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musicApril 30, 2006 9:06 pm

It barks at no one else but me
Like it’s seen a ghost
I guess it seen the sparks a-flowing
No one else would know

vou ali..

Hey man slow down, slow down
Idiot, slow down, slow down

Sometimes I get overcharged
That’s when you see sparks
You ask me where the hell I’m going
At a thousand feet per second


bom vou ali adiante..

Hey man slow down, slow down
Idiot slow down, slow down


vou qq coisa

Hey man slow down, slow down
Idiot slow down, slow down

cinema 8:54 pm

Death: Don’t you ever stop asking?
Antonius Block: No. I never stop.
Death: But you’re not getting an answer.

Um cavaleiro regressa das cruzadas à terra natal e durante parte da sua jornada é acompanhado pela morte, com quem vai jogando uma partida de xadrez. É este jogo que decidirá o enredo.
Será que Deus existe?, é uma pergunta que ao mesmo tempo percorre transversalmente o filme deixa lugar a uma outra, Que fizémos de bom?

Antonius Block: Faith is a torment. It is like loving someone who is out there in the darkness but never appears, no matter how loudly you call.
(…)
Jöns: Love is as contagious as a cold. It eats away at your strength, morale… If everything is imperfect in this world, love is perfect in its imperfection.
Blacksmith Plog: You’re happy, you with your oily words. You believe your own drivel.
Jöns: Believe it? Who said? But I love to give pieces of advice.

Uma obra-prima de Ingmar Bergman.

this is for you allApril 28, 2006 6:40 pm

elearning; scientific paper; design of online masters; new laptop! a mouse that looks like a soap; too much work; 2h30 of sleep per day in the last two days; missing home; missing you; i am back! :)

yesterday was dramatic, today is ok 6:36 pm

this is for you allApril 26, 2006 1:25 am

esta deve ser das raras vezes em que não tenho sono e consigo pensar. como consequência o trabalho avança e ainda bem, que não havia outro remédio.
esta casa e as casas dos visitantes é que ficam a perder, mas enquanto não estiver tudo pronto, não há leituras para ninguém.
até já (espero)

note to myselfApril 24, 2006 8:51 am

yesterday was dramatic, today is ok 8:24 am

No café vejo pessoas de circunstância. Gosto do espaço. Gosto da música. Vigio as conversas.
Uma tarde destas pede um Camus ou uma Simone de Beauvoir. Mas as conversas são triviais. O que se fez à noite. Quem se encontrou. Quem se conheceu. E são vazias. Nos dias de hoje, em vez de vazias, dir-se-íam light.
O café puro sente-se demasiado forte. Há corpos sentados aqui e ali, que falam de forma surpreendentemente calma. O cansaço da noite faz-se sentir.
À tarde trazem-se revistas e jornais de referência para o café, que não se lêem ou a que se dão atenção apenas quando a conversa esmorece.
Se não há ninguém conhecido, o corpo senta-se, abre a Wire e pede um café. Mas a Wire é apenas pretexto porque os olhos do corpo se voltam para a porta sempre que entra alguém. E, no entanto, no entanto o corpo não espera ninguém.
O sol aquece o espaço e pede um Camus ou um Pessoa. Mas pede sobretudo alguém que pedisse o mesmo.

yesterday was dramatic, today is okApril 22, 2006 12:33 am

music, yesterday was dramatic, today is okApril 21, 2006 2:50 pm


music, yesterday was dramatic, today is ok 2:48 pm

books, yesterday was dramatic, today is ok 2:33 pm

Carta a Mário de Sá-Carneiro

Escrevo-lhe hoje por uma necessidade sentimental - uma ânsia aflita de falar consigo. Como de aqui se depreende, eu nada tenho a dizer-lhe. Só isto - que estou hoje no fundo de uma depressão sem fundo. O absurdo da frase falará por mim.

Estou num daqueles dias em que nunca tive futuro. Há só um presente imóvel com um muro de angústia em torno. A margem de lá do rio nunca, enquanto é a de lá, é a de cá; e é esta a razão íntima de todo o meu sofrimento. Há barcos para muitos portos, mas nenhum para a vida não doer, nem há desembarque onde se esqueca. Tudo isto aconteceu há muito tempo, mas a minha mágoa é mais antiga.

Em dias da alma como hoje eu sinto bem, em toda a minha consciência do meu corpo, que sou a crianca triste em quem a vida bateu. Puseram-me a um canto de onde se ouve brincar. Sinto nas mãos o brinquedo partido que me deram por uma ironia de lata. Hoje, dia catorze de Marco, às nove horas e dez da noite, a minha vida sabe a valer isto.

No jardim que entrevejo pelas janela caladas do meu sequestro, atiraram com todos os baloucos para cima dos ramos de onde pendem; estão enrolados muito alto; e assim nem a ideia de mim fugido pode, na minha imaginacão, ter baloucos para esquecer a hora.

Pouco mais ou menos isto, mas sem estilo, é o meu estado de alma neste momento. Como à veladora do “Marinheiro” ardem-me os olhos, de ter pensado em chorar. Dói-me a vida aos poucos, a goles, por interstícios. Tudo isto está impresso em tipo muito pequeno num livro com a brochura a descoser-se.

