há finais de noite rematados por um sorriso inesperado, um enorme sorriso, sincero, cúmplice.

nestes finais de noite, inícios de dia, levamos para casa uma paz imensa de saber o outro bem, de o saber feliz.

mais tarde, percebemos que afinal esse sorriso não traduzia a sua própria felicidade. uma pessoa que se sente tão triste e consegue ainda assim sorrir-nos de forma tão espontãnea.

pessoas há, que nunca se conformam, que, por mais sofrimento que vejam, cada dor é única e sofrível como se fosse uma dor delas próprias.

pessoas que sofrem com a dor dos outros. é destas pessoas que precisamos.