À entrada, tanta gente, tanta gente. Sinto um aperto: a última vez que fui ao cinema com tanta gente fiquei traumatizada…
Mas não, hoje não. Hoje portou-se muito bem, esta gente ![]()
O mais belo filme do mundo, o ícone da perfeição do cinema mudo, orquestrado ao vivo.
O que eu mais gostei:
da entrada de um novo instrumento aquando do aparecimento do nome do realizador
do assobio
da música que acompanhava a cena do homem com a vamp ter um som por trás que rangia, desagradável
do silêncio no tempo certo
O que eu senti falta:
de um som que transmitisse o chamamento de desespero do homem, quando procuram a mulher (na versão original há uma espécie de som de barco no nevoeiro belíssimo)
do grão da fotografia, a projecção de um DVD torna a imagem demasiado perfeita.
Hoje, que dia correu tão mal, salvou-se o fim.