Se eu não estivesse escrevendo a você, teria que lhe jurar que esta carta é sincera, e que as coisas de nexo histérico que aí vão saíram espontâneas do que me sinto. Mas você sentirá bem que esta tragédia irrepresentável é de uma realidade de cabide ou de chávena - chia de aqui e de agora, e passando-se na minha alma como o verde nas folhas.

Foi por isto que o Príncipe não reinou. Esta frase é inteiramente absurda. Mas neste momento sinto que as frases absurdas dão uma grande vontade de chorar.

Pode ser que, se não deitar hoje esta carta no correio amanha, relendo-a, me demore a copiá-la à máquina, para inserir frases e esgares dela no “Livro do Desassossego”. Mas isso nada roubará à sinceridade com que a escrevo, nem à dolorosa inevitabilidade com que a sinto.

As últimas notícias são estas. Há também o estado de guerra com a Alemanha, mas já antes disso a dor fazia sofrer. Do outro lado da Vida, isto deve ser a legenda duma caricatura casual.

Isto não é bem a loucura, mas a loucura deve dar um abandono ao com que se sofre, um gozo astucioso dos solavancos da alma, não muito diferentes destes.

De que cor será sentir?

Milhares de abracos do seu, sempre muito seu,

FERNANDO PESSOA

P.S. - Escrevi esta carta de um jacto. Relendo-a, vejo que, decididamente, a copiarei amanha, antes de lha mandar. Poucas vezes tenho tão completamente escrito o meu psiquismo, com todas as suas atitudes sentimentais e intelectuais, com toda a sua histero-neurastenia fundamental, com todas aquelas intersecções e esquinas na consciência de si-próprio que dele são tao características…

Você acha-me razão, não é verdade?

(em 14 de Marco de 1916)

general 1:59 pm

Hoje é dia de Feira do Livro e café no Tropical! :)

books 7:43 am

[Título inspirado no primeiro livro de Maria Judite de Carvalho, Tanta gente, Mariana!]

yesterday was dramatic, today is okApril 20, 2006 2:09 pm

percorro a rua vazia de gente vazia de ruídos vazia de luz vazia de calor vazia, vazia as pernas tremem como se tivessem estado durante muito tempo tensas e expectantes sinto-me inquieta uma inquietude que advém depois de tudo ter passado a madrugada aproxima-se e a noite, a noite acalma

The night suggests, it does not show. The night disquiets and surprises us with its otherness; it releases forces within us which by day are dominated by reason. I love the wonders of the night, which the light causes to break forth.

Brassaï

music 7:47 am

Stranger danger
Danger stranger
When you gonna follow through

The mistake you don’t make
Or the rain cloud covers above your house
Steal the feelings
Don’t focus on the flame girl

Have i failed to impress you?
Could’ve sworn that wine
And one and four made two,
But it’s five!
It’s five!

Can i ride with you
Until the sunset gets all red
And we’ll chased by the moon

Hope the passion don’t fade
Since you decided he’s your spouse.
Wheeling, dealing, joking things will change girl

Have i failed to impress you
Could’ve sworn that wine
And one and four made two
But it’s five
It is five

yesterday was dramatic, today is ok 12:10 am

generalApril 19, 2006 9:25 pm

[aviso: o meu discurso encontra-se particularmente acintoso hoje, pelo que se desaconselha a leitura deste post a pessoas mais sensíveis]

Não me lembro se alguma vez utilizei este cumprimento. À luz desta distância parece-me que o devo ter feito uma ou outra vez porque recordo a sensação do ridículo, pretensioso até, de tal cumprimento.
Hoje considero-o corporativista, próprio de um grupo fechado que pretende continuar fechado.
O que é que alguém quer dizer com cumprimentos académicos que não consiga dizer com cumprimentos?
O cumprimentos académicos serve, quanto a mim, duas funções: ou se trata de um email (ou vários) para uma lista a avisar qualquer coisa mais ou menos oficial e remata-se com tal cumprimento, como quem diz, este mail é uma grande seca [vocábulo introduzido em Portugal pelo acutilante Eça], mas vocês vão desculpar que é em nome da academia; ou se trata de puro corporativismo: eu pertenço a este grupo, eu faço parte da academia e como tal tenho uma linguagem própria, transmitida de geração em geração, apanágio apenas daqueles que pertencem ao mesmo grupo do que eu. Enfim, a carneirada tem de se reconhecer de alguma forma.
Depois há os outros, aqueles que utilizam porque viram utilizar e lhes parece tal expressão senha de entrada ou regra instituída.
Mas quantos já se interrogaram sobre este cumprimento?
E isto das palavras rememora-me outra, que por sinal é muito boa de se dizer, mas que acaba por ter um significado execrável.
Muitas vezes se utiliza a expressão devemos agir com urbanidade. Quer isto dizer que devemos agir com delicadeza; civilidade; cortesia; afabilidade [in Priberam].
Mas atentemos na raíz da palavra: urbe; resquícios do séc XIX [e XX!] em que a cidade era sinónimo de civilidade e cortesia!
É que muitas vezes usamos as palavras e as expressões sem pensar no que elas guardam.

this is for you all 11:43 am

Desde 4 de Janeiro de 2006, esta casa teve:

