Volto uma e outra vez a este post, a esta foto, que me fala da beleza das coisas pequenas, rotineiras, do dia-a-dia, a que normalmente não damos atenção. E volto lá também por causa das palavras, que fazem o título deste post, porque me reconforta saber alguém que o faz, que gasta duas horas com algo que gosta, quando poderia gastar 30 segundos.
E reconforta-me este pensar porque talvez eu ainda possa vir a dizer o mesmo, com verdade. Se ainda existem assim pessoas, nem tudo está perdido.
Ultimamente, parece que me vivo num sprint final de uma corrida. Como se estivesse naquele tempo em que a meta já se vê e há que dar tudo por tudo. O único problema é que a meta parece que nunca mais chega, como se eu tivesse ficado trancada numa espécie de ciclo e não pudesse ser de outra forma.
Se gosto do que faço? Adoro uma parte do que faço e destesto a outra.
Tenho esperança que em Setembro, passe a meta. Esta difícil meta. E inicie uma outra, na qual me possa dedicar a 100% àquilo que realmente me importa. pelo menos durante seis meses… :)
Talvez, então, esta sensação de final de corrida, que dura há meia dúzia de anos, finalmente se desvaneça.