Há um farol no fim do mundo, em Ushuaia. As pessoas com desgostos amorosos, podem deixar lá todos os problemas.

Imagine me and you, I do
I think about you day and night,
Its only right, to think about the girl you love
and hold her tight so happy togetherIf I should call you up, invest a dime
and you’d say you belong to me, and ease my mind
Imagine how the world would be
so very fine, so happy togetherI can’t see me loving nobody but you
for all my life
When youre with me, baby the skies will be blue
for all my lifeMe and you, and you and me
No matter how they toss the dice, it has to be
The only one for me is you, and you for me
so happy togetherSo happy together
So happy together (ba-ba-ba-ba ba-ba-ba-ba)
The Squid and the Whale - Noah Baumbach [2005]

Acabei de chegar do cinema. Gostei da imagem granulada e dos movimentos da câmara. Gostei da história. Agora preciso de tempo até o filme assentar. Recomendo. O final melhora o próprio filme. O site não consigo ver, talvez amanhã.
Tinha de vos dar conta disto. Eu escolhi o lugar onde a Anita Ekberg se banhou, mas podem ver até outras cidades, Lisboa inclusivé.
Passam anos sem que eu tire férias e este ano vai pelo mesmo caminho.
Talvez no Verão do próximo ano ou talvez quando eu voltar da Finlândia. O certo é que está decidido que as próximas férias serão em Roma. A culpa é do sr. Fellini e do sr. de Sica e do sr. Tornatore e do sr. Visconti e, mais recentemente, do sr. Scola.
Posto isto, o melhor é mesmo ir colocando, nesta casa, notas para o que quero ver.

O Palazzo Federici, de Mario de Renzi, construído nos anos 30 e que serviu de inspiração ao cenário do filme Una Giornata Particolare. Os edifícios muito altos têm vidros que acompanham as escadas (os elevadores encontram-se resguardados no interior).
Este complexo tinha no projecto original um cinema, hoje tristemente transformado em supermercado.
Um novo conceito de bairro popular, de agentes privados com algum financiamento do Governo, onde se cruza o colectivo e o individual solitário e que serve três momentos do filme: o esvaziamento dos edifícios como preparação para o dia particolare de duas pessoas e o regresso dos moradores que marca o fim… o fim de vários acontecimentos e que eu vou deixar para vocês descobrirem
O pretexto para o filme é o primeiro encontro que Hitler teve com Mussolini, precisamente nos anos 30, pelo que este espaço era o cenário ideal. As cores foram cuidadosamente escolhidas, em 1977 ninguém ía ver um filme a preto e branco, desejo do realizador, pelo que a película levou um tratamento para esbater as cores porque, como diz o cenógrafo, “é difícil fazer um filme a cores, quando a memória é a preto e branco”.
De notar a metáfora de que algo não está bem: quando todas as pessoas saiem dos prédios para irem à parada ver o encontro, a última personagem, um jovem, não consegue atar a fita da bota. Curiosamente, à volta, o mesmo rapaz traz ainda a fita desatada.
Una Giornata Particolare - Ettore Scola [1977]
Marcello Mastroiani e Sophia Loren num filme particolare