Page Loads Unique Visitors
Total 9,382 3,606

E a média por dia é:

Page Loads Unique Visitors
Average 86 33

Aqui está o gráfico :)

music 8:26 am

Warm lights from the grand houses blind me
Haves cannot stand Have-nots
And my love is under the ground
My one true love is under the ground
And I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s hero now
I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s hero now
They who should love me
Walk right through me
I am a ghost
And as far as I know I haven’t even died
And my love is under the ground
My one true love is under the ground
And I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s hero now
I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s hero now
See as I.. See as I.. See as I..
I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s lover now
I’ll never be
I’ll never be
I’ll never be anybody’s lover now
Things I’ve heard and I’ve seen
And I’ve felt and I’ve been
Tell me I’ll never be anybody’s lover now
It begins in the heart
And it hurts when it’s true
It only hurts because it’s true

yesterday was dramatic, today is okApril 18, 2006 4:20 pm

(15-04-2006 03:02:00) *****:
where do you wanna go?

(15-04-2006 03:02:53) paola:
far, far away…

(15-04-2006 03:03:00) *****:
and where is tht?

(15-04-2006 03:03:12) paola:
finland!

(15-04-2006 03:03:29) *****:
when do you know?

(15-04-2006 03:03:43) paola:
june

(15-04-2006 03:03:52) paola:
june is far, far away too :(

yesterday was dramatic, today is ok 3:22 pm

divertido, divertido é ver uma senhora de sandálias abertas atrás, com saltos muito altos e muito fininhos a prenderem-se nas juntas das pedras da calçada :D

[é trauma meu e de mais um milhão de mulheres quando acham que devem usar saltos muito altos e finninhos :) ]

music 1:40 pm

Run the lip off sunshine shore
Betray white water
Delay dark forms
Slap young waves on wooden bones
Don’t touch the laughter and away we go

Away we go

CLAP YOUR HANDS!
But I feel so lonely
CLAP YOUR HANDS!
But it won’t do nothing
CLAP YOUR HANDS!
But I have no money
CLAP YOUR HANDS!
Are you up to something?
CLAP YOUR HANDS!
Where’s my milk and honey?
CLAP YOUR HANDS!
But I just look funny
CLAP YOUR HANDS!
I’ll just wait awhile

As time alone stands still for some
Stuffed sailor up with eyeball sun
And if by castle ship should stray
It has like you no chosen fate for
It’s tongue-tied caboose that leads
This ragged lad, this finger-flipping
Mom and dad (for what is worth some
Aimless steer?) And should mouth
Confuse my foggy mirror and reveal
What is not there I shall take this
Unbound train away…

Clap Your Hands Say Yeah

technology 12:51 pm

i just love this one :)


note to myself, this is for you all 12:36 pm

Purpurina - s.f. Substância corante, extraída da raíz da ruiva. Metais reduzidos a pó e empregados em tipografia para as impressões a ouro e a prata. Planta da família das melastomatáceas.

in De Morais

É assim definida a purpurina como substantivo no dicionário De Morais. No Priberam, apenas se encontra a palavra como adjectivo.

[Às vezes, há coisas que me passam ao lado. Esta foi uma delas e pelos vistos muito badalada, na verdadeira acepção da palavra :P - aposto que as visitas a esta casa vão aumentar :( ]

this is for you all 9:20 am

queria um café pingado com leite frio, acuçar e copo de água

é que neste corpo não entra mais adoçante. não vos dou links, mas experimentem procurar por aspartame no google, um susto só!
a minha sorte é que tenho gente que vela pela minha saúde :)

yesterday was dramatic, today is ok 8:21 am

não recordo o teu rosto
não consigo reproduzir na minha memória o som do teu silêncio
e a tua voz, a esta distância, não me é reconhecível
se tentasse, também não conseguiria desenhar novamente o teu contorno
a pouco e pouco, a indefinição toma conta da tua imagem
e o sossego instala-se

como é que os outros me vêem 8:02 am

art, booksApril 17, 2006 2:45 pm

O’Neill (Alexandre), moreno português,
cabelo asa de corvo; da angústia da cara,
nariguete que sobrepunha de través
a ferida desdenhosa e não cicatrizada.
Se a visagem de tal sujeito é o que vês
( omita-se o olho triste e a testa iluminada )
o retrato moral também tem os seus quês
( aqui, uma pequena frase censurada…)
No amor? No amor crê (ou não fosse ele O’Neill!)
e tem a veleidade de o saber fazer
(pois amor não há feito) das maneiras mil
que são a semovente estátua do prazer.
Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se
do que neste soneto sobre si mesmo disse…

