
pessoas que sofrem com a dor dos outros. é destas pessoas que precisamos.

As primeiras vezes que ouvi Jacinta foram no “5 minutos de Jazz”, do José Duarte na Antena 1, ainda ela nada tinha editado. Depois, em 2003, saíu o cd, com selo da Blue Note, tributo à Bessie Smith.
Segundo a Pública, novo trabalho de Jacinta dia 20 de Fevereiro: Daydream
Hoje levantei-me e vi, no espelho, agarrados à minha cabeça, um cabelo branco e um cabelo amarelo.
O cabelo branco não me preocupa, já do cabelo amarelo, não sei o que pensar…
os livros medem-se pelo número de páginas?
Ontem saí para ir comprar o jornal e, enquanto ía andando ía dando uma vista de olhos pela capa. Deparei-me com a apresentação a uma enciclopédia (?) de História de Arte:
“GRANDE HISTÓRIA DA ARTE
Serão 18 volumes de grande formato, cada um com mais de 400 páginas e um total de mais de 10 mil imagens e ilustrações. (…)”
Eu pensava que quando eles diziam “grande”, queriam dizer “boa”, mas afinal não, querem mesmo dizer “grande”, grande de quantidade. O anúncio não é apanágio deste jornal, nem desta colecção. Há muitos assim por aí.
Só depois dos números, relativos aos livros, é que nos dizem que a colecção foi desenvolvida em Itália, por um “prestigiado grupo”. Quem não conhece o “grupo” - grupo de quê? - fica na mesma. E só por último, mesmo na última linha da apresentação, se diz quem foram os professores responsáveis pela revisão técnica e científica.
Se o espaço para apresentação de uma enciclopédia de História de Arte é pequeno e a primeira metade daquele é gasto com o número de volumes, de páginas e de imagens, se isto é o melhor que se pode dizer desta enciclopédia, talvez ela não seja assim tão boa.
um dia, em vez de o vermos partir, iremos sentir que ele parte

In the year 2046, a vast rail network spans the globe
A mysterious train leaves for 2046 every once in a while
Every passenger going to 2046 has the same intention
They want to recapture lost memories
Because nothing ever changes in 2046
Nobody really knows if that’s true
Because nobody’s ever come back
Except me
998.
997.
If someone wants to leave 2046…
…how long will it take?
Some people get away fairly easily
Others find that it takes them much longer
I forget how long I’ve been on this train
I’m starting to feel very lonely
As I recall many have gone to 2046
You’re the first to come back
May I ask why you left 2046?
Whenever anyone asked why I left 2046…
…I gave them some vague answer
Before…
…when people had secrets they didn’t want to share
…they’d climb a mountain
They’d find a tree
and carve a hole in it
And whisper the secret into the hole
Then cover it over with mud
That way. nobody else would ever discover it
I once fell in love with someone
After a while, she wasn’t there
I went to 2046
I thought she might be waiting for me there
But I couldn’t find her
I can’t stop wondering if she loved me or not
But I never found out
Maybe her answer was like a secret…
that no one else would ever know
All memories are traces of tears
Há muitos, muitos anos atrás vi, no Teatro Académico de Gil Vicente em Coimbra, um filme francês.
Saí da sala com uma impressão tão forte, ao nível das imagens, belíssimas [mar, areia e corpos], que esqueci título e realizador. Do filme só sabia que o sobrenome da directora de fotografia era o mesmo desse outro que meteu o Fritz Lang a fazer de Fritz Lang, numa adaptação de um livro do Moravia - que viu os seus livros transformados em filmes pelas mãos de grandes como De Sica e Bertolucci.
Godard.
Do argumento, pouco me lembrava também. Embora perceba Francês, é-me mais fácil ler do que ouvir. Tive ao meu lado, durante o filme, um casal em que a esposa repetia ao marido o que se dizia no filme, pelo que consegui ouvir e perceber muito pouco. Mas as imagens ficaram até hoje.
E hoje descobri que filme era: Beau Travail, realizado pela Claire Denis, curiosamente, também realizadora de um filme sobre o qual tenho curiosidade [Nénette et Boni], com direcção fotográfica de Agnes Godard.
Não há nada mais entusiasmante do que meter a mão no código - às vezes acho que escolhi a profissão errada - pelo que, acabei por fazer algumas alterações aqui à casa.