Sim, em DVD e versão restaurada
Composer, Pianist, conductor. Ladies and Gentlemen, Lalo Schifrin
I had a cd from the author of the Mission Impossible, wich i did not remember the exactly title.
The music is simply beautiful. Like if we put jazz and Bach together. Very strange, but very beautiful.
It is not easy to find it. So, now and then i make a search for it. In one of this searches, i found the cd in Amazon and the official site of Lalo Schifrin. Just click here.
At your right side you have Schifrin playing Bossa Nova.
Johan: We’re emotinal illiterates. We’ve been taught about anatomy and farming methods in Africa. We’ve learned mathematical formulas by heart. But we haven’t been taught a thing about our souls. We’re tremendously ignorant about what makes people tick.
—
Marianne: Sometimes it grieves me that I have never loved anyone. I don’t think I’ve ever been loved either. It really distresses me.
Scener ur ett äktenskap - [Ingmar Bergman, 1973]
I am always fascinated by Bergman’s work. Every time i see a film or every time i read something that he wrote or every time i hear him talk about things. Now that i saw this Scenes from a marriage, i am prepared to see Saraband. Maybe next weekend.
Escrevi o texto que se segue, na segunda vez que vi o 2046. Levei uma amiga e um amigo comigo. Comprei um bilhete a mais para uma pessoa que já sabia que não poderia ir. Fi-lo porque achei que essa pessoa tinha muitas questões sobre o amor, questões que também eu tinha, questões que não me foram respondidas depois de ver o 2046, mas que me sossegaram alguns demónios.
Enganei-me. A ela, não lhe disse nada, o filme. Quanto a mim, fui mal interpretada, de tal forma que cheguei a interrogar-me várias vezes se a outra pessoa não teria razão.
Não tinha. Descobri isso há pouco tempo, a partir de uma edição especial (em caixa metálica) do dvd do 2046, que encontrei na fnac (é o que eu digo, a fnac é boa é nos dvds de importação - e volto a frisar a vergonha da não existência de uma versão portuguesa com extras). São dois discos, um dos quais com entrevistas. Numa, Wong Kar Wai diz que o In the mood for love é uma história de amor, mas o 2046 é um filme sobre o amor. E, digo eu que, numa história de amor pode haver identificação, mas num filme sobre o conceito, há reflexão.
Saí da sala de cinema quando os créditos começaram e vesti o casaco. Os meus amigos foram dar comigo encostada à parede, em frente à porta, a fumar um cigarro e a apreciar os últimos sons e os créditos do filme.
O texto está escrito no masculino pela razão anterior e acho que já foi publicado em todas as casas (e talvez até já nesta) pelas quais passei. Quem tem acompanhado as mudanças sucessivas de casa, há-de reconhecê-lo ou até achar repetitivo. Reescrevo-o para meu próprio deleite, reescrevo-o para dar conta da edição especial e aproveito para roubar descaradamente uma foto (editada por um grande amigo). (clicar na foto para a ver em todo o seu esplendor)
“1 hora 10 horas 100 horas 10000 horas”
comprara um bilhete a mais. comprara-o para alguém que já sabia não poder ir. por isso, o lugar à sua direita, na sala de cinema, ficara vago durante toda a viagem para 2046. era o nº 14. talvez fosse melhor assim. se o objectivo era recuperar memórias perdidas, talvez fosse melhor ir sozinho. sentia a cabeça a latejar e o corpo exaurido. dormira muito mal na noite anterior. acordara muitas vezes e o pouco que dormira era um sono fragmentado, demasiado leve, hesitante. talvez fosse a iminência da viagem.
mas agora já não podia voltar atrás. era esta a última oportunidade para ir até 2046.“I once fell in love with someone
After a while, she wasn’t there
I went to 2046
I thought she might be waiting for me there
But I couldn’t find her
I can’t stop wondering if she loved me or not
But I never found out”procurá-la. recuperar as memórias perdidas. ocupar o tempo do outro ou deixar que o outro ocupasse o seu tempo. a viagem não foi muito tranquila. de quando em vez, sentia-se empurrado com violência contra as costas da cadeira. isto acontecia sempre que do outro lado da sala se erguia, no escuro, uma gargalhada. uma gargalhada sem sentido, despropositada, como se o seu dono estivesse numa viagem diferente. lembrava-se de ter pensado que o eu e o outro não vêem as coisas da mesma maneira e que, provavelmente, era isto que provocava os desencontros. isto e os segredos.
“Before…
…when people had secrets they didn’t want to share
…they’d climb a mountain
They’d find a tree and carve a hole in it
And whisper the secret into the hole
Then cover it over with mud
That way. nobody else would ever discover it”durante a viagem viu um homem apaixonar-se por uma andróide com movimentos retardados. se lhe era dito algo que a fazia chorar, as lágrimas só brotariam no dia seguinte. o homem pediu à andróide que fossem embora juntos, mas ela nunca respondeu. o homem concluiu que a andróide não respondia, não por ter os movimentos retardados, mas porque amava outro homem. ele, sentado na cadeira, que via os movimentos, que surpreendia os olhares e os silêncios ficou a pensar que os movimentos retardados poderiam bem ser a causa da perda do amor. mas quando pensou isto, lembrou-se de alguém que lhe havia dito:
“recuso-me a acreditar que podemos perder alguém verdadeiramente importante só porque nos atrasamos”
e isso descansou-o.
a viagem acabou antes do seu término. os outros passageiros começaram a levantar-se e a sair da sala. ele vestiu o casaco, dirigiu-se à porta e acendeu um cigarro. enquanto esperava olhava ainda para dentro da sala e deixava os ouvidos enebriarem-se pela música. foi movimentando-se para trás, sem dar por isso, até colar o corpo à parede. foi nesse instante que compreendeu a fragilidade. foi nesse instante que percebeu porque as personagens se agarravam às paredes.
“no amor não há substitutos.”
A morte joga xadrez - Det Sjunde inseglet - Ingmar Bergman (1957)
Death: Don’t you ever stop asking?
Antonius Block: No. I never stop.
Death: But you’re not getting an answer.