note to myself 12:17 pm

As cantinas estão fechadas, aqui em cima. Lembrei-me a tempo (aka antes de descer as monumentais) que o bar das matemáticas começou, ainda eu andava cá, a servir refeições.
E aqui vim. Muito calmo, para bar das matemáticas. É certo que não há aulas, mas mesmo nesse tempo a vivacidade já não é, certamente, a mesma. Os engenheiros faziam deste bar um local muito vivaz.
E se é certo que joguei aqui muito cartas, não é menos certo que resolvi muita derivada e muita primitiva nestas mesas.
[pronto, também amaldiçoei muito o sistema e um ou outro professor ;) ]
Lembro-me que foi aqui que chegou ao pé de mim uma colega, vinda de ver uma frequência, uma frequência de 9. Lembro-me dela contar que tinha uma demonstração certa, marcada errada pelo professor. Lembro-me dela ter confrontado o professor com a demonstração correcta, como estava no livro. Lembro-me do professor lhe ter dito que havia indicado na aula que queria aquela demonstração feita como ele a fez na aula e não como estava no livro. Lembro-me da minha colega ter ficado com 9. Lembro-me de ter começado por amaldiçoar o professor e ter acabado a amaldiçoar o sistema.
Lembro-me de estar num anfiteatro, com um professor a acabar uma demonstração. Lembro-me de um colega que no meio daquela gente toda muito calada se levantou para dizer que não tinha percebido. Lembro-me do professor dizer a esse aluno que era natural, que fosse para casa estudar e se ainda assim não percebesse que passasse depois no gabinete.
Lembro-me das terríficas aulas de geometria. Lembro-me de ver a professora encher sucessivamente dois quadros inteirinhos, parar, agarrar no apagador, dizer que não, que não era assim a demonstração que ela própria tinha feito, começar a apagar bem pelo meio do quadro, voltar a parar, dizer que afinal estava bem e tentar desesperadamente completar a demonstração meio apagada.

Editado: depois de escrever este post, fiz uma procura rápida por Bar das Matemáticas e encontrei um blog dedicado a este bar. Aqui o primeiro post :)

note to myself 9:12 am

hoje vai ser um bom dia. não começou muito bem: odeio conduzir - já vos disse isto?
mas vou fazer o que mais gosto: ultimar o desenho de um curso e rever um relatório, enfiada numa biblioteca :)

note to myselfApril 16, 2006 9:52 pm

o que é que tu tens, que os outros não têm 7:46 pm

acho que já não te consigo distinguir no meio de tanta gente. ainda agorinha me parecias tu, mas pensei logo a seguir que o mais provável era não seres tu. antes era muito simples, tinhas algumas características que mais ninguém tinha e por isso, mesmo sem te saber o nome conseguia adivinhar-te. o facto de não usares sempre o mesmo caminho ajuda a não conseguir identificar-te.
vês a falta que faz um nome?

art, yesterday was dramatic, today is ok 2:23 pm

101.

Se a nossa vida fosse um eterno estar-à-janela, se assim ficássemos, como um fumo parado, sempre, tendo sempre o mesmo momento de crepúsculo dolorindo a curva dos montes. Se assim ficássemos para além de sempre! Se ao menos, aquém da impossibilidade, assim pudéssemos quedar-nos, sem que cometêssemos uma acção, sem que os nossos lábios pálidos pecassem amis palavras!
Olha omo vai escurecendo!… O sossego positivo de tudo enche-me de raiva, de qualquer coisa que é o travo no sabor da aspiração. Dói-me a alma… Um traço lento de fumo ergue-se e dispersa-se lá longe… Um tédio inquieto faz-me não pensar mais em ti…
Tão supérfluo tudo! Nós e o mundo e o mistério de ambos.

art, yesterday was dramatic, today is ok 10:02 am

465.

Quando o estio entra entristeço. Parece que a luminosidade, ainda que acre,das horas estivais devera acarinhar quem não sabe quem é. Mas não, a mim não me acarinha. Há um contraste demasiado entre a vida externa que exubera e o que sinto e penso, sem saber sentir nem pensar - o cadáver perenemente insepulto das minhas sensações.

musicApril 15, 2006 11:08 pm

When people listen to you don’t you know it means a lot,
‘Cos you’ve got to work so hard for everything you’ve got.
Can’t rest on your laurels now,
Not when you’ve got none.
You’ll find yourself in a gutter,
Right back where you came from.

Someone told me being in the know is the main thing.
We all need the security that belonging brings.
Can’t stand on your own in these times,
Against all the odds,
You all just fall behind like all the other sods.

You slap our backs and pretend you knew about,
All the things that we were gonna do.
What ya gonna do, what ya gonna do,
When it’s over?
You’re on your own now,
Don’t you think that’s a shame?
But you’re the only one responsible to take the blame.
So what ya gonna do when the novelty has gone?
Yeah, what ya gonna do when the novelty has gone?

You slap our backs,
And pretend you knew about,
All the things we were gonna do.
What ya gonna do, what ya gonna do
When its over?

yesterday was dramatic, today is ok 11:01 pm

aqui não há flores nem árvores, não há verde aqui: só o castanho árido da areia quente.
aqui não há risos nem conversas de gente: só o vazio imenso que se adivinhava desde o início.
e as divisões amplas propagam o eco, eco, eco, eco, eco, eco…

note to myself 7:22 pm

Os programas de autor faziam sentido numa altura em que só existiam rádios generalistas.

