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booksOctober 15, 2006 5:11 pm

Apesar de já conhecer o Inspector Maigret da série televisiva, foi só há pouco tempo que comecei a ler os livros do Simenon. O primeiro, que encontrei num alfarrabista em Turku, edição verde da Penguin [1961], intitulado The Hatter’s Ghosts, começa a 3 de Dezembro, embora os acontecimentos que relata se tenham iniciado a 13 de Novembro:

It was exactly twenty days ago, for it had happened on the 13th of November (…)

O segundo livro, agora já com o Inspector Maigret como personagem [Penguin, 1974], começa também ele em Novembro.

It was November. Dusk was falling.

O terceiro, que chegou há pouco tempo e que ainda não li, [Harvest/HBJ, 1970], tem como título November e começa, que eu já espreitei:

It was the second Friday in November, November 9th to be exact.

Está visto que entrei numa fase Simenon, será que todos os livros dele vão começar em Novembro? :)

technology, booksSeptember 27, 2006 6:16 am

Mais informação aqui.

booksSeptember 15, 2006 4:59 pm

… desta Lady.

booksMay 9, 2006 8:56 am


(clicar para aumentar)

books, note to myself, yesterday was dramatic, today is okMay 5, 2006 8:18 am

Costuma dizer-se que o poder se torna maléfico nas mãos erradas. Concluo, então, que há muitas mãos erradas neste mundo. Quando o poder é usado para benefício pessoal à custa de outros seres humanos e se usam estratégias de terror e ameaça para se conseguir os fins, ele torna-se verdadeiramente execrável.
Pensei que há um livro que fala disto, há sempre um livro que fala disto, o que quer que isto seja. Lá consegui dar com ele, entre uma Antígona e um Ébano. Percorri-lhe as palavras e deparei-me com este excerto:

O que está a acontecer é que a carga de conhecimento e, o que é ainda mais importante, a carga decisional estão a ser redistribuídas. Num ciclo contínuo de aprendizagem , desaprendizagem e reaprendizagem, os trabalhadores precisam dominar novas técnicas, adaptar-se a novas formas organizacionais e ter ideias novas.
Em consequência disso, «respeitadores submissos de normas, que se limitam a seguir instruções à letra, não são bons trabalhadores», diz Nagao, citando um estudo anterior da Sony. Com efeito, no ambiente de mudança rápida de hoje, sublinha, também as normas precisam de ser mudadas mais frequentemente do que no passado e os trabalhadores de ser instigados a propor essas mudanças.
Isso é assim porque o trabalhador que ajudar a estruturar novas normas também compreenderá por que motivo elas são necessárias e como se encaixam no quadro geral - o que significa que as pode aplicar mais inteligentemente.
(…)
Mas convidar trabalhadores a participarem no processo da elaboração de normas é partilhar poder que antes pertencia exclusivamente aos seus chefes. Trata-se de uma deslocação de poder que nem todos os quadros superiores acham fácil de aceitar.
A democracia no local de trabalho, como a democracia política, não medra quando a população é ignorante. Em contrapartida, quanto mais instruída é uma população, mais democracia parece exigir. Com a expansão da tecnologia avançada, trabalhadores não especializados e de pouca instrução estão a ser postos fora dos seus empregos em empresas em vias de redimensionamento. Deixam atrás de si um grupo mais instruído, que não pode ser tratado da forma tradicional autoritária do «não me faça perguntas». Na verdade, fazer perguntas, contestar ideias estabelecidas, está a tornar-se parte do trabalho de toda a gente.

É, acho que está na altura de voltar ao Os Novos Poderes do sr Toffler…

books, yesterday was dramatic, today is okApril 21, 2006 2:33 pm

Carta a Mário de Sá-Carneiro

Escrevo-lhe hoje por uma necessidade sentimental - uma ânsia aflita de falar consigo. Como de aqui se depreende, eu nada tenho a dizer-lhe. Só isto - que estou hoje no fundo de uma depressão sem fundo. O absurdo da frase falará por mim.

Estou num daqueles dias em que nunca tive futuro. Há só um presente imóvel com um muro de angústia em torno. A margem de lá do rio nunca, enquanto é a de lá, é a de cá; e é esta a razão íntima de todo o meu sofrimento. Há barcos para muitos portos, mas nenhum para a vida não doer, nem há desembarque onde se esqueca. Tudo isto aconteceu há muito tempo, mas a minha mágoa é mais antiga.

Em dias da alma como hoje eu sinto bem, em toda a minha consciência do meu corpo, que sou a crianca triste em quem a vida bateu. Puseram-me a um canto de onde se ouve brincar. Sinto nas mãos o brinquedo partido que me deram por uma ironia de lata. Hoje, dia catorze de Marco, às nove horas e dez da noite, a minha vida sabe a valer isto.

