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Quando o estio entra entristeço. Parece que a luminosidade, ainda que acre,das horas estivais devera acarinhar quem não sabe quem é. Mas não, a mim não me acarinha. Há um contraste demasiado entre a vida externa que exubera e o que sinto e penso, sem saber sentir nem pensar - o cadáver perenemente insepulto das minhas sensações.