António Mendes in PÚBLICO

Na rádio, os programas de autor fazem sempre sentido. Sempre. A playlist nada tem de trabalhoso ou nobre. Ela serve apenas para encher tempo nas rádios que não querem pagar a pessoas para fazerem programas de rádio. A playlist não é um instrumento de trabalho, e deveria ser antes um recurso último. Uma excepção e nunca, nunca uma regra.
Também a rádio é invadida pelo facilitismo, pelo nivelamento por baixo. Depois, é muito triste ver gente que trabalha numa rádio insinuar que um programa de autor já não faz sentido.

art, note to myself, journalism 1:09 pm

Lá deixou as 7h das manhãs de sábado e voltou às 9h, esperemos que definitivamente. Descobri eu hoje, numa viagem radiofónica até Vera Cruz, concelho de Portel, Évora. [Na foto, a igreja de Santo Lenho]

this is for you allApril 13, 2006 4:15 pm

É possível que alguém tenha tentado comentar num post abaixo e não tenha conseguido: não há maneira de eu conseguir domar o gatekeeper do spam. Se for o caso, por favor, tente novamente e se mesmo assim não conseguir envie-me um email, que eu coloco: sofiabento at gmail dot com

art, music 3:09 pm

Mudei o gráfico da LastFM, ali ao lado, para actualizar de acordo com o que estou a ouvir, no momento.
E agora estou a ouvir Merankorii, de que já vos falei e que aproveito para dar conta de que já está disponível para download uma das músicas do novo álbum.
Das músicas que já ouvi, a minha favorita é a Interlude. Podem ouvi-la aqui. Esperem até aos 30 segundos :)

note to myself 11:17 am

chego à porta e preparo-me para subir as escadas. hesito e penso: e se a Teresa não está? dou meia volta, é que se a Teresa não está, é uma desgraça, ela torna o processo muito mais simples.
se me calha outra, já sei que vou ser bombardeada com perguntas a que não sei responder, aliás, que nem sequer consigo entender
o melhor será voltar para trás, telefonar e marcar para um dia em que a Teresa esteja, decido. mas logo, logo ouço a voz da minha mãe: não me tornes a aparecer à frente sem o teres feito!
ainda tento resistir: ora, o que pode acontecer?, o que pode acontecer é que passo o fim-de-semana a ouvir sermão atrás de sermão, e ainda por cima este é prolongado! não, vai ter de ser.
subo as escadas. Bom dia, a Teresa está? Está. Uff!

bem, já me pareço com a Mafalda em feitio, não há necessidade de ter o cabelo parecido com ela também :P

note to myself 7:29 am

na terça-feira estive quase, quase a fazê-lo, mas depois desisti.
o facto é que isto já começa a ser tema de conversa, sinal premonitório de que é necessário fazê-lo.
a minha mãe já começa a ameaçar-me não me tornes a aparecer à frente sem o teres feito!
de forma que, vou sair agora, com as melhores intenções de o fazer.
irei conseguir?

note to myselfApril 12, 2006 1:09 pm

i have an account of instant messaging with only one contact of a person
no one knows who this person is
including me :)

note to myself, this is for you all 1:06 pm

entrei para uma reunião às 9h30, com o meu orientador, e acabei de sair.
esperam-me alguns dias de trabalho muito intenso :)
o que é que eu preciso?
matar processos, basicamente.
que andam a consumir recursos a esta máquina a que chamo cérebro e que não têm retornos.
e gerir muito bem as compensações. parece que é importante compensar-nos a nós próprios.

demorada, mas produtiva, esta reunião. tenho uma lista de coisas para fazer, basta agora definir as prioridades e começar.

às vezes, penso que seria bom poder fazer apenas uma coisa. mas logo a seguir refuto: provavelmente não conseguiria.

tempo, preciso de tempo. sim, temos de saber gerir o tempo, mas para o poder gerir temos de o ter, certo?

é nestas alturas que, à falta de alguém que se interesse realmente pelo que dizemos, se arranjam estratégias, como esta de falar em discurso directíssimo num blog.

isto lembra-me também uma certa e determinada pessoa que há tempos me disse que lhe apetecia comentar um post, mas tinha receio de o fazer, por achar que podia escrever menos bem.

o que me leva a dizer-vos que gostaria que se sentissem aqui como em vossa casa. a quem apetecer comentar que comente, se está bem escrito, se não está, se tem interesse, se não tem, não faz mal.
claro, que às vezes (eu, muitas) acordamos rabugentos, mas amanhã é outro dia e ninguém disse que temos de pensar e sentir sempre da mesma maneira.

bem, comecei com uma reunião e acabo a falar de lamechices
é melhor terminar por aqui ;)

art 8:06 am

Um fib, na poesia, é um conceito criado por Gregory K., que segue a série de Fibonacci: 1/1/2/3/5/8… etc. Uma série que se encontra na espiral da concha do nautilus.

Segundo o autor, o objectivo é criar um poema de 20 sílabas, cuja contagem silábica segue em cada linha a série de Fibonacci.
Nesta casa, comecei a experimentar, não por uma contagem silábica, mas pela contagem das palavras. Para começar é mais fácil. Tenho seguido o autor e em alguns poemas torna-se difícil descobrir a sequência, uma vez que me é difícil a contagem das sílabas no inglês. Como as palavras no inglês também são mais pequenas é mais fácil dar sentido a poemas escritos nessa língua.

Vou analisar melhor as regras e voltarei a este assunto.