No jardim que entrevejo pelas janela caladas do meu sequestro, atiraram com todos os baloucos para cima dos ramos de onde pendem; estão enrolados muito alto; e assim nem a ideia de mim fugido pode, na minha imaginacão, ter baloucos para esquecer a hora.

Pouco mais ou menos isto, mas sem estilo, é o meu estado de alma neste momento. Como à veladora do “Marinheiro” ardem-me os olhos, de ter pensado em chorar. Dói-me a vida aos poucos, a goles, por interstícios. Tudo isto está impresso em tipo muito pequeno num livro com a brochura a descoser-se.

Se eu não estivesse escrevendo a você, teria que lhe jurar que esta carta é sincera, e que as coisas de nexo histérico que aí vão saíram espontâneas do que me sinto. Mas você sentirá bem que esta tragédia irrepresentável é de uma realidade de cabide ou de chávena - chia de aqui e de agora, e passando-se na minha alma como o verde nas folhas.

Foi por isto que o Príncipe não reinou. Esta frase é inteiramente absurda. Mas neste momento sinto que as frases absurdas dão uma grande vontade de chorar.

Pode ser que, se não deitar hoje esta carta no correio amanha, relendo-a, me demore a copiá-la à máquina, para inserir frases e esgares dela no “Livro do Desassossego”. Mas isso nada roubará à sinceridade com que a escrevo, nem à dolorosa inevitabilidade com que a sinto.

As últimas notícias são estas. Há também o estado de guerra com a Alemanha, mas já antes disso a dor fazia sofrer. Do outro lado da Vida, isto deve ser a legenda duma caricatura casual.

Isto não é bem a loucura, mas a loucura deve dar um abandono ao com que se sofre, um gozo astucioso dos solavancos da alma, não muito diferentes destes.

De que cor será sentir?

Milhares de abracos do seu, sempre muito seu,

FERNANDO PESSOA

P.S. - Escrevi esta carta de um jacto. Relendo-a, vejo que, decididamente, a copiarei amanha, antes de lha mandar. Poucas vezes tenho tão completamente escrito o meu psiquismo, com todas as suas atitudes sentimentais e intelectuais, com toda a sua histero-neurastenia fundamental, com todas aquelas intersecções e esquinas na consciência de si-próprio que dele são tao características…

Você acha-me razão, não é verdade?

(em 14 de Marco de 1916)

books 7:43 am

[Título inspirado no primeiro livro de Maria Judite de Carvalho, Tanta gente, Mariana!]

art, booksApril 17, 2006 2:45 pm

O’Neill (Alexandre), moreno português,
cabelo asa de corvo; da angústia da cara,
nariguete que sobrepunha de través
a ferida desdenhosa e não cicatrizada.
Se a visagem de tal sujeito é o que vês
( omita-se o olho triste e a testa iluminada )
o retrato moral também tem os seus quês
( aqui, uma pequena frase censurada…)
No amor? No amor crê (ou não fosse ele O’Neill!)
e tem a veleidade de o saber fazer
(pois amor não há feito) das maneiras mil
que são a semovente estátua do prazer.
Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se
do que neste soneto sobre si mesmo disse…

art, booksApril 10, 2006 9:35 am

She left the web, she left the loom,
She made three paces through the room,
She saw the water-lily bloom,
She saw the helmet and the plume,
She look’d down to Camelot.
Out flew the web and floated wide;
The mirror crack’d from side to side;
“The curse is come upon me,” cried
The Lady of Shalott.

art, booksApril 4, 2006 4:58 pm

destes, pois!
[nós, leitores, somos assim, queremos sempre mais]

booksMarch 31, 2006 2:25 pm

ARRE, que tanto é muito pouco!
Arre, que tanta besta é muito pouca gente!
Arre, que o Portugal que se vê é só isto!
Deixem ver o Portugal que não deixam ver!
Deixem que se veja, que esse é que é Portugal!
Ponto.

Agora começa o Manifesto:
Arre!
Arre!
Oiçam bem:
ARRRRRE!

Álvaro de Campos (1890-?)
Poesias

booksMarch 19, 2006 9:35 pm

Mais uma divisão nesta casa: uma biblioteca :) - link aqui ao lado
[Pena que não dê para procurar resultados com capas em Português]

booksFebruary 24, 2006 7:45 pm

estou no TAGV a ouvir um escritor italiano. suponho que o que diz é muito interessante porque está toda a gente muito atenta. també deve ser divertido porque de vez em quando o público ri.

na apresentação, falaram de Giacomo Leopardi, leram um trecho fabuloso de um diálogo entre a vida e a morte. na web, só encontro o texto em italiano.

no TAGV, o autor fala do seu livro o sex appeal do inorgânico. chama-se mario perniola. está publicado pela ariadne.

conclusão: não percebo nada!

alguém tem a Operette Morali do Leopardi? aceita-se em inglês :)

[a língua é mesmo divertida de ouvir! e quando ele acelera? :D ]

booksFebruary 7, 2006 3:11 pm

IX

Junho 1871.

Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este singular estado:

Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente possuem o poder, perdem o poder, reconquistam o poder, trocam o poder… O poder não sai de uns certos grupos como uma péla que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.

Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no poder, esses homens são, segundo a opinião e os dizeres de todos os outros que lá não estão – os corruptos, os esbanjadores da fazenda, a ruína do País!

Os outros, os que não estão no poder, são, segundo sua própria opinião e os seus jornais – os verdadeiros liberais, os salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses do País.

Mas, coisa notável! – os cinco que estão no poder fazem tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E os que estão no poder movem-se, conspiram, cansam-se, para deixar de ser o mais depressa que puderem – os verdadeiros liberais, e os interesses do País!

Até que enfim caem os cinco do poder, e os outros, os verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação herdada de esbanjadores da fazenda e ruína do País; entanto que os que caíram do poder se resignam, cheios de fel e de tédio – a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.

Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha sido por seu turno esbanjador da fazenda e ruína do País…

Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações mais hostis…

Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de dirigir as coisas públicas – pela imprensa, pela palavra dos oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa constitucional do poder moderador…

E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai, feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto tão triunfante!

Daqui provém, também este caso singular:

Um homem é tanto mais célebre, tanto mais consagrado, quantas mais vezes tem sido ministro – isto é, quantas mais vezes tem mostrado a sua incapacidade nos negócios, sendo esbanjador da fazenda, ruína do País, etc.

Assim o Sr. Carlos Bento foi a primeira vez ministro da fazenda. Teve a sua demissão, e não foi naturalmente pelos serviços que estava fazendo à sua pátria, pelo engrandecimento que estava dando receita pública, etc… Se caiu foi porque naturalmente a opinião, a imprensa, os partidos coligados, o poder moderador, o julgaram menos conveniente para administrar a riqueza nacional. E o Sr. Carlos Bento saiu do poder com importância.

Por isto foi ministro da fazenda uma segunda vez. Mostrou de novo a sua incapacidade – pelo menos o julgou, por essa ocasião, o poder moderador, impondo-lhe a sua demissaõ. E a importância do Sr. Carlos Bento cresceu!

Por consequência foi terceira vez ministro. Caiu; devemos portanto ainda supor que naturalmente deu provas de não ser competente para estar na direcção dos negócios. E a sua importância aumentou, prodigiosamente!

É novamente ministro: se tiver a fortuna de ser derrubado do poder, e convencido pela opinião de uma incapacidade absoluta, será elevado a um título, dar-lhe-ão embaixadas, entrará permanentemente no Almanaque da Gota…

Ora tudo isto nos faz pensar – que quanto mais um homem prova a sua incapacidade, tanto mais apto se torna para governar o seu país!

E, portanto, logicamente, o chefe do estado tem de proceder da maneira seguinte na apreciação dos homens:

O menino Eleutério fica reprovado no seu exame de francês. O poder moderador deita-lhe logo um olho terno.

O menino Eleutério, continuando a sua bela carreira política, fica reprovado no exame de história. O poder moderador, alvoroçado, acena-lhe com um lenço branco.

O caloiro Eleutério, dando outro passo largo, fica reprovado no 1º ano da Faculdade de Direito. O poder moderador exulta, e quer a todo o transe ter comj ele umas falas sérias.

O bacharel Eleutério, avançando sempre, fica reprovado no concurso de delegado. O poder moderador não pode conter o júbilo, e fá-lo ministro da Justiça.

E a opinião aplaude!

De modo que, se um homem se pudesse apresentar ao chefe de Estado com os seguintes documentos:

Espírito de tal modo bronco que nunca pôde aprender a somar;

Reprovações sucessivas em todas as matérias de todos os cursos.

O chefe de estado tomá-lo-ia pela mão, e bradaria, sufocado de júbilo:

— Tu Marcellus eris! Tu serás, para todo o sempre, Presidente do Conselho!

in Uma Campanha Alegre

history, booksFebruary 5, 2006 1:20 pm

Ontem saí para ir comprar o jornal e, enquanto ía andando ía dando uma vista de olhos pela capa. Deparei-me com a apresentação a uma enciclopédia (?) de História de Arte:

“GRANDE HISTÓRIA DA ARTE
Serão 18 volumes de grande formato, cada um com mais de 400 páginas e um total de mais de 10 mil imagens e ilustrações. (…)”

Eu pensava que quando eles diziam “grande”, queriam dizer “boa”, mas afinal não, querem mesmo dizer “grande”, grande de quantidade. O anúncio não é apanágio deste jornal, nem desta colecção. Há muitos assim por aí.

