O melhor é começar do princípio.
A minha primeira experiência com um computador foi estar à frente a um ecrã preto com umas letrinhas a laranja, preparada para programar em Pascal, em 1994. Não durou muito e poucas reminiscências tenho - desisti nos Arrays e foi das melhores coisinhas que fiz na vida.
Comecei a trabalhar em windows, quando finalmente desisti de Matemática e entrei em Jornalismo, em 1999. Depois do estágio no Público, decidi tirar PhD em História [novas tecnologias; e-learning] e comecei em 2003 a trabalhar em Linux. Primeiro Slackware, depois Gentoo. Quando lhe apanhei o gosto foi um experimentar de distribuições que nunca mais acabava. Instalei de tudo. Agnula, Debian, uma coisa chamada Peanuts, Slackware, Suse, Fedora, Kurumin (live e instalado), eu sei lá que mais, e, quando saíu, Ubuntu (esta era a que mais tempo durava no meu computador, na verdade sempre tive um carinho especial pelas debian-based).
Fiquei conhecida como a “miúda das distribuições” e perguntavam-me amiúde “que distribuição de linux me aconselhas?” ou “precisava de uma distro que corresse do cd regravável e pudesse gravar coisas” e eu “se estás a começar, experimenta ubuntu” ou “Damnsmall Linux é sempre bem, mas se trabalhas habitualmente em Gentoo experimenta FlashLinux. Podes metê-la na pen”.
A única distro que nunca consegui instalar, tive de pedir a um amigo, developer, foi Gentoo. Acho que arranjei um problema emocional com esta distro. Tinham-me dito que mesmo que a instalação não corresse muito bem, havia sempre a possibilidade de corrigir, mas da última vez que tentei a máquina devolveu-me um kernel panic. Um amigo disse-me “epá, Paula [há pessoas que me tratam por Paula], se te apareceu um kernel panic, isso significa que a máquina desistiu”. E olhem que é duro estar em frente a uma máquina que nos diz “Tu, disto não percebes patavina e eu desisto!”
Curiosamente, acho que é a mais fácil de manter - emerge life, the universe and everything 
Ao mesmo tempo mantinha uma partição de Windows, quer para o software para aprender línguas, quer para o trabalho-trabalho em que precisava de comunicação máquina-a-máquina e um sistema Linux confundia sempre os colegas. Reservava o Linux para o trabalho-estudo 
De forma que, era uma desgraçada. Acontecia-me de tudo: blue-screens; reboots sem a minha intervenção; computador crashado etc,etc.
E Apple? Quando chega? Já lá vamos, que ainda tenho uma hora de updates e há muita gente por aí entretida com um certo e determinado jogo de futebol.
Assim, quando precisei de comprar um laptop disse para mim mesma: vou comprar um computador de gente crescida, aprendo um novo OS, e o Linux - disseram-me - ainda desliza melhor. A Apple tinha lançado os intel based, o que para mim era ouro sobre azul, já que podia continuar a usar o meu software para aprender línguas.
Na altura, estavam bastante caros pelo que optei pelo mais pequenino, 1.8 de processador, 80 giga de espaço em disco, 512 mega de memória, 15,4″.
E o Macbook Pro chegou. Lindo! Em breve, começou a ter febres muito altas, de não se lhe poder tocar em algumas regiões como por cima das teclas de função e nas extremidades, e devia ter dores, porque gemia bastante, tanto que se alguém se sentasse perto, na biblioteca, começava logo a olhar de lado para mim.
Procurei nos fóruns o que era isto, mesmo com todos os updates, firmware incluído.
Parece que esse laptop, cuja série era 8611, tinha esses problemas e a Apple sabia disso. Contactei a loja onde o tinha comprado e disseram-me que o podiam devolver à Interlog (representante da Apple em Portugal), que eles iriam fazer testes e iria demorar.
Fiquei de todas as cores. Estou a trabalhar com Universidades de três países e essas pessoas só me podem contactar via email, para além de estar a desenhar um mestrado online.
Decidi contactar directamente a Interlog, que se disponibilizou de imediato a fazer a troca, dando conhecimento à loja onde comprei o Macbook Pro. Entretanto, voltei a enviar um email à Interlog a dizer que não queria um laptop dessa série que sabia ter problemas e que nos fóruns tinha encontrado pessoas que diziam que esses problemas já estariam resolvidos na série 8612.
Passaram-se alguns dias sem que eu tivesse resposta, pelo que pensei que não me iriam resolver o problema. Entretanto, a loja onde comprei o mac telefonou-me a dizer que a Interlog tinha computadores para trocar, mas eu deveria levar a máquina nessa quarta-feira de forma poder tê-la na sexta. Resultado: foi um fim-de-semana em windows, com um computador emprestado por um colega. Um pesadelo!
Nessa mesma sexta-feira, telefonaram-me da Interlog dizendo-me que mesmo a série 8612 parecia ter alguns problemas e se eu podia esperar até 29 de Junho, altura em que viriam os novos mac com processador de 2 gigahertz e os quais já não tinham esses problemas. Expliquei que já tinha enviado para Lisboa, a pedido da loja que me vendeu a máquina, o meu laptop, mas como ainda faltava bastante tempo para o final do mês, não podia ficar sem computador. Pelo que a Interlog me enviou outro da mesma série, pedindo-me que visse se tinha os mesmos problemas. Neste caso, eu deveria contactá-los de forma a reservarem um mac com processador de 2 gigahertz, sem mais encargos para mim (logo depois de o ter comprado os preços desceram). Parece que por dentro são diferentes.
Logo no primeiro dia do segundo mac fiquei sem tecla 8, no dia seguinte perdi o resto dos números, excepto o zero e à tarde perdi o ctrl. Não fazia tanto barulho como o meu, mas fiquei com a impressão de que aquecia mais.
HOJE
chegou o novo macbook pro, 2.16 de processador. Já instalei quase tudo o que preciso, estou a acabar de fazer os updates. Está quente, mas nada comparado com os outros dois que tive. E barulho, ainda não notei que fizesse.
Estou radiante com o computador. A Interlog teve uma postura exemplar e devido à minha situação, conseguiu que se fizesse a troca na cidade onde moro de forma a que eu não ficasse mais tempo sem computador (enquanto ía e vinha para Lisboa). Pelo que apesar de tudo, fiquei realmente impressionada com o professionalismo deles.
E agora? Agora os updates terminaram e a máquina está a pedir-me reboot