Adicionei um pedacinho de código que permite ver as últimas músicas que ouço, a partir da last.fm. Por enquanto é só um rectângulo, mas espero que a partir de segunda-feira já apareça a lista.
Adicionei os contactos de email e instant messenger. Quem quiser, just add me and ask
Como começo a ter comentários muito interessantes a posts antigos, que acabam por passar despercebidos aos leitores que não usam rss readers, acrescentei um plugin, que editei, e onde se pode ver os comentários mais recentes.
Acualizei a lista das outras casas. Nomeadamente, a alteração à Casa das convicções. E espero continuar a actualizá-la.
Por último, as estatísticas. Não se vêem, mas eu digo
Devo dizer que em http://sophias.iuplog.com/ continuo a ter visitas: nos últimos dias e respectivamente, 90 visitas e 436 page views; 70 visitas e 256 page views; 37 visitas e 298 page views.
Suponho que ainda haja pessoas que vão lá ter, quer para saber o link para esta casa, quer porque colocaram links para lá e ainda não os actualizaram.
No último dia em que escrevi lá, tínhamos 1960 visitas, e 4016 page views; agora já vai em 3162 visitas e 7038 pge views!
No mês de Janeiro esta casa foi visitada por toda esta gente
Trabalhou durante muito tempo em GNU/Linux? Os seus desktops preferidos eram o WMaker ou Fluxbox? Continua com uma partição de GNU/Linux, mas vê-se obrigado a trabalhar em Windows? Não suporta o look & feel deste OS?
O Litestep pode ser uma solução. É só fazer o download do installer aqui.
Como é que se volta a ter o look & feel do Windows? Não sei, nem quero saber ![]()
Aqui têm vários themes - é preciso registarem-se.
Eis um screenshot do meu desktop:
há coisas com as quais lido mal, muito mal. uma delas é chamarem-me pseudo-intelectual. há pouco tempo chamaram-me pseudo-intelectual. acho que nunca tinha levado com este nome assim, de forma directa e sincera. não é pelo nome em si, é pela falta de autoridade de quem chama.
considero o 2046 uma obra-prima, concordo com Truffaut, quando diz que o Aurora é o mais belo filme do mundo e com Charles Chaplin, quando diz que Murnau elevou com o Aurora o cinema mudo à perfeição. será que o Truffaut e o Chaplin também são pseudos?
acho o moulin rouge francamente mau, tão mau que o realizador não me conseguiu agarrar nem até meio do filme.
é esta a razão. como dizia o Juzelino ali em baixo, começam a chamar-nos pseudo-intelectuais porque gostamos do cinema “pseudo-artístico que parece dizer tudo mas na verdade não diz nada”.
e porque não diz nada? as pessoas destítuem-se de pensar. a partir do momento em que o filme é projectado, o livro é lido, a música é ouvida, o receptor torna-se co-autor porquanto reconstrói a obra. porque há-de ser o realizador, o escritor, o músico o único responsável?
e há pessoas assim, habituadas a que lhe dêem tudo, em que não seja preciso pensar. tudo aquilo que precisa de ser reflectido é arredado, é “incompreensível”, etc, etc.
o que não suporto e aquilo com que lido muito mal é que são estas pessoas que depois rotulam as outras de pseudo-intelectuais. o que é que dá nestas pessoas? porque é que insultam as outras?
cheguei a um ponto em que disse para mim própria: não tenho de aturar isto. e deixei de o fazer. porque hei-de investir numa pessoa que me chama pseudo-intelectual, só porque gosto de um filme? porque havemos de investir nas pessoas que, assim que nos mostramos entusiasmados, tentam quebrar-nos esse entusiasmo? porque havemos de investir nas pessoas que não ficam felizes por nós ficarmos felizes?
agora apetece-me abrir os braços, fazer um esgar de desespero, como o Seinfeld (também serei pseudo-intelectual por ver o Seinfeld?) faz num episódio e perguntar:
am i wrong?
I am feeling very warm right now
Please don’t disappear
I am spacing out with you
You are the most beautiful entity that I’ve ever dreamed ofAt night I will protect you in your dreams
I will be your angel
You worry so much about not having enough time together
It makes no difference to me
I would be happy with just one minute in your arms
Let’s have an extended play together
You’re telling me that we live to far to love each other
But your love can stretch further than you and I can see
So how does it make you feel?How does it make you feel?
How does it make you feel?
How does it make you feel?