Só depois dos números, relativos aos livros, é que nos dizem que a colecção foi desenvolvida em Itália, por um “prestigiado grupo”. Quem não conhece o “grupo” - grupo de quê? - fica na mesma. E só por último, mesmo na última linha da apresentação, se diz quem foram os professores responsáveis pela revisão técnica e científica.

Se o espaço para apresentação de uma enciclopédia de História de Arte é pequeno e a primeira metade daquele é gasto com o número de volumes, de páginas e de imagens, se isto é o melhor que se pode dizer desta enciclopédia, talvez ela não seja assim tão boa.

booksJanuary 30, 2006 7:35 pm

Baptista-Bastos escreveu nas páginas 54 e 55:

‘Porque não voas?’
Há alturas na vida em que temos de voar. Não se sabe como nasce esse impulso; porém, sentimos que esse impulso nasce e temos de responder a esse impulso. Se não seguimos esse impulso vamos ficar marcados para toda a vida, faço-me entender?; o remorso e a sensação de culpa persegue-nos um pesadelo que nos não abandonará. E vai sempre parecer-nos que as outras pessoas, todas as outras pessoas, nos vigiam, nos culpam, nos condenam. Esse impulso pode determinar a nossa vida. E esse impulso só acontece uma vez, e é quase imperceptível. Mas pode haver um mecanismo estranho que nos cega, nos insensibiliza nesse momento, e nós não entendemos os sinais do impulso.
Talvez, às vezes, possamos voar. E, ocasionalmente, temos de fingir que o mundo é como os outros pensam que o mundo é. Mas agora eras tu que mergulharas em outros mundos. Que tempo resguarda a tua memória, que timbre recolhe a tua voz, que livros e que poemas conservas no segredo das lembranças?
E porque perguntaste essa de voar, de voo?

music, booksJanuary 24, 2006 11:57 am

Virá o dia em que eu hei de ser um velho experiente
Olhando as coisas através de uma filosofia sensata

Vinicius de Moraes

Neste site, é possível criar uma antologia com textos de Vinicius e enviar a quem quiserem.
Para consultarem a minha, podem clicar aqui (é necessário permitir o pop-up).

Podem ainda ouvir as músicas, ah, as músicas, como esta:

Eu não existo sem você
Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver

Não há você sem mim
E eu não existo sem você

booksJanuary 23, 2006 1:49 pm

Enquanto procurava uma imagem específica do filme do Murnau, encontrei esta, o J’Accuse foi publicado no L’Aurore, e nem de propósito que ainda ontem desfolhei o O crime do Padre Mouret, numa edição anterior a 1946 e pensava, quanto tempo irás durar?

Como se preservam os livros?

booksJanuary 22, 2006 2:35 pm

Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida verdade, o Sentimento!
— E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!…

Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
— E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento…

São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!

Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!

Florbela Espanca

music, books, cinemaJanuary 20, 2006 6:35 pm

1972 - Federico Fellini

1999 - Pizzicato Five

2004 - António Mega Ferreira

books 6:03 pm

De Nápoles, acabaram de me trazer um marcador de livros (eu faço colecção) magnético, como nunca tinha visto, com um pormenor do Rito di iniziazione femminile.

booksJanuary 19, 2006 10:59 pm

Há 57 anos que um homem coloca, sempre a 19 de Janeiro, na campa de Poe rosas e uma garrafa de conhaque. A história está aqui.

books, cinemaJanuary 5, 2006 5:01 pm

Não é só o nome. Pasolini foi encontrado assassinado precisamente um ano antes de eu nascer, 2 de Novembro de 1975.

Desde ontem, a Trilogia da Vida, no TAGV, às 21h30, em Coimbra. Hoje, Decameron, histórias de Boccaccio.

Neste site, é possível ter acesso a audio e video, na secção Omaggio a Pasolini. No site propriamente dito, acesso à vida e obra. Grande parte está em italiano :( , mas há traduções para outras línguas.

Em 2005, a Assírio & Alvim deu à estampa o Poemas.

Apesar de já ter visto estes três, gostaria de os ver em ecrã gigante… ontem e hoje, impossível. Se amanhã uma certa e determinada pessoa chegar a tempo, talvez. Quanto a vós se puderem, aproveitem.