Um cavaleiro regressa das cruzadas à terra natal e durante parte da sua jornada é acompanhado pela morte, com quem vai jogando uma partida de xadrez. É este jogo que decidirá o enredo.
Será que Deus existe?, é uma pergunta que ao mesmo tempo percorre transversalmente o filme deixa lugar a uma outra, Que fizémos de bom?
Antonius Block: Faith is a torment. It is like loving someone who is out there in the darkness but never appears, no matter how loudly you call.
(…)
Jöns: Love is as contagious as a cold. It eats away at your strength, morale… If everything is imperfect in this world, love is perfect in its imperfection.
Blacksmith Plog: You’re happy, you with your oily words. You believe your own drivel.
Jöns: Believe it? Who said? But I love to give pieces of advice.
Uma obra-prima de Ingmar Bergman.
En Lektion i kärlek [Ingmar Bergman, 1954]
filme do fim-de-semana:

(o Bergman aparece atrás de um jornal, no comboio - esta foi uma das últimas informações que o sr. Miguel me deu antes de partir para a Índia)
A minha música preferida da OST do 2046. Às primeiras notas, é-me necessário parar todos os movimentos do corpo, e canalizar a energia para os ouvidos.
I think most people miss that
about you and I watch wondering
how they can watch you bring them
food and clear their dishes and
never get that they have just met
the greatest woman alive… And
the fact that I get it makes me
feel great… about me!
There are some who say that life is an illusion, and reality is but a figment of the imagination.
Ashes of Time
i wonder if it works…
California Dreamin’ and Chungking Express revisited
When a machine can see what we can not see: Blow Up - Michelangelo Antonioni [1966]

What is real? And what is not?

I can see the tennis ball. What about you?
Viskningar och rop [1972] - Ingmar Bergman
Come what may, this is happiness. I cannot wish for anything better. Now, for a few minutes, I can experience perfection. And I feel profoundly grateful to my life, which gives me so much.

Três mulheres esperam a morte de uma quarta, na casa onde passaram a infância [a infância é extraordinariamente importante em Bergman]. As mulheres vestem-se de branco e movem-se num espaço vermelho.
A morte e a rememoração do passado. A alma. Vermelha.