Um obrigada especial ao sr. Anonymous, que me chamou a atenção para isto :)

art, note to myself 7:43 am

fresco
manhã
bem cedo
os meus passos
são os primeiros nesta casa
mas hoje alguém acordou mais cedo: bom dia!

(é difícil sintetizar um ideia num fib. para já escrevo estes fraquinhos. há que pensar nas regras também. seria interessante escrever um cujas frases fossem autónomas. cujo objectivo fosse não haver necessidade de interligação com a frase anterior para que ela tivesse sentido, porque de outra forma corremos o risco de este tipo de poema se subjugar a uma fórmula matemática apenas pela forma e isto seria possível com qualquer texto)

cinemaApril 11, 2006 5:51 pm

filme do fim-de-semana:

(o Bergman aparece atrás de um jornal, no comboio - esta foi uma das últimas informações que o sr. Miguel me deu antes de partir para a Índia)

technology 2:37 pm

ora bem, wordpress é uma aplicação que a blogsome usa nos seus blogs e que permite gerir a parte de administração desta casa, algo parecido com o editor da blogspot, mas muiiiito melhor :)
o wordpress tem alguns plugins que o administrador do blog (aka eu) pode activar ou desactivar. no caso da blogsome, onde tenho o blog alojado, podem ser por exemplo, a opção de mostrar os últimos comentários na barra lateral, um sistema mais apertado contra spam ou um plugin que mostra um editor avançado wysiwyg - what you see is what you get, isto é se eu quiser um texto em itálico ou às cores clico numa caixinha com o i ou com as opções de cores, exactamente como na blogspot. normalmente eu uso o editor normal, se quiser meter cores ou texto centrado uso linguagem html, que não devia, devia antes usar xhtml, que é para certas e determinadas pessoas não andarem a ver os erros de código :D

bluefish é um editor de páginas web, com resultados parecidos com o Frontpage, por exemplo, só que em vez de ser gráfico (wysiwyg), a página é construída só com código :)
a folha de css é aquilo a que os informáticos e webdesigners chamam de folha de estilo, é uma espécie de ajudante da página web que construímos e que manda nela. diz-lhe que tipo de letra e que cores devem ser utilizadas na visualização da página, por exemplo.

o problema que aconteceu aqui é que activei o plugin do editor avançado e esqueci-me que se queria meter tags de código html: < b > abrir bold < / b > fechar bold por exemplo, teria de abrir a caixa do código, em vez de o inserir directamente na caixa onde estou a escrever. resultado: abri tags < b > sem as fechar < / b >.

não sei se expliquei muito bem, mas enfim, eu cá não sou informática nem webdesigner :)

technology 2:16 pm

ok agora tenho tudo de um post para baixo a negrito, talvez seja uma tag aberta, o certo é que não dou com ela!

até já e já meto as legendas :)  

 

note from author: bolas! estava difícil! já dei com ela :)  

errata: onde se lê nesta casa irra é favor ler sol :)  

art 1:21 pm

hoje 

egoisticamente

sorvo palavras 

uma outra vez

como se para mim fossem

como se dele as palavras para mim fossem 

tv 9:21 am

 

You are what people in a former era might have termed ‘touched’. Mad and brilliant, your genius may only fully be appreciated 100 years from now. At the moment people just think you’re a bit weird.

Genius is not valued like it once was so you rely on handouts from friends and family. But don’t worry - they’ll always help because secretly they think you’re amazing.

You can take the test here

general 9:07 am

às evzes não preciso que me digam nada, só preciso que me façam falar!

e foi assim que ainda agorinha alguém no messenger me disse:

***** diz:
belo serviço que fizeste
***** diz:
:P
paula diz:
oh
paula diz:
não me digas nada
***** diz:
mas de onde vem aquilo verde?
***** diz:
no css n ta nada…
paula diz:
no editor
paula diz:
ficou assim
paula diz:
tudo para baixo
paula diz:
ah espera
***** diz:
mexendo no css
***** diz:
so altera o primeiro post
paula diz:
obrigada
paula diz:
já descobri
paula diz:
danka!!!! 
 

Pensei: se só altera de um certo ponto para baixo, só pode ser o raio de uma tag aberta e que não foi fechada, então fui lá e a casa já não está verde! :)  

technology, this is for you all 8:41 am

Ó desgraça! Acordei e dei com a casa verde!

E a culpa é toda das experiências. Andei a brincar com um plugin do wordpress que insere um editor wysiwyg. E logo eu que faço webpages em Bluefish! Era só para experimentar! E agora tudo verde!

A folha de css está bem de saúde, o plugin já desinstalei, nada, voltei a instalar, nada. Consegui que o post anterior ficasse bem, mas os outros, nada. Tenho aqui uma dor de cabeça para uns dias valentes!

Aos leitores peço compreensão! 

yesterday was dramatic, today is okApril 10, 2006 11:43 pm

fico imóvel

páro todos os movimentos do corpo

a respiração intervala-se cada vez vez mais

o sangue desacelera

e o corpo arrefece

a pouco e pouco todos os sentidos vão parando

o corpo deixa de sentir

e de se sentir

interrompo o processo ao pensar que já não me lembro do teu rosto

 

art, note to myself 5:19 pm

up

down

is now

all my life

do you remember?

when the ups and downs were too young?