How does it make you feel?Do you know when you look at me
It is a salvation
I’ve been waiting for you so long
I can drive on that road forever
I wish you could exist to live on my planet
Well it’s very hard for me to say these things in your presence
So how does it make you feel?How does it make you feel?
How does it make you feel?
How does it make you feel?
How does it make you feel?So how does it make you feel?
Well,I really think you should quit smoking
by Air
…ía subindo a rua, mastigando as pedras da calçada e embrenhando-se na noite. ía devagar, para ter tempo de rememorar a vida.
…ía embora.
para onde?
…
porquê?
…
há já algum tempo (há quanto tempo?) que tinha esta sensação: sair daqui, sair deste lugar, sair de qualquer lugar. ir embora. não importava para onde. apenas ir.
se tinha problemas? não, não tinha problemas. enfim, nada de grave, apenas o que chamava de ‘problemas de rotina’… nada de grave. o emprego era estável. e embora ainda no início, adivinhava-se-lhe uma carreira promissora na empresa. os colegas costumavam comentar que não havia nada que “aquele gajo” não conseguisse resolver, o que no vocabulário das chefias se traduzia como “dotado de capacidades polivalentes”.
e amigos? tinha amigos? sim, também. estava muitas vezes com os amigos. havia sempre alguém para tomar café, conversar… embora… embora se sentisse, de facto, muito só.
agora que pensava nisso, saboreava o absurdo da questão. sentia-se muito só na presença das pessoas.
como é que começava este sentimento de solidão? - estacou no meio da rua para concentrar a energia no raciocínio. tentou imaginar-se no meio dos amigos no café… tinha ganho o hábito de observar as pessoas em volta, reparava-lhes nos gestos, nas reacções… apropriava-se das suas imagens e ao mesmo tempo sentia-se distanciar do local onde estava. depois… depois tomava consciência de si próprio, via a sua própria mão, com o cigarro entre os dedos, pegar na chávena do café e ouvia-se a responder às perguntas que lhe faziam, às vezes também ria, mas não reconhecia o próprio riso. observava-se como um estranho, exterior a si próprio, e era nesse exacto momento - reconhecia agora - que se sentia só. profundamente só.
pestanejou com a luz do candeeiro, debaixo do qual tinha parado e do qual parecia só dar conta agora, e a silhueta esguia e rectilínea do seu corpo vacilou. recomeçou a marcha, ainda atordoado pela descoberta: sempre que saía de si próprio, sentia-se só.
só. a palavra arrepiava-o. murmurou baixinho várias vezes: “só…só…só…só”, numa tentativa de gastar a palavra e sossegar. voltou a parar, respirou fundo e seguiu em frente.
Começava a sentir os pés maçados. Há quanto tempo estaria a andar? E onde estava? Olhou em volta na esperança de reconhecer a rua. Tinha andado de forma automática, deixando o corpo dirigir-lhe os passos, e agora via-se no outro lado da cidade, em frente da estrada que o separava da estação de comboios. Ficou muito tempo parado a olhar para a fachada do edifício. Aquela estrada era o único obstáculo que o separava da fuga.
Fuga?
Até aqui, sentia apenas que precisava sair, mas agora… agora dera-lhe o nome de fuga. Seria isso? Estaria a fugir de algo? A palavra não lhe agradava. Sentia-lhe um travo de cobardia…
Passou a mão pela parte de trás do pescoço, respirou fundo e atravessou a rua.
A noite parecia expandir-se para dentro da estação. Fora remodelada há pouco tempo e os candeeiros jorravam uma luz suave aqui e ali.
Sentou-se num banco e esperou…
Do outro lado das linhas, uma rapariga estava enroscada no chão, junto à parede. Capturou-lhe a imagem triste do cabelo escorrido e da cara magra. Sentiu-a só. E, pela segunda vez na noite, estremeceu.
O comboio que lhe deslizou na frente, apagou-lhe a imagem.
Entrou de sopetão e sentou-se na carruagem vazia. Olhou pela janela, mas viu apenas as paredes cinzentas e vazias.
Quando o comboio iniciou a marcha, o revisor aproximou-se e perguntou:
- Para o sítio do costume?
Fez um assentimento mudo, enquanto tirava umas moedas dos bolsos.
…
Enquanto se afastava, o revisor ía pensando qual seria o emprego daquele homem, que lhe aparecia todos os dias a altas horas da noite, para ir para o outro lado da cidade de comboio.