os livros medem-se pelo número de páginas?
Ontem saí para ir comprar o jornal e, enquanto ía andando ía dando uma vista de olhos pela capa. Deparei-me com a apresentação a uma enciclopédia (?) de História de Arte:
“GRANDE HISTÓRIA DA ARTE
Serão 18 volumes de grande formato, cada um com mais de 400 páginas e um total de mais de 10 mil imagens e ilustrações. (…)”
Eu pensava que quando eles diziam “grande”, queriam dizer “boa”, mas afinal não, querem mesmo dizer “grande”, grande de quantidade. O anúncio não é apanágio deste jornal, nem desta colecção. Há muitos assim por aí.
Só depois dos números, relativos aos livros, é que nos dizem que a colecção foi desenvolvida em Itália, por um “prestigiado grupo”. Quem não conhece o “grupo” - grupo de quê? - fica na mesma. E só por último, mesmo na última linha da apresentação, se diz quem foram os professores responsáveis pela revisão técnica e científica.
Se o espaço para apresentação de uma enciclopédia de História de Arte é pequeno e a primeira metade daquele é gasto com o número de volumes, de páginas e de imagens, se isto é o melhor que se pode dizer desta enciclopédia, talvez ela não seja assim tão boa.