 

art, yesterday was dramatic, today is ok 4:06 pm

Nenhum homem é uma ILHA isolada; cada homem é uma
partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA; se um
TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica
diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO,
como se fosse a CASA dos teus AMIGOS ou
a TUA PRÓPRIA; a MORTE de qualquer
homem diminui-me, porque sou
parte do GÉNERO HUMANO.
E por isso não perguntes
por quem os
SINOS dobram;
eles dobram
por TI

J O H N D O N N E

in Hemingway, Ernest, Por Quem os Sinos Dobram, Livros do Brasil, Lisboa

cinema 10:44 am

music 9:36 am

Change of speed, a change of style
A change of scene, with no regrets
A chance to watch
admire the distance
Still occupied - though you forget
Different colours, different shades
Over each mistakes were made
I took the blame
Directionless, so plain to see
A loaded gun won’t set you free
So you say

art, books 9:35 am

She left the web, she left the loom,
She made three paces through the room,
She saw the water-lily bloom,
She saw the helmet and the plume,
She look’d down to Camelot.
Out flew the web and floated wide;
The mirror crack’d from side to side;
“The curse is come upon me,” cried
The Lady of Shalott.

yesterday was dramatic, today is ok 12:01 am

Houve tempos em que eu adorava as segundas-feiras. Para onde foram esses tempos?

cara_de_segunda

technologyApril 9, 2006 11:42 pm

For those who have this problem, here e you have a simple hack that might help you.

yesterday was dramatic, today is ok 11:20 pm

Começara a chover e ouvia-se o som cadenciado dos pingos na cobertura da enome piscina de água aquecida.
Tu nadaste até mim e eu, de pernas cruzadas como um chinês, movendo apenas os braços na água, olhei para ti, sorrindo e reconhecendo-te.
Admirado, perguntaste como me mantinha assim, parecendo sentada dentro de água. Respondi que era muito fácil. “Cruzas as pernas como se estivesses sentado e depois moves os braços para não ires ao fundo”
Tentaste fazer o mesmo, mas quando cruzaste as pernas desapareceste na água.
E eu chamei, gritei as cinco letras do teu nome como se nunca as houvera gritado antes, e no mesmo segundo mergulhei, coloquei os meus braços sob os teus para te puxar e senti que não podia contigo. No mesmo instante, senti-me eu própria a ser içada e no minuto seguinte via-te já a rir. Continuavas a segurar-me pela cintura e eu, olhando para ti, apenas consegui dizer “assustaste-me”.
Não que fizesse alguma diferença. O susto já tinha passado, mas esta afirmação parecia sempre imprescindível. Funcionaria como um desabafo depois de um susto que apanhamos? Uma espécie de forma de sossegarmos? Ou teria uma censura velada? Um pedido para não o voltares a fazer?
“Mas eu sei nadar muito bem!”, justificaste, acrescentando com um sorriso “Além de que tenho pé aqui!”. Era verdade. Tinha-me esquecido de como eras alto. Fiquei com aquela sensação de o meu susto ter o seu quê de ridículo. Mas tu abriste os braços e eu enlacei os meus no teu pescoço, rodeei o teu tronco com as minhas pernas e tu tiraste-me da água.

blogs 8:43 pm

A casa é azul, tem música e fala de dor. Nas entrelinhas, lê-se amor e força. Infinito Perdido.

music, blogs 7:15 pm

Sometime ago I found an interesting blog about technology, Mind Booster Noori.
And it was because of this that I found another blog (from the same author) with a beautiful music and two albuns released: O Monólogo do Mudo and Crash.
Go there and listen :)

blogs 6:30 pm

há sempre uma imagem e um conjunto de palavras na instalação, que apetece ver e ler.
este é um dos muitos favoritos.

generalApril 7, 2006 11:32 pm

A casa dos Bons Dias faz um ano hoje. Parabéns :)

this is for you all 6:15 pm

mas agora vou jantar com gente que conheço desde o 10º ano, melhor amiga e rapaz que veio do frio incluídos :)
logo vos falo de tudo o que está em lista de espera :)

yesterday was dramatic, today is ok 8:03 am

this is for you allApril 6, 2006 7:45 pm

de manhã, oradora numa conferência. à tarde, ouvinte em várias.
amanhã, mais do mesmo - a propósito, apareçam amanhã [para a Lan Party é necessária inscrição, vejam no site] - da lan party não sei que eu não jogo, mas as duas primeiras conferências de hoje foram muito boas e as de amanhã prometem…
tanta coisa para vos falar e o cansaço não permite o cérebro trabalhar.
uma noite descansada.

technology 12:53 pm

Vou agora para as conferências. Venham também.

note to myself, this is for you all 8:24 am

tenho coleccionado casas. casas sobre as quais vos preciso falar. e são tantas, tantas…

art, music, blogs 8:17 am

A entrada é por aqui:

pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir

Francisco Amaral

note to myselfApril 5, 2006 6:46 pm

vai para a Suécia. volta a Portugal. vai a Espanha. volta à Suécia.
nunca diz quando vai, nem quando vem.
quando chega, telefona e diz sem aviso: vai um café?
a sorte é que lhe reconheço a voz.
às vezes, como hoje, aparece-me à frente.
ao telefone, não me vê a admiração.
hoje viu. e respondeu.
mas tínhamos combinado aqui, não te lembras?
lembro, lembro - diz o meu sorriso de orelha a orelha
não volta para o frio. agora, vai para mais longe.
até sexta.