Anna. Tão pura a forma de sentir, que me é impossível de traduzir por palavras.
Cada vez que vejo um filme de Bergman fico fascinada com a forma que ele constrói para fazer passar o conteúdo.
Saíu, em Portugal, pela mão da Assírio & Alvim o argumento de três fimes de Bergman. Não o guião, mas o argumento, onde o realizador vai explicando o que quer fazer, como quer que a luz esteja, que cores quer que o cenário tenha, etc
Uma conversa que Bergman vai tendo connosco, onde nos vai explicando o que quer fazer: Caros amigos, vamos fazer um filme juntos, mas diferente dos que já realizámos.
Este volume incorpora o argumento dos filmes Lágrimas e Suspiros, Persona e Dependência.
E se começo com um excerto do filme, acabo com um excerto do livro:
(Não sei explicar o que vai seguir-se. O que é importante é que a situação deva parecer imediatamente natural, real, e contudo carregada de segredos e assim permanecer.)
Anna apercebe-se que a morta chorou, as lágrimas correram pelas suas faces e caíram na almofada branca de renda. Os olhos continuam bem fechados, mas as pálpebras fremem. Anna tenta de novo falar, mas não consegue. Senta-se à beira da cama e aguarda sem preocupação nem angústia. Pega nas mãos magras de Agnès, mas mantém-nas na mesma posição. Os lábios de Agnès começam a mover-se e depois a falar numa voz distante, alterada, difícil, profundamente exausta:
- Tens medo de mim, agora?, pergunta.
Anna abana a cabeça. Não, não tem medo.
- Vês bem que eu estou morta, diz Agnès.
Anna não pára de olhar para Agnès e continua a pegar-lhe nas mãos.
- Só que não consigo adormecer. Não sou capaz de vos deixar (Geme docemente e as lágrimas correm-lhe das pálpebras fechadas) Ninguém me pode ajudar?, lamenta-se. Estou tão fatigada.
- Isso não passa de um sonho, murmura Anna num primeiro impulso.
- Não, não é um sonho, responde Agnès, mortificada. Para vocês talves seja um sonho, mas não para mim.
Os que escolhem os filmes pelos óscares podem ficar descansados e vê-lo sem receio: ganhou um
The Rocky Horror Picture Show [1975]
Once in a while, she don’t want to call you
Speaking on the telephone
And once in your life, she won’t want to know you
You look around
The one you’ve found, she is goneAnd that’s all the time that it takes
For a heart to turn to stone
The sweeter the wine
The harder to make the break
You hear something about someone
You’d thought you’d knownSo baby don’t cry like there’s no tomorrow
After the night there’s a brand new day
And there’ll be no pain, and no more sorrow
So wash your face
And phone my place, it’ll be OKAnd that’s all the time that it takes
For a heart to beat again
So give me a sign
That a lover makes
You look around
The one you’ve found is back again
Alice Bowman: My daughter is buried in Africa. Who can explain that!
Terry Thorne: What was her name?
Alice Bowman: Mali. Mali Jasmine Bowman
Terry Thorne: It’s a beautiful name.
Alice Bowman: You know, nobody ever asked me that.
Proof of Life [2000]
I suppose names are not very important. But sometimes ask about them is. So, what is your’s?
À entrada, tanta gente, tanta gente. Sinto um aperto: a última vez que fui ao cinema com tanta gente fiquei traumatizada…
Mas não, hoje não. Hoje portou-se muito bem, esta gente ![]()
O mais belo filme do mundo, o ícone da perfeição do cinema mudo, orquestrado ao vivo.
O que eu mais gostei:
da entrada de um novo instrumento aquando do aparecimento do nome do realizador
do assobio
da música que acompanhava a cena do homem com a vamp ter um som por trás que rangia, desagradável
do silêncio no tempo certo
O que eu senti falta:
de um som que transmitisse o chamamento de desespero do homem, quando procuram a mulher (na versão original há uma espécie de som de barco no nevoeiro belíssimo)
do grão da fotografia, a projecção de um DVD torna a imagem demasiado perfeita.
Hoje, que dia correu tão mal, salvou-se o fim.
um dia, em vez de o vermos partir, iremos sentir que ele parte

In the year 2046, a vast rail network spans the globe
A mysterious train leaves for 2046 every once in a while
Every passenger going to 2046 has the same intention
They want to recapture lost memories
Because nothing ever changes in 2046
Nobody really knows if that’s true
Because nobody’s ever come back
Except me
998.
997.
If someone wants to leave 2046…
…how long will it take?
Some people get away fairly easily
Others find that it takes them much longer
I forget how long I’ve been on this train
I’m starting to feel very lonely
As I recall many have gone to 2046
You’re the first to come back
May I ask why you left 2046?
Whenever anyone asked why I left 2046…
…I gave them some vague answer
Before…
…when people had secrets they didn’t want to share
…they’d climb a mountain
They’d find a tree
and carve a hole in it
And whisper the secret into the hole
Then cover it over with mud
That way. nobody else would ever discover it
I once fell in love with someone
After a while, she wasn’t there
I went to 2046
I thought she might be waiting for me there
But I couldn’t find her
I can’t stop wondering if she loved me or not
But I never found out
Maybe her answer was like a secret…
that no one else would ever know
All memories are traces of tears
Há muitos, muitos anos atrás vi, no Teatro Académico de Gil Vicente em Coimbra, um filme francês.
Saí da sala com uma impressão tão forte, ao nível das imagens, belíssimas [mar, areia e corpos], que esqueci título e realizador. Do filme só sabia que o sobrenome da directora de fotografia era o mesmo desse outro que meteu o Fritz Lang a fazer de Fritz Lang, numa adaptação de um livro do Moravia - que viu os seus livros transformados em filmes pelas mãos de grandes como De Sica e Bertolucci.
Godard.
Do argumento, pouco me lembrava também. Embora perceba Francês, é-me mais fácil ler do que ouvir. Tive ao meu lado, durante o filme, um casal em que a esposa repetia ao marido o que se dizia no filme, pelo que consegui ouvir e perceber muito pouco. Mas as imagens ficaram até hoje.
E hoje descobri que filme era: Beau Travail, realizado pela Claire Denis, curiosamente, também realizadora de um filme sobre o qual tenho curiosidade [Nénette et Boni], com direcção fotográfica de Agnes Godard.
Sway (Quien Sera) - Dean Martin
When marimba rhythms start to play
Dance with me
Make me sway
Like the lazy ocean hugs the shore
Hold me close
Sway me moreLike a flower bending in the breeze
Bend with me
Sway with ease
When we dance you have a way with me
Stay with me
Sway with meOther dancers may be on the floor
Dear, but my eyes will see only you
Only you have that magic technique
When we sway I grow weakI can hear the sound of violins
Long before
It begins
Make me thrill as only you know how
Sway me smooth
Sway me nowQuien sera el que me quiere a mi
Quien sera
Quien sera
Quien sera el que me de su amor
Quien sera
Quien seraI can hear the sound of violins
Long before
It begins
Make me thrill as only you know how
Sway me smooth
Sway me nowSway me smooth, Sway me now!