yesterday was dramatic, today is ok 5:51 pm

011010010010000001101101011010010111001101110011001000000111100101101111
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this is for you all 4:10 pm

Durante algum tempo foi impossível colocarem comments devido ao facto da Blogsome (acho eu) ter acrescentado uma outra funcionalidade (acho).
Já é possível comentarem os posts novamente (acho) :)

music, yesterday was dramatic, today is ok 11:53 am

pela janela mal fechada
entra já a luz do dia
morre a sombra
desejada
duma esperança fugidia
foi uma noite sem sono
entre saliva e suor
com um travo
de abandono
e gosto a outro sabor
dizes-me até amanhã
que tem de ser
que te vais
só que amanhã
sabes bem
é sempre longe demais
dizes-me até amanhã
que tem de ser
que te vais
só que amanhã
sabes bem
é sempre longe demais
pela janela mal fechada
chega a hora do cansaço
vai-se o tempo
desfiando
em anéis de fumo baço
acendo mais um cigarro
invento mil ideais
porque amanhã
sei-o bem
é sempre longe demais
dizes-me até amanhã
que tem de ser
que te vais
só que amanhã
sabes bem
é sempre longe demais
acendo mais um cigarro
invento mil ideais
porque amanhã
sei-o bem
é sempre longe demais
dizes-me até amanhã
que tem de ser
que te vais
só que amanhã
sabes bem
é sempre longe demais
acendo mais um cigarro
invento mil ideais
porque amanhã
sei-o bem
é sempre longe demais
dizes-me até amanhã
que tem de ser
que te vais
só que amanhã
sabes bem
é sempre longe demais
acendo mais um cigarro

Rádio Macau - estes ficam na mesma caixa do Palma

artApril 4, 2006 6:22 pm

you must see it in mickeyckm personal blog: larger than life
Click the picture in order to enlarge it and see it carefully :)

note to myself 5:01 pm

- vou para casa. omo.
- xau

art, books 4:58 pm

destes, pois!
[nós, leitores, somos assim, queremos sempre mais]

como é que os outros me vêem 4:52 pm

gosto das calças curtas, de forma a que se possa ver as meias, e sapatilhas “de desenho animado”.
is that OK with you?

yesterday was dramatic, today is ok 3:11 pm

fui convidada para apresentar um projecto que coordenei há cerca de dois, três anos atrás, pelo que estou neste momento a tentar dar conta de algumas dezenas de cd’s e dvd’s de backups para recolher material.
nesses backups vou navegando por documentos, emails, músicas, imagens entre outros ficheiros. vou navegando por conversas, por estudos, por trabalhos.
para onde foram essas conversas?
reconheço cada uma, mas cada uma me aparece agora como irreal. irreal? irreal.
como dois actores a quem tivessem retirado o cenário.
vou aproveitar e retirar todos os ficheiros de trabalho e de estudo. gravá-los com nomes específicos e ordená-los.
o resto, lixo.

note to myself 10:14 am

se me pedissem para me definir era assim: 8 ou 80, para o bem e para o mal
hoje, acordei 8 e acabei de passar ao 80
não suporto a incompetência e recuso obedecer ao autoritarismo
e as consequências?
ao diabo com as consequências
a mim ninguém me cala, nem ninguém me compra!

aviso: má-disposição em volta

general, note to myselfApril 3, 2006 5:39 pm

Well, a post with strange and word in the title is irresistible to me, so i clicked and found:

Defenestration

Very usefull to all women! :D

general, technology 4:01 pm

Cheguei à Biblioteca Geral e bati com o nariz na porta. Começava a precisar de uma dose de cafeína e de uma mesa onde estender o laptop, pelo que rumei ao Tropical, onde estou a escrever este texto ao som dos Editors :)
Graças à Zapp!

Acho que estou a ficar viciada em computadores! Há quem diga até que tirei o curso errado…

general 3:49 pm

No dia da mentiras, disseram-me uma coisa, mas nesse dia não me liguei à internet, pelo que só soube no Domingo. E pensei, na altura, que fixe! - a minha geração ainda diz que fixe! - Então, não querem lá ver?
Mas não, afinal era mentira! :P

music, blogs, yesterday was dramatic, today is ok 7:36 am

Foi aqui que descobri Editors. A música rememora outra. A letra lembra-nos de algo que é muito fácil esquecer. Obrigada :)
É para lá ir ver a letra e clicar nos links, pois claro!

this is for you allApril 2, 2006 9:07 pm

art, o que é que tu tens, que os outros não têm 4:46 pm

Não deixo de dizer o que penso para ganhar um subsídio ou para ter um programa de televisão. Podi ganhar muito dinheiro, ser muito mais popular. Por mim, no último minuto da minha vida, quero ter apenas a minha consciência tranquila.

A partir da próxima terça-feira, 4 de Abril, o PÚBLICO começa uma colecção da discografia completa

technology 4:19 pm

30 anos de Apple.