O mais belo filme do mundo, nas palavras de Truffaut. Uma das mais belas histórias de amor.
Começa com um comboio. Tem uma sequência de planos absolutamente fabulosa e não precisa de palavras.
Aqui há tempos, a pensar em mandar vir o dvd da amazon interrogava-me para uma amiga sobre as legendas, deveriam vir em inglês. Passado algum tempo, olhámos uma para a outra e dissemos ao mesmo tempo: “Mas é mudo!”
Este filme está tão bem conseguido, que mesmo mudo conseguimos ouvir as personagens. Lembro-me da feira, onde o marido entusiasmado tenta fazer escorregar um porco, lembro-me da mulher a olhar para o salão de baile, maravilhada, a puxar a manga do casaco do marido “olha podíamos ir dançar…” e o marido “espera um pouco, está quase a cair!!!”, a mulher vê um casal que dança face com face e torna a puxar a manga do casaco do marido “anda, vamos dançar, sim?”
Na imagem, podemos ver o marido a proteger a mulher, que pensou assassinar, da grande cidade. Encolhida, que a inocência, quando tem medo, encolhe-se, enrola-se sobre si própria.
e agora, vou até uma sala escura, com o amor à frente e o silêncio em volta
With Gong Li (in the picture) and Ziyi Zhang [2046]. Gong Li is one of my favorite actresses.
Gong Li is a thoughie. The severe planes of her face, the military erectness of her posture, the snarl she puts in her voice, all give an irresistible insolence to China’s first international star actress. From the time of her early films like Ju Dou and Raise the Red Lantern, which she made for her directing mentor (and then lover) Zhang Yimou, she has encarnated the kind of woman you wouldn’t dare mess with, yet would love to try.
Time Magazine. Hollywood’s Asian Romance. January 9, 2006. Pp. 38-43.
Wong Kar Wai - Chungking Express revisited
We’re all unlucky in love sometimes. When I am, I go jogging. The body loses water when you jog, so you have none left for tears.
If memories could be canned, would they also have expiry dates? If so, I hope they last for centuries.
Não é só o nome. Pasolini foi encontrado assassinado precisamente um ano antes de eu nascer, 2 de Novembro de 1975.
Desde ontem, a Trilogia da Vida, no TAGV, às 21h30, em Coimbra. Hoje, Decameron, histórias de Boccaccio.
Neste site, é possível ter acesso a audio e video, na secção Omaggio a Pasolini. No site propriamente dito, acesso à vida e obra. Grande parte está em italiano
, mas há traduções para outras línguas.
Em 2005, a Assírio & Alvim deu à estampa o Poemas.
Apesar de já ter visto estes três, gostaria de os ver em ecrã gigante… ontem e hoje, impossível. Se amanhã uma certa e determinada pessoa chegar a tempo, talvez. Quanto a vós se puderem, aproveitem.
Depois de Central do Brasil e Diários de Motocicleta, Walter Salles parece estar ocupado com a adaptação de “On the road”, do Kerouac, com produção de Francis Ford Coppola, previsto para 2007.
Os românticos podem esperar pelo estranho Paris, je t’aime, em 2006.
Luis Buñuel - Un Chien Andalou (1929)
Aqui não há coerência. Aqui atropela-se a lógica com prazer e na premiere espera-se atrás do ecrã, com pedras nos bolsos ante o receio de ser atacado pela audiência confusa
Não tivesse o guião sido escrito por esses dois grandes do surrelismo: Buñuel e Dali, este último com o papel de padre arrastado com o piano numa das cenas do filme.
15 minutos e 34 segundos de confuso deleite…


